Como o RH pode acelerar o desenvolvimento organizacional?

O desenvolvimento organizacional é um dos principais desafios que o profissional de RH enfrenta no mundo ágil e repleto de transformações em que vivemos. As coisas estão mudando e, cada vez mais, o papel dos profissionais dessa área é estratégico.

Em meio à Era Exponencial, a atuação do RH vai muito além da administração de folhas de pagamentos, contratação e demissão de pessoal.

Um profissional preparado para o futuro visualiza que é a porta de entrada para novos mindsets, talentos e desenvolvimento da organização.

O papel do RH no desenvolvimento organizacional

Vivemos na chamada Era Exponencial que pressupõe mais agilidade, transparência e dinâmicas cada vez mais rápidas e eficazes. Esse novo momento carece de pessoas em constante desenvolvimento e com a quase ilimitada capacidade de aprender e de se reinventar.

É nesse contexto que entra o grande desafio para muitos profissionais de RH: criar uma cultura forte e preparada para crescer nesse novo cenário.

O RH do futuro entende que as organizações estão se transformando e que estamos em meio a uma nova dinâmica de mercado. Não é apenas um facilitador de estratégias e não fica restrito às tendências, mas se antecipa às coisas e prevê mudanças necessárias.

Nesse cenário, um profissional preparado é condição essencial para uma empresa preparada. Assim sendo, o RH tem o papel de pensar e introduzir o mindset exponencial na empresa, propiciando um ambiente organizacional de transparência, aprendizado, crescimento e desenvolvimento. 

A missão de arquitetar a organização para o futuro pode ser desafiadora. Para isso, existem 3 passos primordiais para acelerar a performance da organização:

1-  Dê oportunidades de desenvolvimento

Fomentar o aprendizado contínuo é uma das principais ações para sustentar o crescimento da organização e isso tem uma razão simples:

Vivemos em um mundo de rápidas transformações e, quem não acompanha esse movimento, pode se tornar obsoleto.

Você já parou para pensar que algumas das profissões mais populares da atualidade não existiam há 10 anos? Desenvolvedores mobile, blogueiros, cientistas de dados, motoristas de Uber, business partners  e youtubers são alguns dos tantos exemplos. 

E nos próximos anos? Provavelmente, o mesmo acontecerá. Isso é uma excelente forma de refletir sobre a necessidade de uma aprendizagem incessante. Nunca saberemos o suficiente e isso é desafiador.

Então, para que a empresa cresça de forma rápida e consistente, é necessário potencializar a performance das pessoas que nela trabalham.

E criar esse mindset de constante desenvolvimento é o primeiro passo.

O desenvolvimento da organização não é possível sem que a equipe e colaboradores como um todo estejam em constante aprendizado. Para isso, fomentar ações de treinamento e desenvolvimento é essencial. 

2-  Conte com o apoio da liderança

Ao abordar assuntos sobre treinamento e desenvolvimento de pessoas, é muito comum escutar “Isso é tarefa do RH!”. Mas não é bem assim!

A figura do líder é fundamental para o crescimento e desenvolvimento da organização, especialmente em relação à performance da equipe.

Uma liderança forte consegue atuar de maneira eficaz, fortalecendo a motivação dos colaboradores. Através da autonomia, domínio de competências e propósito, o líder empodera a equipe e cria uma cultura colaborativa forte.

Isso faz toda a diferença na criatividade e performance do time e, consequentemente, gera um ambiente organizacional inovador e que cresce exponencialmente.

3-  Fortaleça uma cultura de transparência e feedback

Por fim, uma das formas mais simples e importantes para alavancar o crescimento da empresa é o feedback. É comum encontrar empresas que, ao invés de darem feedbacks sobre a performance da equipe, apenas realizam avaliações de desempenho anuais.

Mas organizações preparadas para o futuro precisam entender que a velocidade das mudanças e necessidades da empresa não podem esperar os ultrapassados ciclos de avaliação de performance, realizados trimestral, semestral ou anualmente.

O RH precisa estar atento a como tem fomentado o desenvolvimento do colaborador. Para contar com os melhores profissionais no quadro de colaboradores, também é preciso fornecer infinitas possibilidades para acelerar a performance dessas pessoas.

E incentivar conversas abertas de feedback é o passo essencial para a construção de uma cultura de transparência. Aliás, temos um e-book sobre como construir uma cultura de feedback em uma organização para te ajudar nesse desafio! 

 

Como vivemos em um mundo imediatista, quanto mais rápido um feedback for dado, melhores os efeitos disso e mais rápidas são as mudanças.

Quando as pessoas da sua organização sabem o que fazem de positivo ou negativo, fica mais fácil que falhas sejam corrigidas e ações positivas sejam reproduzidas.

Nesse ponto, mais uma vez é essencial que os líderes sejam exemplo em dar e receber feedbacks. Reafirmar comportamentos positivos e redirecionar os negativos ajuda na geração de valor e resultados para a empresa.

Essas questões acima podem ajudar a mapear se a cultura da organização é mais aberta e propícia ao crescimento ou se ainda está fechada e presa a modelos tradicionais de outros tempos. 

Exponencializar as organizações não é uma tarefa fácil, mas a partir desses 3 pontos, é possível dar os primeiros passos. 

Por Vanessa Campos, trainer da Crescimentum

Adversidade e resiliência: desafios que contribuem para o sucesso!

Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum

Resiliência: uma das maiores lições que aprendi sobre essa habilidade foi com a antiga civilização Inca!

Aprendendo com os Incas: resiliência!

Uma das experiências mais marcantes que já vivi foi visitar os solos sagrados desse povo. O auge da viagem foi após três dias de caminhada quando, finalmente, cheguei ao santuário de Machu Picchu.

Fiquei maravilhado pela sabedoria que envolveu essa civilização. Admirei as construções antissísmicas, o perfeito alinhamento das pedras que pesavam toneladas e os cálculos do calendário solar.

Fiquei fascinado com o canal de irrigação subterrâneo, os experimentos para o cultivo de batata em diferentes altitudes e outros feitos dos Incas em pleno século XII.

Durante a caminhada aproveitei a presença de uma guia turística descendente dessa civilização e compartilhei uma grande dúvida:

O que fez dos Incas uma civilização tão evoluída quando comparada aos índios brasileiros, que habitavam nosso país, possivelmente na mesma época?

A resposta me surpreendeu pela sua simplicidade e sabedoria:

Os índios brasileiros viviam numa temperatura e altitude agradáveis, com abundância de alimentos e medicamentos. Os Incas viviam em regiões altas e íngremes, sob baixas temperaturas, de solo pobre para plantio e com ocorrência de terremotos. Quando o ser humano é desafiado e sua sobrevivência está em jogo, ele se adapta de acordo com a necessidade. O ambiente adverso fez os Incas irem mais longe!

Para mim ficou claro que, ao se defrontar com um problema, o ser humano tem capacidade de expandir sua mente em busca da solução: isso é chamado de resiliência!

De fato, comecei a refletir sobre a história de vida dos participantes dos treinamentos que ministro, nos clientes de Coaching e na minha própria vida.

Recordei que, nos momentos difíceis, de grande desafio, veio a superação dos próprios limites e de modelos mentais.

Recordei a história de um profissional que, aos 18 anos, trabalhava cortando cana em uma usina e, cinco anos depois, assumiu um cargo de liderança no mundo corporativo, além de ter se tornado professor.

Além desse, existem inúmeros exemplos de atletas brasileiros, especialmente os paraolímpicos, cuja determinação excedeu os enormes desafios!

O profissional que ouviu que não seria líder, debruçou-se em livros, fez diversos cursos de liderança, além de curso de teatro e trabalho voluntário para desenvolver seu relacionamento interpessoal.

O cortador de cana que estudou, passou no vestibular, foi o melhor aluno da sala, tornou-se professor e aprendeu com seus colegas a parte técnica do trabalho.

Na adversidade, enquanto muitos se acomodariam, eles batalharam. Saíram da zona de conforto, do que era conhecido e viveram na busca de seus sonhos.

Claro que a mudança, o desenvolvimento de habilidades e o sucesso vieram acompanhados de certo esforço e desconforto.

Não posso adivinhar qual o seu desafio ou pelo que você luta. Pode ser por uma determinada posição na empresa, para empreender, aprender a tocar um instrumento ou dançar, desenvolver uma habilidade específica, entre outras ambições.

Mas estou certo de que, assim como os Incas desafiaram os limites da sobrevivência e alcançaram outro patamar de evolução, a sua mente irá se expandir em busca das soluções a partir do momento em que você encarar as dificuldades como desafios a serem superados.

Isso envolve disciplina, execução e acima de tudo querer.

Boas conquistas!

Como reter talentos na sua organização?

Sua organização tem perdido profissionais talentosos e você não sabe o porquê?

Hoje, na série #EvoluçãoConstante, o trainer da Crescimentum Anderson Fernandes explica como CEOs e equipes de liderança estão reconhecendo a importância da Cultura da empresa, tanto na retenção de profissionais como na obtenção de lucro e melhores resultados.

Mas como colocar isso em prática e como ter uma cultura que ajude no recrutamento e retenção de talentos engajados e criativos? Se quiser conhecer essas e outras soluções para a Gestão de Cultura Organizacional, acesse: http://bit.ly/crescimentum-cultura-organizacional

#SerCrescimentum #EvoluçãodaLiderança #CulturaOrganizacional #RetençãodeTalentos #AndersonFernandes

Os Principais Erros ao Receber Feedbacks

Todo mundo sabe a importância de dar e receber feedbacks, tanto para a nossa evolução como colaboradores quanto para a organização, certo? Uma pesquisa feita com mais de 3 mil líderes de diversas empresas e segmentos do Brasil mostrou que o maior empecilho que os líderes enfrentam em suas equipes é justamente sua capacidade de dar e receber feedbacks.

Esta costuma ser uma conversa carregada de emoções e tensão para ambos os participantes, e é bem comum cometermos alguns erros quando não estamos bem preparados para ela.

Esse é o assunto da série #EvoluçãoConstante, em que a trainer da Crescimentum, Renata Grunthal, explica um pouquinho sobre quais os principais erros que cometemos ao receber feedbacks e como evitá-los.

Compreendendo que essa é uma capacidade essencial para que os líderes das organizações do futuro consigam colaborar no desenvolvimento de suas equipes e colaboradores, a Crescimentum criou o treinamento Feedback: Como conduzir conversas difíceis!

Esse é um curso pensado especialmente para te ajudar a construir uma cultura de mais transparência, agilidade e performance dentro da sua empresa e com seus líderes e liderados. Saiba mais e faça a sua inscrição agora em http://bit.ly/crescimentum-feedback

Lideranças que adoecem as organizações!

Por César Ayer, trainer da Crescimentum

O tema parece pesado, e é, mas é necessário para que as lideranças de pequenas, médias e grandes empresas avaliem o impacto das suas ações e decisões na vida das pessoas que compõe a organização em todos os níveis.

Qual é a maior causa de pedidos de demissão numa empresa? Excesso de trabalho? Salário baixo? Não.

O problema são as lideranças!

Segundo estudo da consultoria BambooHR, 44% dos pesquisados alegam ter pedido demissão por causa do “chefe tóxico”, que lhes tirou a motivação de trabalho por uma série de razões.

A maior causa (mencionada por 20% dos entrevistados) é o chefe roubar o crédito pelo trabalho feito pelo subordinado, sem reconhecer seu valor (e 63% condenam esse tipo de “estelionato profissional”).

Mas a lista de causas de pedidos de demissão vai longe: a chefia não manifestar confiança ou dar poder; ignorar o excesso de trabalho; não estabelecer recompensas financeiras por conquistas.

Além de contratar ou promover as pessoas erradas; não apoiar o subordinado em disputas com clientes; não dar orientações claras; adotar microgerenciamento que não permite autonomia; ressaltar suas fraquezas e não qualidades; e não deixar claras suas expectativas (ufa!).

O estudo constatou, ainda, que, além do comportamento tóxico, algumas atitudes da liderança também levam os subordinados a desejarem outro emprego, tais como o estilo falho de gerenciamento, atitudes condescendentes, temperamento mesquinho e assédio pessoal.

Os autores sugerem que, para montar uma boa equipe, as empresas devem escolher lideranças que confiem em seus subordinados, se preocupem com seus problemas pessoais, respeitem o equilíbrio vida/trabalho e reconheçam seus esforços e suas boas ideias.

Assim, as virtudes do topo se espalharão ao longo de toda a organização.

O assunto é tão sério, que até o Papa Francisco escreveu um artigo relatando os 15 males da liderança, vale a pena ler!

O Papa Francisco deixou bem clara a sua intenção de reformar radicalmente as estruturas administrativas de sua organização, a Igreja Católica, em sua opinião, pouco receptivas, presunçosas e burocráticas.

Para o pontífice, num mundo em intensa atividade, o líder autocentrado que não tem um olhar para o outro, representa uma limitação.

No ano passado, pouco antes do Natal, o Papa se dirigiu aos líderes encarregados de gerir a complexa rede dos órgãos administrativos da Igreja.

A mensagem aos seus colegas foi sem rodeios: os líderes estão suscetíveis a uma série de mazelas, incluindo arrogância, intolerância, miopia e mesquinhez.

Essas doenças, quando não são tratadas, vão enfraquecendo a própria organização. Segundo ele, para se ter uma organização saudável são necessários líderes saudáveis.

Por muitos anos, venho ouvindo dezenas de especialistas em gestão enumerarem as qualidades dos grandes líderes. É raro, no entanto, apontarem os males da liderança.

O Papa é mais direto. Compreende que como seres humanos, temos certas inclinações – nem todas elas nobres.

No entanto, deve-se esperar muito de um líder, já que o alcance de sua influência torna as próprias enfermidades dele altamente contagiosas para os que o cercam.

A Igreja Católica é uma hierarquia povoada de almas bem-intencionadas, porém longe da perfeição. Não é muito diferente de sua organização. É por isso que o conselho do pontífice é relevante a líderes em todo o mundo.

Disse o Papa:

“A liderança é constantemente convocada a melhorar e se desenvolver no que diz respeito a relacionamentos e inteligência, a fim de realizar plenamente sua missão. E, ainda assim, como qualquer corpo humano, também está exposta a doenças, defeitos e enfermidades. Gostaria de mencionar algumas dessas doenças [da liderança]. São doenças e tentações que podem enfraquecer de modo perigoso a eficácia de qualquer organização.”

Nesse sentido, é preciso fomentar o desenvolvimento de líderes para que o clima organizacional seja de, cada vez mais, engajamento e motivação. A Crescimentum possui diversas Soluções Corporativas que podem ajudar a formar líderes extraordinários para a sua organização. Entre em contato com um de nossos consultores para saber mais!

Coaching e Mentoring: afinal, qual a diferença?

Por Alessandra Sperandio, coach parceira da Crescimentum

Para que seja possível abordar a diferença entre Coaching e Mentoring, é fundamental entender, separadamente, o que cada um significa, suas aplicabilidades, para quem se destina e quais competências os profissionais de cada abordagem precisam ter para obter sucesso em suas conduções e atuações.

Coaching e Mentoring

Entendendo o Mentoring!

Mentoring é um termo em inglês que significa “tutoria”, “mentoria” ou “apadrinhamento” e é utilizado como um caminho de desenvolvimento através de um profissional experiente, chamado de mentor ou conselheiro.

O mentor possui uma larga bagagem profissional, visto que já passou por diversas situações que lhe proporcionaram um profundo aprendizado, aumento de repertório e desenvolvimento de novas competências para enfrentar situações complexas em sua área de atuação.

E, com essa bagagem, auxilia profissionais menos experientes ou em início de carreira, disponibilizando toda a sua experiência para que aprendam com quem já viveu situações similares.

É uma maneira de aumentar as possibilidades de sucesso, por meio da resolução de problemas num menor espaço de tempo.

O Mentoring pode ser utilizado dentro das empresas e tem como principal responsável a área de Recursos Humanos.

É ela que identifica e convida os profissionais sêniores, sejam de dentro da própria empresa ou de consultorias capacitadas.

O foco é a diversidade de profissionais com experiências e vivências para a atuação como mentor de seu público interno em novas funções que demandam treinamento e aceleração de aprendizado.

Apesar dessa estratégia ser ideal na formação de novos colaboradores e na aceleração de aprendizado de profissionais em novas funções, o Mentoring ainda é pouco aplicado no Brasil.

Estima-se que uma a cada dez grandes organizações utilizam e adotam esse método para desenvolver e capacitar seus profissionais.

Outro ponto é que, mesmo sendo mais utilizado e aplicado nas empresas, é possível utilizar esse método em outras áreas da vida, além da profissional.

É a vez do Coaching!

Coaching é também um termo em inglês, oriundo da palavra Coach que significa “treinador”.

A terminologia Coaching é destinada a uma metodologia que utiliza ferramentas e princípios próprios para ajudar pessoas a alcançarem seus objetivos em um período determinado, de forma estruturada e focada em ações, conforme já abordado em artigos anteriores.

Duas das principais competências que um profissional Coach precisa ter são a capacidade de atenção plena ao seu Coachee e saber ouvir desprovido de julgamentos, opiniões, “achismos”, induções e conclusões.

Outro princípio básico do Coaching é que o Coach não opina e nem dá “dicas” sobre o que seu cliente precisa fazer para chegar na sua meta.

O que ele faz é utilizar ferramentas apropriadas para facilitar o processo de reflexão de seu Coachee.

Utilizando-se dessas principais competências, ele se torna capacitado a fazer perguntas relevantes que ajudam seu Coachee a buscar suas próprias respostas, ressignificar algumas crenças e buscar novos caminhos neurais, que o ajudem a pensar no que nunca pensou.

A partir desses questionamentos, o Coachee é capaz de fazer o que ainda não fez para chegar onde deseja estar, por meio de suas próprias ações, escolhas e decisões.

O profissional de Mentoring precisa ser um Coach?

Não necessariamente. É interessante que o mentor conheça as ferramentas de Coaching, já que elas podem ajudar na sua atuação.

Está cada vez mais comum encontrar executivos experientes e bem-sucedidos que buscam a formação e certificação em Coaching para ampliar sua atuação e utilizar as duas metodologias em contextos e necessidades específicas para cada uma.

Como fazer a melhor escolha de acordo com a necessidade?

Ao escolher um profissional que não tem experiência técnica e profissional suficientes para ser um mentor, há o risco de que ele exerça esse papel sem a competência para isso, podendo causar mais prejuízo do que benefício dentro do processo.

Ou seja, se o profissional ainda não alcançou grandes feitos ou teve vivências diversas e suficientes em sua trajetória profissional, como ele instigará e desenvolverá outros profissionais?

Para a contratação do Coach podemos seguir a mesma linha de raciocínio… Como um Coach ou uma empresa que atua com processos de Coaching e que não possui a certificação adequada para se capacitar na metodologia, poderão auxiliar no desenvolvimento do máximo potencial de outros?

Entender a diferença entre Coaching e Mentoring fica menos complexo, diante desses pontos. Podemos dizer que os dois são similares na medida que buscam apoiar pessoas a evoluírem e alcançarem seus objetivos.

No entanto, ambos possuem métodos e processos bem diferentes. E, ao ter lido esse artigo, acreditamos que você saberá identificar e escolher o processo que corresponde melhor à sua necessidade, escolhendo um profissional adequado para atender às suas expectativas.

Se você se interessou pela carreira de Coach e deseja otimizar os seus resultados, aprofundando-se nas ferramentas de Coaching, busque certificações reconhecidas pelo mercado, como a da Crescimentum.

Os males da liderança e suas lições!

Por César Ayer, trainer da Crescimentum

Qual é a maior causa de pedidos de demissão em grandes empresas e organizações? Excesso de trabalho? Salário baixo? Aparentemente não.

Segundo estudo da consultoria BambooHR, 44% dos pesquisados alegam ter pedido demissão por causa de um “chefe tóxico”.

E, para os autores da pesquisa, para montar uma boa equipe, as empresas devem escolher lideranças que confiem em seus subordinados, se preocupem com seus problemas pessoais, respeitem o equilíbrio vida/trabalho e reconheçam seus esforços e suas boas ideias.

O  assunto é tão sério e merece tanta atenção, que até mesmo o Papa Francisco escreveu um artigo relatando as principais “doenças” ou males da liderança.

Os males da Liderança

Segundo o Papa Francisco, líder de uma das maiores e mais antigas organizações do planeta, deixou bem clara a sua intenção de reformar radicalmente as estruturas administrativas da Igreja Católica que, em sua opinião, são pouco receptivas, além de presunçosas e burocráticas.

Para o pontífice, num mundo em intensa atividade, o líder autocentrado, que não tem um olhar para o outro, representa uma limitação.

No ano passado, o Papa se dirigiu aos líderes da Cúria Romana – os Cardeais e outras autoridades encarregadas de gerir a complexa rede dos órgãos administrativos da Igreja.

E sua mensagem aos seus colegas foi sem rodeios: os líderes estão suscetíveis a uma série de mazelas, incluindo arrogância, intolerância, miopia e mesquinhez.

Essas “doenças”, quando não são tratadas, vão enfraquecendo a própria organização e, segundo ele, para se ter uma organização saudável são necessários líderes saudáveis.

Por muitos anos, venho ouvindo dezenas de especialistas em gestão enumerarem as qualidades dos grandes líderes. É raro, no entanto, apontarem quais os males da liderança.

O Papa já é mais direto. Compreende que, como seres humanos, temos certas inclinações – nem todas elas nobres.

No entanto, devemos esperar muito de um líder, já que o alcance de sua influência torna seus próprios defeitos ou “enfermidades” altamente contagiosas para os que o cercam.

A Igreja Católica é uma burocracia: uma hierarquia povoada de almas bem-intencionadas, porém longe da perfeição.

Nesse sentido, não é muito diferente de qualquer organização. É por isso que os conselhos do pontífice são relevantes a líderes em todo o mundo. Confira os pontos que ele explicou:

O mal de pensar que somos imortais

Ou imunes ou absolutamente indispensáveis e, consequentemente, de se negligenciar a necessidade de fazer check-ups regulares.

Uma liderança que não tem autocrítica, que não se atualiza e que não busca estar mais preparada, é um corpo adoecido. Uma simples visita ao cemitério bastaria para ver os nomes de muitas pessoas que se julgavam imortais, imunes e insubstituíveis!

É o mal daqueles que se tornam senhores e donos, que acreditam estar acima dos outros e não a seu serviço.

É a patologia do poder que se origina de um complexo de superioridade, de um narcisismo que faz com que o indivíduo mire tão intensamente a sua própria imagem que não consegue enxergar a face do outro, especialmente do mais fraco e mais necessitado.

O antídoto para essa praga se encontra na humildade; em dizer do fundo do coração: “Sou um mero servo. Só fiz o que era meu dever”.

O mal do trabalho em excesso

É encontrado naqueles que mergulham no trabalho e inevitavelmente deixam de “reservar um tempo para descanso”.

Não se permitir o descanso necessário leva ao estresse e agitação.

Um tempo de descanso para aqueles que concluíram seu trabalho é necessário, obrigatório e deve ser levado a sério: passe um tempo com a família e respeite os feriados como momentos de recarregar as baterias.

O mal do “empedernimento” mental e emocional

É encontrado nos líderes que têm um coração de pedra, nos “arrogantes”; naqueles que com o tempo perdem sua serenidade interior, presença de espírito e ousadia, e se escondem atrás de uma pilha de papéis, transformando-se em burocratas.

É perigoso perder a sensibilidade humana que nos permite nos emocionar e celebrar!

Pois à medida que o tempo passa, nossos corações se tornam rígidos e somos incapazes de amar aqueles que nos rodeiam.

Ser um líder humano significa possuir os sentimentos de humildade e altruísmo, desprendimento e generosidade.

O mal do planejamento excessivo e do funcionalismo

Quando um líder planeja tudo até o último detalhe e acredita que com o planejamento perfeito tudo se encaixará, ele se torna um contador ou um gerente de escritório.

As coisas devem ser bem preparadas, mas sem nunca cair na tentação de tentar eliminar a espontaneidade, que sempre é mais flexível do que qualquer planejamento humano.

Contraímos essa doença, pois é fácil e confortável nos organizarmos em nossas próprias formas sedentárias e regulares.

O mal da má coordenação

Quando os líderes perdem o sentido de comunidade, o corpo perde seu funcionamento harmônico e equilíbrio.

Torna-se então uma orquestra que produz ruído: seus membros já não trabalham em conjunto e perdem o espírito de camaradagem e de trabalho em equipe.

Quando o pé diz para o braço: “não preciso de você”, ou a mão diz para a cabeça “sou eu que estou no comando”, acabam por criar desconforto e simplesmente nada funciona.

O mal do “Alzheimer da liderança”

Consiste em perder a memória daqueles que cuidaram de nós, que foram nossos mentores e nos apoiaram em nossas jornadas.

Vemos essa mazela naqueles que estão completamente aprisionados no presente, em suas paixões, caprichos e obsessões.

E também naqueles que erguem muros e rotinas em torno de si, tornando-se então cada vez mais escravos de ídolos esculpidos por suas próprias mãos.

O mal da rivalidade e da vanglória

Quando as aparências, os privilégios e os títulos se tornam o propósito primordial da vida, nos esquecemos do dever fundamental como líderes: de “não agir por força do egoísmo ou vaidade, mas sim da humildade, e de modo que os outros contem mais do que nós mesmos”.

Como líderes, temos a obrigação de não olhar somente para nossos próprios interesses, mas também os interesses de nossos liderados, de nossas equipes e outros.

O mal da esquizofrenia existencial

Esse é o mal daqueles que vivem uma vida dupla, o fruto da hipocrisia típica dos medíocres e de um vazio emocional progressivo que nenhum título é capaz de preencher.

É uma doença que costuma afetar aqueles que não estão mais em contato direto com clientes e funcionários comuns, restringindo-se a questões burocráticas, perdendo assim o contato com a realidade e com pessoas concretas.

O mal da fofoca, queixumes e difamação

Essa é uma doença insidiosa que começa de forma simples e que acaba por dominar o indivíduo, tornando-o um “semeador de ervas daninhas” e, em muitos casos, um assassino da boa reputação de colegas.

É a doença de pessoas covardes que não têm a coragem de se pronunciar diretamente, e falam pelas costas das pessoas. Fiquemos atentos contra o poder negativo da fofoca!

O mal de idolatrar os superiores

Essa é a doença daqueles que cortejam seus superiores na esperança de ganhar seus favores. São vítimas do carreirismo e oportunismo, exaltando pessoas ao invés da missão da organização como um todo.

Eles pensam somente naquilo que podem obter e não naquilo que devem oferecer; são pessoas tacanhas, infelizes e inspiradas somente por seu próprio egoísmo.

Os próprios superiores podem ser afetados por esse mal, quando tentam obter a submissão, lealdade e dependência psicológica de seus subordinados, tendo como resultado final uma cumplicidade deletéria.

O mal da indiferença pelos outros

Esse mal se identifica quando cada líder só pensa em si mesmo, perdendo a sinceridade e o calor que caracterizam as relações humanas genuínas.

Há muitas formas de se manifestar: quando se detém um maior conhecimento, mas esse saber não é disponibilizado aos colegas menos conhecedores da matéria.

Ou quando aprende algo e guarda para si ao invés de compartilhar de forma útil com os demais, ou ainda quando, por inveja ou despeito, se deleita ao ver os outros caírem ao invés de ajudá-los a se erguer e encorajá-los.

O mal da fisionomia sombria

Essa doença é aparente naquelas pessoas pessimistas e austeras que acreditam que para ser sério é preciso fazer uma cara de melancolia e gravidade, e tratar os outros – especialmente aqueles que consideram subalternos – com rigor, rudez e arrogância.

Na verdade, demonstrações de austeridade e pessimismo estéreis costumam ser sintomas de medo e insegurança. Um líder tem de se esforçar para ser cortês, sereno, entusiasmado e alegre, uma pessoa que transmite alegria onde quer que vá.

Um coração feliz irradia uma alegria contagiante: é perceptível! Dessa forma um líder nunca deve perder esse espírito animado, bem humorado e mesmo modesto que torna as pessoas agradáveis até em situações difíceis.

Como faz bem uma boa dose de humor!

O mal do acúmulo

Esse mal ocorre quando um líder tenta preencher um vazio existencial em seu coração ao acumular bens materiais, não por necessidade, mas a fim de se sentir seguro.

A verdade é que não seremos capazes de carregar conosco os bens materiais quando deixarmos essa vida, já que “a mortalha não tem bolsos” e nossos tesouros nunca serão capazes de preencher aquele vazio.

O mal dos círculos fechados

Acontece quando pertencer a um “grupo restrito” se torna mais importante do que nossa identidade compartilhada.

Esse mal começa também com boas intenções, mas com o passar do tempo escraviza seus membros e se torna um problema que ameaça a harmonia da organização causando imenso dano, especialmente àqueles que tratamos como “não pertencentes ao grupo”.

O “fogo amigo” representa o perigo mais insidioso. É o mal cujo ataque parte da própria esfera interna. Como reza a Bíblia: “Todo reino dividido contra si mesmo é um reino desolado”.

Por fim: o mal da extravagância e exibicionismo

Esse mal se manifesta quando um líder transforma seus serviços em poder, utilizando esse mesmo poder para ganhos materiais ou para adquirir ainda mais poder.

É a doença de pessoas que, insaciáveis, tentam acumular poder e para esse fim estão dispostas a difamar, caluniar e prejudicar a reputação dos outros, que se exibem para mostrar que são mais capazes do que os outros.

Essa mazela traz grandes prejuízos, pois leva as pessoas a justificarem o uso de quaisquer meios a fim de alcançar seus fins!

Agora que você conhece os males da liderança, aproveite o nosso treinamento Líder do Futuro para ampliar a consciência sobre seus gaps e pontos a serem desenvolvidos, por meio da intensa troca de feedbacks que ocorre no decorrer de toda a imersão. Faça a sua inscrição agora!

Life Coaching: torne-se o guia na descoberta do propósito!

Por Regina Tavernier, coach parceira da Crescimentum

Antes de entrarmos propriamente no tema Life Coaching, é importante saber que estamos atualmente com uma demanda cada vez maior por processos de coaching.

Este é um setor que não para de crescer no mundo e que, como consequência, trouxe para esse segmento certa “banalização”, portanto não é de se estranhar confusões sendo feitas quando o assunto é coaching, assim como com suas modalidades.

Life Coaching: entenda

Neste artigo, a ideia é focar na modalidade Life Coaching, que talvez seja uma das mais confundidas dentre todas, sendo comumente vista como terapia.

A terapia realizada por um psicólogo é completamente diferente de um processo de coaching. E vale lembrar que o psicólogo também pode ser coach, mas são papéis diferentes, e ocorrem separadamente.

Além do mais, segundo a definição do ICF (International Coaching Federation) coaching é definido como “um processo instigante e criativo que visa liberar o potencial pessoal e profissional, para a máxima performance”, ou seja, ele tem como foco objetivos futuros; bem diferente da terapia, que tem como foco o tratamento de problemas do passado que estão afetando o presente.

Outro tipo de confusão que acontece frequentemente é quanto a nomenclatura: Life Coaching ou Coaching de Vida. De fato, não existe diferença entre as duas, o mais importante é do que se trata, para quê e qual motivo levaria alguém a passar por um processo de Life Coaching.

Muitas respostas podem surgir, pois o motivo pelo qual alguém faz essa busca pode variar muito, além de ser particular.

Dentre eles podemos citar um, que é o fato do cliente querer revisitar dimensões de sua vida através da Roda da Vida, essa roda pode abranger 8 ou mais áreas, sendo elas: Física, Familiar, Financeira, Produtividade, Profissional, Intelectual, Espiritual e Relacionamento Íntimo.

Descubra o seu propósito

O objetivo dessa poderosa ferramenta é apoiar o cliente ampliando a visão sobre sua própria vida, convidando-o a explorar mais cada uma delas de acordo com o objetivo traçado por ele.

A partir disso, o cliente estará preparado para dar mais um passo em direção ao seu crescimento, desenvolvimento e consequente evolução. Essa busca irá possibilitar o encontro com sua essência e seu propósito de vida!

Podemos entender que o Life Coaching é a expansão do que há de melhor no ser humano, é um processo que traz um olhar mais integrativo para a própria vida, e assim podemos ampliar o leque de possibilidades de ação, criando a melhor vida a ser vivida.

E, para que tudo isso seja possível, é essencial que o coach apoie seu cliente na jornada em busca de seu propósito de vida. Muitas vezes isso, por si só, já é bastante libertador, trazendo uma maior congruência de vida e realização.

Em geral com ao desvendar o propósito de vida, despontam também os valores que são fundamentais para aquela pessoa. Podemos considerar que os valores são os guardiões desse propósito, e não são suscetíveis a qualquer julgamento!

Não existe valor certo ou errado, e é por meio deles que tomamos as decisões em nossa vida. O alerta é quando esses mesmos valores nos limitam, nos impedem de atingir o nosso melhor

Neste caso, o coach pode apoiar o coachee por meio de perguntas, a ressignificar os valores limitantes e reforçar aqueles que mais potencializam o alcance dos objetivos do processo.

As 3 premissas

Eu costumo trazer 3 premissas básicas para o Life Coaching que conduzo:

Princípio da co-construção

Partindo do princípio que sou 100% responsável pelos meus resultados (sentimentos, pensamentos, emoções, comportamentos etc), posso acreditar que me transformar é o primeiro passo para o desenvolvimento, assim co-crio a minha nova realidade: a realidade que quero viver.

Cuidar-se bem em todas as áreas

Olhar de forma integrativa e mais equilibrada, para todas as áreas da vida.

Experienciar as práticas, exercitar as próprias experiências

Quanto mais nos expomos à vida, mais conhecemos nossas potencialidades e mais evoluiremos em direção ao nosso melhor. E isso pode ser uma combinação entre as 5 dimensões: a do pensar, sentir, criar imagem, o falar e agir sobre.

Não é incomum que as pessoas se surpreendam positivamente ao se depararem com a riqueza do processo de Life Coaching, entretanto, é importante citar que os coaches podem utilizar tipos diferentes de ferramentas a depender de sua linha de formação em Coaching e não necessariamente as que já foram citadas aqui.

Para finalizar, é claro que tudo isso só é possível a partir do autoconhecimento, que é base de todo e qualquer processo de crescimento e evolução.

Contudo, depende do quanto cada um está disposto para uma mudança genuína. Como diz o Paulo Alvarenga (P.A.), VP da Crescimentum e autor do livro #Atitude que Te Move, “a porta para a mudança está dentro de cada um de nós, portanto cabe a nós virar a chave e abri-la”.

Para otimizar os seus resultados e aprofundar-se nas ferramentas de Coaching, busque certificações reconhecidas pelo mercado, como a da Crescimentum.

Gestão de Tempo: como o Business Planner vai te tornar mais eficiente

Por Fernanda Okura, consultora educacional da Crescimentum

A vida de um empreendedor está longe daquele sonho glamuroso de liberdade, tranquilidade e férias sem perder de vista.

Quem saiu do mundo corporativo e teve a coragem de iniciar uma jornada empreendedora descobre rapidamente que ser empreendedor é sinônimo de “máxima ocupação em tempo integral”, ou seja, uma habilidade é essencial: Gestão de Tempo!

Começar uma empresa do zero, na maioria das vezes significa passar muito tempo fora do escritório, fazer inúmeras reuniões, ver números de vendas o tempo todo, verificar e-mails, mensagens e, se sobrar tempo, acompanhar sua equipe.

Há certas decisões que simplesmente não acontecerão sem sua contribuição. Internamente, você gostaria que sua equipe se movesse de forma rápida e fosse mais independente.

Externamente, você quer resolver as coisas e tirá-las da frente o mais rápido o possível. Falta tempo para liderar as pessoas, mas para fazer o seu negócio crescer, preparar e guiar as pessoas é um fator crítico de sucesso. É um paradoxo.

Gestão de tempo: como, quando e por quê?

Como empreendedor você possivelmente carrega o peso de dezenas ou até mesmo centenas de vidas que confiaram nas suas ideias e dependem de você.

Parece difícil, não? É pior do que qualquer “não empreendedor” consegue imaginar.

As 40 ou 48 horas semanais de um colaborador individual empregado em uma organização, podem tornar-se 80 ou 90.

Grant Cardone, empreendedor de sucesso e colunista do New York Times revelou em uma de suas entrevistas que chegou a trabalhar 95 horas por semana nos primeiros anos de seus negócios.

Mas será que tantas horas são realmente necessárias? Melhor: será que um empreendedor poderia trabalhar tão bem quanto, mas em uma quantidade menor de horas?

Como os empreendedores têm utilizado o seu tempo? Aspectos realmente importantes e estratégicos estão nessa conta?

Para te ajudar nessa jornada e facilitar as suas respostas para as perguntas acima, nós criamos a ferramenta Business Planner.

Essa é uma ferramenta simples que pode ajudar você a diagnosticar a sua rotina, compreendendo melhor onde seu tempo está sendo gasto e avaliando o que pode ser melhorado.

Pensa rápido: Como você distribui e utiliza o seu tempo? Gasta mais tempo liderando e gerenciando as pessoas ou dedica-se mais a coisas rotineiras e operacionais? Quanto tempo da semana você investe em seu autodesenvolvimento e aprimoramento?

Baixe a ferramenta completa aqui!

Como usar essa ferramenta para a gestão de tempo?

PASSO 1) Liste e organize todas as atividades que você teve na última semana

Esse é o passo que provavelmente te tomará mais tempo, mas valerá a pena!

  • Na coluna 1 (Rotina e Operação) você deve listar todas as coisas que faz na semana que considera operacionais e recorrentes (responder e-mails, ajudar na produção etc.)
  • Na coluna 2 você pode listar atividades estratégicas como conversas referências do mercado (ações de Benchmarking), tempo gasto na análise de dados financeiros ou do funil de vendas, ou mesmo o estudo de concorrentes
  • Na coluna 3 você poderá listar todas as tarefas que envolvem a criação e/ou fortalecimento com fornecedores e clientes. Visitas comerciais, reuniões e esses eventos tão importantes devem ser incluídos aqui
  • Na coluna 4 você poderá listar todas as tarefas que empreende semanalmente para continuar o seu desenvolvimento. Se para qualquer profissional preparado para o futuro é essencial que se esteja em constante aprendizado e evolução, para o empreendedor não é (e nem pode) ser diferente. O empreendedor precisa ser um curioso por natureza. Portanto, nessa coluna você pode listar quais as atividades fez na última semana para se desenvolver. Isso pode ser desde a leitura de uma revista, ou até a participação em um evento ou curso.
  • Por fim, a coluna 5 dedica-se a observar quanto tempo você está empenhando em aspectos que envolvem a liderança e gestão de tempo e pessoas. Aqui você poderá anotar quantas reuniões fez com a equipe, quantas conversas de desenvolvimento e alinhamento fez com cada liderado… Além disso, esse campo também serve para que você possa observar quanto tempo está dedicando para encontrar pessoas verdadeiramente alinhadas ao seu negócio. O Google já disse que uma das tarefas mais estratégicas que um líder faz é a contratação de pessoas. Liste aqui as entrevistas que fez ou o tempo que dedicou para procurar pessoas no LinkedIn ou na sua rede de amigos.

PASSO 2) Quantifique percentualmente o tempo gasto em cada coluna e coloque os valores na segunda linha (tempo investido %)

Agora que você já sabe quais tarefas teve na última semana e como elas estão distribuídas, questione-se percentualmente qual o valor gasto em cada uma.

Por exemplo: na última semana Pedro, um empreendedor jovem e entusiasmado, dedicou cerca de 50% do tempo nas atividades operacionais (coluna 1), 10% nas atividades estratégicas (coluna 2), 5% em reuniões e relacionamentos com clientes (coluna 3), 5% do tempo estudando (coluna 4) e 30% ajudando seus colaboradores a se desenvolverem (coluna 5).

PASSO 3) Observe o tempo gasto na última semana e faça a projeção ideal

Ou seja, o que você gostaria de melhorar e como entende que poderia atuar de uma maneira melhor, mais estratégica e eficaz? Será que você está gastando muito tempo na operação?

Será que algumas dessas tarefas operacionais poderiam ser delegadas? Será que você está negligenciando o seu próprio desenvolvimento?

Será que sua equipe está recebendo a orientação e o treinamento necessários da sua parte para fazerem o que precisa ser feito? Você tem cuidado da gestão e contratação das pessoas devidamente?

Para ilustrar melhor essa ideia voltemos ao exemplo do Pedro: Ao fazer esse breve exercício ele percebeu que poderia gastar menos tempo no operacional e mais tempo nas atividades estratégicas e fortalecendo sua relação com clientes. A partir dessa análise simples e eficaz, Pedro partiu para a AÇÃO (passo 4)

Passo 4) AJA! (OU MELHOR: AJA ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS)

Depois de preencher da forma mais sincera o possível o seu Business Planner, pergunte-se:  O que eu deveria estar fazendo que não estou? O que tem carecido da minha atenção que tenho negligenciado? O que eu preciso fazer para usar o meu tempo de forma mais inteligente?

Monte o seu plano de ação e observe quais são as AÇÕES que você precisa tocar para melhorar sua gestão de tempo, ou seja, equilibrar o seu tempo e sua rotina semanal. Pergunte-se:

O que eu preciso parar de fazer?

O que eu deveria estar fazendo mais?

O que eu preciso começar a fazer?

Considerações importantes sobre essa ferramenta:

Não existe um Business Planner ideal!

Cada empreendedor poderá falar qual é a melhor forma de se usar o tempo. Para empreendedores a coluna 2 é crucial. Para outros, a coluna 3 será a mais importante. O que queremos lhe trazer com essa ferramenta é a consciência de como você pode usar seu tempo de forma mais inteligente e estruturada.

Use o Business Planner para equilibrar a sua rotina!

Essa ferramenta poderá lhe fornecer alertas do tipo “você está gastando tempo demais no operacional”. Ou: “Você precisa começar a estudar mais”.

– Observe com grande atenção a coluna 5!  Muitos empreendedores negligenciam o tempo gasto com as pessoas, com liderança e com a contratação dos talentos.

Isso é natural uma vez que várias outras coisas do negócio estão nas suas mãos! Mas lembre-se: quem transporta a estratégia para a realidade são as PESSOAS que trabalham com você.

Sem elas devidamente preparadas, qualquer empresa seja ela pequena ou enorme estará fadada ao fracasso!

Gostou dessa ferramenta? Quer saber mais sobre como a rotina do empreendedor poderia ser mais eficiente? Percebeu que ainda precisa aprimorar o tempo gasto com pessoas, liderança e contratação? Conheça o curso Startups do Futuro e venha conferir as melhores práticas sobre gestão de colaboradores que estão sendo aplicadas por empresas referências como Google, Apple, Amazon, Zappos, Facebook, Netflix, LinedIn, entre outras.

Ferramentas de Coaching: potencializando Resultados!

Por Bárbara Viana, coach parceira da Crescimentum

Antes de falarmos de Ferramentas de Coaching, vamos começar definindo o que é o processo de Coaching. Segundo a ICF (International Coaching Federation) Coaching é “um processo instigante e criativo que visa liberar o potencial para a máxima performance”.

Esse processo ocorre com a parceria entre o coachee (cliente) e o Coach (profissional preparado e certificado). E, durante o processo de desenvolvimento do coachee, o coach utiliza diversas competências, técnicas e as tais Ferramentas de Coaching.

O que são as Ferramentas de Coaching?

Essas ferramentas são utilizadas visando auxiliar o coachee na sua jornada de descoberta e, de acordo com o tema da sessão, o Coach oferece recursos para expandir a consciência do coachee sobre o assunto que está em pauta.

As ferramentas de coaching potencializam o processo de autoconhecimento e apoiam o coachee na ampliação da autoconsciência, proporcionando maior clareza dos pontos trabalhados nas sessões.

Existem inúmeras ferramentas de Coaching que apoiam no desenvolvimento do processo. Algumas das mais conhecidas no mercado são:

  1. Resultados Esperados
  2. SWOT Pessoal
  3. Especificação de Objetivos
  4. Roda da Vida
  5. Dreamlist
  6. STOP
  7. Ganhos & Perdas
  8. Modelo Ideal
  9. Mesa de Mentores
  10. Road Map

Agora se focarmos em ferramentas de coaching de forma específica, podemos pensar em um segmento de clientes como o Coaching de Liderança, por exemplo, que é destinado a contribuir no desenvolvimento de coachees que são líderes.

Teremos ferramentas mais apropriadas para esse público, pois estas podem apoiá-los na atuação diária com seus liderados, auxiliando em uma gestão mais assertiva.

Olhando de forma direcionada para líderes, algumas ferramentas de coaching mais efetivas para serem sugeridas aos coachees nesse processos de coaching de liderança, são:

  1. Envolvimento Total
  2. Dimensões de Confiança
  3. Mapa de Influência
  4. Matriz de Empoderamento
  5. Feedback SCI
  6. DISC
  7. Motivadores
  8. Roda de Competências
  9. Perguntas Poderosas
  10. Modelo GROW

3 exemplos de Ferramentas de Coaching

Gostaria de destacar 3 dessas ferramentas como potencializadoras para o desenvolvimento de líderes.

1. Modelo GROW

O modelo GROW foi criado por John Whitmore, que ficou conhecido pelo seu livro “Coaching para Performance”. Esse modelo é um acrônimo: Goal (Meta), Reality (Realidade), Options (Opções) e What/When/Whom/Will (O Que deve ser feito/Quando/por Quem)

É um modelo de coaching que pode ser utilizado para nortear um processo de coaching ou utilizado como ferramenta.

Uma forma de usá-la é em reuniões com liderados ou em conversas de desenvolvimento, em que o Coach pode ajudar o Coachee Líder a desenvolver a competência de Líder Coach.

2. Perguntas Poderosas

São aquelas que propiciam reflexões, descobertas, insights, provocam novas soluções, incentivam a criatividade, estimulam a ação, geram opções, criam comprometimento e/ou novas perspectivas.

Alguns exemplos de Perguntas Poderosas:

A) O que você acredita sobre o seu Time?
B) Qual seria uma nova possibilidade para essa questão?
C) O que te impede de realizar isso?
D) Quantas formas diferentes existem para fazer isso?
E) Qual vai funcionar melhor pra você?
F) Qual o aprendizado você tira dessa situação?
G) O que eu posso fazer para te apoiar nesse projeto?
H) Como você gostaria de ser liderado?
I) O que você vai começar a fazer?
J) O que você vai parar de fazer?
K) O que você vai continuar fazendo?

Essa ferramenta contribui muito no dia a dia de um líder coach, ou seja, o profissional que utiliza as competência de Coaching para desenvolver seu time.

3. DISC

É uma ferramenta de Análise Comportamental, baseada na teoria DISC desenvolvida por William Moulton Marston em 1928, em seu livro “As emoções das pessoas normais”.

Os fatores analisados na ferramenta são: Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade. Todos esse fatores geram uma fonte de informações mostrando emoções observáveis, isto é, como uma pessoa é percebida pelos outros e como expressa o que está dentro dela.

O DISC é a linguagem universal do comportamento humano observável, proporciona expansão de autoconhecimento e autoconsciência sobre como você age, seu potencial, facilidades e dificuldades, tendências de tomada de decisão, delegação e estilo de liderança.

Tudo isso permite que entendamos, aceitemos e valorizemos cada vez mais a nós mesmos. E, quando esse caminho é mostrado para a gente, podemos fazê-lo com ainda mais competência com outros, uma vez que passamos a adquirir um novo nível de consciência e entendimento sobre o ele.

O ganho é inevitável em termos de melhores relações de confiança, comunicação mais assertiva, minimização de conflitos e maximização de resultados, tanto no âmbito profissional e pessoal.

“Para conseguir o melhor das pessoas, temos que acreditar que o melhor está lá. Mas como sabemos que está, o quanto está e como extraímos isso?” John Whitmore

Os conceitos, abordagens, técnicas e ferramentas de coaching são fundamentais para o sucesso do processo, e para auxiliarmos o Coachee a extrair seu melhor.

Entretanto, existe uma premissa que diz: o protagonista do processo é, e sempre será, o seu Coachee.