Posts

O segredo das organizações que ficam mais fortes em meio à crise

Em um momento de crise sem precedentes como este que estamos vivendo, onde as incertezas geradas nublam as previsões econômicas, existem dois tipos de organizações:

  • As que estão enfrentando muitas dificuldades
  • As que estão se reinventando e encontrando novas oportunidades

Mas o que será que as organizações capazes de visualizar oportunidades em um cenário conturbado fazem ou já vinham fazendo, que agora permite que “surfem na onda”?

O que a crise pode trazer de positivo?

A PwC, fez uma pesquisa global sobre crises em 2019 com mais de 2.000 altos executivos de organizações de todos os tamanhos, em 25 setores e 43 países. Dos entrevistados, 1.430 haviam sofrido pelo menos uma crise nos últimos 5 anos.

Essa pesquisa levou a uma série de discussões entre líderes empresários de vários setores. Chegou-se à conclusão de que muitas empresas ficam mais fortes após uma crise e tem crescimento de receita, enquanto outras hesitam.

Empresas como Uber e Airbnb, que surgiram como frutos da crise econômica de 2008, são alguns exemplos de como a necessidade pode virar oportunidade.

O que essas organizações e seus líderes fazem de forma diferente? Como será que pensam e atuam?

A ideia aqui não é minimizar os impactos coletivos dessa crise, mas trazer o outro lado da moeda. Uma crise pode ser uma experiência positiva e pode gerar vantagem competitiva.

Algumas organizações demonstram que não esperaram a crise chegar para aprender o que fazer. Essas organizações já vinham se preparando há tempos.

Diante de um cenário adverso, essas empresas fazem das dificuldades aprendizados e oportunidades ou se adaptam e se reinventam rapidamente.

O que fazem as organizações preparadas para a crise?

É possível notar que utilizam e incorporam em sua cultura metodologias ágeis em um trabalho conjunto entre líderes e colaboradores, com foco em entregar valor ao cliente.

Um olhar para o cliente em primeiro lugar, com priorização, empatia, foco e simplicidade para tomar a decisão de fora para dentro. A aproximação com o cliente é essencial para saber o que ele quer e o que significa valor para ele.

A Natura & Co, quarto maior grupo de beleza do mundo, que engloba as marcas Natura, The Body Shop, Aesop e Avon, mantém uma postura de “otimismo cauteloso”, nas palavras de João Paulo Ferreira, presidente da organização na América Latina.

“É o momento para buscar inovação, diferenciação e ousadia para crescer e tomar mercado da concorrência, porque o crescimento do mercado não virá tão cedo”, disse.

Dentre as estratégias da empresa para inovar e ganhar mercado está o uso de metodologias para agilizar projetos e encurtar o ciclo de inovação.

“Estamos trabalhando com squads para poder ter melhor entendimento das necessidades do cliente e reagir mais rápido a elas”, afirmou.

Outra frente de trabalho está em melhorar os canais digitais para aprofundar o relacionamento da empresa com seus consultores e clientes.

Adaptabilidade e flexibilidade também são pontos importantes das metodologias ágeis: responder às mudanças mais que seguir um plano.

Como criar valor rápido e gerar oportunidades de experimentação para o cliente?

É preciso renunciar ao velho conhecido e aparentemente seguro, para fazer melhor e diferente. Um olhar para a sobrevivência de hoje mas, ao mesmo tempo, a médio prazo.

O surgimento de oportunidades de negócio

A startup Dobra, que é uma fabricante de produtos com um material similar a papel, mudou seu modelo de negócios da noite para o dia. Ao perceber que as vendas estavam caindo, criou o Dobraflix, um site separado da plataforma de vendas para oferecer conteúdo e cursos.

O cofundador Guilherme Massena, comentou que ressignificaram o negócio. Oferecem cursos para empresários, empreendedores e funcionários e cerca de 10 mil pessoas já se inscreveram para acessar o material. Com isso, mais pessoas estão conhecendo a empresa e novos parceiros apareceram para também oferecer seus conteúdos pela plataforma.

O surto de coronavírus também é uma oportunidade de crescimento para o comércio eletrônico, que continua em ascensão: em 2010, obteve um faturamento de R$ 16,8 bilhões.

Em 2019, 9 anos depois, esse número subiu para R$ 75,1 bilhões, segundo Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Mas, apesar desse aumento bastante significativo, o e-commerce, em 2019, representava apenas cerca de 5% do varejo brasileiro como um todo. Portanto, há muito espaço para crescer.

Até um tempo atrás, não existiam muitas opções, mas hoje é possível comprar quase tudo em lojas virtuais. O Grupo Boticário observou que o varejo digital vinha crescendo a uma média de dois dígitos nos últimos anos e com potencial para mais e decidiu ganhar atratividade digital e conquistar “musculatura” nessa frente.

Com a inclusão da Beleza na Web, comércio eletrônico adquirido no ano passado, o faturamento foi de 15,3 bilhões de reais, alta de 11,5%, e passaram a oferecer um portfólio de 360 marcas e 17 mil itens.

“As duas empresas estão de olho no novo consumidor e têm no DNA a inovação e a busca constante por desafios. Juntos, vamos cada vez mais oferecer experiências para o nosso consumidor onde ele estiver.” Alexandre Serodio, dono do Beleza na Web.

Outro ponto importante da metodologia ágil, que vem sendo utilizado por muitas empresas, é incentivar a flexibilidade, inovação e criatividade.

Fazendo o que for possível para adaptar e renunciar a processos complicados e burocráticos para regras simples.
O Gympass está com cerca de 90 vagas abertas sendo quase 60% na área de tecnologia e algumas posições são da área corporativa.

Segundo Caio Chedid, líder de recrutamento, e Marcelo Festa, líder de treinamento e desenvolvimento, a empresa criou um comitê que aprova as posições de forma remota, e quem chega passa por integração em casa e recebe os equipamentos higienizados por meio de empresas logísticas especializadas.

“A pessoa que é contratada para o Gympass pode trabalhar com qualquer equipe, especialmente em tecnologia. Hoje entra para um squad, mas na semana que vem pode ir para outro. “

Inovação e adaptação em tempos conturbados

Também é importante que os líderes promovam um ambiente seguro, onde as pessoas sintam que podem dar sua opinião e onde os erros sejam vistos como aprendizados e oportunidades de melhorar serviços, processos ou produtos.

A Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio) está contratando centenas de funcionários para a área de tecnologia. “Essa lista é prioridade agora e estamos contratando com urgência. O foco é a tecnologia para digitalizar ainda mais a companhia.

As outras áreas seguem contratando também no ritmo acelerado, porque precisamos nos preparar para a retomada do mercado. A diferença é que os profissionais de tecnologia começam imediatamente e os profissionais de outras áreas começarão mais para frente”, afirma Rosilane Purceti Balabram, diretora de RH da companhia.

“Já tínhamos o desenho de uma integração a distância e as pessoas novas estão se adaptando muito bem. O momento exige mais comunicação e adaptação, mas é um novo jeito de trabalhar. Temos que tirar as lições e estudar o que poderemos eternizar no negócio pós-crise.

Temos times trabalhando nos aprendizados desse momento, revendo políticas e adaptando times para trabalharem com alta performance mesmo remotos. A crise é relevante e sem precedentes, mas há espaço para aprendermos o que funcionou”, complementa.

Os líderes neste momento devem ter uma postura adaptável, fomentar um ambiente futurista, mais livre e fora da zona de conforto, olhar para sobrevivência de hoje mas também a médio prazo.

O Zoom, também está surfando na onda. Claro, que a crise favorece este tipo de negócio pela necessidade de comunicação a distância. Mesmo assim, o que eles vinham fazendo e como se adaptam a esse momento para atender melhor os clientes, sem deixar de manter um olhar no futuro?

Em 2019, a startup teve um faturamento de 622,7 milhões de dólares, o que representou um crescimento de 88% ante 2018. No ano passado, a empresa informava ter mais de 82.000 clientes.

O Zoom, surgiu depois de outras concorrentes e hoje acumula mais de 5 bilhões de minutos mensais em reuniões. É, por exemplo, o provedor de videoconferência para companhias como Uber, Wells Fargo, ServiceNow e GAP.

Tem como diferenciais competitivos: confiabilidade e baixa latência, o que garante poucas falhas e atrasos na transmissão.

Estão monitorando desde janeiro a evolução da epidemia e retirar o limite máximo de 40 minutos de uso para contas gratuitas foi uma estratégia para demonstrar os benefícios de seu serviço de videoconferência e colaboração online, conquistando novos clientes.

Originalmente criada e vendida como uma ferramenta para reuniões corporativas, vem sendo utilizado também para transmitir casamentos, sessões de meditação, shows e diversos tipos de aula.

Os apps de entregas, surgiram para oferecer mais possibilidades e comodidade para clientes que, antigamente, precisavam tirar alguns folhetos da gaveta e ligar para o local para pedir a refeição em casa.

Essas empresas não começaram durante a crise, mas agora se beneficiam dela. Foram ousadas e inovadoras. Algumas são pioneiras e outras chegaram depois, mas já vieram agregando diferenciais e com uma amplitude maior de serviços disponíveis.

Hoje, é possível ver uma lista com diversos restaurantes, avaliações, menus, comparação de preços, entre outras opções.

O estudo, que analisou as pesquisas sobre o app nos buscadores Bing, Google e Yahoo entre os anos de 2016 e 2019, revelou que o iFood é o “queridinho” dos consumidores na hora das refeições e, em 2019, registrou uma média de 1,2 milhões de pesquisas mensais pelo app — o dobro do que o aplicativo tinha em 2016, o primeiro período analisado pelo estudo.

Apesar da grande liderança do iFood, outros aplicativos também cresceram. O maior crescimento disparado entre essas startups foi o do Rappi, o único desses aplicativos que não é exclusivo para refeições e faz entrega de praticamente qualquer produto.

Isso porque, em 2016, a empresa tinha uma média de apenas 197 pesquisas mensais nos buscadores, e em 2019 essa média é de 183 mil pesquisas mensais — o que coloca o Rappi como o terceiro aplicativo mais usado com um crescimento de 92700%.

Como você tem feito a gestão de crise?

Ao observar como os governos estão lidando com a crise, também é possível notar diferenças entre métodos de gestão tradicional e técnicas de gestão ágil e tirar aprendizados sobre isso.

Apesar da tecnologia ser muito importante, talvez a diferença principal esteja na escolha de como fazer a gestão na crise.

Taiwan, Singapura e Hong Kong mantiverem o foco em respostas rápidas aos cenários à medida que foram surgindo, priorizando comunicação aberta e constante com o time, renunciando a processos fechados, burocracia e hierarquia.

Taiwan deixou claro que a escolha pela metodologia ágil fez toda diferença nos resultados no combate à pandemia. A ilha possui quase 24 milhões de habitantes e até agora registrou apenas 1 morte em decorrência da COVID-19.

O que você e sua organização podem fazer de diferente?

Neste artigo, citamos exemplos de empresas que já vinham utilizando metodologias e uma gestão mais ágil e, por conta disso, estão enfrentando com mais facilidade esta crise e se preparando para o futuro.

Para abraçar as metodologias ágeis é preciso estar disposto a renunciar a valores limitantes como: burocracia, foco no curto prazo, controle, hierarquia, silos e feudos, competição interna, cautela, poder e retenção de informação.

Pensando hoje e com um olhar no futuro, o que você e sua organização podem fazer de diferente a partir de agora?

Nós, da Crescimentum, também estamos enfrentando este momento com foco em aprender novas soluções e sair mais fortes. Por isso, adaptamos nossas soluções com foco em proporcionar a você e sua organização saídas para continuar se desenvolvendo e crescendo.

Pensando nisso, realizaremos a próxima turma do treinamento RH do Futuro de forma online e ao vivo. No treinamento, você aprofundará algumas das reflexões centrais deste artigo.

Se você quer saber como encabeçar mudanças de mindsets e de comportamentos rapidamente, garantindo a sobrevivência do negócio e zelando pela segurança psicológica dos colaboradores, faça a sua inscrição já!

Por Renata Andraus, trainer da Crescimentum

Construindo organizações com segurança psicológica: os aprendizados do case Google

Constantemente, falamos do Google como uma grande referência no mundo dos negócios disruptivos. Mas muito além de um ambiente inovador e de uma cultura singular, o Google é referência em algo primordial para o sucesso organizacional: a segurança psicológica.

Estudando o case Google, tive insights importantes que podem ajudar você, profissional de Recursos Humanos, a melhorar a produtividade e a performance de times, engajando pessoas e alcançando objetivos estratégicos da empresa. 

Neste artigo, falo sobre como a segurança psicológica pode transformar ambientes tóxicos e os impactos disso no desempenho de colaboradores e no crescimento da sua organização. Continue a leitura!

Primeiramente, o que são ambientes tóxicos?

É certo que as mudanças no mercado estão intensificando seus reflexos no mundo corporativo. Em um mundo tão dinâmico e incerto, engajamento e produtividade só podem ser alcançados com times bem alinhados e motivados por um bom líder ou gestor. 

Mas sabemos que, no dia a dia de trabalho, são raras as equipes que conseguem trabalhar com unidade e orientadas por um líder inspirador. Conflitos, hipercompetitividade, falta de comunicação e punição ao erro são presentes na rotina de muitas equipes.

Em empresas onde predominam essas práticas, os ambientes tornam-se tóxicos, contribuindo para que os colaboradores gastem sua energia para lutar pela sua sobrevivência e senso de pertencimento no trabalho. 

Nesses locais psicologicamente inseguros, quase não existe disposição a mais para que colaboradores pensem em seu autodesenvolvimento e em formas de inovar em seu trabalho. Pessoas ficam esgotadas e o trabalho se torna um vampiro de energias

Segundo a OMS, o Brasil é o país mais deprimido e ansioso da América Latina e, até 2020, a depressão será a principal causa de afastamentos do trabalho. E é claro que as organizações têm grande responsabilidade por esses dados. 

Por isso, cada vez mais a segurança psicológica tem sido pauta no universo corporativo. Afinal, ela pode ajudar as organizações a criarem ambientes onde as pessoas se tornem suas melhores versões

Segurança psicológica: entenda o conceito

Um grupo se torna produtivo quando se sente seguro para compartilhar experiências e correr riscos com a certeza de que a equipe não rejeitará, punirá ou constrangerá quem expressa as suas opiniões ou ideias, mesmo quando estão em desacordo. 

Portanto, segurança psicológica pode ser definida como a capacidade de criar um clima no qual as pessoas se sentem confortáveis para que possam ser quem são, expressando suas ideias e visões de forma tranquila e natural. 

Um ambiente de segurança e respeito faz com que as pessoas se sintam mais à vontade para serem autênticas, criativas e inovadoras. Nesse cenário, colaboradores percebem que podem contribuir sem serem julgados ou diminuídos.

Diversas pesquisas já identificaram a importância de proporcionar segurança psicológica no ambiente corporativo, mas quero destacar um estudo de uma das organizações mais inspiradoras e disruptivas do mundo: o Google.

O que podemos aprender com o Google?

Dentro da maioria das empresas, o trabalho em equipe é mais valioso do que o trabalho individual. Isso se deve ao fato de que, em times, as pessoas alcançam mais criatividade, inovação, enxergam erros e encontram as melhores soluções

No Google, onde a inovação é uma peça-chave, o trabalho em equipe é decisivo para o êxito ou fracasso de tudo o que é realizado. Mas, até então, os altos executivos da empresa apenas identificavam que alguns times davam certo, enquanto outros não

Em 2012, na tentativa de identificar o que determinava o sucesso ou fracasso do trabalho em equipe, o Google deu início ao Projeto Aristóteles. A ideia era identificar os fatores essenciais para a construção de uma equipe perfeita e, consequentemente, mais produtiva.

Com o projeto, foi possível entender que a produtividade está diretamente ligada à forma como as pessoas convivem entre si na empresa. Até então, muitos acreditavam que reunir pessoas altamente inteligentes era o bastante para o alto desempenho. 

Mas o Projeto Aristóteles desconstruiu essa ideia, constatando que a inteligência coletiva é muito mais eficiente, especialmente por trazer a empatia e senso de pertencimento às equipes. 

Portanto, um dos maiores aprendizados do Projeto Aristóteles é que salários e benefícios são importantes, mas não são tudo. É preciso ir além para que a produtividade seja excepcional, e isso envolve criar um ambiente confortável, de empatia e tranquilidade.

Como construir organizações psicologicamente seguras?

Construir a segurança no ambiente de trabalho começa a partir da preocupação com o bem-estar coletivo. Para cultivar uma organização onde todos se sintam seguros e valorizados, é preciso dar uma atenção especial às relações entre as pessoas.

Nesse processo, identificar pontos fortes e fracos entre a equipe é essencial. Mas não apenas isso. Criar um espaço onde as pessoas estejam confortáveis para dar e receber feedbacks é importante para que melhorias aconteçam. 

A fim de que essas ações sejam possíveis, você, profissional de RH, precisa do apoio da liderança. Afinal, a empresa precisa contar com líderes que criem essa atmosfera acolhedora, atrelando isso aos resultados a serem entregues. 

Como em qualquer mudança de uma empresa, a liderança atua como uma espécie de porta-voz das novidades. Nesse caso, líderes devem adotar um comportamento alinhado com a segurança psicológica, liderando pelo exemplo. 

Construa equipes de alta performance

Se trabalhar entre pessoas já é complexo, desenvolver a sinergia entre times é ainda mais trabalhoso. E processos Team Building são grandes aliados dos profissionais de RH que desejam transformar equipes e resultados da organização. 

Na Crescimentum, já conduzi diversos Team Buildings que construíram verdadeiras equipes com sinergia, empatia, engajamento, clareza de missão, visão e valores e motivação para alcançar metas. E sua organização também pode crescer por meio de pessoas. 

Conheça nosso Team Building. Descubra como podemos construir juntos planos de ação focados no desenvolvimento de comportamentos essenciais para uma organização de mais segurança psicológica, engajamento e atitude!

Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum

O que podemos aprender com o paradigma da abundância e da escassez?

Já ouviu falar no paradigma da abundância e da escassez? Na vida pessoal e no mundo corporativo, a forma de enxergar as situações faz toda a diferença e o seu modo de lidar com elas, pode te impulsionar ou te bloquear.

No artigo de hoje, falarei sobre esses mindsets opostos que estão tão presentes em nosso dia a dia, sem que, muitas vezes, tenhamos consciência: um sob a perspectiva da falta e o outro, da prosperidade

Além disso, quero te mostrar como cada paradigma pode influenciar quando o assunto são empresas e um bom posicionamento de mercado. Boa leitura!

O paradigma da escassez

O mundo mudou drasticamente. Vimos tecnologias disruptivas surgirem e é nesse cenário que emergem empresas diferenciadas como Google, Amazon, Zappos, Microsoft e Instagram. 

Mas em um mercado altamente competitivo, ágil e inconstante, sabemos que as coisas são complexas e exigem muito mais de nós. Tendo isso em vista, não é incomum identificar ou reproduzir pensamentos como:

  • “Não há mais vagas de emprego!”
  • “Minha empresa não tem o suficiente para se destacar!”
  • “Quais são as minhas chances nesse mercado?”

E é exatamente esse tipo de pensamento que define o paradigma da escassez. O medo e a insegurança são altamente disseminados por esse modelo de pensamento, que “bloqueia a visão” para oportunidades de crescimento e aprendizado. 

A grande questão no paradigma da escassez é que acreditamos que não conseguiremos alcançar nossos objetivos, que faltarão oportunidades, recursos e competências. E a competitividade excessiva e a negatividade surgem disso.

Portanto, esse mindset nos faz pensar que devemos “derrotar” o outro, porque não existe o suficiente para todos. Conflitos, falta de união, hipercompetitividade, pressa e negatividade, são provenientes dessa mentalidade.

Mas esse mindset permite o crescimento das organizações na Era Exponencial? Como conseguir construir organizações mais resilientes, que aprendem com os erros inéditos e que estão motivadas para inovar?

Certamente, nada disso é possível por meio do paradigma da escassez!

O paradigma da abundância

Em contrapartida, o paradigma da abundância visualiza possibilidades mesmo em meio às mais complexas situações. Sob essa ótica, é possível aproveitar as oportunidades com mais confiança e positividade.

Nessa Era Exponencial, portanto, as empresas de sucesso não seriam identificadas enquanto uma ameaça, e sim, uma enorme inspiração quando o assunto é empreendedorismo, agilidade, desenvolvimento e inovação

Alguns pensamentos que traduzem bem o paradigma da abundância são:

  • “Com tantas mudanças, as possibilidades de crescer são infinitas!”
  • “Os desafios do mercado nos farão aprender mais e mais rápido!”
  • “Se eu não achar um emprego que me satisfaça, talvez seja hora de criar um!”

Por meio desse mindset, é possível tirar algo bom de qualquer situação, mesmo que seja um aprendizado do que não se deve fazer. O importantes é que esse paradigma visualiza oportunidades.

E em um cenário de transformações e novidades constantes, visualizar oportunidades é fundamental para se reinventar sempre que preciso. 

Afinal, novas pautas surgem a todo momento, novas competências são constantemente exigidas e o crescimento da sua organização depende ativamente de como essas questões são encaradas!

Como sair da escassez para a abundância?

Todos nós vivemos em uma espécie de batalha entre os dois mindsets, mas é possível estar atento e “corrigir” nossos pensamentos para a abundância sempre que necessário. 

Afinal, as empresas preparadas para o futuro possuem cada vez mais uma mentalidade voltada para a abundância de possibilidades, oportunidades, crescimento, inovação, pessoas, competências e impacto social.  

Por isso, separei algumas dicas para que você deixe de lado o paradigma da escassez:

1- Fuja da comparação

Em um mercado altamente competitivo, é muito comum se comparar. Mas a comparação destaca que o outro tem mais do que nós, que as oportunidades foram melhores e que as habilidades do outro são superiores. 

Mas será que isso é realmente verdade? Todos somos capazes de melhorar e progredir. Valorize a história e percurso da sua empresa e reconheça o seu potencial para crescer e ir além.

2- Crie “externalidades positivas”

Organizações do futuro não são apenas aquelas que crescem de forma rápida, mas as que, de certa forma, conseguem ajudar as pessoas de forma única. Por isso, tenha interesse verdadeiro em externalizar benefícios para outras pessoas.

3- Compartilhe suas experiências

Um dos princípios do paradigma da abundância é o de que “tem para todo mundo”. E é seu papel contribuir para criar esse cenário. Compartilhar seus conhecimentos e experiências pode ajudar os demais a terem oportunidades também. 

4- Tenha em quem se inspirar

Conhecer ideias inspiradoras e caminhos que deram certo é importante para a sua trajetória de crescimento. Por isso, tenha inspirações que te mostrem que é possível chegar lá e que te motivem a ser uma versão melhor. 

Em qual desses paradigmas você se mantém, geralmente? Se você se identificou com o da escassez, não se preocupe. O importante é que você perceba que, muito provavelmente, essa mentalidade te impede de ir além!

Sei bem que conduzir um negócio não é tarefa fácil e, especialmente em um contexto de mudanças, isso pode se tornar um desafio árduo. Sair do mindset da escassez para o da abundância é um dos primeiros passos para seu negócio crescer continuamente. 

E a liderança tem papel ativo nessa mudança dentro da organização. Por isso, construir uma cultura de liderança forte e eficaz é fundamental para disseminar o mindset de abundância na sua empresa.

No e-book Como criar uma cultura de liderança, falamos muito sobre o papel do líder na criação de empresas preparadas para atuar no mundo ágil e que sabem reagir aos desafios e oportunidades da Era Exponencial.  

Então, se você quer transformar a sua organização e transformá-la em uma empresa abundante, resiliente e perene, leia o e-book e comece a investir em uma cultura de liderança realmente eficaz!

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum