treinamentos presenciais ou soluções digitais

Soluções digitais podem ser tão eficazes quanto treinamentos presenciais?

Se, há alguns meses, falávamos sobre a importância da transformação digital dentro das organizações, hoje ela se tornou imprescindível. Com os recentes acontecimentos, as soluções digitais têm se tornado um caminho indispensável para o desenvolvimento.

Se, de um lado, nunca vimos um menu tão robusto de soluções digitais quanto hoje, por outro, muitas pessoas ainda sentem receio, acreditando que o presencial é melhor e agarrando-se à esperança de que, passada a crise, tudo voltará ao “normal”. 

Neste artigo, falo sobre como as soluções digitais podem ser tão eficazes quanto ações de treinamento presenciais, e como se apropriar dessa nova tendência para apoiar profissionais e organizações em tempos difíceis.

Você ainda acredita que tudo voltará ao normal?

Em um momento em que nossas vidas e negócios foram radicalmente transformados, organizações tiveram que paralisar atividades e partir para o online. Mas muitas dessas instituições não estavam preparadas para isso e algumas ainda não se sentem prontas. 

Muitas pessoas ainda esperam que o mundo volte “ao normal” e isso é grave.

Se você é uma delas, devo dizer que aquele “normal” não existe mais. Aguardar o fim da quarentena com o mindset de que as coisas voltarão aos eixos é um grande erro neste momento, e posso dizer o porquê. 

O Coronavírus trouxe uma crise sem precedentes e com impactos que refletem não apenas na área da saúde, mas em basicamente todas as áreas de nossas vidas. Novas formas de fazer as coisas têm surgido e ganhado força diante disso. 

Com o fim do período de isolamento, ainda restarão consequências geradas por todos estes meses. Então, esperar o fim deste período com a esperança de que tudo retome ao seu curso anterior, não é uma opção, porque nada é e nem será como antes.

Provavelmente, voltaremos a ter interações sociais seguras só para o fim do ano, quando a disseminação do vírus já se encontrará contida. Agora, imagine sua organização em stand-by por todo esse tempo. Quais impactos isso gerará a curto, médio e longo prazo?

Ficaremos todo esse tempo sem treinar nossos líderes? Não. Neste momento de incertezas, não podemos esperar. O futuro de nossas organizações depende disso. A realidade mudou e temos que abraçá-la.

Soluções digitais: uma nova tendência de aprendizagem

A crença de que ações presenciais são mais eficazes e a “maneira certa” de agir, são um entrave para muitas pessoas e organizações, que acabam não experimentando o novo universo de aprendizagem digital disponível no mercado. 

Com certeza, este período gerou transformações profundas e acelerou tendências para os próximos anos, e tudo caminha para um universo mais digital. 

O mundo online e as soluções digitais são uma dessas tendências e um caminho para que nossas organizações e colaboradores tenham continuidade em seu trabalho, encontrando novas maneiras de atuar.

Sim, soluções digitais podem ser um caminho excelente para pessoas e organizações que buscam perenidade, inovação, personalização e rapidez. Para isso, é preciso experimentar, e não existe melhor momento para isso do que agora. 

Então, como nós, profissionais de RH, podemos deixar de lado os receios em relação aos treinamentos online? Como podemos nos apropriar de uma vasta lista de opções e proporcionar excelentes experiências para colaboradores?

Customização e experiência online

Compreender e revisitar as necessidades do negócio, além de preparar colaboradores para novas aptidões, são prioridades neste momento. E o caminho para isso é a adoção de medidas de treinamento e desenvolvimento. 

No entanto, como vimos acima, a crise nos levou a reinventar a forma com que a aprendizagem sempre foi construída. 

Dessa vez, caminhamos para um processo que coloca a experiência das pessoas acima de qualquer coisa e, pensando nisso, valem algumas colocações. 

Uma pesquisa realizada pelo Linkedin com mais de 4 mil profissionais de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) verificou que:

  • 58% dos profissionais querem aprender no próprio ritmo
  • 48% querem aprender no fluxo de trabalho quando sentirem necessidade

Outra pesquisa que demonstra pontos consideráveis para novas formas de treinamento e desenvolvimento foi realizada pela Hibou e publicada pela Revista Exame. Nela, verificamos que:

  • 91% das pessoas não conseguem ficar longe do celular por mais de 1 hora
  • 88% pesquisam no celular no meio de uma discussão
  • 49% dizem que perdem a noção do tempo vendo posts e vídeos na internet

Em um mundo cada vez mais ágil, conectado e dinâmico, o online é um elemento indispensável para a maioria das pessoas. 

As ações de desenvolvimento devem ser pensadas de acordo com novas necessidades e modos de vida, proporcionando uma flexibilidade e personalização muito maiores.

Os próprios conteúdos devem ser customizados de acordo com os gaps específicos de cada profissional, focando em pontos a serem melhorados dentro de sua rotina.

Presencial ou online?

Com estes dados podemos ver que grande parte das pessoas não consegue mais estar dissociada do ambiente digital e que, portanto, devemos incluí-lo em nossas ações se queremos ser verdadeiramente eficazes. 

Quando pensamos que as próximas gerações de colaboradores serão nativos digitais, vemos a importância dessa transição. Afinal, cada vez mais serão exigidos métodos e processos alinhados à rotina da chamada Geração Z.  

Profissionais de RH que compreendem que, no que tange a T&D, tanto o presencial quanto o online tem seus benefícios, conseguem conciliar o melhor dos dois mundos. 

Cerca de 30 anos de pesquisa, incluindo a do Departamento de Educação dos EUA, não encontraram evidências de que o aprendizado online seja qualitativamente inferior ao obtido em uma sala de aula tradicional. 

Agora, cabe ao RH pensar em como selecionar ações verdadeiramente eficazes para seus colaboradores, possibilitando a transferência do conhecimento para a prática organizacional. 

Cada profissional deve avaliar isso diante de seu cenário atual e dos objetivos estratégicos de seu negócio. Como já disse, o momento de experimentar é agora!

Criatividade, inovação e aprendizado permanente

Seja por meio de e-learning, webinars, treinamentos online, desenvolvimento 1:1 ou jornadas de aprendizagem, o importante é que você garanta o desenvolvimento da sua organização mesmo em tempos remotos. 

Somente assim é possível dar continuidade ao negócio e sair mais forte deste momento complexo. 

A importância do desenvolvimento neste momento é ainda mais latente. Em seu livro “A coragem de ser imperfeito”, Brené Brown traz uma frase muito alinhada ao que estamos vivendo:

“Nenhuma empresa ou escola pode ter sucesso sem criatividade, inovação e aprendizado permanente, e a maior ameaça a esses três elementos é a falta de motivação”.

Especialmente em tempos de isolamento, onde vemos muitos de nossos colaboradores desmotivados, é imprescindível criar ações de desenvolvimento mais humanas e estimulantes, proporcionando a melhor experiência para as pessoas. 

Este é um desafio complexo mas, pensando por outro lado, nunca vimos tantas soluções digitais diferentes e moldadas para proporcionar mais engajamento, interação e criatividade. Então, tenha abertura para novas práticas e faça diferente neste momento.

Nós, da Crescimentum, compreendemos a crescente demanda do mercado por soluções remotas. Somos parte do Cegos Group, líder mundial em treinamento e desenvolvimento com ampla expertise em digital learning. 

Por isso, combinamos o poder do digital com a nossa ampla experiência em soluções corporativas e metodologias exclusivas, unindo tudo isso a um de nossos maiores diferenciais: a interação humana.

Assim, além da nossa experiência de mais de 16 anos em desenvolvimento humano e treinamentos comportamentais, também somos uma referência em educação corporativa digital.

Conheça nosso portfólio de soluções digitais e saiba mais sobre como podemos te ajudar a construir ações de desenvolvimento mais humanas e eficazes. 

Espero que, com isso, você não tenha mais dúvidas de que soluções digitais podem sim ser uma excelente ferramenta! 

 

Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum

RH: de coadjuvante a protagonista

Temos ouvido cada vez mais sobre como o RH tem se tornado mais estratégico e, naturalmente, isso exige que um bom profissional da área se torne, também, mais protagonista

Com as novas demandas do mercado, gradativamente, é esperado que o RH reavalie suas práticas, ocupando um espaço no board e trazendo soluções

Mas o que a reinvenção dos Recursos Humanos realmente indica? Neste artigo, vamos falar sobre como o papel do RH tem mudado dentro das organizações e de que forma agir nesse cenário. 

O que é um RH protagonista?

O mundo não é mais o mesmo e nem o RH. Na chamada Nova Economia, sabemos de alguns fatores que influenciam uma nova dinâmica de mercado: tecnologias disruptivas, empresas criativas, aprendizado dinâmico, mudanças constantes… Para citar alguns!

No geral, vivemos em um contexto que pressupõe mais inovação e agilidade. Então, pessoas e organizações estão se readequando não apenas a uma nova realidade, mas a novas necessidades.

E para reagir às demandas e dilemas gerados por essas rápidas mudanças, novas práticas são essenciais para tornar as companhias mais ágeis e inovadoras. 

O RH passa a ser indispensável para a construção de empresas com mais inovação, crescimento, unidade e perenidade e isso só é possível através do protagonismo. Mas esse não é um trabalho simples.

De acordo com um estudo publicado pela EY, líderes de RH estão muito menos preparados para lidar com os desafios da Nova Economia do que gestores de outras áreas. Somente 16% dos líderes de RH entrevistados se sentem preparados para um local de trabalho digital, em comparação com 37% dos líderes de outros setores. 

Isso significa que o RH precisa aprender a trabalhar de uma forma diferente, adotando tecnologias capazes de acelerar a performance da área e se capacitando para conduzir os processos de transformação nas organizações. 

E, assim, surge a necessidade de um RH que atue de maneira protagonista. Um RH protagonista é aquele que se mantém atento a todas essas mudanças e que entende que tem, mais do que nunca, que atuar como parte da estratégia organizacional. 

Portanto, essa área é responsável por entender o contexto e propor ações para além do formato tradicional de trabalho, preparando colaboradores para responder às novas demandas do mercado e trazendo resultados para o negócio. 

Como ser um RH mais propositivo?

O primeiro passo é uma mudança de mindset a fim de compreender que, nesse momento, o RH deixa de desempenhar um papel de coadjuvante e parte para uma gestão mais participativa e propositiva

Isso implica em um RH que entende que deve promover as mudanças dentro da organização, envolvendo as pessoas para a cooperação e entendendo a estratégia do negócio. 

Tendo isso em mente, dentro desse longo processo, existem alguns caminhos para transformar essa atuação:

1- Conhecer a estratégia do negócio

De que forma é possível ser uma alavanca para a estratégia organizacional sem compreender as necessidades do negócio? 

Sem conhecer a fundo a sua organização, o sistema da empresa não fica alinhado à gestão de RH e você passa a ser quem apenas executa demandas sem entender os porquês.

Para ser um RH mais participativo e estratégico, é preciso conversar com pessoas e entender verdadeiramente as dores e pontos fortes do negócio. Dessa forma, o RH consegue, inclusive, consolidar, com fatos e dados, as iniciativas a serem tomadas para apoiar os resultados da empresa. 

2- Apoiar a transformação digital

Com as novas tecnologias, inteligência artificial e robotização, como os negócios vão migrar de um mundo tradicional para um mundo digital?

A tecnologia tem mudado vários modelos de negócio e diversas mudanças no mundo corporativo surgem graças a ela. Embora isso possa parecer desesperador para muitos profissionais, é uma mudança inevitável e positiva!

Isso porque, com as novas tecnologias, podemos otimizar experiências e, ainda, baratear vários recursos. Apoiar a transformação digital transforma o mercado e a nova geração de colaboradores já espera por isso! 

3- Repensar as práticas organizacionais 

Em função dos tópicos anteriores, fica muito clara a necessidade de mudar o antigas práticas. Mas de que forma sair do tradicional, que muitas vezes já funcionam bem, para começar do zero em algo novo e incerto?

Nesse momento, o RH passa a pensar em pontos como: metodologia ágil, gerenciamento de mudanças e conflitos, cultura organizacional e experiência do colaborador. É a hora de trabalhar de forma diferente, desaprendendo para aprender com o novo.

Ao mesmo tempo, essa reavaliação das práticas tradicionais inclui que o RH repense seu próprio modelo operacional, migrando para um paradigma mais flexível, colaborativo e ágil. 

Então, além de suportar todas essas mudanças para a organização, o RH deve revisitar a sua própria estrutura e subsistemas para que essa nova dinâmica seja possível. 

Quer ser um RH ágil?

Os três pontos abordados são um ótimo ponto de partida para uma prática de RH inovadora. Talvez você ainda sinta alguma resistência, mas acredite: esse momento é extremamente positivo para a área, especialmente pela liberdade de aprender na prática. 

Como não temos mais tempo de longos planejamentos e as decisões devem ser mais rápidas, a própria aprendizagem deve ser mais ágil e, com isso, a autonomia é uma necessidade dos profissionais inovadores. 

Sei bem que o RH sente uma grande pressão nesse momento. Preparar a força de trabalho para responder às exigências do mercado e desenvolver organizações digitais, ágeis e inovadores, não são desafios fáceis.

E foi pensando em ajudar o RH a assumir essa grande responsabilidade com preparo e segurança, que desenvolvemos a Especialização em RH Ágil. Nela, você aprenderá como pode aplicar ferramentas e preceitos ágeis em seu dia a dia, atuando como um impulsionador do mindset ágil na organização.

Participe da próxima turma do treinamento e conheça os mindsets e tecnologias necessários para um RH protagonista, ágil e que entrega resultados extraordinários!

Por Renato Curi
Sócio-diretor da Crescimentum