Aprendizagem digital: 6 princípios para responder aos desafios da mudança

Organizações não podem mais evitar. Pressionar o botão de pausa no que se refere à requalificação da força de trabalho não é uma opção: o momento pertence à aprendizagem digital. 

À medida que empresas em todo o mundo adiam e cancelam ações presenciais em resposta ao Coronavírus, a educação corporativa presencial se torna uma das atividades mais atingidas, acelerando a transição para o desenvolvimento virtual. 

Neste artigo, trago alguns insights sobre a nova necessidade do mercado, que busca por profissionais preparados para a nova era da aprendizagem digital, e trago 6 princípios para te ajudar a responder aos desafios dessa transição tão complexa e urgente!

A pressão pela reinvenção aumenta

E depois? Essa é a pergunta que grande parte do mundo está fazendo. Estamos diante de um futuro que não é o que pensávamos que seria e desconhecemos os próximos passos para o novo normal.

O que justifica isso é o atual cenário de crise, que nos colocou quebras importantes de paradigma e acelerou processos importantes em resposta à realidade de isolamento. Nas últimas semanas, tivemos um considerável aumento no volume de buscas por treinamentos online. 

Segundo o Google Trends Brasil, o volume de buscas por treinamentos online deu um salto de 63% em relação à média de períodos anteriores. 

A verdade é que esse cenário já vinha sendo profetizado. A McKinsey já havia constatado em 2017 que 14% da força de trabalho teria que adquirir novas habilidades e competências até 2030!

Migramos para um conjunto de habilidades diferentes de tudo o que já vimos e, dentro desse contexto, dois termos essenciais são: reskilling e upskilling

O reskilling sugere o desenvolvimento de novas competências essenciais, ou seja, aprender algo novo. Para isso, devemos reconhecer o que é importante dentro de novas habilidades e criar jornadas personalizadas que ajudem as pessoas a desenvolverem rapidamente estes gaps

Já o upskilling pressupõe uma atualização de competências existentes, mas que devem ser adaptadas para um novo cenário.  

Em um momento de verdadeira transformação corporativa, as organizações não podem simplesmente pressionar o botão de pausa no aprendizado. Novas habilidades são necessárias para o futuro dos negócios, e a requalificação é urgente.  

Em resposta a isso, a aprendizagem digital é fortalecida e acelerada, o que requer profissionais preparados. 

O novo papel do facilitador digital

Os programas de aprendizado digital e virtual já estavam em ascensão antes do COVID-19, e percebemos que essas ações serão mantidas a longo prazo, no novo mercado pós-Coronavírus. 

Mas uma aprendizagem que crie valor exige profissionais preparados para adaptar programas e expandir ações de desenvolvimento de forma virtual. 

O grande papel do facilitador é ser um guardião da cultura da aprendizagem. Agora, mais do que nunca, deixamos a figura de “sábio no palco” para sermos um “guia ao lado”.

Isso nos leva a refletir sobre nossos arquétipos no momento em que estamos conduzindo uma experiência de aprendizado positiva, gerando conexão e colaboração. O novo profissional em destaque caminha para uma postura mais de apoio.

Para mudar esse papel, antes precisamos mudar o que a gente pensa, e isso envolve deixar o paradigma da aprendizagem tradicional.

A perspectiva com a qual fomos formados na pedagogia convencional é muito focada em um professor que transfere a informação, enquanto alunos recebem a informação de forma passiva. 

Mas em um mundo globalizado e virtual, onde o conhecimento está disponível na palma das mãos, essa perspectiva não faz mais tanto sentido, não é mesmo?

No lugar desse olhar, o facilitador digital deve ser um guia que conduz o conhecimento para a prática. Ele permite que o aluno escolha seu caminho, fomentando a troca de experiências e interação. 

4 competências essenciais para o novo paradigma

Antes de falar sobre os 6 princípios da aprendizagem digital, quero explorar 4 competências essenciais para que você deixe de lado o paradigma tradicional e se torne um verdadeiro facilitador digital:

1. Comunicação digital

A habilidade e curiosidade de operar e se comunicar em um ambiente 100% digital 

Você deve estar confortável com o ambiente de trocas digitais, sendo um verdadeiro curioso sobre como usar novas ferramentas que enriquecerão sua apresentação e a construção do conhecimento. 

2. Prontidão cognitiva

A capacidade de estar no presente, percebendo e impulsionando o redesenho e a inovação

Fomos muito acostumados a um raciocínio crítico, vendo o que deu certo antes e antecipando novos passos. Mas, especialmente agora, estamos vivendo cenários muito mais incertos, que exigem de nós uma cognição mais ágil.

Para isso, precisamos estar mais atentos ao contexto do presente para sermos mais inovadores e trazermos alternativas rápidas. 

Isso é muito importante no digital, porque temos situações não-verbais mais recorrentes. Com esse olhar, você consegue gerar uma experiência mais positiva, estando atento a pequenos detalhes que farão toda a diferença para as pessoas. 

3. Competências sociais e emocionais

As skills que promovem a proximidade e a colaboração

Você deve estar em uma posição mais vulnerável, aceitando que você não sabe tudo! Para isso, escutar os outros de forma ativa é essencial. Esse conforto com a vulnerabilidade é importante para gerar trocar verdadeiras, relações de confiança e conexão com o conteúdo.

4. Aprender, desaprender e reaprender

A atitude de estar pronto para nunca estar pronto

A necessidade de reinvenção nunca foi tão latente, e isso não diz respeito apenas aos tempos de Coronavírus. Em um mundo cada vez mais ágil, ser capaz de aprender e reaprender é uma competência-chave para se reinventar em um mercado dinâmico.

6 princípios da aprendizagem digital

Não adianta insistir: você não será mais inteligente do que o YouTube! O conhecimento está muito rico e disponível. A sua aptidão enquanto facilitador será como você adapta o conhecimento de acordo com a realidade de cada um, desafiando modelos mentais!

Mais do que nunca, devemos abrir mão da necessidade de sermos os detentores do conhecimento. Essa pode ser uma proposta muito sedutora, mas irreal diante do tamanho acesso à informação do mundo moderno.

Para fazer essa transição, precisamos acreditar em coisas diferentes e mudar o mindset convencional no que diz respeito ao desenvolvimento. 

A seguir, trago 6 princípios da aprendizagem digital que podem te ajudar a ser o profissional que o mercado está procurando:


1. Mudança contínua

O aprendizado continuará a mudar constantemente. Então, você deve estar aberto a se reinventar e mudar também. Analisar o cenário e ver o que pode ser diferente é essencial. 

2. Vieses digitais

Muitas pessoas ainda demonstram resistência em relação ao universo do treinamento digital. Manter o status quo é mais fácil para muitos, que acabam se colocando contra a necessidade desse novo olhar digital. 

O facilitador não apenas entrega e constrói as ações, mas também provoca experimentações que surpreendem as pessoas mais resistentes.

3. Transferência de conhecimento

A transição do presencial para o virtual exige um olhar diferente em relação a conteúdo, duração, design instrucional e entrega. 

Diante de uma tela, temos mais distrações e um nível de energia que fisicamente nos cansa mais rápido. Também lidamos com algo diferente, que é o desafio da interação não-verbal, muito utilizada nas ações presenciais. Leve isso em consideração. 

4. Jornada híbrida e personalizada

Mais que nunca a jornada é mais importante que o destino, e quem decide para onde ir é o participante. Por isso, é importante criar uma jornada onde o participante possa escolher o caminho que que quer percorrer em seu processo individual de aprendizagem. 

Isso também ajuda a criar uma rede de suporte depois, porque as pessoas podem testar o conhecimento na prática e retornar com dúvidas em um processo de mentoria, por exemplo.

5. Engajamento virtual

Geralmente, esse é um dos maiores desafios: manter as pessoas atentas à experiência digital. Em relação a isso, costumo dizer que “interação elimina distração”. 

Construir momentos de interação entre as pessoas gera muito engajamento e ajuda a fixar o conteúdo, trocar experiências válidas e solucionar problemas.

6. Dedômetro

Permita que as pessoas deem feedbacks ao longo do processo, ajudando a construir a trilha de aprendizagem ideal, de acordo com o que elas estão experimentando. 

Preparado para ser um verdadeiro facilitador digital?

O mundo está se transformando e a educação online já é uma realidade. Neste exato momento, empresas e pessoas estão se adaptando, experimentando o digital em diversas áreas e visualizando a tecnologia como uma grande aliada. 

Acredito que, ao longo deste artigo, você tenha percebido que existe agora um leque de novas oportunidades de mercado para profissionais preparados para conduzir treinamentos online eficazes e inovadores.

Profissionais capazes de conduzir processos de desenvolvimento online de forma verdadeiramente transformadora são um destaque e tanto em um mercado que está em máxima expansão! 

Por outro lado, negligenciar isso é estar atrasado e obsoleto frente ao novo normal.

Diante dessa nova realidade, como você pode se preparar o mais rápido possível para criar ações de aprendizagem que realmente façam a diferença no dia a dia das empresas?

Nós, da Crescimentum, sabemos que esse pode ser um desafio. Quebrar paradigmas de aprendizagem tradicionais e se adaptar a um novo momento da educação corporativa pode ser complexo a princípio. 

Por isso, desenvolvemos a Formação em Aprendizagem e Facilitação Digital. Essa é uma formação completa para capacitar você para conduzir encontros, treinamentos, aulas, reuniões ou mesmo apresentações online, de modo impactante, claro e assertivo.

Saiba mais sobre essa formação e conte conosco para se tornar um profissional preparado para atuar no novo normal!

 

Por Dan Porto, sócio-diretor da Crescimentum

 

tendências de aprendizagem

O futuro do desenvolvimento: 4 tendências de T&D

O universo de treinamento e desenvolvimento está passando por uma reviravolta. A partir da crise e do isolamento social, assistimos uma rápida reinvenção na forma como treinamos e aprendemos, o que gera novas tendências de T&D. 

Neste artigo, falo mais sobre as implicações deste momento em nossa forma de viver, treinar e aprender, e como essa fase guia o desenvolvimento para um novo futuro!

O futuro do desenvolvimento

Já faz um tempo desde que a Organização Mundial de Saúde declarou oficialmente a pandemia do COVID-19. A série de transformações decorrentes deste cenário colocou o mundo sob outra perspectiva, forçando pessoas e organizações a se reinventarem. 

As medidas de isolamento vêm mudando a dinâmica do trabalho e, também, do aprendizado. Além do home office, muitos profissionais estão aproveitando o maior tempo livre para se aperfeiçoarem com cursos online.

Com isso, assistimos mudanças que perpassam pelos mais variados âmbitos da vida. 

Vemos uma aceleração de tendências como a revisão de crenças e valores, o minimalismo, a reconfiguração dos espaços de comércio, o trabalho remoto e, por fim, uma reinvenção significativa na aprendizagem e desenvolvimento. 

Embora esse seja um momento desafiador para todos, a área de Recursos Humanos é uma das mais visadas neste momento, ocupando uma posição extremamente necessária e crítica para o futuro das organizações e o bem-estar de pessoas. 

Com toda a mudança na forma de trabalhar, gerir e pensar em negócios, mais uma vez os profissionais de Recursos Humanos se veem diante de uma mudança significativa em sua forma de atuar. 

Agora, mais do que nunca, apropriar-se do digital para colaborar com a aprendizagem é uma estratégia para garantir a sobrevivência de nossos negócios. Mas adaptar-se a este cenário e escolher ações verdadeiramente eficazes é um desafio.

Segundo pesquisa da Bain&Company, entre as novas experiências das pessoas estão:

  • 34% Consultas online 
  • 33% Cursos online
  • 29% Softwares de home office
  • 26% Serviços de entretenimento online
  • 21% Assistir lives no celular

Com toda a certeza, em tempos remotos, o mundo online ganhou uma força nunca vista antes. Podemos dizer que fomos empurrados para acelerar uma mudança que, talvez, demorasse mais de uma década para acontecer. 

A digitalização de diversos processos chegou ao seu ápice, sendo a principal maneira de dar continuidade ao trabalho, consumo, entretenimento, comunicação, desenvolvimento, entre outras ações necessárias em tempos de isolamento. 

Essa transformação digital à qual estamos sendo empurrados, não diz respeito apenas a modernizar softwares mas, especialmente, em proporcionar soluções digitais inovadoras centradas na experiência do colaborador, otimizando resultados para o negócio. 

Além disso, trata-se de uma mudança brusca na forma como as coisas sempre foram feitas. A partir deste momento, visualizamos ferramentas online de maneira diferente, já que fomos levados a encontrar novas formas de fazer, ver, aprender, conversar, liderar, entre outros. 

Por isso, este processo desencadeia em novas tendências e é sobre isso que falaremos adiante.

Algumas tendências de T&D

Tudo o que abordei até agora colabora para que nada mais seja como antes. Enquanto algumas pessoas ainda esperam que essa crise acabe e que tudo volte “ao normal”, as que têm lidado melhor com tudo isso compreendem que isso não acontecerá.

Um dos grandes desafios do RH neste momento é cativar as pessoas, engajando diante da busca por aprendizagem e mais protagonismo. Além disso, existe um desafio crescente em encontrar soluções de aprendizagem online verdadeiramente transformadoras. 

Existe um universo de respostas possíveis a partir de alguma novas tendências, que destaco a seguir. 

Ser agile no mundo complexo significa teorizar a partir da prática

Como vimos a partir das pesquisas que citei, as pessoas buscam, cada vez mais, por uma aprendizagem que se conecte com suas experiências práticas. Uma forma de motivar isso é fornecendo ações de desenvolvimento que possam ser aplicadas na rotina de trabalho.

Além disso, uma boa prática é a realização de ciclos curtos de aprendizagem. 

Quando distribuímos peças curtas, convidando os participantes para tomar uma ação e mudar um comportamento, um treinamento que duraria 8 horas em um dia, pode ser feito em 6 semanas, de maneira que o tema fique na cabeça por mais tempo. 

Assim, o tema é distribuído por mais tempo, em ciclos curtos, por pequenas peças que me chamam para experimentar e para a prática.

Ciclos curtos com retrospectiva e lifelong learning

Compreender o conteúdo por etapas ajuda a construir um um plano de ação onde o conhecimento é testado na prática. Dessa forma, os participantes chegam para a aula com vivências reais relacionadas ao conteúdo. 

No momento ao vivo, com o facilitador, chegar com experiências, dúvidas e boas práticas ajuda a gerar conexão e trocas mais participativas entre o grupo. Além disso, essa é uma excelente maneira de desafiar os modelos mentais dos participantes. 

Em uma jornada, isso pode ser continuado em mentoria focadas em determinados pontos. Com isso, vivemos a sala de aula invertida, na qual o conhecimento vem antes, por ferramentas digitais e, para a aplicação na prática, temos um expert. 

Na lógica tradicional, isso é totalmente diferente. Temos professores e facilitadores na hora do conteúdo e, nos desafios da prática, nos vemos sozinhos e, por vezes, desmotivados por não conseguir atrelar os conhecimentos à prática organizacional.

Distribuir pequenas peças de aprendizagem, aderindo ao microlearning, ajuda os participantes a criarem um ritual de desenvolvimento que pode ser trilhado individualmente depois.

Personalização e aprendizagem colaborativa

Quanto mais conseguirmos personalizar e entender a necessidade de cada colaborador, mais assertivos podemos ser em sua jornada de desenvolvimento. 

Para conseguir maximizar o aprendizado, o blended learning é uma estratégia adotada em muitas organizações. 

A mistura de recursos digitais com a interação humana funciona como “o melhor dos mundos”. No blended learning, é possível quebrar alguns conteúdos antes do momento do treinamento e ir degustando aos poucos. 

Outra opção é que o próprio participante escolha por onde começar sua jornada de desenvolvimento, de acordo com sua necessidade. Para isso, feedbacks individualizados também são essenciais para entender os próximos passos para o desenvolvimento específico de cada colaborador. 

Essa experiência ajuda a incorporar o aprendizado, tornando-o, inclusive, mais emocional. O que isso significa? Que o conteúdo conseguiu captar a atenção do participante de forma mais assertiva, permanecendo na memória por muito mais tempo. 

Protagonismo do aprendizado e flexibilidade

Diante dos recentes acontecimentos, apenas reforçamos a necessidade de colaboradores mais protagonistas e com senso de ownership. Quando pensamos em desenvolvimento, isso também deve ser reforçado. 

Devemos proporcionar uma aprendizagem que motive os participantes a darem continuidade em sua jornada de desenvolvimento, sendo protagonistas e escolhendo os próximos passos de acordo com sua necessidade. 

Construir uma jornada onde o participante se sinta estimulado a percorrer e se sentir evoluindo é essencial. Isso, quando atrelado à flexibilidade, permite que as pessoas adequem o desenvolvimento à sua rotina, quando, onde e como quiserem. 

Como conduzir o desenvolvimento em tempos de crise?

A necessidade de desenvolver-se nunca foi tão latente. Para sobreviver à crise e ao mundo cada vez mais ágil, empresas que investem no desenvolvimento de novas competências e habilidades tem maior chance de transformar desafios em oportunidades. 

Uma pesquisa com 126 empresas, realizada pela Deloitte antes da crise causada pelo Coronavírus, mostrava que as organizações investiam mais de 30% de seus recursos de T&D somente em soluções digitais. No atual cenário, é provável que esse número já tenha aumentado!

Diante disso, o mercado demanda por profissionais que saibam conduzir processos de desenvolvimento online de forma verdadeiramente transformadora. Este mercado está apenas começando a sua expansão e os profissionais aptos a facilitarem encontros online terão um grande diferencial no médio e longo prazo. 

A fim de ajudar você a acelerar o desenvolvimento dessas novas e essenciais competências da facilitação à distância, faremos um webinar com o tema “Procura-se: profissionais prontos para a nora era da aprendizagem digital“. 

Neste webinar gratuito, você vai aprender os passos para ser um profissional preparado o novo normal, saindo na frente para acelerar o futuro da sua organização. Participe!

Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum

treinamentos presenciais ou soluções digitais

Soluções digitais podem ser tão eficazes quanto treinamentos presenciais?

Se, há alguns meses, falávamos sobre a importância da transformação digital dentro das organizações, hoje ela se tornou imprescindível. Com os recentes acontecimentos, as soluções digitais têm se tornado um caminho indispensável para o desenvolvimento.

Se, de um lado, nunca vimos um menu tão robusto de soluções digitais quanto hoje, por outro, muitas pessoas ainda sentem receio, acreditando que o presencial é melhor e agarrando-se à esperança de que, passada a crise, tudo voltará ao “normal”. 

Neste artigo, falo sobre como as soluções digitais podem ser tão eficazes quanto ações de treinamento presenciais, e como se apropriar dessa nova tendência para apoiar profissionais e organizações em tempos difíceis.

Você ainda acredita que tudo voltará ao normal?

Em um momento em que nossas vidas e negócios foram radicalmente transformados, organizações tiveram que paralisar atividades e partir para o online. Mas muitas dessas instituições não estavam preparadas para isso e algumas ainda não se sentem prontas. 

Muitas pessoas ainda esperam que o mundo volte “ao normal” e isso é grave.

Se você é uma delas, devo dizer que aquele “normal” não existe mais. Aguardar o fim da quarentena com o mindset de que as coisas voltarão aos eixos é um grande erro neste momento, e posso dizer o porquê. 

O Coronavírus trouxe uma crise sem precedentes e com impactos que refletem não apenas na área da saúde, mas em basicamente todas as áreas de nossas vidas. Novas formas de fazer as coisas têm surgido e ganhado força diante disso. 

Com o fim do período de isolamento, ainda restarão consequências geradas por todos estes meses. Então, esperar o fim deste período com a esperança de que tudo retome ao seu curso anterior, não é uma opção, porque nada é e nem será como antes.

Provavelmente, voltaremos a ter interações sociais seguras só para o fim do ano, quando a disseminação do vírus já se encontrará contida. Agora, imagine sua organização em stand-by por todo esse tempo. Quais impactos isso gerará a curto, médio e longo prazo?

Ficaremos todo esse tempo sem treinar nossos líderes? Não. Neste momento de incertezas, não podemos esperar. O futuro de nossas organizações depende disso. A realidade mudou e temos que abraçá-la.

Soluções digitais: uma nova tendência de aprendizagem

A crença de que ações presenciais são mais eficazes e a “maneira certa” de agir, são um entrave para muitas pessoas e organizações, que acabam não experimentando o novo universo de aprendizagem digital disponível no mercado. 

Com certeza, este período gerou transformações profundas e acelerou tendências para os próximos anos, e tudo caminha para um universo mais digital. 

O mundo online e as soluções digitais são uma dessas tendências e um caminho para que nossas organizações e colaboradores tenham continuidade em seu trabalho, encontrando novas maneiras de atuar.

Sim, soluções digitais podem ser um caminho excelente para pessoas e organizações que buscam perenidade, inovação, personalização e rapidez. Para isso, é preciso experimentar, e não existe melhor momento para isso do que agora. 

Então, como nós, profissionais de RH, podemos deixar de lado os receios em relação aos treinamentos online? Como podemos nos apropriar de uma vasta lista de opções e proporcionar excelentes experiências para colaboradores?

Customização e experiência online

Compreender e revisitar as necessidades do negócio, além de preparar colaboradores para novas aptidões, são prioridades neste momento. E o caminho para isso é a adoção de medidas de treinamento e desenvolvimento. 

No entanto, como vimos acima, a crise nos levou a reinventar a forma com que a aprendizagem sempre foi construída. 

Dessa vez, caminhamos para um processo que coloca a experiência das pessoas acima de qualquer coisa e, pensando nisso, valem algumas colocações. 

Uma pesquisa realizada pelo Linkedin com mais de 4 mil profissionais de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) verificou que:

  • 58% dos profissionais querem aprender no próprio ritmo
  • 48% querem aprender no fluxo de trabalho quando sentirem necessidade

Outra pesquisa que demonstra pontos consideráveis para novas formas de treinamento e desenvolvimento foi realizada pela Hibou e publicada pela Revista Exame. Nela, verificamos que:

  • 91% das pessoas não conseguem ficar longe do celular por mais de 1 hora
  • 88% pesquisam no celular no meio de uma discussão
  • 49% dizem que perdem a noção do tempo vendo posts e vídeos na internet

Em um mundo cada vez mais ágil, conectado e dinâmico, o online é um elemento indispensável para a maioria das pessoas. 

As ações de desenvolvimento devem ser pensadas de acordo com novas necessidades e modos de vida, proporcionando uma flexibilidade e personalização muito maiores.

Os próprios conteúdos devem ser customizados de acordo com os gaps específicos de cada profissional, focando em pontos a serem melhorados dentro de sua rotina.

Presencial ou online?

Com estes dados podemos ver que grande parte das pessoas não consegue mais estar dissociada do ambiente digital e que, portanto, devemos incluí-lo em nossas ações se queremos ser verdadeiramente eficazes. 

Quando pensamos que as próximas gerações de colaboradores serão nativos digitais, vemos a importância dessa transição. Afinal, cada vez mais serão exigidos métodos e processos alinhados à rotina da chamada Geração Z.  

Profissionais de RH que compreendem que, no que tange a T&D, tanto o presencial quanto o online tem seus benefícios, conseguem conciliar o melhor dos dois mundos. 

Cerca de 30 anos de pesquisa, incluindo a do Departamento de Educação dos EUA, não encontraram evidências de que o aprendizado online seja qualitativamente inferior ao obtido em uma sala de aula tradicional. 

Agora, cabe ao RH pensar em como selecionar ações verdadeiramente eficazes para seus colaboradores, possibilitando a transferência do conhecimento para a prática organizacional. 

Cada profissional deve avaliar isso diante de seu cenário atual e dos objetivos estratégicos de seu negócio. Como já disse, o momento de experimentar é agora!

Criatividade, inovação e aprendizado permanente

Seja por meio de e-learning, webinars, treinamentos online, desenvolvimento 1:1 ou jornadas de aprendizagem, o importante é que você garanta o desenvolvimento da sua organização mesmo em tempos remotos. 

Somente assim é possível dar continuidade ao negócio e sair mais forte deste momento complexo. 

A importância do desenvolvimento neste momento é ainda mais latente. Em seu livro “A coragem de ser imperfeito”, Brené Brown traz uma frase muito alinhada ao que estamos vivendo:

“Nenhuma empresa ou escola pode ter sucesso sem criatividade, inovação e aprendizado permanente, e a maior ameaça a esses três elementos é a falta de motivação”.

Especialmente em tempos de isolamento, onde vemos muitos de nossos colaboradores desmotivados, é imprescindível criar ações de desenvolvimento mais humanas e estimulantes, proporcionando a melhor experiência para as pessoas. 

Este é um desafio complexo mas, pensando por outro lado, nunca vimos tantas soluções digitais diferentes e moldadas para proporcionar mais engajamento, interação e criatividade. Então, tenha abertura para novas práticas e faça diferente neste momento.

Nós, da Crescimentum, compreendemos a crescente demanda do mercado por soluções remotas. Somos parte do Cegos Group, líder mundial em treinamento e desenvolvimento com ampla expertise em digital learning. 

Por isso, combinamos o poder do digital com a nossa ampla experiência em soluções corporativas e metodologias exclusivas, unindo tudo isso a um de nossos maiores diferenciais: a interação humana.

Assim, além da nossa experiência de mais de 16 anos em desenvolvimento humano e treinamentos comportamentais, também somos uma referência em educação corporativa digital.

Conheça nosso portfólio de soluções digitais e saiba mais sobre como podemos te ajudar a construir ações de desenvolvimento mais humanas e eficazes. 

Espero que, com isso, você não tenha mais dúvidas de que soluções digitais podem sim ser uma excelente ferramenta! 

 

Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum

3 passos para criar apresentações criativas e impactantes

Você tem o sonho de impactar pessoas, conduzindo reflexões com apresentações criativas e transformadoras? Essa é a missão de um verdadeiro facilitador do futuro.

Aprender é uma das competências mais fascinantes dos seres humanos, mas pode ser um desafio desenvolver uma estratégia de aprendizagem inovadora e eficaz. Hoje, mais do que nunca, vivemos em um contexto no qual a aprendizagem deve ser contínua.

São tempos de mudança, por isso, manter-se em constante desenvolvimento é imprescindível. E o facilitador é figura essencial na transformação de vida de pessoas através de apresentações extraordinárias e que realmente façam a diferença.

Mas existem alguns desafios que um facilitador pode enfrentar, como o medo de falar em público e a construção de apresentações que gerem conexão.

Além disso, com o advento da internet, muita coisa mudou e a figura do facilitador é ainda mais carregada de responsabilidade.

Pessoas podem filmar e compartilhar conteúdos a todo o momento, disseminando informações e aumentando o alcance do que é dito.

Pensando nisso, quero compartilhar 3 passos para que você esteja preparado não apenas para treinar e desenvolver pessoas, mas para transformar vidas.

Mas primeiro, o que é um facilitador do futuro?

Se você ainda não notou, observe: vivemos em um mundo permeado pela volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. Esse contexto de incessantes transformações nas diversas áreas da vida é chamado de mundo VUCA.

O mundo VUCA redireciona a forma como vivemos a partir de uma mudança de paradigma. Novas formas de se comunicar, assim como as novas tecnologias, mindset e economia são algumas das áreas impactadas com esse contexto. E entre as tantas áreas que mudam a partir dessas transformações, está a forma com que aprendemos.

Em um mundo de tantas informações, apresentações eficazes devem ter dinamismo, conexão e elementos que captem a atenção. As pessoas buscam por algo que realmente vá de encontro à sua missão e propósito.

É nesse cenário que o papel do facilitador se torna essencial para desafiar as pessoas a saírem do piloto automático e, consequentemente, de sua zona de conforto, para uma aprendizagem que realmente tenha impacto.

O objetivo do facilitador não é ser o detentor da informação, porque ela já está ali disponível! Cada vez mais as pessoas têm acesso a milhares de informações apenas com um clique.

Como o nome sugere, o papel desse profissional é ajudar as pessoas a entenderem como aquele conteúdo pode ser aplicado na vida real.

Um facilitador do futuro é quem tem a missão de estimular pessoas a irem além, fomentando atitudes positivas, oferecendo uma perspectiva de experiência, criando um ambiente de aprendizado e não deixando seu ego atrapalhar no processo.

Como criar apresentações criativas?

Se você tem o propósito de desenvolver pessoas, seja através de aulas, treinamentos, palestras ou apresentações, é imprescindível que você saiba transmitir ideias com dinamismo, confiança e clareza.

Não é fácil manter a atenção de pessoas, mas estabelecer uma conexão é um bom primeiro passo para que as pessoas esqueçam de dar aquela conferida no celular que compromete o foco no treinamento, por exemplo.

Pensando nisso, existem 3 passos essenciais para quem quer criar apresentações mais criativas e envolventes:

1-  Aproprie-se do fator emocional

Embora muitas pessoas acreditem que, enquanto seres humanos, somos racionais, estudos já comprovaram que agimos, primeiramente, através da emoção.

Criar um senso de pertencimento, conexão e emoção com o tema, cativa a atenção das pessoas.

2-  Seja inovador

A maioria das pessoas chega a um treinamento e encontra algo tradicional e massivo. Reme contra essa maré e surpreenda! Inovando, o cérebro associa as informações de forma diferente, o que é um diferencial na hora de memorizar um conteúdo.

3-  Crie momentos memoráveis

Muitos facilitadores enfrentam um desafio: as pessoas esquecem do conteúdo passado no treinamento. Para superar esse gap, crie momentos de “cair o queixo”. Essa atmosfera impressionante e surpreendente torna o momento memorável.

Lembre-se, para ser um facilitador do futuro você deve compreender que sua essência é ser um instrumento de aprendizagem. Nesse sentido, o seu interesse central deve ser fazer com que as pessoas saiam melhores do que entraram.

Para continuar nessa jornada de desenvolvimento, existem vários caminhos possíveis!

Você pode ler livros, como por exemplo “A arte de falar em público” de Stephen E. Lucas, ver filmes como “O discurso do rei” e fazer cursos que aprimorem a sua presença de palco. 

Uma sugestão de curso é o Trainer Mastery, feito especialmente para quem quer perder o medo de falar em público, construindo apresentações impactantes, dinâmicas e que gerem resultados surpreendentes.

Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum

A tecnologia e seus impactos na educação corporativa

Por Renata Furlan, Head da área Digital Learning

Não é novidade que o avanço tecnológico já impactou e impactará ainda mais o nosso dia a dia. Redes sociais e aplicativos tornam nosso cotidiano cada vez mais fácil, rápido e eficiente.

Vivemos a chamada Era Digital. O nosso jeito de aprender e buscar conhecimento mudou com as novas tecnologias. Novos professores surgiram, como Google, Youtube, TED, Udacity e Wikipedia.

Agora, temos conhecimento disponível na palma das mãos, a qualquer hora, de qualquer lugar.

Aprender em um mundo de mudanças

Muitas coisas estão acontecendo no mundo para facilitar ainda mais nossa maneira de aprender:

  • Alunos de medicina da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein utilizam óculos de realidade virtual para conhecer os órgãos, ossos, músculos e estruturas do corpo humano (Exame, 2018);
  • Computadores capazes de prever mortes prematuras de humanos serão de grande ajuda para a medicina preventiva no futuro (Exame, 2019).

Na educação corporativa, o cenário não é diferente. O perfil do colaborador mudou muito neste século, como você pode ver no infográfico abaixo:

Fonte: Deloitte – The Modern Learner

Com todas essas inovações e mudanças, será que as organizações estão mudando o jeito de desenvolver pessoas? A área de RH da sua empresa está transformando as formas de levar o conhecimento e utilizando a tecnologia a seu favor?

Tecnologia na Educação Corporativa

Infelizmente, ainda vemos muitas empresas utilizando um modelo rígido e conservador de desenvolvimento, onde o foco é o “professor” em sala e não o “aluno”. Modelos que priorizam o ensino e não a aprendizagem.

Muitas organizações ainda não se deram conta de que, possivelmente, algoritmos, novas tecnologias e conteúdos digitais irão complementar ou, ainda, substituir os métodos de ensino tradicionais.

É papel do profissional de T&D e DHO influenciar a empresa a fim de oferecer diferentes formas de desenvolvimento de pessoas, tornando o colaborador o protagonista do processo de aprendizado.

A empresa deve apoiar os colaboradores para que encontrem a melhor metodologia para aprender de acordo com o perfil de cada um.

Isso significa que o RH deve buscar aperfeiçoar as metodologias de educação corporativa, utilizando recursos e tecnologias como:

  • Microlearning;
  • Conteúdo digital;
  • Infográficos;
  • Realidade aumentada;
  • Realidade virtual;
  • Games;
  • Chatbot;
  • Mobile.

Como a sua empresa tem usado a tecnologia para desenvolver pessoas?

Harvard matriculou mais alunos online, no último ano, do que em 383 anos de presencial.

Fonte: The Future of Professions – Richard Susskind e Daniel Susskind

A tecnologia é capaz de impactar um número muito maior de pessoas. Por meio dela é possível levar conhecimento para uma grande quantidade de colaboradores simultaneamente.

É uma necessidade latente dos RHs das empresas tornar o aprendizado dos colaboradores mais ágil. Isso porque as organizações precisam que as pessoas desenvolvam habilidades para as novas ocupações de trabalho – que nem sabemos quais são.

De acordo com a ONU, 65% das crianças que estão no primário hoje irão trabalhar em empregos que ainda não existem! Neste cenário, saber aprender é mais importante do que dominar um determinado conhecimento.

Não é à toa que, de acordo com o Future of Jobs Report World Economic Forum, algumas das habilidades mais importantes para o futuro são: solução de problemas complexos, pensamento crítico, criatividade, gestão de pessoas, entre outras.

Segundo Peter Diamandis da Singularity University, “Não estamos vivendo uma era de mudanças. Estamos vivendo uma mudança de era”.

Portanto, reflita sobre qual modelo você e sua empresa estão atuando:

Portanto, utilizar a educação mediada por tecnologia é a melhor maneira de atingir todos os colaboradores da sua organização. Não existe uma forma única de aprender!

O sucesso do treinamento e desenvolvimento no século XXI está na junção de várias metodologias para que seu colaborador seja protagonista do próprio desenvolvimento e busque o que for mais adequado para seu aprendizado e para gerar melhores resultados!

Ficou interessado em proporcionar este tipo de solução na sua empresa? Assista, gratuitamente, ao primeiro episódio das nossas webséries e entenda na prática como utilizar a tecnologia na educação corporativa: