Transformação Cultural: como o CPQD se transformou por meio da gestão da cultura e valores

Sebastião Sahão Júnior, CEO do CPQD, apresentando o case de transformação cultural.


Sobre o CPQD

O CPQD é uma organização privada com mais de 40 anos de vida, líder em inovação e com foco em tecnologias da informação e comunicação.  

Foi criado em 1976 como centro de pesquisa e desenvolvimento da Telebrás para servir ao Brasil no setor de telecomunicações.

Em 1998, a empresa foi privatizada, tornando-se uma fundação de direito privado, e se viu na desafiadora tarefa de aprender a viver em um mercado altamente competitivo

Segundo o presidente, Sebastião Sahão Júnior, essa foi uma jornada desafiadora e de muito aprendizado.

Hoje, após 21 anos, o CPQD mantém um portfólio abrangente de soluções que são utilizadas nos mais diversos segmentos de mercado, no Brasil e no exterior, e aceleram a geração de valor no processo de transformação digital, contribuindo para a excelência operacional das organizações, a transformação da experiência dos usuários, a reinvenção de modelos de negócios, a segurança, conformidade e a criação de novos produtos.

Referência tecnológica no país, o CPQD integra o ecossistema de inovação aberta que vem alavancando o empreendedorismo, por meio de sua competência em Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Conectividade, Blockchain e Mobilidade Elétrica.

O CPQD atua em toda a jornada de inovação, da ideia à implementação, e é apaixonado pela tecnologia que gera o desenvolvimento, o progresso e o bem-estar da sociedade.

O problema

Enquanto centro de pesquisa e desenvolvimento de natureza pública, a cultura do CPQD foi forjada de forma orgânica e intuitiva, com a sua atenção voltada a atender as necessidades e os interesses estratégicos do governo.

O modelo de negócios se apoiava em investimentos públicos e se relacionava com a natureza de sua atividade principal, como a de atender necessidades estratégicas no desenvolvimento de tecnologias.

Até aquele ponto não se visualizava a importância de uma cultura mais robusta, voltada para resultados. Esse não era o foco. O grande desafio surgiu a partir do processo de privatização do sistema Telebrás, que transformou o CPQD em uma fundação. Segundo Sebastião:

A partir do marco da privatização do sistema, entramos nesse mundo globalizado e os desafios da busca pela sustentabilidade financeira se apresentaram. Nós não tínhamos ideia do quanto a cultura seria importante para que a gente pudesse encarar os desafios apresentados.

A empresa entrou em crise, o que impactou muito o ambiente interno, e um dos fatores foi exatamente a falta de atenção para a gestão da cultura da organização. Até então, o CPQD não tinha enxergado a tamanha importância da clareza de valores, comportamentos e atitudes necessárias para fortalecer a organização e crescer diante do novo contexto.

Entre as principais dificuldades enfrentadas pela empresa estavam o desafio em lidar com a crise externa e com a competitividade do mercado, de se reequilibrar financeiramente, de engajar seus colaboradores para atingir percentuais maiores de realização das metas e aprimorar o clima interno, mantendo aquilo que era bom e positivo da cultura até então instaurada e construindo novos aspectos que ajudariam a fortalecer um novo CPQD.

Portanto, o desafio vem a partir da identificação de um gap: de um lado, a expectativa e a necessidade de um CPQD preparado para o futuro com a construção de uma cultura que sustentasse o seu crescimento e, de outro, uma realidade desafiada pela crise, pelo processo veloz e de constante mudança do mercado e pelas próprias expectativas dos colaboradores, que vieram mudando com o tempo.

De olho no futuro, foi compreendido que a mudança era necessária para dar longevidade ao CPQD. Assim, surgiu o desafio de redirecionar, fortalecer e disseminar uma cultura organizacional focada em resultado, engajamento e inovação, assegurando um alinhamento profundo do jeito de pensar, sentir, querer e agir, visando a excelência no cumprimento do propósito organizacional e a evolução sustentável do CPQD.

A solução

O primeiro ponto foi entender a importância da cultura e dos valores e dar um verdadeiro mergulho no estado em que o CPQD se encontrava naquele momento. Falar em gestão da cultura e valores era novidade no dia a dia da empresa.

Foi realizada, então, uma espécie de scanner na organização, a fim de identificar o “cenário atual”  e verificar as potencialidades e desafios existentes pela ótica dos colaboradores da empresa.

O que foi encontrado com esse estudo foram questões como “redução de custos”, “burocracia”, “insegurança do emprego”, “foco no curto prazo”, entre outros. O que chamou a atenção foi que 8 entre 10 dos valores mais votados eram valores potencialmente limitantes, de acordo com a metodologia empregada.

Diante desses dados, o segundo passo foi conscientizar a liderança sobre seu papel nesse processo e definir quais valores seriam os ideais para suportar a estratégia. Para isso, foi necessário entender os valores visualizados pelos colaboradores e pensar:

Quais crenças, comportamentos e atitudes nós precisamos para essa organização?

A partir do momento em que a cultura desejada foi definida e os líderes tiveram a compreensão de que a mudança e a transformação começavam com a transformação da liderança, o processo obteve enorme avanço.

A cultura da organização é um reflexo dos valores dos líderes do passado e do presente. Se você quer ter uma transformação cultural, você também deve encorajar que os líderes mudem ou você tem que mudar os líderes.

                    – Richard Barrett, fundador do Barrett Values Centre

Assim, o CPQD passou a entender que valores são extremamente importantes para a criação de empresas de alta performance e culturas positivas. Eles são a base de todas as necessidades das pessoas, segundo Richard Barrett.

A empresa compreendeu que a performance dos colaboradores envolvia alinhar os valores das pessoas aos da organização, pensando em estratégia, engajamento, bem-estar e resultados da companhia.

Após o alinhamento da alta liderança, foi definido um grupo de cultura para elaborar os planos de ação. Esse grupo seria o canal de comunicação entre a alta liderança e os demais colaboradores.

A cultura é definida top down, mas ela é implementada bottom up. Em outras palavras, a cultura é definida de cima para baixo (top down) por meio da liderança, com base nas informações capturadas a partir de toda organização, mas é implementada de baixo para cima (bottom up) com colaboradores alinhados aos valores que sustentam a estratégia estabelecida.

E, nesse momento, o grupo de cultura foi essencial para garantir a implementação das ações. Isso porque a cultura é definida por quem entende da estratégia, mas quem vai suportar isso, construir os significados e fazer tudo acontecer são os colaboradores.

Raquel Pieroni, Diretora de Gestão Corporativa e de Pessoas do CPQD, compartilha dessa visão:

O engajamento que tivemos dos nossos colaboradores fez toda a diferença para superarmos todos os desafios, pois funcionam como disseminadores da nova cultura na organização como um todo e são rápidos ao alertar sobre o que não está funcionando bem para que possamos agir com assertividade.

A metodologia utilizada foi baseada no modelo dos sete níveis de consciência do Richard Barrett e dos 5 Cs de Cultura Crescimentum, a fim de garantir a Compreensão do estado atual e necessidade de mudança, o Comprometimento da liderança com o processo, a Co-criação dos 3 Ps (planos de ação abaixo mencionados), a Construção da nova realidade e a etapa de Conferir, que retroalimenta o processo, aprendendo com ele.

PCI: Plano de Comunicação Integrada

Quais são os significados e como o ambiente comunica os valores da empresa?

Esse foi o momento de comunicar os valores com os seus significados e comportamentos, reformular o ambiente, a comunicação visual e pensar na imagem do CPQD através de símbolos e artefatos.

PAF: Plano de Alinhamento Funcional

Os sistemas e processos decisórios da empresa reforçam a cultura estabelecida?

Nesse segundo momento, repensamos os subsistemas de RH de acordo com a cultura: remuneração, contratação, demissão, tomada de decisões, promoções, reconhecimentos, entre outros.

PDL: Plano de Desenvolvimento da Liderança

A liderança está alinhada à cultura?

Por fim, o desenvolvimento da liderança foi o grande foco. Afinal, os líderes são os grandes promotores dessas mudanças. Dessa forma, tivemos 32 workshops para treinar ferramentas com foco em liderança, encontros de sustentação, além do alinhamento dos significados e comportamentos dos líderes à cultura. Foram 32 oportunidades de falar sobre cultura com a alta liderança, gerentes, coordenadores e time de cultura.

Resultados

A partir desse processo, apuramos dados muito interessantes e animadores, especialmente em relação ao aumento do alinhamento de valores, e a redução significativa da Entropia Cultural.

Na pesquisa aplicada inicialmente, havia apenas um valor percebido na cultura atual que correspondia aos valores estrategicamente definidos como essenciais para o tornar o CPQD uma organização ainda melhor no futuro.

Depois de muito trabalho do CPQD em conjunto com a Crescimentum, reaplicamos a pesquisa e visualizamos que o número de valores presentes na cultura atual foi 3 vezes maior, o que demonstra maior nível de alinhamento de valores entre o que a organização é e o que ela deseja ser.

Além disso, ao perguntar para as pessoas quais seriam os valores desejados, todos os valores estrategicamente definidos se apresentaram como importantes na visão das pessoas.

Um grande resultado foi um ambiente mais aberto, onde as pessoas perguntam mais, tomam iniciativas e se expõem, proporcionando mais protagonismo, inovação e discussões transparentes entre colaboradores e líderes.

Ao longo do processo, houve uma mudança de mindset e ela foi tão significativa que os resultados acabaram se tornando uma consequência natural e crescente. Como aponta Sebastião,

Hoje, nós estamos preocupados com a felicidade das pessoas, com a transparência, engajamento, prática dos valores e o resultado é uma consequência. Em dois anos consecutivos, estamos muito próximos da meta. Mas, indo além disso, a gente fala muito de uma organização saudável.

A transformação do CPQD incluiu uma profunda mudança estrutural de um modelo hierárquico e vertical para uma estrutura mais horizontal, com implementação de metodologias ágeis e mudança de marca e reposicionamento.

Tudo isso não seria possível sem a transformação cultural que envolveu a declaração de comportamentos, reformulação do ambiente, artefatos e símbolos, sustentado por um robusto programa de desenvolvimento da liderança.

Outro resultado a ser destacado foi a redução da taxa de Entropia Cultural de 36% em 2017 para 14% em 2019. A Entropia é a medição da quantidade de energia gasta em coisas improdutivas e do desgaste sofrido pelas pessoas, impactando diretamente o nível de bem-estar e engajamento.

Caracterizamos essa experiência como um case a ser celebrado pela clara melhoria no ambiente de trabalho, onde as pessoas confiam cada vez mais no que está sendo feito e se sentem seguras para ser quem verdadeiramente são.

Tudo isso vem contribuindo para um espaço de mais inovação, agilidade, foco em resultados, colaboração, respeito, o que patrocina o crescimento da organização. Portanto, percebemos valores mais alinhados aos objetivos estratégicos da empresa.

Esse é um momento de celebração dos excelentes resultados obtidos até aqui no Movimento de Transformação Cultural do CPQD, que nos permite considerar este um case de sucesso.

Por outro lado, essa constatação apenas serve de estímulo para seguir em frente, pois ainda existe muito a ser feito para consolidar e fortalecer essa cultura para que apoie a construção de um legado para as próximas gerações.

Por Guilherme Marback, head de Cultura da Crescimentum

Capitalismo consciente: o segredo do sucesso das organizações guiadas por propósito

Imagine que, a partir de agora, as empresas não se preocupam mais com o lucro. Você consegue visualizar o que a sua organização entrega de diferencial para a sociedade? Ao fazer esse exercício, estamos refletindo sobre um tema que vem se tornando pauta frequente das organizações do futuro: o capitalismo consciente.

Pode parecer improvável combinar essas duas palavras juntas, mas esse é um movimento que vem ganhando importância no mundo corporativo, e nesse artigo, quero te sensibilizar sobre a sua responsabilidade enquanto profissional de RH. Boa leitura! 

O que é capitalismo consciente?

Vemos que o mundo mudou e a sociedade evoluiu. Hoje, o acesso à informação é maior e estamos muito mais conectados e conscientes sobre nosso papel na sociedade

Nessa Era, cada vez mais visualizamos uma onda na qual consumidores e cidadãos procuram ser mais criteriosos a respeito dos produtos que consomem e até mesmo sobre como consomem. Em geral, pessoas estão mais conscientes sobre seu impacto no mundo.

Com essas nova realidade, a forma como vivíamos no passado não serve mais para pensar e agir no presente, e isso se reflete em diversas áreas. Até mesmo o capitalismo passa a ser pensado de forma diferente e para além do lucro empresarial. 

Em um contexto no qual vemos diversas empresas bem-sucedidas e outras tantas em ascensão, passamos a questionar o sentido de grandes movimentações financeiras que, no fim, não geram nenhum benefício para além do mundo corporativo. 

Isso traz à tona uma reflexão sobre a responsabilidade organizacional e o capitalismo consciente surge a partir desse mindset. De forma ampla, o conceito destaca a necessidade das empresas em gerarem valor para a sociedade, e não estamos falando de valor financeiro. 

No capitalismo consciente, existe um movimento de empresas que trabalham para ser a melhor empresa para o mundo e não apenas as melhores empresas do mundo. 

O mindset sustentável

Nesse cenário, uma palavra é fundamental ao se pensar em negócios: sustentabilidade. Pensar de forma sustentável é visualizar que a sociedade, o planeta e as empresas estão interligados.

Dessa forma, entende-se que é preciso garantir a perenidade não apenas das empresas, mas de toda a comunidade e do mundo. Afinal, nossas empresas estão inseridas dentro da comunidade, mas a comunidade está inserida no planeta

Empresas devem sempre ter em mente que não estão isoladas e que impactam o mundo, positiva ou negativamente. Saindo do mindset individualista para o sustentável, deixamos a visão exclusivista e passamos a ter uma visão holística e mais consciente. 

Quando falamos de sustentabilidade e capitalismo consciente, um exemplo que não posso deixar de trazer é o da Whole Foods, uma rede de supermercados multinacional dos Estados Unidos. 

A empresa é uma referência no assunto, especialmente por sua Declaração de Interdependência, um documento onde a Whole Foods reconhece que o sucesso da rede é limitado ao sucesso dos atores de sua cadeia produtiva, desde o agricultor orgânico ao CEO. 

Essa declaração mostra a preocupação em reconhecer que a empresa não é uma espécie de “universo à parte”, dependendo diretamente de diversos elementos e, especialmente, de pessoas.    

Como tornar minha organização mais consciente?

Quando falamos em consciência nas empresas capitalistas, falamos de empresas que trabalham de forma diferenciada e com muito mais senso de pertencimento social

São 4 princípios que norteiam as organizações conscientes. Esses princípios auxiliam empresas, criando confiança e negócios saudáveis, perenes e resilientes. Os pilares que fundamentam o conceito do capitalismo consciente são:

Propósito massivo transformador

Empresas conscientes entendem que precisam ser boas não apenas em seus produtos e serviços, mas na sua contribuição para o mundo. Nesse sentido, o verdadeiro propósito do trabalho é melhorar o mundo e gerar impacto positivo para muitas pessoas. 

Liderança consciente

A liderança é a responsável por disseminar o propósito da organização e incentivar o melhor de cada colaborador para que esse objetivo maior seja alcançado, proporcionando transformações positivas e agregando valor para a comunidade. 

Valorização dos stakeholders

Para o funcionamento de uma organização, todos são importantes. Desde o segurança do prédio aos grandes diretores. Valorizar os colaboradores é essencial, visto que, sem eles, todo o processo acaba comprometido. 

Cultura forte

Quando você constrói os pilares acima, você cria uma cultura muito mais forte e engajada dos colaboradores, consumidores e até mesmo da comunidade. A cultura é importante, porque atrela os valores do negócio às estratégias, sem que a identidade se perca. 

Organizações guiadas por propósito

Dentre todos os itens acima, um dos que considero mais importante atualmente é a definição de um propósito. Afinal, em um mundo cada vez mais competitivo, o que nos diferencia de nossos concorrentes no momento da definição da compra? 

Uma proposta de valor que vá além do produto é um grande diferencial e até mesmo uma vantagem competitiva nesse cenário. O propósito, além de guiar toda a organização para uma direção em comum, gera engajamento interno e cria verdadeiros fãs da marca. 

Existem grandes empresas que mostram que trabalhar com propósito gera lucro. No capitalismo consciente, esse lucro surge principalmente a partir de uma cultura de autenticidade, alegria, interesse genuíno, compaixão e amor. 

Além da Whole Foods, são exemplos de empresas conscientes a Amazon, Johnson & Johnson, Google, Ebay, Starbucks, Honda, Harley Davidson, BMW, entre outras. No Brasil, uma referência do movimento é a Natura.

Organizações que aderiram ao capitalismo consciente possuem uma cultura forte e alinhada a fim de fortalecer todos os valores e ter a unidade necessária para trabalhar com clareza de propósito. 

Por isso, cultura tem sido pauta cada vez mais frequente nas empresas quando o assunto é alcance de objetivos, perenidade, unidade, resultados, performance, crescimento organizacional e bem-estar dos colaboradores. 

Para que toda a empresa esteja alinhada, é necessário a construção de uma cultura forte. Por isso, criamos o Guia de introdução à cultura organizacional, visando ajudar você a construir uma organização mais consciente, e alinhada a valores e estratégias. 

Se você quer transformar a sua empresa em uma especialista não apenas na venda de produtos e serviços, mas na resolução de problemas sociais, impactando positivamente a sociedade, leia o material e comece a transformar a cultura da organização! 

Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum

O que podemos aprender com o paradigma da abundância e da escassez?

Já ouviu falar no paradigma da abundância e da escassez? Na vida pessoal e no mundo corporativo, a forma de enxergar as situações faz toda a diferença e o seu modo de lidar com elas, pode te impulsionar ou te bloquear.

No artigo de hoje, falarei sobre esses mindsets opostos que estão tão presentes em nosso dia a dia, sem que, muitas vezes, tenhamos consciência: um sob a perspectiva da falta e o outro, da prosperidade

Além disso, quero te mostrar como cada paradigma pode influenciar quando o assunto são empresas e um bom posicionamento de mercado. Boa leitura!

O paradigma da escassez

O mundo mudou drasticamente. Vimos tecnologias disruptivas surgirem e é nesse cenário que emergem empresas diferenciadas como Google, Amazon, Zappos, Microsoft e Instagram. 

Mas em um mercado altamente competitivo, ágil e inconstante, sabemos que as coisas são complexas e exigem muito mais de nós. Tendo isso em vista, não é incomum identificar ou reproduzir pensamentos como:

  • “Não há mais vagas de emprego!”
  • “Minha empresa não tem o suficiente para se destacar!”
  • “Quais são as minhas chances nesse mercado?”

E é exatamente esse tipo de pensamento que define o paradigma da escassez. O medo e a insegurança são altamente disseminados por esse modelo de pensamento, que “bloqueia a visão” para oportunidades de crescimento e aprendizado. 

A grande questão no paradigma da escassez é que acreditamos que não conseguiremos alcançar nossos objetivos, que faltarão oportunidades, recursos e competências. E a competitividade excessiva e a negatividade surgem disso.

Portanto, esse mindset nos faz pensar que devemos “derrotar” o outro, porque não existe o suficiente para todos. Conflitos, falta de união, hipercompetitividade, pressa e negatividade, são provenientes dessa mentalidade.

Mas esse mindset permite o crescimento das organizações na Era Exponencial? Como conseguir construir organizações mais resilientes, que aprendem com os erros inéditos e que estão motivadas para inovar?

Certamente, nada disso é possível por meio do paradigma da escassez!

O paradigma da abundância

Em contrapartida, o paradigma da abundância visualiza possibilidades mesmo em meio às mais complexas situações. Sob essa ótica, é possível aproveitar as oportunidades com mais confiança e positividade.

Nessa Era Exponencial, portanto, as empresas de sucesso não seriam identificadas enquanto uma ameaça, e sim, uma enorme inspiração quando o assunto é empreendedorismo, agilidade, desenvolvimento e inovação

Alguns pensamentos que traduzem bem o paradigma da abundância são:

  • “Com tantas mudanças, as possibilidades de crescer são infinitas!”
  • “Os desafios do mercado nos farão aprender mais e mais rápido!”
  • “Se eu não achar um emprego que me satisfaça, talvez seja hora de criar um!”

Por meio desse mindset, é possível tirar algo bom de qualquer situação, mesmo que seja um aprendizado do que não se deve fazer. O importantes é que esse paradigma visualiza oportunidades.

E em um cenário de transformações e novidades constantes, visualizar oportunidades é fundamental para se reinventar sempre que preciso. 

Afinal, novas pautas surgem a todo momento, novas competências são constantemente exigidas e o crescimento da sua organização depende ativamente de como essas questões são encaradas!

Como sair da escassez para a abundância?

Todos nós vivemos em uma espécie de batalha entre os dois mindsets, mas é possível estar atento e “corrigir” nossos pensamentos para a abundância sempre que necessário. 

Afinal, as empresas preparadas para o futuro possuem cada vez mais uma mentalidade voltada para a abundância de possibilidades, oportunidades, crescimento, inovação, pessoas, competências e impacto social.  

Por isso, separei algumas dicas para que você deixe de lado o paradigma da escassez:

1- Fuja da comparação

Em um mercado altamente competitivo, é muito comum se comparar. Mas a comparação destaca que o outro tem mais do que nós, que as oportunidades foram melhores e que as habilidades do outro são superiores. 

Mas será que isso é realmente verdade? Todos somos capazes de melhorar e progredir. Valorize a história e percurso da sua empresa e reconheça o seu potencial para crescer e ir além.

2- Crie “externalidades positivas”

Organizações do futuro não são apenas aquelas que crescem de forma rápida, mas as que, de certa forma, conseguem ajudar as pessoas de forma única. Por isso, tenha interesse verdadeiro em externalizar benefícios para outras pessoas.

3- Compartilhe suas experiências

Um dos princípios do paradigma da abundância é o de que “tem para todo mundo”. E é seu papel contribuir para criar esse cenário. Compartilhar seus conhecimentos e experiências pode ajudar os demais a terem oportunidades também. 

4- Tenha em quem se inspirar

Conhecer ideias inspiradoras e caminhos que deram certo é importante para a sua trajetória de crescimento. Por isso, tenha inspirações que te mostrem que é possível chegar lá e que te motivem a ser uma versão melhor. 

Em qual desses paradigmas você se mantém, geralmente? Se você se identificou com o da escassez, não se preocupe. O importante é que você perceba que, muito provavelmente, essa mentalidade te impede de ir além!

Sei bem que conduzir um negócio não é tarefa fácil e, especialmente em um contexto de mudanças, isso pode se tornar um desafio árduo. Sair do mindset da escassez para o da abundância é um dos primeiros passos para seu negócio crescer continuamente. 

E a liderança tem papel ativo nessa mudança dentro da organização. Por isso, construir uma cultura de liderança forte e eficaz é fundamental para disseminar o mindset de abundância na sua empresa.

No e-book Como criar uma cultura de liderança, falamos muito sobre o papel do líder na criação de empresas preparadas para atuar no mundo ágil e que sabem reagir aos desafios e oportunidades da Era Exponencial.  

Então, se você quer transformar a sua organização e transformá-la em uma empresa abundante, resiliente e perene, leia o e-book e comece a investir em uma cultura de liderança realmente eficaz!

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum

Segurança psicológica nas organizações: como desenvolver a Inteligência Emocional?

Na última edição do Manhã com RH, falei sobre um tema que considero extremamente importante para as organizações e profissionais de Recursos Humanos: a Inteligência Emocional

Você sabia que o Brasil é o país mais deprimido e ansioso da América Latina (OMS) e, até 2020, a depressão será a principal causa de afastamentos do trabalho? Adiante, veremos que as organizações têm grande responsabilidade por esses dados. 

Esse é um dos motivos que levaram o Fórum Econômico Mundial a colocar a Inteligência Emocional como uma das dez principais competências necessárias aos profissionais até 2022.

Afinal, o mercado e as organizações passam por mudanças cada vez mais rápidas e menos previsíveis, e estar preparado para lidar com esses desafios é essencial para a performance, saúde e bem-estar de pessoas. 

De acordo com a Talent Smart, essa competência é responsável por 58% da performance e pela diminuição dos níveis de sofrimento emocional e insegurança psicológica nas organizações. 

Mas como lidar com algo tão delicado e tornar as pessoas emocionalmente preparadas para lidarem com o mundo ágil sem que a segurança psicológica seja comprometida?

Era Exponencial, desafios exponenciais?

Frente aos tantos desafios do mundo corporativo na Era Exponencial, as empresas estão cada vez mais investindo em seus colaboradores. Isso porque entendem que seu bem-estar tem total impacto na entrega de resultados.

Mas de quais desafios estamos falando? Novas tecnologias, mercados altamente competitivos, a rapidez com que as coisas acontecem… Tudo isso muda nossa forma de viver e trabalhar. 

E agora que as tecnologias conseguem, facilmente, realizar nossos trabalhos operacionais e repetitivos, outras competências são essenciais para nossa colocação no mercado. Estou falando de: 

  • Pensamento analítico e inovador
  • Aprendizado ativo
  • Criatividade e iniciativa
  • Pensamento sistêmico
  • Resolução de problemas complexos
  • Liderança e influência social
  • Inteligência Emocional

O verdadeiro desafio é que não aprendemos isso nas escolas e faculdades. Desenvolvemos competências técnicas, mas não sabemos como lidar com nossas próprias emoções, diferentes pessoas e problemas complexos. 

E o profissional de RH que visualiza esse gap e busca formas de desenvolver a Inteligência Emocional em sua equipe tem uma série de benefícios. 

A Inteligência Emocional nas organizações

Já notou como as pessoas estão, a cada dia, mais sem tempo, ansiosas, sobrecarregadas e desgastadas, não apenas em suas vidas pessoais, mas especialmente no trabalho?

Problemas como ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout, tornaram-se recorrentes e fizeram com que as organizações entendessem a importância da Inteligência Emocional no mundo corporativo.

A Inteligência Emocional é, segundo Daniel Goleman, a nossa capacidade de monitorar e gerenciar nossas emoções e das pessoas ao nosso redor. 

Com essa competência, somos capazes de orientar pensamentos e comportamentos a nosso favor

Além disso, a Inteligência Emocional é uma excelente forma de construir ambientes de trabalho saudáveis, tornando-os psicologicamente seguros. 

O que é segurança psicológica?

Segundo a Dra. Amy Edmondson, professora da Harvard Business School, a segurança psicológica é a capacidade de criar um clima onde as pessoas se sintam confortáveis para serem quem verdadeiramente são, expressando-se.

Ambientes de trabalho psicologicamente inseguros são cheios de resistência às mudanças, sobrecarga de pessoas, demora na tomada de decisões e tendência à falta de cooperação. 

Nessas empresas, as pessoas acreditam que serão punidas caso cometam erros e, por isso, não se arriscam, não expressam suas opiniões, não são criativas e não lidam bem com mudanças. 

Portanto, construir a segurança psicológica é criar uma organização na qual haja resiliência, motivação, persistência, transparência e confiança. 

Quais os benefícios disso tudo na organização?

Uma empresa onde a Inteligência Emocional é bem desenvolvida, é semelhante a um grupo de amigos que trabalham de forma colaborativa e com cuidado uns com os outros. 

Provavelmente, você já sabe que ambientes de trabalho pesados, ameaçadores, hipercompetitivos e estressantes geram grande desgaste emocional, insegurança e medo nos colaboradores. 

Em contrapartida, empresas onde as pessoas tem Inteligência Emocional e se sentem motivadas, confortáveis e com autonomia, são ótimos para que resultados sejam alcançados com cooperação e engajamento. 

E a Inteligência Emocional constrói a segurança psicológica, ajudando a construir organizações com mais performance, resultados, engajamento, colaboração, transparência e crescimento

Como desenvolver a Inteligência Emocional?

Agora que você compreende o impacto da Inteligência Emocional na segurança psicológica dos colaboradores e, consequentemente, no desenvolvimento e crescimento da organização, sabe que precisa agir.

E a boa notícia é que essa competência pode ser desenvolvida em líderes e colaboradores por meio desses passos:

Autoconhecimento

Quando temos conhecimento sobre nós mesmos, entendemos nossas emoções: de onde vem e porque surgem. Reconhecer esses sentimentos é essencial para gerenciá-los. 

Gatilhos mentais

Todos nós temos emoções que nos limitam e que surgem a partir de determinada situação: são os gatilhos mentais. É preciso analisar quando esses sentimentos ruins surgem, para que possamos mudá-los. 

Controle das emoções 

Após identificar as emoções e gatilhos mentais, é hora de controlá-los. E isso só é possível enfrentando-os de frente, mudando os padrões de pensamento e criando novos hábitos.

Empatia

Ter a capacidade de se colocar no lugar do outro, entendendo suas emoções, é essencial para quem deseja se comunicar melhor. Ser empático reduz significativamente os conflitos e aumenta a colaboração.

Motivação

Com Inteligência Emocional, sabemos o que é preciso para superarmos emoções negativas e, dessa forma, compreendemos exatamente o que nos motiva. Sendo assim, lidar com as emoções também é uma forma de alcançar a alta performance no trabalho

Qual o próximo passo?

Agora, quero te fazer uma pergunta: como está a sua organização? Existe motivação, confiança e transparência nos colaboradores? Ou as pessoas estão psicologicamente inseguras, desmotivadas e com medo?

Trabalho há anos com Inteligência Emocional e, inclusive, estive com o próprio Daniel Goleman em um treinamento sobre isso. Foi a partir desses insights que criei dois treinamentos relacionados ao tema.

O APP – Alta Performance Pessoal e o IEAP – Inteligência Emocional para a Alta Performance são dois treinamentos de imersão que trabalham essa competência individualmente. 

Se você acredita que é possível aumentar a segurança psicológica na sua organização e ajudar os colaboradores a desenvolverem competências importantes, como a Inteligência Emocional, clique aqui e converse com nossos consultores sobre nossas soluções! 

Por Paulo Alvarenga, VP e sócio-fundador da Crescimentum

 

Como criar uma cultura de resultados na organização

Você, empreendedor, deve saber que escolheu trilhar um caminho cheio de desafios. Eu sei bem como é isso! Mas, hoje, falarei apenas sobre um dos tantos obstáculos quando o assunto é empreender. Você sabe como engajar seus colaboradores para criar uma cultura de resultados?

Alcançar resultados é uma das maiores alavancas na hora do crescimento de uma empresa. Isso parece óbvio, mas construir uma cultura focada em atingir metas e mensurar resultados ainda é um problema para muitos.

Para além disso, é comum que algumas pessoas ainda tenham dúvidas na hora de pensar sobre o que é essa cultura e como implementá-la. E nesse momento, uma palavra é extremamente valiosa: mensuração.

Sem mensurar o tempo, você não controla os prazos e custos. Sem controlar os prazos, você perde a credibilidade. Por sua vez, sem controlar os custos, você perde a noção da sua lucratividade.

Então, sem mensurar seus resultados, o que você está controlando?

O que é uma cultura de resultados?

Cultura de resultados nada mais é do que um estilo de cultura empresarial. Você, empreendedor, baseia as suas decisões em relação à empresa em que? Opiniões? Tendências de mercado? Intuição? Dados?

Embora tudo isso seja importante na hora de pensar nas estratégias para sua organização, sem dados é impossível identificar se metas estão sendo alcançadas e quais as melhores estratégias para a sua organização.

Gosto muito de pensar em cultura como algo além da definição clássica de “conjunto de valores e crenças da organização”. A cultura é, em outras palavras, o que as pessoas da empresa estão fazendo quando você não está olhando.

E quando falamos em resultados, estamos falando de uma cultura na qual as pessoas estão focadas e engajadas com os objetivos da empresa.

Por que pensar em resultados é importante?

Amazon, Google, Netflix, Twitter… Essas são algumas das empresas que todos nós conhecemos e temos como inspiração na hora de pensar em negócios. Mas você já parou para pensar no porquê dessas empresas terem se destacado tanto?

Antes de irmos mais fundo nisso, quero que faça um exercício. Vamos supor que você chega para trabalhar em um dia qualquer, e se pergunta: qual o impacto do que eu faço? Provavelmente, se a resposta for “nenhum”, você não verá sentido em prosseguir. Certo?

Sem ter em mente qual o objetivo, meta ou resultado a ser alcançado com suas tarefas diárias, existe uma grande probabilidade de que você faça as coisas de qualquer forma. Afinal, sem ver essa “métrica” do que você faz, seu trabalho se torna quase descartável.

É essa dor que uma cultura de resultados vem sanar. Afinal, quando as diversas áreas da sua empresa trabalham com foco, tanto o operacional, quanto a estratégia serão trabalhados da melhor forma na hora de se alcançar os resultados esperados (ou até além disso!).

Mas para isso, é preciso, em primeiro lugar, ter bem claro o que se pretende alcançar e como cada colaborador tem um papel essencial nesse processo, qualquer que seja a sua área ou tarefa.

Crie uma cultura de resultados

Embora seja um processo complexo, é perfeitamente possível construir uma cultura com foco em resultados na sua empresa. Aqui estão alguns passos: 

1- Tenha objetivos claros

Com metas claras, a equipe vai trabalhar com muito mais foco e determinação. Inclusive, é um ótimo exercício de motivação, pois todos ficam empenhados para que o resultado seja alcançado.

2- Comemore cada conquista

Todos trabalharam duro para que a meta fosse alcançada. Quando um resultado é alcançado, é importante celebrar. Além disso, quando essas celebrações se tornam uma “rotina”, a equipe fica motivada a trabalhar em conjunto.

3- Compare resultados

Comparar os resultados é uma excelente forma de mensurar o trabalho. Além disso, é uma boa estratégia de motivação, pois é possível analisar a evolução da empresa, ou em que ponto o foco deve ser direcionado para que os resultados sejam alcançados.

4- Acompanhe os indicadores

Suas metas são mensais? Semanais? Anuais? Não importa! Crie um meio de acompanhar regularmente onde estão e até onde querem chegarAqui na Crescimentum, temos um gráfico na TV, que é preenchido a cada nova venda. Isso cria uma dimensão mais clara dos indicadores e de quanto falta para chegar ao que queremos.

5- Compartilhe os resultados com a equipe

Para fortalecer a cultura de resultados, é necessário que a empresa visualize que o esforço de seu trabalho valeu à pena. Nesse momento, tenha um momento com toda (sim, toda!) a empresa. Capriche na sua apresentação (inclusive, deixando-a o mais visual possível), para que as pessoas possam ver o progresso ou, ainda, onde devem colocar mais foco e energia.

6- Decida os próximos passos

Os resultados estão sendo alcançados e, às vezes, até ultrapassados? Talvez esteja na hora de elevar o nível dos objetivos. O mesmo acontece com metas inalcançáveis. O que está acontecendo para que a equipe não alcance os resultados propostos?

Esteja sempre atento ao processo da equipe e, a partir disso, decida novas rotas. Afinal, estamos em uma Era de inconstância e as coisas mudam o tempo todo. A sua empresa não está fora disso!

O papel da liderança nesse processo

Por fim, é preciso que você entenda que isso só é possível com um modelo de liderança forte e eficaz. Isso porque o líder é essencial na definição e disseminação da própria cultura organizacional e na forma as pessoas se sentem engajadas.

A liderança tem papel fundamental na definição das estratégias para alcançar resultados, assim como na gestão dos processos, juntamente com a equipe. Mas isso é mais complexo do que parece!

Afinal, cabe à liderança estar atenta e comprometida com a mensuração de dados e à forma como as pessoas lidam com metas e atingem resultados. É um trabalho que exige atenção e pensamento estratégico.

Alguns dos desafios que já enfrentei e que visualizo em alguns líderes são: dificuldade em se ausentar do trabalho por falta de autonomia da equipe, gasto excessivo de tempo com tarefas operacionais, falta de tempo para pensar em estratégias para o negócio, dificuldade de engajar a equipe… E reforço que esses são só alguns pontos!

Pensando nisso, depois de quase 20 anos desenvolvendo líderes em diversos segmentos de mercado, em empresas de pequeno, médio e grande porte, nós da Crescimentum criamos um método para acelerar os resultados na sua organização.

O CLC – Crescimentum Leadership Consulting, é uma consultoria e mentoria para líderes, com foco na construção de uma cultura de alta performance, com técnicas, estratégias e ações práticas que irão alavancar os resultados do seu negócio.

Afinal, toda transformação tem início na liderança. Você está preparado?

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum

alinhamento cultural

Como promover alinhamento cultural em empresas com crescimento acelerado?

Você já se perguntou o que grandes empresas fazem para manter a unidade em suas equipes? O alinhamento cultural é a base desse cenário empresarial, especialmente para empresas em crescimento acelerado.

É comum que empresas em crescimento tenham como prioridade objetivos estratégicos, voltados para metas. Essas organizações mantêm sua missão e valores apenas como uma decoração de parede, raramente colocando-as em prática na rotina de trabalho.

Tão importante quanto a estratégia (se não mais) está a cultura da sua empresa. E com este artigo você vai entender que o alinhamento cultural tem tudo a ver com resultados!

O que é alinhamento cultural?

Alinhamento cultural nada mais é do que ter bem definido na empresa a missão e visão de futuro da organização, de forma que todos os colaboradores entendam onde estão, para onde estão caminhando e de que forma essa travessia será feita.

Para isso, entramos em um assunto que muitas organizações deixam de lado: a cultura. A cultura da empresa é o conjunto de comportamentos, crenças, valores éticos, hábitos e acordos internos e externos

Empresas sustentadas por uma cultura forte, possuem tanta coesão em suas ações que têm maiores probabilidades de alcançarem seus resultados. Afinal, todas as áreas trabalham de forma estratégica para consolidar as metas e objetivos da organização.  

O que acontece é que, para obter uma cultura forte, é preciso que haja alinhamento. E isso só é possível quando a cultura é algo que extrapola o discurso e é aplicada no dia a dia dos colaboradores, líderes e gestores. 

Nesse sentido, o alinhamento cultural acontece quando todas as pessoas compreendem o sentido de suas funções e visualizam valor em seu trabalho, o que gera engajamento, motivação e unidade às equipes.

Isso faz com que as diversas áreas e setores da empresa tenham a mesma clareza a respeito da essência do negócio, de forma a acreditar verdadeiramente em seu propósito.

Esse alinhamento cultural é essencial quando atrelado à estratégia da organização, porque sabemos bem que crescer envolve metas e objetivos. Mas a cultura é o que sustentará esse processo e vou te contar o porquê.

A cultura na Era Exponencial 

Sempre falo sobre isso: estamos vivendo em tempos diferentes. As coisas mudaram e não estamos falando de uma época tão distante assim. Comece voltando a 10 anos atrás. Você certamente vivia de uma forma completamente diferente.

Provavelmente, você acessava mais o e-mail em seu Blackberry, afinal, o Whatsapp ainda não existia. Pegava táxis e não Ubers. Baixava suas músicas, porque o Spotify era um sonho distante. E o Instagram, então, nem se fala…

A sua rotina devia ser corrida, mas não tão imediatista como hoje. Isso porque, atualmente, temos todas as informações na palma da mão e a um clique de distância. E por que lembrar disso agora?

Porque você deve entender que estamos em um mercado cada vez mais competitivo e que muda de forma extremamente rápida!

Quem não se adapta e se transforma conforme essa nova Era, pode não sobreviver ao mundo VUCA: um mundo no qual a incerteza deve estar em pauta na estratégia. Você se lembra, por exemplo, de empresas como Blockbuster e Kodak?

Esses são exemplos de empresas grandes e que tinham excelência em seus nichos de atuação. Então, o que houve com elas? Estagnaram e não se exponencializaram. E hoje, não sabemos viver mais sem nossas câmeras de Smartphones e sem nossa conta do Netflix.

Como proporcionar o alinhamento cultural?

O quanto você tem exponencializado a sua empresa? O mercado atual – extremamente ágil, competitivo e conectado – requer um posicionamento diferente. E é seu dever pensar sobre isso!

A forma de se diferenciar diante desse cenário e atrair os consumidores certos para o seu negócio, de forma perene, é por meio de uma cultura forte. Mas sem alinhamento cultural, é impossível ter a base necessária para crescer.

A cultura é um fator central para grandes empresas como Starbucks, Google, Zappos e Airbnb. Segundo o CEO da Airbnb, Brian Chesky, “Quanto mais forte for uma cultura, menos processos corporativos são necessários”.

Então, aqui vão alguns passos para você promover o alinhamento cultural da sua organização:

Defina missão, visão e valores

Esse é o primeiro passo para definir a cultura de uma empresa. Atualmente, as pessoas procuram por um trabalho que tenha propósito. Isso porque ver significado no que se faz é motivador!

A sua missão, visão e valores serão os responsáveis por responder perguntas poderosas como “por que faço o que faço?”, “como farei isso?” e, ainda, “o que farei para alcançar isso?”.

Aplique a cultura na prática

Mas tão importante quanto ter missão, visão e valores bem definidos, é que os colaboradores tenham conhecimento disso. E a vivência dessa cultura na prática é essencial para isso.

Muitas empresas apenas cumprem uma fachada em relação à sua cultura, o que gera um gap entre o que a diretoria quer transmitir e o que, realmente, acontece na prática. É importante que a sua organização viva a cultura.

Contrate pessoas que tenham fit com a cultura

Nesse ponto, temos dois casos. A cultura é um importante fator na hora de selecionar novos talentos para a empresa. A partir dela, é possível identificar se o perfil da pessoa faz ou não sentido para a organização.

Por outro lado, o alinhamento cultural é extremamente importante no momento da atração de novos colaboradores para o time. É uma construção anterior à própria contratação e, muitas vezes, independe até mesmo da vaga ofertada.

Quando a cultura da empresa está alinhada, é fácil atrair as pessoas que se identificam com a empresa e que tem um senso de pertencimento com o que é feito e como é feito.

Conte com o apoio da liderança

É comum que o crescimento da empresa impeça a diretoria de participar de todos os processos e garantir que as coisas estejam acontecendo da forma como devem acontecer. É aí que entra uma peça primordial para o alinhamento cultural: a liderança.  

É papel do líder manter a unidade de sua equipe e não deixar que a qualidade se perca. O líder funciona como uma espécie de “espelho” para a equipe. Um bom líder lidera pelo exemplo.

Espero que esse artigo te faça refletir sobre os próximos passos a serem tomados para tornar a sua empresa uma verdadeira organização exponencial, utilizando a cultura de forma estratégica.

Eu e meu sócio, Paulo Alvarenga (P.A.), utilizamos nossos mais de 15 anos de experiência no assunto para preparar a palestra gratuita com o tema “Como criar uma Cultura de Liderança de Alta Performance” para te ajudar nesse desafio. Assista!

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum

Relações de confiança: o segredo para construir times mais produtivos e menos tóxicos

Você já deve ter ouvido que sozinhos não vamos a lugar algum. Pessoas dependem de pessoas e, dentro do ambiente de trabalho, isso é ainda mais latente. Mas é preciso um pilar essencial para que a união entre pessoas seja benéfica: relações de confiança.

Você, profissional de RH, sabe os impactos das relações de confiança na sua empresa? Quer descobrir como despertar sua liderança para essa necessidade? É sobre isso que vamos conversar hoje.

Então, boa leitura!

Por que precisamos fomentar relações de confiança?

Desde cedo, estamos em comunidade, seja com a família, amigos ou colegas de trabalho. Especialmente no ambiente de trabalho, a coletividade é essencial para agilizar processos, gerar mais criatividade e alcançar resultados.

Uma das maiores tendências das organizações exponenciais é o trabalho em rede, no qual um único indivíduo participa de vários times (as equipes são interdisciplinares e se reúnem ao redor de projetos e desafios específicos). Organizações que crescem exponencialmente têm muitos traços de cooperação e união de equipes

Pense: o mercado está abarrotado e, com isso, a inovação é peça-chave para que sua empresa se destaque e sua marca seja consolidada. Além disso, as coisas mudam o tempo todo, então é preciso que as pessoas tenham uma aprendizagem contínua para sobreviver às novidades.

Tudo isso com rapidez, porque o mercado não para… É cansativo só de pensar. Mas calma! A coletividade é uma excelente forma de se readequar à esse novo contexto. 

Juntos, pensamos melhor e chegamos a ideias muito mais criativas! Em grupos, temos várias visões de mundo e conseguimos pensar além, fora da caixa, o que contribui para o aprendizado geral.  Juntos podemos mais, certo? Não é tão simples assim.

As cinco disfunções de uma equipe

É muito comum encontrar equipes que mal se olham, com alta quantidade de retrabalho, ambientes estressantes, pessoas desanimadas, grande nível de desconfiança e atitudes individualistas.

Esses e outros pontos poderiam ser evitados se os líderes e as organizações estivessem mais atentos para a importância da formação dos times sinérgicos. Porque, no final, estamos falando de perda de produtividade e de recursos (sejam humanos ou financeiros).

É fato que relacionar-se não é tarefa fácil, especialmente quando o assunto é trabalho. Vivemos sob pressão em uma rotina, por vezes, estressante e desgastante.

E sabemos que cada um pensa, age e se comunica de uma maneira particular, o que torna o processo ainda mais complexo. Dentre os tantos desafios que permeiam o trabalho em conjunto, alguns pontos se destacam:

Entre as cinco disfunções de uma equipe, hoje focaremos na base de tudo. Um dos maiores entraves da hora de lidar com grupos é exatamente a falta de relações de confiança. Não é à toa que essa é a base da pirâmide. Sem ela, tudo fica desestabilizado.

Afinal, como é possível que as equipes da sua organização trabalhem bem nesse cenário caótico, sem acreditar que o outro possui as competências necessárias para realizar o trabalho da melhor forma? 

Como capacitar o líder para alcançar mais relações de confiança?

Até agora, você já compreendeu que a confiança é fator fundamental, para que uma equipe trabalhe bem em conjunto. E é seu papel enquanto profissional de RH, colaborar na construção de um ambiente que proporcione isso.

Para isso, capacite a liderança, pois é por meio dela que o liderado será engajado. Sensibilizar a liderança quanto ao seu papel na construção de uma boa relação entre líder-liderado é um excelente ponto de partida.

Faça com que os líderes compreendam que, com confiança, os grupos trabalham de forma mais assertiva, com performance diferenciada e com produtividade. É possível fortalecer as relações de confiança a partir de cinco passos:

 1- Falando de humano para humano

2- Abordando o conflito como colaborador, não adversário

3- Substituindo a culpa pela curiosidade

4- Pedindo feedbacks

5- Tornando o ambiente psicologicamente seguro

A confiança motiva as pessoas a darem o seu máximo, criando um ambiente favorável ao estreitamento das relações e a alguns objetivos comuns compartilhados por todos. Pelo bem de todos, como o famoso lema: um por todos e todos por um!

E, para te ajudar nesse processo, criamos o e-book “Team Building: como construir times extraordinários”. Esse conteúdo pode contribuir no desafio de apoiar e desenvolver ações cooperativas para aproximar os membros da equipe.

Aproveite a leitura!

Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum

6 Vantagens de se tornar um Coach

Você sabia que o número de coaches cresce de maneira exponencial no país e no mundo?

Em um mercado em constante aceleração e transformação, no qual se torna cada vez mais predominante a cultura ágil, algumas dúvidas são frequentes: como é o colaborador do futuro?

Nesse ambiente ágil, pessoas que apresentarem competências que as auxiliem a gerenciar suas emoções com tomadas de decisões conscientes, sairão na frente.

De tal modo que indivíduos com técnicas de coaching se destacarão, pois além de desenvolverem habilidades para ajudar outras pessoas, também conseguirão desenvolver a própria inteligência emocional.

Engana-se quem pensa que o coach é o profissional que atua no mercado informal, de maneira banal e vulgarizada. Ele pode atuar no âmbito executivo, em altos cargos de liderança, inseridos também no mundo corporativo.

O coach é aquele que media um processo cocriativo, inspirando e maximizando o potencial de cada um, contribuindo para que as pessoas alcancem seus objetivos, seja na vida pessoal ou profissional.

Veja as vantagens de se tornar um Coach

1. Desenvolvimento pessoal

A carreira de coaching proporciona desenvolvimento pessoal. Como num círculo virtuoso, aprendizado constante gera evolução constante, e isso está completamente atrelado a essa nova cultura de mundo ágil.

Algumas habilidades como: autoconhecimento, autoconfiança e autoestima fazem parte desse processo de desenvolvimento que a carreira de coach proporciona.

Num processo de evolução pessoal, a expansão da consciência traz à tona as próprias limitações e crenças, passo importante para entender o próprio mindset que explica o modo como as pessoas se portam diante das mais diversas situações.

O exercício da escuta também proporciona desenvolvimento, pois a realidade e a vivência do outro propiciam crescimento. É na troca com o coachee que o coach se desenvolve ainda mais. As inter-relações enriquecem o desenvolvimento pessoal.

2. Liberdade

Uma boa e sólida formação em coaching possibilita alguns caminhos que podem trazer independência e autonomia: como agenda e jornadas de trabalho mais flexíveis, método de trabalho de acordo com um estilo próprio, tudo coerente ao momento na carreira em que se encontra.

O profissional de coaching que atinge esse nível passa a ter total liberdade de escolha, podendo atuar como dono do próprio negócio, desenvolvendo parcerias com outras empresas de coaching alinhada com seus valores, e tendo também os seus próprios clientes.

Uma boa formação traz autoridade para o profissional desenvolver processos de coaching em grandes corporações, proporcionando ainda mais liberdade dentro da profissão.

3. Mercado em crescimento

O mercado de Coaching está em acelerada expansão no que diz respeito a crescimento, mas principalmente quando se fala em amadurecimento.

Em 2017, a International Coach Federation (ICF) divulgou que já são mais de 53 mil profissionais no mundo, movimentando mais de US$ 2,3 bilhões.

No Brasil, o crescimento foi de mais de 300% nos últimos 4 anos. Diante desse cenário, cada vez mais se exige profissionais com formações certificadas em escolas que tenham padrões e selos de qualidade.

O ICF, International Coach Federation, é uma instituição sem fins lucrativos, considerada a principal organização no mundo, reunindo 34.345 coaches associados em 140 países, definindo padrões e códigos de ética.

Uma pesquisa da AESC (Association of Executive Search and Leadership Consultants) mostrou que 51% dos executivos pesquisados acreditam que o coaching seja uma ferramenta fundamental para se manter no mercado.

A carreira oferece oportunidades variadas e o profissional pode desenvolver outros skills, podendo atuar em diversas áreas e segmentos. Desenvolvendo outros coaches, na área de T&D de lideranças, mentorias, coaching de grupo ou individual, nos mais diversos setores.

Um estudo global realizado pela ICF, traz dados relevantes referente ao impacto de um processo de coaching:

  • 46% demonstram otimização da performance individual ou do time;
  • 40% demonstram aumento de produtividade;
  • 34% demonstram melhora no gerenciamento das estratégias corporativas;

Isso amplia o engajamento no mercado pois efetivamente os resultados são aparentes. Um bom profissional colabora na mudança de paradigma, trazendo luz, credibilidade e fortalecimento à profissão que está em crescimento exponencial.

4. Remuneração

O principal critério para obter ótima remuneração na carreira de coaching está vinculado ao quanto o profissional busca por desenvolvimento.

A remuneração está associada também ao aspecto da liberdade, pois cada coach escolhe as melhores estratégias que irá utilizar para alcançar sua independência financeira.

A carreira de coach pode estar associada à outra profissão, agregando renda extra ao profissional. Vale destacar que um bom profissional de coach em início de carreira, com processos de coaching individuais pode ganhar de R$7 a 10 mil reais.

Além da formação e do desenvolvimento contínuo, outros pontos são importantes para chegar lá: parcerias, vínculos, relacionamentos e inovação. Tudo isso amplia o horizonte para o caminho de uma boa remuneração.

Não existe fórmula mágica, mas sim uma combinação de interesse genuíno pelas pessoas, autoconhecimento, boa formação e muita prática.

5. Desenvolvimento profissional

A profissão de coach está apoiada em um bom planejamento de carreira. O quanto de tempo você dedica em formações e aprendizado, correspondem em contrapartida como será o seu desenvolvimento profissional.

Na carreira de coach esse progresso é contínuo. Existem muitas especializações que trazem desenvolvimento profissional: Formação em Coaching de Liderança, Especialização Life Coaching, Especialização em Coaching Evolutivo e Certificação Master em Coaching.

A teia de relações que o profissional vai construindo também falam de quão maiores podem ser suas possibilidades, pois a troca propicia crescimento, e cada nicho que ele atende amplia seus conhecimentos.

A expertise pode ser uma aliada. Tornar-se muito bom em algo traz mais possibilidades de evolução dentro da carreira e consequentemente o mercado fica maior.

O sucesso na carreira de coach depende exclusivamente de cada um, mas o desenvolvimento profissional é sem dúvida uma característica muito positiva dessa profissão.

6. Trabalho com propósito

Não saber qual é o seu propósito no mundo pode trazer muitas incertezas. Propósito é uma missão de vida, e é o que as pessoas sempre acabam se deparando quando começam a estudar coaching.

O coach acredita por princípio que os indivíduos têm todos os recursos que necessitam e sempre tomam as melhores decisões com os recursos que tem. E ele é justamente o profissional que pode dar suporte para essa descoberta.

Ajudar outras pessoas a encontrarem seus propósitos alimentam no coach o desejo de viver ele também o seu. A ressignificação estende a mão para o coach, pois no exercício de auxiliar o outro, ele acaba promovendo seu autodesenvolvimento, que pode suscitar mudança e até a ressignificação da sua missão.

A carreira de coaching pode ser uma jornada para a maestria, onde o coach percorre uma estrada cheia de desafios, mas é ao mesmo tempo presenteado com o autodesenvolvimento e a exponencialização de habilidades que fazem parte do colaborador do futuro.

Descobrir e praticar uma nova carreira requer estudo, desenvolvimento, orientações de profissionais que já atuam na área e foco em seu propósito.

Para ajudar você nessa jornada de estudos e pesquisas, te convidamos a conhecer as Formações e Certificações em Coaching da Crescimentum, que une expertise em mais de 15 anos de experiência.

por Sonia Arruda, Professional Certified Coach e Mentor Coach.

Como descobrir e comunicar o propósito da minha empresa?

Você está a caminho de mais um dia corrido de trabalho e passa por uma banca de jornal. Dá uma olhada rápida nas tantas edições de revistas e, então, observa a capa da Revista Exame “A força do propósito”.

Meses depois, é a vez da Você RH com a edição “Em busca de um propósito que encante”. Por que, de repente, tanto se fala sobre propósito?

Atualmente, é muito comum ouvir falar sobre esse tema. Vivemos em tempos de mudanças e, nessa maré de autoconhecimento, muitas pessoas já compreenderam a necessidade de encontrarem seus mais profundos “por quês” para levarem uma vida com mais significado, motivação e plenitude.

Mas por que o propósito é pauta de duas grandes revistas corporativas? Acontece que esse tema não é apenas primordial para pessoas físicas. Empresas são geridas e movidas por pessoas e, cada vez mais, está claro que um trabalho deve ir além de simplesmente gerar lucro.

E é sobre isso que quero falar hoje!

O que é propósito?

Sabemos que o dia a dia corporativo não é nada fácil. Os desafios são constantes e é normal que a sua empresa enfrente os altos e baixos. Mas como superar as pedras do caminho? Com propósito!

Propósito é o que te faz realizar as coisas com foco e determinação. Tendo em vista o da sua empresa, um objetivo deixa de ser apenas uma meta, para se tornar ainda mais profundo. Gostamos de falar sobre esse tema como o motivo por que você levanta da cama todos os dias.

No caso empresarial, o propósito é aquilo que está por trás de tudo o que é feito, como e por qual motivo. É o que une e inspira ações.

Por que isso é importante?

Imagine o seguinte cenário: você chegou na empresa e é mais um dia maluco de trabalho. Você se vê, constantemente, correndo contra o tempo. Não consegue mais participar de todos os processos, reuniões e decisões. A organização está crescendo e, com isso, a demanda é maior.

Diante desse cenário, como garantir que a qualidade e padrão não se percam? Acima disso, como garantir que as pessoas saibam por que estão fazendo o que estão fazendo, permanecendo em um estado de motivação e engajamento?

Ter o propósito da sua empresa claro é importante para que a identidade do seu negócio seja transmitida de forma perene e única. Afinal de contas, podem existir muitas empresas que fazem o que você faz, mas, dificilmente, elas farão como você faz.

Uma empresa com propósito definido é aquela que sabe onde quer chegar e qual a sua contribuição maior para a sociedade. E em um mercado extremamente competitivo, ter claro o seu propósito atrai pessoas que se identificam e confiam naquilo que você oferece.

Talvez você já tenha entendido a importância de identificar o seu propósito, mas ainda temos um ponto essencial! Definindo um propósito, você contribui para o maior capital do seu negócio: o humano. Cada vez mais, as pessoas buscam por algo que vá além de uma rotina massiva de entregas e resultados.

Pessoas que trabalham com propósito têm maior performance, pois se percebem parte imprescindível para algo grandioso. Encontrar sentido no que se faz, contribui na produtividade, motivação, senso de pertencimento e redução do turnover.

Portanto, a prosperidade do negócio está atrelada à forma como você sai de uma abordagem superficial, enxergando o mercado de forma que fuja ao óbvio! E essa cultura se torna, gradualmente, intrínseca em todos os processos da sua empresa, pois, embora as áreas trabalhem de forma autônoma, são guiadas pelo mesmo objetivo.

Como encontrar o propósito da minha empresa?

Agora que você já visualizou a importância de identificar o propósito da sua empresa, deve estar se perguntando: perfeito, mas de que forma encontro isso? Poderia existir algum manual ou teste, mas não é bem assim…

O propósito é algo único, exatamente por partir de uma motivação pessoal. Portanto, é um processo que deve ser feito a partir de um mergulho em seus valores, crenças, motivações e na cultura que deseja implementar na organização.

Para isso, reserve um tempo para refletir sobre as seguintes perguntas:

  1. Qual legado você quer deixar?
  2. Se sua empresa deixasse de existir amanhã, o que a sociedade perderia?
  3. Que diferença sua empresa faz na vida das pessoas?

Tendo as respostas para essas perguntas tão profundas, você encontrará o propósito da sua empresa! Costumamos comparar o propósito a uma bússola, que nos aponta o caminho mesmo quando as coisas parecem caóticas.

O papel do líder nesse contexto

Definir o propósito pode ser tarefa difícil, mas agora surge outra etapa: comunicá-lo para toda a empresa. Nesse momento, existe uma figura essencial para garantir que as coisas sejam feitas dentro desse plano maior: o líder.

Isso porque não adianta ter um propósito definido, se ele está apenas gravado em sua parede. E, para isso, é preciso repensar sobre o papel do líder dentro da organização.

O líder é quem possui forte vínculo com o “por que” da organização, identificando-o em sua própria trajetória pessoal. Dessa forma, criar uma cultura de liderança forte atrelada ao propósito da organização, garante que tudo funcione em sintonia.

Uma liderança forte sustenta a identidade do negócio, de forma que esteja alinhada à identidade dos colaboradores. Somente assim, é possível alcançar uma organização preparada para o crescimento e para superar os desafios (porque eles virão!).

Se você quer saber mais sobre esse tema, assista à palestra gratuita “Como criar uma cultura de liderança de alta performance”. E você, está preparado para descobrir o propósito da sua empresa e alavancar resultados? 

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum

Feedback: por que esse tema se tornou essencial para as organizações?

Muito se fala sobre feedback atualmente e não é à toa. Mas você sabe o real impacto de vivenciar isso dentro da sua organização? Esse tema é um importante pilar para alavancar o crescimento das organizações e é essencial que esse assunto esteja no radar de profissionais de RH.

Falar em feedback pode ser desafiador, porque muitas pessoas ainda não visualizam o tamanho potencial dessa ferramenta. Você já percebeu o nervosismo que a ideia de uma reunião de feedback causa?

A crença limitante de que esse momento é um “apontar de erros” e “críticas” contribui para que, nesses momentos de conversas sinceras, as pessoas cheguem na defensiva. É comprovado que existe um gap no mercado por vieses inconscientes sobre o tema.

Então, se você quer que sua empresa caminhe em direção ao crescimento e inovação, deve trabalhar esses medos e fomentar feedbacks constantes.

O que é feedback?

Feedback é o retorno sobre o comportamento, baseado na percepção das pessoas que estão inseridas em seu círculo social ou organizacional. No entanto, muito além disso, é uma forma de estabelecer a confiança e de desenvolver pessoas a partir de conversas transparentes e honestas.

Sem desenvolvimento contínuo, as chances de inovar e conquistar cada vez mais clientes e admiradores são próximas a zero! Por isso, esse é um assunto essencial para qualquer organização que deseja sobreviver e ter sucesso.

Por que é preciso criar uma cultura de feedbacks?

Talvez você esteja se perguntando: por que é importante pensar sobre feedback? Esse tipo de questionamento é extremamente comum! Muitas empresas ainda têm dificuldade de enxergar esse processo como uma ferramenta de desenvolvimento de pessoas, resistindo à incorporação dessa prática nas organizações.

O feedback é primordial, porque vivemos em tempos de mudanças constantes. O mundo está, a cada dia, mais veloz e as novidades surgem todo o tempo. Isso faz com que novas competências sejam exigidas constantemente.

No mundo VUCA, a aprendizagem é um grande pré-requisito e o feedback é a melhor forma de estar em desenvolvimento e se reinventar. Essa cultura de transparência é o grande impulsionador de resultados para a empresa, afinal, pessoas com alta performance fazem a diferença e se destacam.

Pense: como saber se você está indo bem, sem o retorno sobre seus comportamentos?

Quando recebemos feedbacks constantes, fica fácil identificar nossos pontos fortes e pontos a serem trabalhados. Mas isso é um “mundo ideal” e é uma mentalidade rara, infelizmente.

Ainda há uma confusão entre as relações pessoais e profissionais dentro da empresa, e a ideia de que um retorno sobre o comportamento pode ofender ou magoar, contribui numa cultura de cada vez menos transparência. Além de comprometer a eficácia do processo, esse modelo mental gera desgaste emocional.

O momento do feedback deve ser encarado como uma via de mão dupla, uma troca construtiva. Pensando ainda além, o feedback deve ser recebido como um presente, afinal, quem não deseja saber se está indo no caminho certo e o que falta para a alta performance?

Esses momentos periódicos reforçam a comunicação interna, alinham expectativas, propiciando o desenvolvimento do colaborador e criando um ambiente de confiança.

Quando o feedback deixar de ser visto com tensão e sim como uma poderosa ferramenta na busca do conhecimento e do desenvolvimento de competências pessoais, sua empresa estará mais próxima de um futuro exponencial!

Quer superar esse gap do mercado e alavancar o crescimento da sua empresa?

Você pode começar com alguns passos simples, como identificando quais crenças impedem a sua organização de ter uma cultura de transparência e sensibilizando os líderes sobre os benefícios dessa prática constante.

Estar atento às temáticas sobre Feedback também é uma importante forma de desenvolver esse novo mindset na empresa. E o curso “Feedback: como conduzir conversas difíceis” pode ser uma forma de ampliar sua bagagem sobre o tema e te ajudar na desafiadora missão de encorajar conversas transparentes e transformadoras.

Se quiser se aprofundar nesse tema e aprender mais sobre o tema feedback, baixe gratuitamente o nosso e-book “Guia para construir uma Cultura de Feedback em uma organização” e aprenda caminhos práticos para construir uma cultura de transparência e feedbacks para preparar a organização para um futuro promissor e desafiador.

Por André Brandão, trainer da Crescimentum