tendências de aprendizagem

O futuro do desenvolvimento: 4 tendências de T&D

O universo de treinamento e desenvolvimento está passando por uma reviravolta. A partir da crise e do isolamento social, assistimos uma rápida reinvenção na forma como treinamos e aprendemos, o que gera novas tendências de T&D. 

Neste artigo, falo mais sobre as implicações deste momento em nossa forma de viver, treinar e aprender, e como essa fase guia o desenvolvimento para um novo futuro!

O futuro do desenvolvimento

Já faz um tempo desde que a Organização Mundial de Saúde declarou oficialmente a pandemia do COVID-19. A série de transformações decorrentes deste cenário colocou o mundo sob outra perspectiva, forçando pessoas e organizações a se reinventarem. 

As medidas de isolamento vêm mudando a dinâmica do trabalho e, também, do aprendizado. Além do home office, muitos profissionais estão aproveitando o maior tempo livre para se aperfeiçoarem com cursos online.

Com isso, assistimos mudanças que perpassam pelos mais variados âmbitos da vida. 

Vemos uma aceleração de tendências como a revisão de crenças e valores, o minimalismo, a reconfiguração dos espaços de comércio, o trabalho remoto e, por fim, uma reinvenção significativa na aprendizagem e desenvolvimento. 

Embora esse seja um momento desafiador para todos, a área de Recursos Humanos é uma das mais visadas neste momento, ocupando uma posição extremamente necessária e crítica para o futuro das organizações e o bem-estar de pessoas. 

Com toda a mudança na forma de trabalhar, gerir e pensar em negócios, mais uma vez os profissionais de Recursos Humanos se veem diante de uma mudança significativa em sua forma de atuar. 

Agora, mais do que nunca, apropriar-se do digital para colaborar com a aprendizagem é uma estratégia para garantir a sobrevivência de nossos negócios. Mas adaptar-se a este cenário e escolher ações verdadeiramente eficazes é um desafio.

Segundo pesquisa da Bain&Company, entre as novas experiências das pessoas estão:

  • 34% Consultas online 
  • 33% Cursos online
  • 29% Softwares de home office
  • 26% Serviços de entretenimento online
  • 21% Assistir lives no celular

Com toda a certeza, em tempos remotos, o mundo online ganhou uma força nunca vista antes. Podemos dizer que fomos empurrados para acelerar uma mudança que, talvez, demorasse mais de uma década para acontecer. 

A digitalização de diversos processos chegou ao seu ápice, sendo a principal maneira de dar continuidade ao trabalho, consumo, entretenimento, comunicação, desenvolvimento, entre outras ações necessárias em tempos de isolamento. 

Essa transformação digital à qual estamos sendo empurrados, não diz respeito apenas a modernizar softwares mas, especialmente, em proporcionar soluções digitais inovadoras centradas na experiência do colaborador, otimizando resultados para o negócio. 

Além disso, trata-se de uma mudança brusca na forma como as coisas sempre foram feitas. A partir deste momento, visualizamos ferramentas online de maneira diferente, já que fomos levados a encontrar novas formas de fazer, ver, aprender, conversar, liderar, entre outros. 

Por isso, este processo desencadeia em novas tendências e é sobre isso que falaremos adiante.

Algumas tendências de T&D

Tudo o que abordei até agora colabora para que nada mais seja como antes. Enquanto algumas pessoas ainda esperam que essa crise acabe e que tudo volte “ao normal”, as que têm lidado melhor com tudo isso compreendem que isso não acontecerá.

Um dos grandes desafios do RH neste momento é cativar as pessoas, engajando diante da busca por aprendizagem e mais protagonismo. Além disso, existe um desafio crescente em encontrar soluções de aprendizagem online verdadeiramente transformadoras. 

Existe um universo de respostas possíveis a partir de alguma novas tendências, que destaco a seguir. 

Ser agile no mundo complexo significa teorizar a partir da prática

Como vimos a partir das pesquisas que citei, as pessoas buscam, cada vez mais, por uma aprendizagem que se conecte com suas experiências práticas. Uma forma de motivar isso é fornecendo ações de desenvolvimento que possam ser aplicadas na rotina de trabalho.

Além disso, uma boa prática é a realização de ciclos curtos de aprendizagem. 

Quando distribuímos peças curtas, convidando os participantes para tomar uma ação e mudar um comportamento, um treinamento que duraria 8 horas em um dia, pode ser feito em 6 semanas, de maneira que o tema fique na cabeça por mais tempo. 

Assim, o tema é distribuído por mais tempo, em ciclos curtos, por pequenas peças que me chamam para experimentar e para a prática.

Ciclos curtos com retrospectiva e lifelong learning

Compreender o conteúdo por etapas ajuda a construir um um plano de ação onde o conhecimento é testado na prática. Dessa forma, os participantes chegam para a aula com vivências reais relacionadas ao conteúdo. 

No momento ao vivo, com o facilitador, chegar com experiências, dúvidas e boas práticas ajuda a gerar conexão e trocas mais participativas entre o grupo. Além disso, essa é uma excelente maneira de desafiar os modelos mentais dos participantes. 

Em uma jornada, isso pode ser continuado em mentoria focadas em determinados pontos. Com isso, vivemos a sala de aula invertida, na qual o conhecimento vem antes, por ferramentas digitais e, para a aplicação na prática, temos um expert. 

Na lógica tradicional, isso é totalmente diferente. Temos professores e facilitadores na hora do conteúdo e, nos desafios da prática, nos vemos sozinhos e, por vezes, desmotivados por não conseguir atrelar os conhecimentos à prática organizacional.

Distribuir pequenas peças de aprendizagem, aderindo ao microlearning, ajuda os participantes a criarem um ritual de desenvolvimento que pode ser trilhado individualmente depois.

Personalização e aprendizagem colaborativa

Quanto mais conseguirmos personalizar e entender a necessidade de cada colaborador, mais assertivos podemos ser em sua jornada de desenvolvimento. 

Para conseguir maximizar o aprendizado, o blended learning é uma estratégia adotada em muitas organizações. 

A mistura de recursos digitais com a interação humana funciona como “o melhor dos mundos”. No blended learning, é possível quebrar alguns conteúdos antes do momento do treinamento e ir degustando aos poucos. 

Outra opção é que o próprio participante escolha por onde começar sua jornada de desenvolvimento, de acordo com sua necessidade. Para isso, feedbacks individualizados também são essenciais para entender os próximos passos para o desenvolvimento específico de cada colaborador. 

Essa experiência ajuda a incorporar o aprendizado, tornando-o, inclusive, mais emocional. O que isso significa? Que o conteúdo conseguiu captar a atenção do participante de forma mais assertiva, permanecendo na memória por muito mais tempo. 

Protagonismo do aprendizado e flexibilidade

Diante dos recentes acontecimentos, apenas reforçamos a necessidade de colaboradores mais protagonistas e com senso de ownership. Quando pensamos em desenvolvimento, isso também deve ser reforçado. 

Devemos proporcionar uma aprendizagem que motive os participantes a darem continuidade em sua jornada de desenvolvimento, sendo protagonistas e escolhendo os próximos passos de acordo com sua necessidade. 

Construir uma jornada onde o participante se sinta estimulado a percorrer e se sentir evoluindo é essencial. Isso, quando atrelado à flexibilidade, permite que as pessoas adequem o desenvolvimento à sua rotina, quando, onde e como quiserem. 

Como conduzir o desenvolvimento em tempos de crise?

A necessidade de desenvolver-se nunca foi tão latente. Para sobreviver à crise e ao mundo cada vez mais ágil, empresas que investem no desenvolvimento de novas competências e habilidades tem maior chance de transformar desafios em oportunidades. 

Uma pesquisa com 126 empresas, realizada pela Deloitte antes da crise causada pelo Coronavírus, mostrava que as organizações investiam mais de 30% de seus recursos de T&D somente em soluções digitais. No atual cenário, é provável que esse número já tenha aumentado!

Diante disso, o mercado demanda por profissionais que saibam conduzir processos de desenvolvimento online de forma verdadeiramente transformadora. Este mercado está apenas começando a sua expansão e os profissionais aptos a facilitarem encontros online terão um grande diferencial no médio e longo prazo. 

A fim de ajudar você a acelerar o desenvolvimento dessas novas e essenciais competências da facilitação à distância, faremos um webinar com o tema “Procura-se: profissionais prontos para a nora era da aprendizagem digital“. 

Neste webinar gratuito, você vai aprender os passos para ser um profissional preparado o novo normal, saindo na frente para acelerar o futuro da sua organização. Participe!

Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum

6 tendências para o novo mundo pós-pandemia

O mundo não é mais o mesmo e você sabe disso. O surgimento do COVID-19 trouxe uma crise mundial com reflexos não apenas na saúde, mas em nossas vidas como um todo. Podemos dizer que, no período pós-pandemia, é pouco provável que as coisas voltem ao que eram antes.

O que você tem aprendido nestes dias de pandemia? Quais têm sido suas grandes revelações?

Nas últimas semanas, reinventamos nossa forma de trabalhar, consumir, liderar, conviver em sociedade e planejar. Quando falamos em negócios, vemos desafios enormes na forma de lidar com a demanda de clientes, desemprego, incerteza e processos internos. 

Este artigo é um convite a ver como este momento tem reflexos não apenas em nosso cotidiano, mas em áreas muito mais profundas de nossa sociedade. Nele, apresento 6 tendências para o que chamo de “novo mundo”. 

A pandemia e o “novo normal”

Se você faz parte do grupo de pessoas que está ansiosa para o fim da quarentena, como se isso fosse fazer tudo voltar ao “normal”, sinto em dizer que essa é uma mera ilusão! O fim do período de isolamento nos colocará diante de novos e desconhecidos desafios. 

Um primeiro passo para este momento é estarmos cientes de que, passada a crise, nada voltará a ser como antes. Compreendendo isso, podemos nos preparar melhor para o que vem a seguir. 

Tenho acompanhado muitos intelectuais internacionais que acreditam no coronavírus como um “acelerador de futuros”. A atual crise foi uma forma de acelerar mudanças que já eram necessárias.

Diante de um cenário completamente diferente de tudo o que já vimos, aderimos rapidamente a novas formas de fazer as coisas. 

Isso acontece em diversos âmbitos, desde o trabalho remoto, educação a distância e responsabilidade social das empresas, a questões mais profundas como sustentabilidade, minimalismo, solidariedade e empatia. 

Podemos falar que a crise nos permitiu repensar nossos próprios valores, levando-nos a revisar nossas crenças mais profundas. 

Acredito que podemos visualizar essa crise como um processo doloroso, mas necessário. Como arrancar um Band-aid. Foi um momento necessário para reformular tudo o que poderia e deveria ser diferente. Estamos nos reinventando de dentro para fora.

Tendências para o período pós-pandemia

Pequenas, médias e grandes corporações estão se contorcendo para tomar decisões estratégicas inteligentes. Diante de tantos desafios e de uma significativa mudança de mercado, entender a posição da sua empresa no novo contexto é primordial.

Analisando este momento e suas repercussões em nossas vidas pessoais e profissionais, visualizo 6 principais tendências pós-pandemia. Espero que elas possam ajudá-lo a tirar algo de bom deste momento e planejar seus movimentos atuais e futuros. 

1ª: Trabalho remoto

Não é segredo para ninguém que uma das maiores mudanças quando falamos no mundo corporativo foi o home office. Quando falamos em trabalhar de casa, não existe bem um meio termo: há quem ame e quem odeie. 

Mas uma coisa é certa: a realização do home office foi o que permitiu que as organizações mantivessem suas rotinas de trabalho, mesmo que de uma forma totalmente diferente. Algumas empresas já tinham implementado essa prática em suas rotinas, enquanto outras não suportavam sequer pensar na ideia. 

Uma coisa interessante é que, na Crescimentum, o home office era totalmente fora de nossa cultura, que preza fortemente pelas interações humanas presenciais. Com isso, tivemos um grande impacto ao aderir para a prática e, hoje, visualizo como isso foi positivo para reforçar a parceria e o comprometimento nessa fase difícil. 

2ª: Educação a distância

De acordo com a Unesco, cerca de metade dos estudantes do mundo estão sendo afetados pelo isolamento. Imagine 800 milhões de crianças e adolescentes diante de escolas fechadas por todo o mundo. 

Parece desesperador e, de certa forma, realmente é. No entanto, isso trouxe à tona a possibilidade de readequar práticas de ensino que permaneceram iguais por anos. 

Se pensarmos que as novas gerações são cada vez mais digitais, vemos os benefícios disso na própria captação do conhecimento, motivação de estudo e identificação dos estudantes com o método de ensino utilizado. 

Agora, quando trazemos os impactos do isolamento no panorama da educação corporativa, também encontramos benefícios. 

Embora a maior parte dos investimentos em T&D de grandes e pequenas corporações fossem em treinamentos presenciais, o novo mundo abrirá espaço para jornadas de desenvolvimento cada vez mais digitais. 

Isso possibilita um aprendizado muito mais contínuo, personalizado de acordo com a rotina das pessoas, e acessível.

3ª: Mentoria

É cada vez mais comum que as pessoas passem horas online durante esse período prolongado em casa. Enquanto alguns utilizam esse tempo de forma ociosa, outras anseiam por usar parte desse período de forma realmente produtiva.

Assim, plataformas que permitam uma conexão com professores, especialistas e mentores são uma tendência crescente para quem busca aprender novas habilidades sem perder a interação humana. 

4ª: Apropriação digital

Segundo uma pesquisa da Bain & Company, cada vez mais as pessoas estão buscando soluções digitais. Essa apropriação do online é muito positiva, especialmente em um mundo que caminha para uma agilidade e competitividade crescentes. 

Entre as práticas com maior demanda estão:

  • 34% consultas online
  • 33% cursos online
  • 29% softwares de home office
  • 26% serviços de entretenimento online
  • 21% lives via celular

Profissionais preparados para essa expansão do mercado terão um grande diferencial no médio e longo prazo. 

5ª: Minimalismo

O minimalismo é um movimento que já vinha ganhando espaço, especialmente quando falamos em hábitos de consumo. Com os desencadeamentos da crise, cada vez mais pessoas se viram em um momento de contenção de gastos. 

Naturalmente, isso pode ter uma complexidade muito maior, envolvendo o próprio desemprego em massa. Mas, como disse anteriormente, o objetivo é visualizar as situações a partir de uma ótica positiva em tempos de desafios. 

Dito isso, o minimalismo e a preocupação com práticas mais conscientes é um ótimo fruto da crise. Cada vez mais, as pessoas percebem que podem mais com menos. 

Isso repercute em diversos âmbitos da vida, desde hábitos de consumo, ao entendimento do que realmente é importante para você e da própria busca por novas soluções corporativas. 

6ª: Lifelong learning

Com a crise, novas habilidades e competências foram exigidas de todos. Inteligência emocional, gestão do tempo, foco, feedbacks remotos, e tantos outros. Esse é um processo que não tem fim. 

A partir da agilidade das transformações no mundo, o aprendizado não pode ser mais visto como uma jornada com início, meio e fim. Devemos aprender constantemente ou seremos engolidos por novas crises e desafios. 

O lifelong learning já vinha sendo visto enquanto competência essencial para a sobrevivência em um mundo exponencial. Sabemos que a agilidade é uma tendência, antes mesmo da crise. 

Este momento complexo e desafiador apenas reforçou como devemos estar dispostos a nos reinventarmos e que garantir a perenidade do desenvolvimento é essencial para a sobrevivência de pessoas e organizações. 

Prepare o seu negócio para o novo mundo

O que achou das tendências? Geralmente, as grandes mudanças parecem óbvias, mas representam uma grande transição em nossos hábitos tradicionais. 

O coronavírus teve impactos sem precedentes no mundo, mas novos desafios ainda estão por vir. Para as organizações, este pode ser um momento ameaçador e libertador, na mesma medida. 

Este artigo teve como objetivo te ajudar a reagir a este momento. As atitudes tomadas hoje são a sua chance de se recuperar no futuro então, é hora de agir e preparar o seu negócio para o novo mundo. 

Compreendendo essas tendências e a crescente demanda do mercado por soluções remotas, combinamos o poder do digital com a nossa ampla experiência em soluções corporativas e metodologias exclusivas.

Pensando nisso, ampliamos nosso portfólio de Soluções Digitais, sem perder nossos maiores diferenciais: a interação humana e nossa experiência de mais de 16 anos em desenvolvimento humano e treinamentos comportamentais.

Essa é uma forma de contribuir para que você e sua empresa tenham acesso a diferentes formatos de aprendizado, desenvolvendo-se e gerando o máximo resultado em curto prazo. Conheça nossas soluções e conte conosco neste momento.

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum

tendências de RH para 2020

Conheça as maiores tendências de RH para 2020

Você imaginava que 2020 seria um ano de tantas novidades? Começamos o ano tendo em mente algumas tendências de RH para 2020, sem imaginar que seríamos pegos de surpresa com os impactos do Coronavírus.  

Se as coisas mudaram muito no universo do RH nos últimos anos, especialmente agora, com o atual panorama de pandemia, as transformações na forma de gerir pessoas e negócios são intensificadas de forma rápida. 

Hoje, trago algumas das maiores tendências no mercado de RH para a próxima década, a partir dos recentes acontecimentos. Afinal, devemos estar preparados para as mudanças que direcionarão nossa atuação em uma Era de tantas transformações. 

O que há de novo para o RH em 2020?  

Sabemos que os Recursos Humanos estão em constante transformação e desenvolvimento, afinal, as pessoas estão o tempo todo mudando. No mundo ágil e tecnológico em que vivemos, essas mudanças surgem de forma ainda mais rápida. 

Portanto, é preciso estar preparado e atualizado sobre as novas práticas no mundo do RH, para que sua empresa acompanhe o mercado e defina as estratégias da melhor forma possível e de acordo com a realidade da organização. 

Sabemos que, com o surgimento do Coronavírus, muita coisa mudou. Aqui, somos impactados pela transformação nas tradicionais práticas de trabalho, caminhando para ambientes remotos, gestão à distância e uma necessidade latente por engajamento de pessoas.

Diante deste novo cenário, no qual muitas empresas estão aprendendo a trabalhar em home office, o RH passa a ser ainda mais exigido. Cabe à área de Gestão de Pessoas garantir que as organizações estejam preparadas para novas práticas de trabalho.

10 tendências de RH para 2020

Estudando e estando atento às novidades do mercado, destaco 10 tendências de RH para 2020 que são essenciais para um profissional antenado e preparado:

1- Experiência do colaborador

Profissionais de RH atualizados às tendências do mercado, dão cada vez mais importância à experiência do colaborador, porque entendem que as pessoas buscam por um trabalho que vá de encontro com seu propósito e estilo de vida.  

Nesse sentido, um dos pontos simples e que tem ganhado relevância é a flexibilidade do trabalho. O período de quarentena apenas reforçou essa necessidade, forçando a maioria das organizações a aderirem ao home office.

Portanto, vemos uma crescente aderência a co-workings, home office e horários flexíveis, como uma possibilidade de que o colaborador adeque sua agenda de acordo com seu estilo de vida. 

Essa é uma ação simples e os colaboradores valorizam a liberdade e os benefícios de estarem onde quiserem, sem o stress do trânsito. Visualizando essa potencial tendência, algumas organizações já estão, inclusive, criando formas de mensurar a produtividade à distância.  

2- People Analytics

Cada dia mais, números de dados serão analisados para ajudar na gestão das pessoas dentro das organizações. E o People Analytics é uma ferramenta que permite essa prática e está no radar dos profissionais antenados às novas tecnologias do mercado.

Dessa forma, o profissional de Recursos Humanos sai de uma postura reativa para uma postura ativa em relação a vários desafios, tomando decisões mais assertivas, diminuindo o índice de erros e aproveitando os talentos da melhor forma.

Um case de sucesso na utilização dessa ferramenta é o da Nielsen, que queria entender o porquê das pessoas estarem deixando a organização. Por meio do estudo de cerca de 150 variáveis, 40% das pessoas foram transferidas de área e, com isso, o turnover diminuiu em 50%. 

3- Liderança estratégica

Já vimos anteriormente que a liderança tem papel primordial para que as organizações possam crescer de forma perene, com alcance de resultados, unidade, motivação, transparência, desenvolvimento e inovação.

A liderança permite uma coisa muito rica na organização, que é a troca de experiências. Ter líderes preparados para liderar de acordo com as novas estratégias da organização, é um passo fundamental para uma empresa coesa e forte.

4- Planos de carreira

Os planos de carreira tradicionais e lineares estão praticamente obsoletos e ultrapassados. O antigo modelo em Y, em que os profissionais decidiam se seriam técnicos ou gestores, será substituído pelo W.

Neste último, a tendência é que o conhecimento técnico possa ser atrelado à coordenação de pessoas, ou até mesmo a gestão de pessoas com trabalhos operacionais. Uma escolha não exclui a outra e isso colabora na retenção de talentos na organização.

5- Gamificação 

Estamos cada vez mais conectados com o mundo digital e a tendência é que, nas novas gerações de colaboradores, isso se torne ainda mais latente. Por isso, a gamificação é uma ótima estratégia para o desenvolvimento das pessoas na empresa. 

No mundo ágil e digitalizado, a forma de desenvolver pessoas não comporta mais as formas tradicionais de aprendizagem. Com a gamificação, o aprendizado pode ser promovido com inovação, competição, interação e criatividade. 

6- Bem-estar do colaborador

A produtividade é um elemento essencial para as organizações e sempre é uma pauta de discussão quando pensamos em alcance de resultados. No entanto, cada vez mais os profissionais de RH compreendem que ela envolve outros fatores.

Pensar no bem-estar (físico e emocional) dos colaboradores é visualizado agora enquanto a base para que haja engajamento, produtividade, motivação, redução do turnover e, por fim, um dos temas mais importantes: a segurança psicológica. 

Ter segurança psicológica nas empresas é proporcionar um ambiente seguro para que os colaboradores sejam quem verdadeiramente são, estando vulneráveis para propor ideias ou reconhecer que não sabem algo.

7- Teorização a partir da prática

Para que o desenvolvimento tenha eficácia, precisamos trazer os aprendizados para o “mundo real”. 

No universo digital, essa é uma prática intensificada quando falamos no desenvolvimento de pessoas. Ser ágil no mundo complexo significa teorizar a partir da realidade. 

Para isso, é preciso menos tempo planejando e mais tempo praticando. Especialmente neste momento em que estamos reinventando serviços e produtos, essa é uma forma rápida de verificar o que funciona. 

Trazendo isso para a aprendizagem, vemos que, hoje, devemos incentivar pequenas doses de conteúdo e, depois, focar em sua experimentação. Dessa forma, podemos ver o que dá certo ou não de acordo com a realidade do seu negócio.

8- Sala de aula invertida

Como transformar o conhecimento em sabedoria? A sala de aula invertida é uma forma de acelerar esse processo. Nela, disponibilizamos conhecimentos prévios para as pessoas e, na sala de aula, fomentamos a discussão e o debate. 

Essa estratégia nos permite aproveitar o momento da troca de experiências para provocar e refletir, tirando o máximo do aprendizado. 

Algumas pessoas já estão bem familiarizadas com essa prática e outras nem tanto. Especialmente agora, em que muitas práticas de treinamento e desenvolvimento migram para o digital, essa é uma prática essencial para manter a interação humana e a troca.

9- Lifelong learning

Cada vez mais, caminhamos para ciclos curtos de aprendizagem. Em um mundo ágil e em constante transformação, desenvolver-se de forma contínua é uma das maiores estratégias para quem quer se manter atualizado e preparado para novos desafios. 

Quando falamos sobre aprendizagem, o desenvolvimento contínuo é uma máxima. Adquirir novos conhecimentos e habilidades é uma jornada para a vida e não um processo finito. 

Distribuir pequenas peças de aprendizagem, aderindo ao microlearning, ajuda os participantes a criarem um ritual de desenvolvimento que pode ser trilhado individualmente depois. 

Essa é uma forma de rever saberes, habilidades e aptidões de forma customizada e contínua.

10- Personalização e aprendizagem colaborativa

Quanto mais conseguirmos personalizar e entender a necessidade de cada colaborador, mais assertivos podemos ser em sua jornada de desenvolvimento. 

Então, como personalizar o desenvolvimento para cada um dos participantes? Para conseguir maximizar o aprendizado, o blended learning é uma estratégia adotada em muitas organizações. 

Outra opção é uma jornada personalizada, na qual o participante pode escolher o que mais se enquadra em sua necessidade. Feedbacks individualizados também são essenciais para entender os próximos passos para o desenvolvimento específico de cada colaborador. 

Seja um profissional do futuro

Muitas já são as discussões sobre o RH ter um espaço na mesa em reuniões de grande importância para a empresa. Isso porque o RH deve estar envolvido na estratégia, visto que é a porta de entrada para o maior capital da empresa: as pessoas.

Sei que é desafiador implementar todas essas novidades dentro de uma empresa. Mas, como profissionais de Recursos Humanos, é nosso dever estarmos informados e atualizados diante das tantas tendências e novidades para os próximos anos.

Com esse olhar, identificamos o que podemos implementar na organização e qual o futuro de nossa profissão. 

O treinamento RH do Futuro Online  surgiu como uma forma de ajudar você, profissional de RH, a se preparar para as novas práticas dos Recursos Humanos, especialmente neste momento de transformações rápidas. 

Quer estar à frente e arquitetar as melhores estratégias para a sua organização, garantindo a continuidade do seu negócio? Esteja preparado!

Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum