O Cérebro não tem Calendário

Por Marco Fabossi, sócio-diretor da Crescimentum

 

Uma repórter perguntou à uma jovem e talentosa violinista sobre o segredo de seu sucesso, e ela respondeu:

 

– O segredo do meu sucesso é a negligência planejada.

 

Ao perceber que a repórter queria saber mais sobre o assunto, ela então explicou:

 

– Durante a minha infância e adolescência havia muitas coisas que exigiam o meu tempo. Depois do café da manhã, eu arrumava a cama, colocava meu quarto em ordem, varria o chão e fazia tudo aquilo que era supostamente importante. Só depois de tudo isso é que eu corria para estudar violino. Com o tempo descobri que estava progredindo menos do que gostaria, e decidi inverter as coisas. Enquanto o tempo de estudar violino não acabava, eu deliberadamente negligenciava todas as outras coisas. Esse programa de negligência planejada, a meu ver, é o grande responsável pelo meu sucesso como violinista.


As recentes descobertas da neurociência têm trazido muitos ensinamentos sobre o funcionamento do cérebro e o seu impacto no comportamento humano. Dois deles são que o cérebro humano tem uma capacidade de transformação e aprendizagem praticamente infinita, ao que os neurocientistas chamam de Neuroplasticidade. E o outro é que o cérebro aprende de duas maneiras: repetição e emoção.

 

Traduzindo essas constatações da neurociência, podemos chegar à duas importantes conclusões:

  • Qualquer novo conhecimento, comportamento ou habilidade podem ser aprendidos;
  • Mas para que esse novo conhecimento, comportamento ou habilidade se estabeleça, é preciso que haja repetição e uma boa dose de emotividade ou significado naquilo que está sendo aprendido.

 

É importante, portanto, conscientizar-se de que o cérebro não tem calendário, ou seja, pra ele não importa se é segunda-feira ou sábado; ele continua aguardando mais uma repetição daquele conhecimento, comportamento ou habilidade que você está tentando desenvolver, para que possa reforçar cada vez mais as conexões neurais, até que isso se torne um hábito. Por isso, para o cérebro é muito mais produtivo que você faça algo durante dez minutos todos os dias, do que deixar pra praticar uma hora no final de semana, por exemplo.

 

Portanto, se você quer meditar, fazer atividade física, dizer mais “eu te amo” para as pessoas do seu convívio, melhorar sua capacidade de relacionamento e liderança, aproximar-se mais de alguém que ama, falar fluentemente outro idioma, aprender algo novo, enfim, adquirir ou reforçar um conhecimento, comportamento ou habilidade, será preciso fazê-lo todos os dias. Lembre-se, o cérebro precisa de repetição pra aprender. E, pra tornar essa repetição mais prazerosa e motivadora, torne-a importante pra você; conecte-a com um objetivo e um propósito.

 

No início pode até ser chato meditar, e isso pode desmotivá-lo, mas se você conectar esses momentos com algo que lhe ajude a ser menos ansioso, que traga maior presença, equilíbrio, serenidade, e que consequentemente melhorará sua qualidade de vida, seu humor e os resultados no dia a dia, haverá mais motivação e significado para que você persista. E isso se aplica a tudo o que quiser desenvolver.

 

Ajude seu cérebro a ajudar você!

 

A importância da liderança para transformação cultural!

por Renata Furlan, trainer da Crescimentum

 

Muitos líderes com que tenho contato, citam a cultura como se fosse uma entidade, algo que está fora deles. Bom, tenho duas notícias: a má notícia é que cada colaborador e, principalmente, os líderes, contribuem diretamente na formação dessa cultura; a boa notícia é que a liderança tem um grande poder para impactar um grande número de pessoas, principalmente por meio de seu próprio exemplo.

 

Mais importante do que a Missão, Visão e Valores na parede de sua empresa, é a reflexão do quanto cada um (seja líder ou não) verdadeiramente vive de acordo com o que está escrito ali.

 

Muito temos ouvido falar de Cultura Organizacional, mas é importante ressaltar que esta vai muito além das mensagens formais da empresa. A cultura de uma organização é demonstrada pelos comportamentos e atitudes que os colaboradores vivenciam, principalmente os líderes.

 

Richard Barrett, especialista no assunto escreveu que “a cultura de uma empresa é formada pelos líderes de hoje e do passado”.

Diante disso, o papel da liderança se torna fundamental para formação desta cultura. Os líderes precisam reconhecer que o ambiente corporativo mudou, de um ambiente centralizado e hierarquizado, onde as pessoas trabalhavam somente para ter seu salário no final do mês, para um ambiente mais democrático, participativo, no qual as pessoas querem ser ouvidas, contribuir com seus talentos, propor soluções e, principalmente, realizar seu propósito. Passou do ter, para o ser.

 

Segundo Barrett, os lideres precisam ser os melhores para o mundo, e não serem os melhores do mundo. Para isso, é necessário abandonar a  crença do líder super herói, em troca de um líder que forma relações de confiança.

 

Entendendo as reais necessidades de seus colaboradores e o que cada um valoriza, além de ser aquele que dá espaço para as pessoas suprirem suas necessidades na organização, pois pessoas felizes constroem ambientes mais produtivos e saudáveis.

 

Por isso, não basta ter os valores declarados em uma parede ou durante um evento. É necessário que todos vivenciem os mesmos dia após dia!

 

Por exemplo, uma empresa tem como valor transparência, mas seus líderes não conseguem efetivamente dar feedback’s constantes. Outro exemplo: a empresa tem o valor criatividade, mas o líder não é capaz de reunir a equipe para pedir novas ideias e soluções.

 

Tão importante quando os valores em si é a congruência entre o que é dito e o que feito de fato.

 

Que tipo de líder você está sendo? O que vive os valores ou que apenas fala sobre eles?

 

A Crescimentum trabalha com a Gestão de Cultura Organizacional, justamente para orientar as empresas no assunto. Além disso, temos mais de 15 anos de experiência treinando líderes e, se você é um líder que quer se desenvolver cada vez mais, não deixe de visitar o nosso site e conhecer os nossos treinamentos!

Como mudar um comportamento impacta na liderança

por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum

 

Muitas vezes nós tentamos mudar um comportamento e não somos bem sucedidos. Buscamos fazer algo diferente, juramos a nós mesmos não repetir aquela atitude, mas sem demora lá estamos nós de novo, fazendo igualzinho.

 

Nos últimos anos tenho ajudado centenas de líderes a reconhecerem seus padrões comportamentais.

 

Assim, poderão ampliar sua consciência e começarem a se arriscar em novos comportamentos.

Mas é possível mudar um comportamento?

Para você que almeja mudar um comportamento e ainda não foi bem-sucedido, cabe começar a refletir sobre os reais motivos de agir assim.

 

Primeiramente, precisamos aceitar que todo comportamento existe por uma intenção positiva. Ele está lá para nos dar algum ganho ou evitar alguma dor.

 

Até mesmo aquele comportamento que você julga como ruim tem como objetivo te trazer algum benefício.

Exemplo:

Por exemplo: existem pessoas que “explodem” às vezes e “atropelam” outras pessoas. Recentemente um cliente de coaching com esse comportamento recebeu feedbacks de que ele não levava em consideração o impacto de suas ações nos outros.

  • Ele avaliou o ganho de agir assim da seguinte forma: “se ataco pareço forte”. E, no mesmo sentido: “se mostrar fraqueza os outros passam por cima de mim”.

 

Portanto, fica evidente que o comportamento aparentemente ruim estava a serviço de se proteger dos outros. Isso por meio de demonstrações de força, rigidez, autoritarismo.

  • Outro cliente de coaching, frente à avaliação que seus liderados fizeram e em que relataram sua baixa escuta e centralização. Dizia: “se não sou eu nada acontece” e ainda “descobri desde cedo que o mundo é você com você mesmo”.

 

Exemplos como esses fazem parte de um grupo de líderes que tendem a ver o mundo como um lugar inseguro, hostil. Isso mostra a crença de que não podem confiar nas pessoas e não devem buscar o apoio delas para dividir a carga.

A grande causa é o medo!

Em conversas mais genuínas, eles confirmam possuir um grande medo de não se sentirem seguros o suficiente no mundo.

 

Reconhecer o seu medo (que tende a gerar os principais pontos fracos em sua liderança) é um passo poderoso para iniciar uma mudança evolutiva.

 

Do contrário, aquilo que você desconhece continua a te dominar. No entanto, ao conhecer seu medo, pode-se estabelecer um “diálogo” com ele.

 

Nos casos citados acima o exercício desses líderes foi procurar olhar para as pessoas como confiáveis, mudando a maneira de agir com elas no dia a dia, delegando e pedindo ajuda.

 

Olhar o mundo como um ambiente de troca e cooperação ao invés de uma competição em que o mais forte sobrevive.

 

Dessa forma, é possível passar assim a reconhecer suas falhas, dividindo a tomada de decisão com outras pessoas, se mostrando vulnerável.

Mudar um comportamento ruim é possível!

Em suma, por trás de um comportamento ruim está uma falsa crença sobre a realidade. E no âmago da falsa crença jaz um medo.

 

Decidir por evoluir como líder e ser humano é reconhecer o comportamento que prejudica o seu desempenho. Dessa forma, vamos quebrando essas falsas crenças e identificando como nossos medos nos influenciam.

 

E, dessa forma, descobrimos como podemos mudar um comportamento.

 

A partir daí, cabe a cada um decidir qual a visão de mundo adotar e qual significado dar às coisas.

 

E você? Qual o medo que te prende? Que visão de mundo tem hoje que pode te atrapalhar?

 

Se você é um líder que quer sempre aprender mais, não deixe de visitar o nosso site e conhecer os nossos treinamentos!

Quais são seus modelos mentais e como eles afetam seu comportamento?

por Vanessa Campos, trainer da Crescimentum

 

Para abordarmos este tema, gostaria de sugerir uma reflexão rápida: você tem algum comportamento que não gosta em si mesmo, mas que não consegue modificar?

 

Quantas vezes você se pegou em situações em que gostaria de agir de forma diferente? Já se perguntou porque é tão difícil mudar um comportamento, mesmo que ele te prejudique de alguma forma?

 

Se sua resposta for sim, este artigo te dará a oportunidade de entender porque isso acontece e começar a treinar a sua mente para mudar isto!

 

Os nossos comportamentos estão intimamente ligados às nossas crenças e, frequentemente, influenciam nosso modo de agir e pensar, nos levando a tomar atitudes de acordo com um padrão que nos foi determinado.

 

Por exemplo: você acredita que chegar atrasado é uma falta de respeito. E isso gera em você o comportamento de ser sempre pontual.

 

O escritor Peter Senge, no livro A Quinta Disciplina, definiu modelos mentais como “pressupostos profundamente arraigados, generalizações, ilustrações, imagens ou histórias que influenciam nossa maneira de compreender o mundo e nele agir”.

 

O modelo mental não é necessariamente uma verdade absoluta, mas uma verdade criada de acordo com suas crenças, ou seja, aquilo em que você acredita influenciando seus comportamentos.

 

Nossos modelos mentais determinam não apenas a forma como entendemos o mundo, mas também como agimos nele.

 

Outro fato intrigante é que, diante de uma mesma situação, pessoas diferentes podem se comportar de maneiras diferentes, e isso está diretamente ligado aos modelos mentais que cada indivíduo possui.

 

Reconhecer um modelo mental e trazê-lo para consciência não é uma tarefa fácil, mas é necessária para nos ajudar a entender o quanto somos influenciados por esse padrão de pensamento, ou seja, o quanto repetimos determinados comportamentos em diversas situações.

 

E é importante lembrar que um mesmo modelo mental pode tanto nos limitar quanto nos impulsionar em direção a objetivos ou em busca de nossa identidade pessoal.

 

Desenvolver os melhores modelos mentais possíveis para enfrentar qualquer situação que se apresente é o ponto chave para alavancar o processo de aprendizagem e desenvolvimento.

 

Duas habilidades podem facilitar o processo de identificação de modelos mentais: reflexão e inquirição.

 

Refletir refere-se a ter a consciência de como os modelos mentais podem afetar nossa visão de mundo; e inquirir é sobre manter diálogos e interações com outros, compartilhando visões e experiências.

 

A reflexão trará o modelo mental para a consciência e o questionamento ajudará a definir se esse é o melhor modelo mental a ser utilizado nesse momento, se esse modelo mental te limita ou te alavanca em direção aos seus objetivos.

 

E você? Quais modelos mentais precisa alterar ou criar do zero?

 

Entendemos que mergulhar nestes conceitos vai te ajudar, não somente na vida pessoal, como também na vida profissional. Leia um pouco mais sobre como o nosso modo de agir é a chave da mudança.

 

Como a inovação tecnológica afeta a liderança exponencial?

por Fabrizio Ortiz, trainer da Crescimentum

 

Há pouco tempo atrás um estudo publicado pela Universidade de Washington dizia que 40% das empresas Fortune 500 deixarão de existir em 10 anos.

 

Neste prazo, grande parte dos empregos operacionais também serão substituídos por computadores, robôs assumirão muitos postos de trabalho e uma infinidade de novas tecnologias inundará os mercados sem pedir licença.

 

O quanto você está se preparando para essas mudanças? O quanto o papel de um líder será impactado por estas tendências?

 

Atualmente o conceito de liderança passa por grandes reflexões. Para entender melhor o que está por vir e como devemos nos preparar para as novidades, vamos analisar o que já está acontecendo hoje na sociedade e, principalmente, no mundo corporativo.

 

Grandes mudanças estão em pleno curso, com novas tecnologias emergindo. Empresas com modelos disruptivos que começaram do zero, em garagens, chegando à casa de 1 bilhão de faturamento, antigas companhias perdendo espaço e novos jogadores surgindo e mudando as regras do jogo.

 

Definitivamente o mercado não é mais linear e sim, como dizem os especialistas, exponencial.

 

Grande parte das empresas está consciente da necessidade de mudanças, afinal, as tendências são divulgadas praticamente todo o tempo pelos meios de comunicação, a escalada tecnológica, as tendências de mercados globalizados e dificuldade de se manter competitivo é assunto recorrente nos telejornais.

 

Porém, as iniciativas por inovação estão sendo frustrantes em grande parte dos ambientes em que ouço opiniões e percepções dos líderes com quem tenho contato.

 

As estratégias adotadas são bastante coerentes: eventos de inovação, workshops, “Hackatons” (maratonas de inovação tecnológica), porém os resultados ainda não são satisfatórios.

 

Credita-se muitas vezes o fracasso destas iniciativas ao fato das pessoas estarem com dificuldade de pensar fora da caixa, ou mesmo, é comum ouvir, que a cultura da empresa está antiquada e não propícia para a inovação.

 

Afinal o que faz a cultura de uma empresa senão os modelos de pensar e agir de seus líderes?

 

Quando um líder pede para que sua equipe inove, pense de forma diferente, mas não os deixa errar; quando um líder pede que criem modelos disruptivos, mas, ao final, valoriza mais o trabalho correto e feito sem riscos… ele está sendo um líder linear e ultrapassado, não permitindo que sua equipe dê características exponenciais ao seu trabalho.

 

Não há outro caminho, as tendências estão aí e temos que dar suporte para que os líderes consigam manter a mente aberta para superar os sucessos do passado.

 

Aprender a desaprender será o mantra daqueles que se manterão competitivos frente a velocidade exponencial com que as mudanças caminharão a partir de agora.

 

Para você treinar sua capacidade de aprender a desaprender, pensar de forma disruptiva e conseguir mais amplitude de pensamento para inovar, experimente fazer o desafio: reserve 30 minutos do seu dia para pensar em soluções totalmente impensadas para algum problema real que esteja vivendo, pessoal ou profissional, escreva suas ideias e depois compartilhe com pessoas próximas, colaboradores, colegas.

 

Esteja atento para toda vez que alguém trouxer frases de limitações como “já tentaram isso e não deu certo”. Peça para que a pessoa pense em não encaixotar as ideias em modelos já existentes e tente apenas colaborar – e isso vale para você mesmo no processo!

 

Se você tem interesse em se aprimorar e desenvolver e deseja entender mais sobre técnicas e ferramentas do mundo exponencial, clique aqui e fale com nossa equipe para conhecer o nosso treinamento Startup do Futuro. Não fique de fora!

Os Sete Níveis de Consciência da Liderança

Por Richard Barrett

Traduzido e interpretado por Guilherme Marback, sócio-diretor da Crescimentum

 

Líderes crescem e se desenvolvem ao dominarem os Sete Níveis da Consciência Pessoal e os Sete Níveis da Consciência Organizacional. Um autêntico líder deve entender sua dinâmica pessoal, assim como as dinâmicas da organização ou time, unidade de negócio ou departamento que lidera.

 

 

Os sete níveis de consciência da liderança no contexto das organizações são resumidos na tabela a seguir e descrito em detalhes nos parágrafos subsequentes.

 

O foco desta tabela é a liderança de uma organização sem fins lucrativos. As diferenças entre este tipo de organização e outros tipos são relativamente poucas e são principalmente focadas nos níveis de consciência de sobrevivência e relacionamentos. Portanto, esta tabela deve ser lida de baixo para cima.

 


Nos três primeiros níveis de consciência da liderança nós encontramos tanto comportamentos saudáveis quanto comportamentos não saudáveis.

 

Os comportamentos não saudáveis derivam dos medos existenciais do ego dos líderes: não ter dinheiro suficiente, proteção ou segurança para satisfazer as necessidades por segurança; não ter amor ou cuidado suficiente, e o senso de ser aceito para satisfazer a necessidade do ego por pertencer; e não ter poder, autoridade ou status para satisfazer a necessidade do ego por respeito ou reconhecimento.

 

Esses medos pessoais se manifestam no contexto da organização como a entropia pessoal, e impactam significativamente a entropia cultural da organização, prejudicando assim seu desempenho.

 

Os aspectos não saudáveis dos três primeiros níveis da consciência começam a dissipar no nível 4 de consciência quando o líder aprende a deixar de lado seus medos. Isso pode exigir um trabalho substancial de autoliderança.

 

O ego deve confrontar os medos subconscientes baseados em crenças aprendidas na infância sobre não se sentir seguro, amado e não se sentir respeitado, nem gerenciar, dominar ou libera-los. Estes medos são o que nos deixam presos nas motivações dos três primeiros níveis de consciência que representam nossas necessidades deficientes.

 

À medida que os medos do subconsciente diminuem, o ego do líder se liberta para conquistar as motivações mais elevadas de sua alma, que anseia por encontrar significado na vida por meio de uma causa ou propósito que esteja próximo de seu coração.

 

Ela quer encontrar satisfação com seus dons únicos e explorando sua própria criatividade. No nível 4 de consciência, o ego começa a aprender como misturar suas motivações com as da alma.

 

Um indivíduo é capaz de acessar o nível 5 de consciência quando o ego e a alma alcançam a coesão interna: quando o líder aprende a administrar ou dominar seus medos do subconsciente e encontrar o significado transcendente de sua vida.

 

Quando nós descobrimos o propósito de nossa alma, nós podemos estabilizar uma missão e uma visão para nossas vidas e explorar nossos níveis mais profundos de paixão e criatividade.

 

À medida que aprendemos a  colaborar com os outros para implementar nossa visão, nós acessamos o nível 6 de consciência e começamos a fazer a diferença no mundo. Quando fazer a diferença se torna um modo de vida, nós acessamos o nível 7 de consciência.

 

Confira em detalhes os atributos de cada um dos Sete Níveis de Consciência da Liderança:

 

Nível 1: Gestor de finanças e diretor de crises

Aspectos saudáveis: Os líderes no nível 1 compreendem a importância do lucro e do retorno dos acionistas. Eles administram seus orçamentos meticulosamente. Eles olham além da saúde e da segurança dos funcionários. Eles são adequadamente cautelosos em situações complexas. Eles mantêm uma perspectiva de logo prazo enquanto lidam com os problemas e objetivos de curto prazo.

 

Eles promovem uma cultura de Compliance. Normalmente, eles não vão mais longe do que precisam para cumprir os regulamentos legais. Um dos atributos mais importantes do Nível 1 é a habilidade de lidar com crises. Quando a sobrevivência da organização é ameaçada, eles sabem como retomar o controle. Eles são calmos no meio do caos e decisivos no meio do perigo. Em tais situações, os líderes podem precisar assumir o manto de autoritário.

 

Aspectos não saudáveis: Quando líderes operam como autoritários de forma regular, eles rapidamente perdem a confiança e o comprometimento das pessoas. Muito frequentemente a razão dos líderes usarem um estilo ditatorial para conseguir o que querem é porque eles encontram dificuldade de se relacionar com pessoas de forma aberta e efetiva. Eles têm medo de soltar as rédeas do poder porque têm dificuldade de confiar em outros. Quanto maiores os seus medos existenciais em relação à sua sobrevivência e segurança, mais avessos ao risco eles se tornam.

 

Autoritários podem se irritar rapidamente e são incapazes de discutir emoções. Eles engarrafam seus sentimentos e escondem seu verdadeiro eu por trás de sua posição de autoridade. Eles podem ser pessoas bem solitárias. Se eles têm inseguranças em torno do dinheiro, eles vão explorar os outros para seus próprios fins.

 

Eles são gananciosos no meio da abundância e, para eles, o suficiente nunca é suficiente. Eles estão sempre forçando os limites do que é possível. Eles se concentram exclusivamente em resultados de curto prazo. Autoritários dirigidos pelo medo criam climas não saudáveis para trabalhar. Eles quase nunca relaxam. Eles são consumidos por seus medos do subconsciente.

 

Nível 2: Gestor de relacionamento e comunicador

Aspectos saudáveis: Gestores de relacionamento lidam com conflitos facilmente e investem bastante tempo na construção de relações harmoniosas no trabalho. Eles não fogem ou se escondem de suas emoções. Eles usam suas habilidades em relacionamentos para lidar com questões interpessoais e usam suas habilidades em comunicação para construir lealdade com seus funcionários.

 

Eles entregam boas e más notícias para todos os seus funcionários indiscriminadamente. Eles acreditam em comunicação aberta. Eles reconhecem e elogiam a equipe por um trabalho bem feito. Eles dão reconhecimento às pessoas. Eles são acessíveis a seus funcionários e não são mesquinhos com o tempo. Eles estão ativamente envolvidos com os clientes e dão prioridade à satisfação do cliente – tanto interno quanto externo.

 

Aspectos não saudáveis: Quando líderes carregam medos subconscientes de não pertencimento, eles não lidam bem com emoções de outros ou suas próprias, eles evitam conflitos, são menos sinceros em suas comunicações interpessoais e recorrem à manipulação para conseguir o que querem.

 

Eles tentam mascarar seu verdadeiro eu atrás de humor ou se protegem culpando outros quando as coisas dão errado. Gestores de relacionamento geralmente protegem o seu pessoal, mas exigem lealdade, disciplina e obediência em retorno. Eles são muitas vezes afeitos à tradição e operam como paternalistas. Paternalistas encontram dificuldades de confiar em pessoas que não fazem parte da “família”.

 

Eles podem até procurar vingança. A falta de confiança deles em pessoas de fora pode limitar gravemente o melhor aproveitamento do conjunto de talentos que a organização pode ter. Como os paternalistas exigem obediência, eles costumam esmagar o espírito empreendedor de seus funcionários. O paternalismo frequentemente aparece em empresas familiares.

Nível 3: Gestor / organizador

Aspectos saudáveis: Gestores trazem lógica e ciência ao seu trabalho. Eles usam métricas para gerenciar o desempenho. Eles constroem sistemas e processos que criam ordem e eficiência e aumentam a produtividade. Eles têm fortes habilidades analíticas. Eles pensam estrategicamente e se movem rápido para capitalizar oportunidades.

 

Eles são racionais na tomada de decisões. Os gestores focados internamente são bons na organização de informações e monitoramento de resultados. Gerentes focados externamente antecipam problemas no fluxo de trabalho e põe as coisas em prática. Eles planejam e priorizam seus trabalhos e fornecem estabilidade e continuidade. Eles criam cronogramas e gostam de estar no controle.

 

Eles focam em suas próprias carreiras e estão dispostos a aprender novas habilidades e capacidades se isso vai ajudá-los em seu crescimento profissional. Eles querem aprender as últimas técnicas de gestão para que eles possam seguir em direção a qualidade e excelência. Eles querem ser bem-sucedidos e os melhores. Eles têm um orgulho saudável em seus trabalhos.

 

Aspectos não saudáveis: Quando a autoestima de um gerente é movida por medos subconscientes, eles se tornam famintos por poder, autoridade ou reconhecimento. Eles ou constroem espaços de dominação para mostrar seu poder ou constroem burocracia e hierarquias para demonstrar sua autoridade.

 

Eles podem ser orientados para a conquista e competição com seus colegas, para que possam se destacar e, assim, ganhar status. Eles vão trabalhar politicamente no escritório para que consigam o que querem. A autoestima deles é derivada externamente dos outros. A imagem, portanto, se torna muito importante.

 

Eles vão querer comprar uma grande casa, ir para o melhor clube de golfe ou dirigir o carro mais chamativo ou exclusivo. E eles vão querer exibir. Eles serão meticulosos com suas roupas. Normalmente eles estão mais preocupados com a aparência das coisas do que como elas estão.  Muitas vezes eles obtêm autoestima através do trabalho.

 

Consequentemente, eles tendem a trabalhar longas horas e negligenciar a si mesmos e suas famílias. Eles às vezes levam uma vida pouco saudável porque estão sempre fora de equilíbrio. Eles são consumidos por seus trabalhos porque é aonde eles encontrarão autoestima.

 

Nível 4: Facilitador e Influenciador

Este é o nível onde os líderes focam em cultivar os aspectos saudáveis de quem são, aprendendo como administrar, dominar ou liberar os medos que os mantém presos nos níveis mais baixos da consciência. Facilitadores buscam conselhos prontamente, constroem consenso e empoderam seus funcionários. Eles reconhecem que eles não têm que ter todas as respostas.

 

Eles dão às pessoas liberdade, tornando-os responsáveis por resultados e consequências. Eles pesquisam e desenvolvem novas ideias. Eles avaliam consistentemente os riscos antes de embarcar em novos empreendimentos. Eles resistem à tentação de microgerenciar o trabalho de seus subordinados diretos. Eles promovem participação, igualdade e diversidade.

 

Eles ignoram ou removem hierarquia. Eles são adaptáveis e flexíveis. Eles abraçam o aprendizado contínuo. Eles ativamente se engajam em seu próprio desenvolvimento pessoal e encorajam sua equipe a participar em programas que promovem o crescimento pessoal. Eles estão procurando encontrar equilíbrio em suas vidas através do alinhamento pessoal.

 

Equilíbrio leva ao desapego e à independência, permitindo que se tornarem mais objetivos com relação à suas forças e fraquezas. Eles estão aprendendo a liberar seus medos, para que eles possam deixar de focar no exterior e começar a focar no interior. Eles estão no processo de autoatualização.

 

Eles estão em uma jornada de crescimento pessoal. Na medida em que eles abandonam a necessidade de aprovação externa, começam a descobrir quem realmente são. Eles se tornam facilitadores dos outros, encorajando-os a se expressarem e compartilharem suas ideias. Eles encorajam inovação. Eles focam na construção de times. Eles gostam de desafios e são corajosos e destemidos em sua abordagem à vida. Facilitadores estão no processo de transformação deixando de serem gerentes e se tornando líderes.

 

Nível 5: Integrador/inspirador

O integrador/inspirador é um indivíduo autoconfiante que constrói uma visão e missão para a organização que inspira funcionários, clientes e sociedade. Eles promovem o compartilhamento de valores e demonstram comportamentos congruentes que orientam a tomada de decisão em toda a organização. Eles demonstram integridade e estão vivendo exemplos de liderança baseada em valores.

 

Eles vivem o que falam. Eles constroem coesão e focam em trazer alinhamento de valores e alinhamento de missão à toda a empresa. Ao fazer isso, eles aumentam a capacidade de ação coletiva da empresa. Eles exploram oportunidades para colaboração. Ao criar um ambiente de abertura, justiça e transparência, eles constroem confiança e comprometimento entre seus funcionários. A cultura que eles criaram libera entusiasmo, paixão e criatividade em todos os níveis da organização.

 

Eles estão mais preocupados em conseguir o melhor resultado para todos ao invés de seu interesse próprio. Eles estão focados no bem comum. Eles são solucionadores de problemas. Eles veem problemas de uma perspectiva sistêmica, enxergando além dos limites estreitos de causa e efeito. Eles são honestos e verdadeiros e exibem integridade em tudo o que fazer. Eles se sentem confiantes ao lidar com qualquer situação. Essa confiança e abertura os permitem a reclassificar problemas como oportunidades.

 

Eles esclarecem as prioridades referindo-se à visão e missão. Eles exibem inteligência emocional, inteligência social e intelectual. Integrador/inspirador são bons em trazer à tona o melhor das pessoas.

 

Nível 6: Mentor/parceiro

Mentores e parceiros são motivados pela necessidade de fazer a diferença no mundo. Eles são verdadeiros líderes servidores, pois reconhecem e focam em construir um ambiente de trabalho aonde indivíduos encontram suas paixões e realizam todo o seu potencial. Eles criam parcerias mutuamente benéficas e alianças estratégicas com outros indivíduos ou grupos que compartilham os mesmos valores, visões e objetivos.

 

Eles colaboram com clientes e fornecedores para criar situações ganha-ganha. Eles reconhecem a importância da gestão ambiental e vão além das necessidades de compliance, tornando suas operações ecologicamente corretas. Eles exibem empatia. Eles se importam com as pessoas, procurando formas de ajudar funcionários a encontrar realização pessoal através de seu trabalho.

 

Eles criam um ambiente onde as pessoas podem se sobressair. Eles são ativos na construção de um pool de talentos para a organização, por meio de mentoring e coaching na sua equipe. Eles são decisores intuitivos. Eles são inclusivos. Eles são líderes destacados. Eles podem ser ativos na comunidade local, construindo relações externas que criam boa vontade.

 

Nível 7: Sábio/visionário

Os líderes sábios e visionários são motivados pela necessidade de servir ao mundo. As suas visões são globais e eles têm uma perspectiva holística da vida. Eles são focados nas perguntas, “Como eu posso ajudar?” e “O que eu posso fazer?”. Eles são preocupados sobre o estado do mundo. Eles também se importam com o legado que estão deixando para futuras gerações.

 

Eles não estão preparados para comprometer os resultados de longo prazo por ganhos de curto prazo. Eles usam suas influências para criar um mundo melhor. Eles veem suas próprias missões e a de sua organização por uma perspectiva social e maior. Eles são comprometidos com a responsabilidade social.

 

Para eles, o mundo é uma complexa teia de interconectividade e eles sabem e entendem seus papéis. Eles agem com humildade e compaixão. Eles são espíritos generosos, pacientes e perdoadores por natureza. Eles estão à vontade com incerteza e podem tolerar ambiguidade. Eles gostam de solidão e podem ser reclusos e reflexivos. Líderes de nível 7 são admirados por suas sabedorias e visões.

 

E como está a liderança da sua empresa? Se você quiser saber como gerir a cultura da sua organização clique no link abaixo e conheça o CTT Practitioner!

O exercício dos 3A’s: Autoconhecimento, Autoaprimoramento e Autogerenciamento

por César Ayer, trainer da Crescimentum

 

Antes de falarmos sobre autodesenvolvimento é importante entendermos o que significa essa prática. Quando buscamos o autodesenvolvimento estamos fazendo o exercício de ampliar a consciência de quem somos e do nosso papel no mundo.

Acredito que o primeiro passo para o autodesenvolvimento é a clareza do nosso propósito, ou seja, nosso “norte pessoal”. O propósito é a principal razão, ou deveria ser, para orientar nossos valores, capacidades e comportamentos no ambiente. Uma vez que eu defino o meu propósito (pessoal ou profissional) o próximo passo é compreender quais são os meus valores e modelos mentais, ou seja, formas de pensar que me permitirão desenvolver as capacidades que eu preciso. Você já se perguntou quais são os seus talentos? O que você faz de melhor? Como você impacta o mundo com seus talentos?

Depois dessa etapa, é hora de identificar aquelas capacidades ainda pouco desenvolvidas e que precisam ser gerenciadas até que possamos evoluí-las a um patamar no qual possam ser melhor aproveitadas e não anulem os nossos principais pontos fortes (autoaprimoramento). Essa não é uma etapa tão simples, pois estaremos entrando em contato com aquilo nos provoca certo incômodo. Esse incômodo deve nos mover para o autoaprimoramento!

Complementando este ciclo, há a necessidade de termos a consciência do impacto dos nossos comportamentos nos ambientes onde atuamos (autogerenciamento). Como nossos pontos fortes, capacidades e pontos de desenvolvimento são percebidos pelo meio e nos ajudam (ou prejudicam) a nos relacionarmos com o outro.

A esse estimulante e desafiador exercício do autodesenvolvimento dei o nome de 3A’s – Autoconhecimento, Autoaprimoramento e Autogerenciamento. Esses três passos podem nos possibilitar um novo significado e novas formas de pensar, sentir e agir diante da vida. Só por isso, já te aconselharia a aplicar os 3A’s.

A questão é que algumas pessoas acreditam que o autoconhecimento só tem espaço quando buscamos realizar alguma coisa diferente daquilo que estamos acostumados a fazer ou viver e, com isto, perdem uma grande chance de se aperfeiçoarem e viverem ainda melhor dia após dia.

Por isso, sempre pense: quando começar? Agora. Por quanto tempo manter? Por toda vida. Isso porque somos todos seres em desenvolvimento e a experiência humana é a oportunidade que temos para promover esse desenvolvimento. Guimarães Rosa já dizia “Quem elegeu a busca não pode recusar a travessia”.

Se você também tem interesse em se aprimorar e desenvolver, não deixe de visitar o nosso site e conhecer os nossos treinamentos. E boa sorte!

Protagonismo na Gestão

Jonas Duarte, Diretor Crescimentum

 

Quando perguntamos em nossos treinamentos o que as pessoas entendem pela palavra Protagonismo, recebemos diversas respostas interessantes como: o que pilota a sua vida, quem assume o papel do dia a dia, o principal, entre outras.

 

Ser protagonista é tudo isso, mas antes de qualquer coisa precisamos entender que é uma atitude, mais do que uma forma de lidar com a vida, é saber lidar com os obstáculos que ela nos apresenta.

 

“O desafio não são os problemas e sim como lidamos com eles”, é o discurso das pessoas protagonistas. Problemas existirão sempre, simplesmente resolvemos um, aprendemos ao máximo com ele e aguardamos o próximo obstáculo para tentarmos lidar melhor.

 

Os protagonistas adoram um problema, pois o enxergam como grandes amigos, mestres que os ensinam a principal forma de aprendizado que é a prática e a vivência.

 

Quando assumimos o papel do líder protagonista, somos um líder que assume riscos, que procura várias formas de fazer o mesmo, que está sempre inovando, ou seja, tentando algo novo e, principalmente, somos otimistas por natureza, com aquele “brilho nos olhos”, tendo o entusiasmo como aliado do nosso dia a dia.

 

Esse exemplo é o que impulsiona as pessoas e as inspira. O líder que faz com que seus liderados o sigam e estejam sempre conectados com o propósito em que ele acredita, pois o líder protagonista tem como característica marcante saber exatamente o papel que exerce, onde está e aonde quer chegar.

 

Esse é seu grande trunfo, pois saber onde queremos chegar é o primeiro passo para acordarmos motivados e sairmos de casa todos os dias!

 

A boa notícia é que nós podemos assumir o papel de protagonistas simplesmente com uma mudança de atitude, pois não somos protagonistas e, sim, estamos protagonistas.

 

O primeiro passo é identificar e ter a consciência do nosso papel na vida e, como costumamos falar na Crescimentum, ter consciência já é metade do caminho andado.

 

Fica fácil identificar o quanto você está vítima, sempre se colocando como o prejudicado, campista, mantendo-se no mesmo lugar onde está seguro; ou protagonista, buscando sempre o melhor.

 

Vou dar algumas dicas para que você tenha a consciência de qual papel está exercendo hoje.

 

Primeiramente, quando você recebe um aumento de 0,5%, como você reage? Seu comentário é “só isso?” ou “melhor que nada”? Quando você está passando por uma crise de mercado, como você lida com a situação?

 

Entra na crise e vive comentando para todos: “nossa que crise”, “a pior da história” ou “crise vem e vai, enquanto uns choram outros fabricam lenços”, “é passageira”.

 

Você tem perguntado o porquê de fazer as coisas que faz? Ou faz só por fazer, porque todo mundo faz deste jeito?

 

E por fim, você assume riscos? Ou vive naquela zona de conforto gostosa que deixa você bem tranquilo e feliz, pois afinal você faz o que pedem e pronto, nada mais.

 

Reflita sobre as suas respostas para cada pergunta, tenho certeza que você vai conseguir identificar qual papel está exercendo. Tendo a consciência do papel que você assume, é a sua atitude de agora em diante que vai fazer com que você continue ou torne-se um protagonista da sua vida!

 

Assumir as rédeas e acreditar no que está fazendo fará de você um Líder do Futuro, causando impacto positivo no dia a dia de seus liderados.

 

Sendo protagonista nós acreditamos que todos nós temos os recursos necessários para tomarmos as rédeas de nossas vidas. Faça o teste, e veja os resultados que você irá colher.

 

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6 passos para o alinhamento estratégico e construção de equipes de alta performance

Por Arthur Diniz, CEO da Crescimentum

 

Janeiro tem sido um mês intenso e maravilhoso pra mim. É sempre nessa época do ano que paramos todas as áreas da Crescimentum para reflexão e revisão de Missão, Visão e Valores, e também para definirmos com clareza nossas prioridades para o ano, metas por produto, OKRs e planos de ação. O grande benefício que temos pra fazer isso bem feito é que não fazemos internamente nada que não fazemos por nossos clientes e recomendamos fortemente que façam semestral ou anualmente. Afinal, conduzimos esse trabalho em Team Buildings há mais de 15 anos em empresas de todos os tamanhos e diferentes segmento.

 

Seguimos o seguinte roteiro:

  1. Tudo começa com a revisão de missão e visão de cada área, que a cada ano é composta por integrantes diferentes dos que construíram no ano anterior.
  2. O segundo passo é refletir como cada área está vivendo ou não os valores da empresa. Com dinâmicas simples conseguimos entender claramente os valões mais vividos e menos vividos por cada área. E nessa fase sempre temos surpresas, pois os resultados de cada área variam radicalmente. Ajudamos então cada equipe a trabalhar planos e acordos de convivência para que possam vivenciar ao máximo os valores da organização. Afinal, eles são a base da nossa cultura.
  3. O próximo passo é criarmos os nossos OKRs. Para quem não conhece Os Objectives and Key Results (OKR) foram criados pelo ex-CEO da Intel, Andrew S. Grove, mas se tornaram mais conhecidos quando, em 1999, um dos investidores do Google, John Doerr, apresentou a metodologia para os funcionários da empresa em volta de uma mesa de ping pong. Os OKRs respondem a duas grandes perguntas: Para onde queremos ir e como vamos saber que estamos atingindo nossos objetivos. Definimos então placares mensais, trimestrais e anuais para acompanhamento.
  4. O quarto passo a sera dado é a definição de planos de ação com responsáveis e datas e também que squads serão criados para alguns desafios específicos.  Squad é um termo bastante conhecido e que ganhou visibilidade, pois é uma das formas como a Spotify, empresa sueca de streaming de música, organiza e estrutura seus times. É um time cross-funcional que vai trabalhar dentro da metodologia agile para acelerar entregas que envolvam múltiplas áreas. Nesse modelo de trabalho, não há uma figura de liderança formal. As lideranças são mais orgânicas, já que os times são auto-geridos. Eles se baseiam em aspectos técnicos e funcionais do trabalho e de seus projetos. Se você ou sua empresa, seja ela uma startup ou uma das 500 maiores do Brasil, quiserem saber mais ou receber propostas para projetos como esse basta entrar em contato comigo ou com qualquer colaborador da Crescimentum. Vamos adorar ajudar. Beijos a todos e Feliz 2019.
  5. O quinto passo é a nossa já tradicional troca de feedbacks, com transparência e muito amor para desenvolver a todos.
  6. O passo final é a criação e celebração de acordos de convivência que vão nortear a equipe e suportar a relação de confiança de cada grupo. É a alavanca mais importante para que possamos atingir resultados extraordinários.

 

Quem quiser conversar mais sobre o assunto ou entender como podemos ajudar a sua empresa nesse tipo de construção, basta me chamar ou contatar um consultor da Crescimentum. Amamos o que fazemos e queremos muito ajudar a todos para que possamos atingir resultados cada vez melhores e fazer esse país crescer e atingir todo o seu potencial.

 

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Feliz 2019

Você conhece os Limites da Delegação?

Muito se fala que um bom líder é aquele que desenvolve a sua equipe a ponto de se tornar dispensável, já que o papel da liderança não é estar na execução e, sim, nas atividades estratégicas.

 

Chega a ser um absurdo discordar disso – que quanto mais “mão na massa” esse líder for e mais focado em atividades que deveriam ser executadas por seus liderados, menor a possibilidade de reconhecer talentos na equipe, desenvolver pessoas e inspirá-las a buscar o crescimento profissional.

Como garantir a qualidade do desenvolvimento das pessoas

Falar de delegação é falar de desenvolver pessoas. Talvez uma atividade delegada pela primeira vez não tenha o resultado que teria se fosse feita pelo líder, mas com o tempo, com confiança e com ajustes através de feedbacks e ferramentas de coaching, a delegação se torna algo natural.

 

E desde que o líder esteja disposto a abrir mão de resultados próprios para aceitar resultados diferentes de outras pessoas, a prática mostrará a infinita capacidade de aprendizagem e desenvolvimento do ser humano.

 

Com o passar do tempo, o liderado se torna mais habilidoso em realizar as tarefas que lhe foram delegadas, podendo assim, assumir desde a estratégia de implantação até o final da execução, sem precisar necessariamente de opinião de seu líder. Chamamos essa prática de liderança através do empoderamento, em que o líder não se envolve e confia que a tarefa executada será entregue da melhor maneira possível.

Os benefícios serão naturais e virão com o tempo

Fazer dessa prática uma rotina traz o benefício de desenvolver a criatividade na equipe, o senso de responsabilidade e aumenta significativamente o comprometimento, já que existe uma tendência natural do ser humano de dar o máximo de si em atividades que ele próprio criou.

 

Por outro lado, essa rotina pode criar distanciamento do líder com seus liderados, fazendo com que o mesmo deixe de ser referência e, se o líder fizer o que é conhecido como “delargar”, acaba não acompanhando a atividade de seu liderado e passa a não ter conhecimento de possíveis erros ou pontos de melhoria nas práticas da equipe. Muitas vezes, com as melhores intenções, isso acaba prejudicando o desempenho de seu liderado, de sua equipe, de sua área e finalmente de sua empresa.

 

É preciso ter em mente que o papel da liderança é desenvolver pessoas e que isso também implica acompanhar, estar próximo e manter bons relacionamentos com os liderados, ainda que os mesmos sejam independentes e excelentes no que fazem. E, para que isso aconteça, vale a pena reservar momentos de checkpoint e de confraternização com a equipe, afinal de contas, passamos grande parte dos nossos dias com eles.

Que tal começar agora mesmo?

O conteúdo foi relevante a você? Que tal aplicá-lo na prática e entender de que forma você, como líder, pode aproveitar o melhor do potencial da sua equipe? Conheça agora mesmo nossas opções de cursos abertos e entenda qual delas atende melhor sua necessidade e poderá te ajudar nos seus desafios!