A importância do autoconhecimento no ambiente corporativo

Antes de começarmos, quero dividir um pensamento e fazer um convite para você pensar como tem levado a sua vida.

 

Trabalhando com desenvolvimento humano, tenho a oportunidade de conhecer muita gente e percebo que há uma forte tendência nas pessoas em terceirizarem a responsabilidade das situações. Frases como “meu líder é difícil”, meu liderado é devagar, “não tenho tempo para cuidar da minha saúde”, são cada vez mais comuns.

 

Ora, terceirizar significa atribuir a alguém ou ao próprio ambiente a responsabilidade de mudar, significa enxergar só no outro as oportunidades de melhoria, enquanto se está míope para o próprio autodesenvolvimento.

Que tal colocar a mão na massa?

Eis aqui minha provocação: pare de olhar pela janela, ou seja, para fora, e comece a olhar para o espelho, ou seja, para dentro. Você só consegue resolver um problema/situação quando assume que ele é seu também. Enquanto achar que o problema é do outro, jamais irá resolvê-lo.

 

Em outras palavras, terceirizar não vai mudar nada. As coisas mudam quando nós estamos dispostos a mudar também, olhar para a situação e pensar “o que eu posso fazer de diferente para ter outros resultados?”, ou  “o que eu posso fazer para ajudar meu liderado?”, ou então “o que eu posso fazer para me relacionar melhor com meu líder?” e até mesmo “o que eu posso fazer para materializar meus sonhos/objetivos?” são frases que certamente te ajudarão a parar de olhar pela janela e olhar para o espelho.

Os resultados virão aos poucos

Aos poucos você vai perceber o quanto é protagonista da sua própria história, o quanto é responsável por tudo o que acontece na sua vida, aliás, você hoje é fruto das suas escolhas. Como dizia Jung “Eu não sou o que me acontece. Eu sou o que eu escolho me tornar”.

 

O autoconhecimento é um caminho para você buscar se empoderar na sua própria vida/história. Seja através da meditação, terapias, seja pela reflexão diária, sobre o legado que deseja deixar, e o quanto tem se aproximado disso, podem ser uma ótima maneira de começar a olhar para você. Está disposto a olhar para o espelho?

Hora de colocar a mão na massa

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Como construir uma relação de confiança

Na teoria, sabemos o quanto é importante construirmos relações de confiança para gerarmos relações mais sustentáveis e que essa construção exige dedicação e, principalmente, um interesse genuíno pela necessidade do outro. Partindo desse pressuposto, há uma oportunidade grande hoje por parte dos líderes de trabalharem nesse aspecto.

 

Segundo o escritor John Kotter, “a maioria das organizações são super gerenciadas e sub lideradas”. Isso quer dizer: muito controle e baixa construção de relações de confiança por parte da liderança.

 

Vejo diariamente líderes que não conhecem seus liderados como serem humanos, não sabem suas histórias, ambições, o que valorizam, quem são as pessoas atrás do crachá.

Consequências da falta de confiança

Quando o liderado sente que seu líder não se importa, ou seja, percebe um descompromisso com seu próprio desenvolvimento, o que segundo a autora Brene Brown, gera alguns dos maiores medos das pessoas: medo de ser abandonado, desvalorizado e desprezado.

 

Então, se estamos falando de construir uma relação de confiança, é necessário mostrar o quanto você, líder, se importa com seus liderados e isso vai exigir tempo, trabalho, atenção e comprometimento. Isso significa saber ouvir, dar e receber feedbacks, dedicar atenção para as pessoas, se interessar por elas para gerar conexão.

Em termos práticos

Não tem receita pronta para construir essa relação de confiança. É como uma planta que temos que nutrir e regar para crescer, mas ao longo da minha carreira, posso compartilhar algumas dicas importantes para essa construção:

 

  1. Faça uma linha do tempo com seus liderados para conhecer suas histórias de vida e permita que eles também conheçam a sua;
  2. Mostre suas imperfeições, não gaste energia tentando esconder suas fraquezas, a perfeição não existe;
  3. Mostre empatia, palavras como “sei como se sente”, “você não está sozinho”;
  4. Alinhe seus valores com suas atitudes, ou seja, seja congruente para ser exemplo e inspirar confiança;
  5. Mostre que se importa com quem seu liderado é.

 

Assim, humanizamos um pouco mais as relações no trabalho, tornando as pessoas mais felizes e produtivas.

 

Entender a importância da confiança dentro do ambiente corporativo é o primeiro e mais importante passo para que as relações se tornem mais próximas, como consequência, melhores resultados, clima organizacional mais leve e produtivo.



A mudança vem de dentro e pode ser feita com mudanças de comportamento, que não só melhorarão sua vida profissional, com sua vida pessoal. Conheça a Crescimentum,  nossos cursos abertos e saiba como podemos, juntos, alcançar o melhor de você!

A importância da liderança na transformação de cultura

Muitos líderes com quem tenho contato citam a cultura como se fosse uma entidade, algo que está fora deles… bom, tenho duas notícias: a má notícia é que cada colaborador e principalmente os líderes, contribuem diretamente na formação dessa cultura. A boa notícia é que a liderança tem um grande poder de impactar um grande número de pessoas, através do seu próprio exemplo!

Como construir uma boa cultura organizacional

Mais importante do que a Missão, Visão e Valores na parede de sua empresa, é a reflexão do quanto cada um (seja líder ou não) verdadeiramente vive de acordo com o que está descrito ali.

 

Muito temos ouvido falar de Cultura Organizacional, mas é importante ressaltar que esta vai muito além das mensagens formais da empresa. A cultura de uma organização é demonstrada pelos comportamentos e atitudes que os colaboradores vivenciam, principalmente os líderes.

 

Richard Barrett, especialista no assunto escreveu que “a cultura de uma empresa é formada pelos líderes de hoje e do passado”.

O papel da liderança na transformação da cultura

Diante disso, o papel da liderança se torna fundamental para formação desta cultura. Os líderes precisam reconhecer que o ambiente corporativo mudou, de um ambiente centralizado e hierarquizado, onde as pessoas trabalhavam somente para ter seu salário no final do mês, para um ambiente mais democrático, participativo, no qual as pessoas querem ser ouvidas, contribuir com seus talentos, propor soluções e, principalmente, realizar seu propósito. Passou do ter para ser.

 

Segundo Barret, os líderes precisam ser os melhores para o mundo, e não serem os melhores do mundo. Para isso, é necessário abandonar a crença do líder super herói para um líder que forma relações de confiança, entendendo as reais necessidades de seus colaboradores, o que cada um valoriza e que dá espaço para as pessoas suprirem suas necessidades na organização, pois pessoas felizes constroem ambientes mais produtivos e saudáveis.

 

Por isso, não basta ter os valores declarados em uma parede ou durante um evento. É necessário que todos vivenciem os mesmos dia após dia.

 

Por exemplo, uma empresa tem como valor transparência, mas seus líderes não conseguem efetivamente dar feedbacks constantes.

 

Outro exemplo: a empresa tem o valor criatividade, mas o líder não é capaz de reunir a equipe para pedir novas ideias e soluções. Tão importante quando os valores em si é a congruência entre o que é dito e o que é, de fato, feito.

 

Que tipo de líder você está sendo? O que vive os valores ou aquele que apenas fala sobre eles?

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O que temos aprendido com as crises?

Crise, crise, crise… esta talvez tenha sido a palavra mais citada no mundo dos negócios ao longo dos últimos anos.

 

Fato ou não, ficar pensando e falando em crise gerou e vem gerando um impacto muito negativo no comportamento de algumas pessoas e empresas, comportamentos que geraram e continuam gerando insegurança para novos investimentos, tomada de decisões mais lentas, mercados mais conservadores, menos criativos e mais desconfiados… Dura realidade!

Cenários positivos no meio do caos

No entanto, há boas notícias neste sentido. Algumas “poucas” empresas que diante de um cenário de incertezas, e nada animador, resolveram adotar a seguinte forma de pensar – “Reconhecemos que há uma crise, no entanto tomamos a decisão individual e coletiva de não querer participar dela”.

 

Pensar, sentir e agir a partir desta crença, possibilitou a elas uma ampliação da visão, fortalecimento da missão e alinhamento do propósito, além de novas formas de pensar sobre gestão de pessoas e negócios, desenvolvimento e aprimoramento de competências e novos comportamentos que foram determinantes para a criação e ampliação de novos mercados, melhoria nas relações com stakeholders, e tornar os produtos, processos e serviços mais criativos e inovadores etc.

 

Em tempos de incertezas, cooperar com o inevitável fará parte de nova estrutura mental individual e corporativa.

Não é a primeira e nem será a última

As crises fazem parte da vida de todas as pessoas. O que precisamos é desenvolver cada vez mais a sabedoria para lidar com elas de forma proveitosa, melhorando capacidades como inteligência emocional, visão sistêmica e resiliência.

 

Cada crise se constitui em uma grande oportunidade de avanço. Entendamos e trabalhemos os momentos de “crises” como oportunidades de ajustes necessários para melhorarmos individualmente e coletivamente.

Estrutura de uma crise

Toda crise possui 3 elementos: uma solução, um prazo de validade e uma lição para a sua vida.

 

  • SOLUÇÃO – Para toda “crise” há sempre possíveis soluções. A questão é, onde está o seu foco? Na vitimização e nos problemas, ou na construção de soluções?
  • PRAZO DE VALIDADE – E até lá, o que se faz? Como diz um comercial de uma grande seguradora – Senta e chora, senta e chora!!! O prazo de validade para superar uma crise, depende principalmente do que se acredita sobre ela, uma visão otimista / realista, disposição, força de vontade e criatividade para encurtar esse prazo.
  • UMA LIÇÃO PARA SUA VIDA – Toda crise gera sempre “uma lição a ser aprendida” O que a crise atual está nos trazendo como lições a serem aprendidas? Tão importante quanto solucionar a crise é aprender com ela. Caso este aprendizado não aconteça, novas e conhecidas “crises” surgirão, até que a lição seja aprendida.

Como aproveitar um momento de crise

Para que isso aconteça é fundamental aprender, desaprender, e reaprender como uma prática contínua do nosso desenvolvimento. O que inclui:  

 

  • Autoconhecimento;
  • Autodesenvolvimento;
  • Automotivação;
  • Autogerenciamento.

 

O processo de gerenciar “crises” pode se tornar árduo ou altamente recompensador, dependendo de como se faz este gerenciamento.

 

Não vivemos em um tempo difícil, mas em um tempo diferente. As pessoas podem e devem ampliar a sua consciência da nova realidade e se adequar a ela, entendendo claramente que novos problemas e oportunidades exigem novas maneiras de pensar e agir.

 

Einstein já dizia, “Os problemas nunca podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento que os criou”.

 

E é pensando justamente nisso, que te convido a ler outro conteúdo, complementar a esse artigo que pode te ajudar muito, onde falamos sobre como alcançar alto desempenho em momentos de crise, confira!

Como buscar o autodesenvolvimento de forma eficiente

Antes de falarmos sobre autodesenvolvimento é importante entendermos o que significa essa prática.

 

Quando buscamos o autodesenvolvimento estamos fazendo o exercício de ampliar a consciência de quem somos e do nosso papel no mundo.

Primeiros passos

Acredito que o primeiro passo para o autodesenvolvimento é a clareza do nosso propósito, ou seja, nosso “norte pessoal”. O propósito é a principal razão, ou deveria ser, o nosso principal motivador para orientar nossos valores, capacidades e comportamentos no ambiente.

 

Uma vez que eu defino o meu propósito (pessoal ou profissional)  o próximo passo é compreender quais são os meus valores e modelos mentais, ou seja, formas de pensar que me permitirão desenvolver as capacidades que eu preciso. Você já se perguntou quais são os seus talentos? O que você faz de melhor? Como você impacta o mundo com seus talentos?

Identificando as capacidades a serem desenvolvidas

Depois dessa etapa, é hora de identificar aquelas capacidades ainda pouco desenvolvidas e que precisam ser gerenciadas até que possamos evoluí-las a um patamar, no qual, possam ser melhor aproveitadas e não anulem os nossos principais pontos fortes (auto aprimoramento).

 

Essa não é uma etapa tão simples, pois estaremos entrando em contato com aquilo nos provoca certo incômodo. Esse incômodo deve nos mover para o auto aprimoramento.

Capacidades identificadas, e agora?

Complementando este ciclo, há a necessidade de termos a consciência do impacto dos nossos comportamentos nos ambientes onde atuamos (Autogerenciamento). Como nossos pontos fortes, capacidades e pontos de desenvolvimento são percebidos pelo meio e nos ajudam (ou prejudicam) a nos relacionarmos com o outro.

 

A esse estimulante e desafiador exercício do autodesenvolvimento dei o nome de 3A’s – Autoconhecimento, Autoaprimoramento e Autogerenciamento. Esses três passos podem nos possibilitar um novo significado e novas formas de pensar, sentir e agir diante da vida. Só por isso, já te aconselharia a aplicar os 3A’s.

 

A questão é que algumas pessoas acreditam que o autoconhecimento só tem espaço quando buscamos realizar alguma coisa diferente daquilo que estamos acostumados a fazer ou viver e, com isto, perdem uma grande chance de se aperfeiçoarem e viverem ainda melhor dia após dia.

A hora é AGORA!

Por isso sempre pense: quando começar? Agora. Por quanto tempo manter? Por toda vida. Isso porque somos todos seres em desenvolvimento e a experiência humana é a oportunidade que temos para promover esse desenvolvimento. Guimarães Rosa já dizia: “quem elegeu a busca não pode recusar a travessia”.  

 

Lembrando que a mudança pode começar com atitudes simples que tenho total certeza que mudarão sua vida e modo de agir! Conheça agora mesmo nossas opções de cursos abertos e entenda qual deles atende melhor sua necessidade, seu momento e seus objetivos!