Desafios e oportunidades para profissionais de RH no novo normal

Nunca a área de desenvolvimento de pessoas foi tão necessária como agora. À medida que desafios surgem e nos tiram de nossas zonas de conforto rapidamente, também emergem novas oportunidades para profissionais de RH no novo normal.

Se, antes, só falávamos de VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo) como uma realidade gradual, agora, todos os profissionais estão sentindo, de uma maneira forçada e rápida, o impacto desse acróstico.

Quais os principais desafios do RH no novo normal?

Diante do novo normal, mais do que nunca somos convidados a reagir e agir rapidamente a novas situações. Alguns desafios que antes já existiam, agora estão escancarados e aumentados.

Alguns deles são:

  1. Resistência dos colaboradores e líderes frente ao novo cenário
  2. Maturidade digital
  3. Desenvolvimento de pessoas
  4. Novo papel do RH

Esses desafios nos pedem ações curtas e urgentes para minimizarmos e superarmos alguns gaps. E o RH tem a grande oportunidade de ser um condutor nessa mudança. Por isso, reuni algumas preciosas dicas para esse momento.

Como superar esses desafios?

A seguir, aprofundo cada um dos desafios citados acima, dando dicas e possíveis medidas para superar as adversidades, transformando-as em oportunidades de evolução para o seu negócio. 

1- Resistência dos colaboradores e líderes frente ao novo cenário

A resistência ao novo e às mudanças são naturais e esperadas no ser humano. A neurociência já explica que, diante de um fenômeno novo, o cérebro liga o alerta de sobrevivência e pode reagir paralisando, lutando ou fugindo. 

Então, como superar essa resistência dos colaboradores e, principalmente, de líderes que têm um papel fundamental como exemplo e agentes de mudança no que está acontecendo hoje? Alguns pequenos e significativos passos:

  •  Exponha aos líderes da sua organização, qual será os custos e prejuízos de não fazer nada nesse momento sobre negócios, clientes, processos, políticas e principalmente desenvolvimento de pessoas;
  • Construa ações em conjunto com a liderança provando discussões como a Korn Ferry em Maio de 2020 sugeriu: Qual é o trabalho que precisa ser feito? Como preenchemos a lacuna entre as forças de trabalho de hoje e de amanhã? Como fazemos a transição bem-sucedida?
  • Amplie a consciência das pessoas em relação ao impacto da pandemia no negócio e responsabilidade de cada um sobre como prosperar nesse momento de mudanças aceleradas;
  • Comunique de forma transparente e constante o estado atual e próximos passos.

2- Maturidade digital

Quando falamos do avanço da tecnologia e como ela contribui para acelerar e facilitar o desenvolvimento em todas as áreas da empresa, não podemos negligenciar a maturidade digital dos nossos colaboradores. 

Para superar a resistência a se adaptar a esse novo cenário tecnológico, considere:

  • Identifique o nível de conhecimento e aceitação à nova tecnologia;
  • Lance fases das ações e mensure a eficácia de cada uma delas;
  • Simplifique sua ação;
  • Sensibilize da importância do novo aprendizado para a sustentabilidade da empresa e da carreira do colaborador;
  • Ofereça gradualmente experiências tecnológicas positivas para as pessoas em relação ao uso da tecnologia. Ex: uso de uma ferramenta simples para fazerem reuniões com interações.

3- Desenvolvimento de pessoas

Essa é uma grande preocupação da área de Recursos Humanos: o treinamento presencial vai acabar? Como garanto a retenção no ambiente digital? Como medir? Como garantir o engajamento em uma ação de desenvolvimento virtual? 

Essas e outras questões são debates constantes e tiram o sono da maioria dos profissionais atualmente. Para isso, estendemos a lista de dicas para ajudar você e a sua empresa:

  • Ofereça ações de desenvolvimento em um ambiente virtual. Você verá que é possível muita interação e troca, como fazíamos também no presencial. Por exemplo, fazendo breakout room (uma divisão de grupos para construir debates mais próximos e construtivos);
  • Aprendizagem personalizada: dê autonomia para que algum momento do desenvolvimento, o colaborador decida o que ele considera como conteúdo mais relevante para ele;
  • Considere que cada pessoa aprende de uma maneira, então ofereça: vídeos, áudios, textos do mesmo conteúdo para que ela decida como quer aprender;
  • Antes de alguma ação de desenvolvimento, trabalhe com o conceito de sala de aula invertida, ou seja, ofereça o conteúdo antes da ação de desenvolvimento, assim, torna seu colaborador mais protagonista do seu próprio desenvolvimento;
  • Leve para prática todo o conteúdo que quer desenvolver: mentorias, plano de ação, acompanhamento dos líderes, etc, para garantir a transferência do conhecimento;
  • Faça bons convites para o desenvolvimento: vídeo do CEO sobre a ação, porque é importante aquela ação, assim, você gera desde começo a vontade de participar.

4- Novo papel do RH

Como falamos no começo deste artigo, o RH sempre teve um papel fundamental e importante na cultura da organização. Agora, chegou o momento do RH provocar debates para a sustentabilidade e sanidade da organização. Dicas importantes:

  • Estude as tendências, práticas, teste logo, erre, aprenda rápido e teste novamente;
  • Não espere o plano perfeito para lançar alguma ação, lance logo!
  • Tenha humildade de desaprender, reaprender e aprender;
  • Busque a reskilling, ou seja, desenvolver novas habilidades como: comunicação em um ambiente digital, capacidade de inovação e novas tecnologias;
  • Aprimore suas upskilling, que significa uma atualização de competências existentes, mas que devem ser adaptadas para um novo cenário. Ex: você já tinha bons resultados em como desenvolver pessoas, agora, como adaptar essa ação a esse novo cenário?
  • Tenha o hábito de construir junto, acompanhado de colaboradores e líderes. Não queira fazer nada sozinho, as pessoas se engajam com aquilo que elas ajudam a construir e nesse momento, a equipe multidisciplinar será fundamental.

Transforme desafios em oportunidades no novo normal

Segundo a Korn Ferry, em pesquisa realizada em maio de 2020, as organizações com visão de futuro reconhecerão que os “negócios como eram” deixarão de existir e que o sucesso das empresas pós-pandemia dependerá muito de ter as pessoas certas, com as habilidades certas, alinhadas ao trabalho que precisa ser feito. 

Espero ter contribuído com algumas dicas importantes para que você possa se reinventar e superar todos os desafios que estamos vivendo atualmente, nesse novo normal que se desenha.

Este é um momento difícil, que está tirando pessoas e organizações de suas zonas de conforto. Por isso, a capacidade de se reinventar tornou-se ainda mais essencial!

Mais do que nunca, continuar o desenvolvimento e adquirir habilidades para manter a alta performance, são fatores essenciais para ajudar a sua empresa a alcançar melhores resultados. 

Uma pesquisa divulgada pela Revista Você S/A, realizada com 115 profissionais de RH em março deste ano, apontou que 52% priorizam o desenvolvimento de habilidades a distância.

Para isso, a adoção de soluções digitais tem sido cada vez mais frequente! 

Compreendendo a crescente demanda do mercado por soluções remotas, combinamos o poder do digital com a nossa ampla experiência em soluções corporativas e metodologias exclusivas, expandindo nosso portfólio de Soluções Digitais.

Essa é uma forma de contribuir para que você e sua empresa tenham acesso a diferentes formatos de aprendizado, desenvolvendo-se e gerando o máximo resultado em curto prazo.

Se você quer estar à frente e garantir a sobrevivência da sua organização, saiba mais sobre nossas soluções digitais e desenvolva a sua equipe mesmo de maneira remota!

 

Por Renata Furlan, head de Digital Learning

rh em momentos de crise

O papel do RH em momentos de crise

Os últimos tempos têm sido desafiadores em diversos âmbitos, mas uma coisa é certa: o papel do RH em momentos de crise é um dos mais críticos dentro de uma organização. Profissionais de RH podem determinar se uma empresa afunda ou nada.

Diariamente, novos desafios batem à porta do RH. Manter as organizações funcionando de forma saudável, produtiva e com pessoas engajadas demandam diferentes esforços. 

O que era habitual já não é mais suficiente, e o sucesso da área em tempos mais digitais, rápidos e incertos requer novas estratégias. 

Então, como o RH pode ajudar líderes, colaboradores e organizações a atuarem no curto prazo e permanecerem no longo prazo? 

O papel do RH em momentos de crise

Uma crise global como o coronavírus possui impactos sem precedentes em nossas vidas pessoais e profissionais. Embora alguns setores, como viagens, consumo, consultorias e entretenimento, sejam mais afetados, o processo de adaptação é geral. 

Em meio a este cenário, as demandas, perfis e aspirações de carreira dos profissionais estão mudando. Adaptar-se aos novos tempos exigem novas medidas para todas as organizações. 

Bons resultados de RH em relação a colaboradores, lideranças e organizações se tornam ainda mais cruciais. Neste momento, três principais frentes devem ter a atenção do RH. Em cada uma delas, novos e diferentes desafios surgem. 

Para os talentos, o RH deve fornecer segurança psicológica diante da incerteza, experiências de trabalho positivas e empáticas, além de senso de pertencimento, crescimento e propósito. 

Para os líderes, o RH deve ajudar na tomada de decisões ousadas, a incutir confiança em todas as partes interessadas e modelar comportamentos para colaboradores. 

Por fim, o RH também deve ajudar as organizações a aprovarem e viverem valores adotados, construindo a cultura “ideal” e reinventando modelos de negócios para criar o futuro.

Quais os maiores desafios do RH neste momento?

Recentemente, realizamos uma pesquisa com profissionais de RH para entender quais têm sido os maiores desafios enfrentados pela área neste momento. Dos respondentes, 50% dos profissionais ocupam cargos de liderança.

Entre os principais desafios, destacamos os mais votados respectivamente:

  1. Impacto no caixa/faturamento da empresa
  2. Equilíbrio emocional dos colaboradores
  3. Impacto no mercado/área de atuação da empresa
  4. Saúde e segurança dos colaboradores que não estão em home office
  5. Manutenção da produtividade e engajamento dos colaboradores
  6. Viabilização e adaptação da equipe ao home office

O que podemos compreender a partir dessa pesquisa é que o RH se encontra diante de uma dualidade, tendo a desafiadora missão de se equilibrar entre dois extremos. Dentre eles estão algumas necessidades latentes para que organizações sobrevivam à crise:

  • Reduzir custos x criar aumento de receita
  • Gerar lucro x agir com propósito
  • Avaliar percepções qualitativas x avaliar estatísticas quantitativas
  • Ser resiliente em frente aos desafios x motivar a esperança, comemorando o sucesso
  • Aprender com o passado x criar o futuro
  • Agir em meio à complexidade x agir com ações simples
  • Oferecer soluções centradas em pessoas x fomentar o uso da tecnologia
  • Atender clientes externos x cuidar dos colaboradores internos
  • Incentivar a diversidade x criar um senso de unidade

Complexo, não? Equilibrar-se entre dois extremos não é uma tarefa fácil e a maioria dos profissionais de RH ainda está tentando descobrir como atuar frente a tantos desafios. 

Então, quais são os próximos passos que você pode dar a partir de agora?

5 passos para agir de forma eficaz durante e após a crise

Diante dos desafios citados acima, sugerimos algumas formas de agir. Esses são alguns caminhos para que profissionais de RH possam navegar diante de mares turbulentos, ajudando líderes e colaboradores a atuarem no presente e futuro. 

1- Cuide de pessoas e do bem-estar da organização

Colaboradores são a alma de todo e qualquer negócio. Cuidar de pessoas é mais do que uma oportunidade neste momento: trata-se de uma necessidade. Garantir que os colaboradores se sintam cuidados, amparados e apoiados é essencial. 

Como o bem-estar pessoal é frequentemente moldado pelas organizações em que vivemos e trabalhamos, este é um momento especialmente delicado em relação à saúde emocional de muitas pessoas.  

Enquanto profissionais da área de Gestão de Pessoas, devemos garantir que todas as ações reflitam os valores organizacionais. Cuidar dos colaboradores deve estar dentro dos valores essenciais para as empresas neste momento. 

2- Faça escolhas agora e planeje o que vem a seguir

Fazer escolhas nada mais é do que reagir de forma inovadora a eventos repentinos. Isso faz parte do trabalho de líderes e RHs que querem garantir que o que precisa ser feito seja, de fato, feito.

Mas tomar decisões com base na situação atual não é o bastante. O RH deve planejar continuamente o que vem a seguir, prevendo ações para um futuro incerto. Tomar decisões hoje baseadas no que virá a seguir é complexo, mas necessário. 

Vale lembrar que, em momentos de crise, estar atualizado diante de toda e qualquer novidade é imprescindível para que as decisões sejam adaptadas com base no que acontece cotidianamente. 

3- Capacite outros na tomada de decisão

Neste momento, a postura de muitos líderes está refletida na frase “Estamos em crise e estou no comando. Devo tomar decisões e transmiti-las para outras pessoas”.

Sim, é papel dos líderes tomar decisões importantes mas, enquanto profissionais de RH, devemos cuidar para que haja um equilíbrio entre comando, controle e colaboração. 

Neste momento, todas as pessoas da organização se encontram em uma situação diferente de tudo o que já vivenciaram. Líderes preparados podem tomar decisões mais assertivas, adotando uma postura mais colaborativa e perguntando aos outros “O que você acha?”.

Para lidar efetivamente com uma crise, uma empresa deve reagir de forma rápida e assertiva. Estar preparado envolve capacitar pessoas para enfrentar a tempestade, equipando-os com o conhecimento para tomar as melhores decisões. 

4- Foque em uma boa comunicação e treinamento

É essencial que as equipes de RH comuniquem as informações e planos aos colaboradores. Cada pessoa deve ter em mente o seu papel e dever durante períodos de crise. 

Apenas com uma boa comunicação, pessoas se tornaram capazes de dimensionar a atual situação, tomando ações apropriadas para o momento. 

Treinar pessoas e capacitá-las para a crise é essencial, e quando atrelada à transparência garante que desafios sejam transformados em oportunidades. 

5- Planeje a retomada

É muito provável que sua organização saia com algumas cicatrizes após essa crise. Assim, para amenizar os possíveis danos, o RH deve planejar a retomada, garantindo que a empresa se recupere da melhor forma. 

Além disso, após a pandemia, muitas pessoas estarão abaladas e desengajadas. Essa lacuna no bem-estar das pessoas deve estar no radar dos profissionais de RH. Manter os profissionais motivados deve ser uma preocupação constante, durante e após a crise. 

O papel do aprendizado contínuo neste momento

Em momentos de crise, não são poucos os desafios do RH. No entanto, elencamos algumas ações que, com certeza, permitem transitar por esta fase com mais eficácia e perenidade. 

O RH é parte indispensável ao longo do gerenciamento de crises, garantindo que a resposta das empresas levem em consideração saúde, segurança psicológica e bem-estar das pessoas. 

Com o devido planejamento e medidas eficazes, o RH garante que toda a organização se sinta capaz e motivada para superar tempos de instabilidade. Para isso, é importante capacitar pessoas diante de um novo normal, onde novas competências são exigidas. 

Esse é um momento de adaptação para todos e continuar desenvolvendo pessoas é essencial para que organizações continuem nos trilhos. 

A educação corporativa pode ajudar o RH a proporcionar um aprendizado contínuo para os colaboradores, contribuindo para que pessoas tenham as habilidades necessárias para trabalhar de forma mais eficaz neste momento. 

Sabemos que desenvolver pessoas de forma remota é um desafio e, por isso, queremos te ajudar a encontrar soluções que realmente tragam resultados de acordo com a sua realidade. 

Sempre acreditamos no poder do digital como forma de aprendizado e, mais do que nunca, estamos certos de que este é um meio essencial para preparar pessoas e organizações.

Por isso, ampliamos nosso portfólio de soluções digitais. Já ajudamos algumas das maiores organizações do Brasil e, como parte do Cegos Group, líder mundial em treinamento e desenvolvimento com ampla expertise em digital learning, expandimos nosso impacto para o mundo!

Saiba mais sobre nossas soluções e veja como podemos ajudá-lo com os desafios específicos do seu negócio. 

 

Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum

4 dicas para não errar no gerenciamento de equipes em home office

Se você está enfrentando dificuldades com o gerenciamento de equipes em home office, você não está sozinho.

Uma pesquisa, realizada pela consultoria Betania Tanure Associados (BTA) com 359 empresas brasileiras mostrou que 43% adotaram o home office em função do Coronavírus.

Mais de 60% das empresas que participaram da pesquisa, consideram como principais desafios:

  • Adaptação das atividades presenciais para virtuais
  • Gerenciamento remoto de pessoas

Os líderes têm o desafio de gerir a empresa neste momento de crise e, ao mesmo tempo, olhar para o bem estar dos colaboradores e da família, sem perder o foco nos clientes e no negócio.

Por outro lado, os colaboradores precisam equilibrar o seu ambiente familiar com o trabalho, gerindo suas emoções e expectativas. 

Neste artigo, falo mais profundamente sobre como podemos superar os desafios gerados pelo trabalho remoto, trazendo boas práticas de gerenciamento de equipes em home office. 

Boas práticas de home office: o que fazem as empresas de sucesso?

Muitas empresas já praticavam o home office e outras estão sendo forçadas a implementar agora essa prática em suas rotinas.

A pandemia do Coronavírus deve fazer com que o trabalho remoto cresça 30% após o período de estabilização dos casos e retomada das atividades, segundo estudo do professor da FGV (Fundação Getulio Vargas), André Miceli.

Então, como se adaptar mais rapidamente a este cenário?

Em pesquisa da Great Place to Work, verificamos que, entre as 150 Melhores Empresas Para Trabalhar no Brasil, 65% apostam na prática de home office, 83% no horário flexível e 60% em day off.  

Abaixo, trago alguns cases de empresas que aderiram ao trabalho remoto como medida de prevenção ao Coronavírus e as alternativas que têm encontrado para superar os desafios do home office. 

4all

Nesta empresa de tecnologia, para viabilizar o home office do time de relacionamento, por exemplo, a equipe de Infraestrutura habilitou uma função de redirecionamento de chamada.

Quando os clientes ligam para o setor, o telefone toca três vezes na sede e o quarto toque passa a tocar no aparelho celular. Com isso, conseguem fazer essa função remotamente e sem impactar a qualidade do atendimento.

CBA (Companhia Brasileira de Alumínio)

O home office é incentivado considerando cada tipo de atividade desempenhada pelo profissional. O RH atua conscientizando os líderes para incorporarem isso no gerenciamento de suas equipes.

Algumas áreas fazem rodízio de trabalho em home office e sabem com antecedência a programação para que possam se planejar.

Cisco

O atual CEO da organização no Brasil, Laércio, comenta sobre seu processo seletivo: “fui contratado e comecei a trabalhar na Cisco sem ter falado com ninguém da empresa pessoalmente”.

O trabalho remoto faz parte da cultura da empresa e, para que isso funcione, disponibilizam plataformas como o WebEx, para que os colaboradores possam se conectar em qualquer lugar, e por meio de qualquer aparelho. 

Em alguns casos, instalam roteador, telefone e equipamento de Telepresença e oferecem ajuda de custo com banda larga.

Hospital Albert Einstein

O hospital iniciou um programa home office em 2018 dividido em três fases com 1.799 colaboradores. Uma pesquisa interna feita no período apontou um índice de satisfação geral de 97%.

Ao entrar no programa, o colaborador recebe um treinamento online e recebe as orientações necessárias para a execução de suas atividades de forma remota como: ergonomia, rotina de trabalho, planejamento familiar, etc.

Itaú Unibanco

Para facilitar a adaptação ao trabalho remoto, o banco oferece um guia para gestores e colaboradores com informações, regras, modelo de trabalho, ergonomia e canais de apoio.

Ivia

A Ivia disponibiliza online: controle de ponto, banco de ideias, contracheque, SAI – sistema de atendimento, sistema de competências, arquivos e templates que facilitam o acesso remoto.

Para os gerentes, toda a documentação (entrevistas, checklist, solicitações para o setor pessoal e solicitação para o diretor) de atividades é feita pela internet, o que otimiza o tempo de trabalho.

KingHost

Os gestores que trabalham em home office incentivam os colaboradores a minimizarem a distância por meio de ações como participação em reuniões via Skype e inclusão em ações por vídeo.

Além disso, para que todos estejam alinhados no que diz respeito a reuniões, são realizadas as gravações dos encontros entre os times presenciais. Na sequência, esses vídeos são disponibilizados aos colaboradores.

Nextel

O programa home office foi criado em 2015. Atualmente, todos colaboradores administrativos, de todos os níveis, com mais de 90 dias de empresa, podem trabalhar remotamente 1 ou 2 vezes na semana.

Para participar, os colaboradores devem realizar um treinamento com dicas e orientações sobre como aproveitar bem o dia de home-office.

Um exemplo recente vem da Nubank, que teve que adotar o home office e tem aproximadamente 2600 funcionários distribuídos em São Paulo, Berlim, Buenos Aires e Cidade do México.

Uma das medidas foi enviar cadeiras ergonômicas para as casas dos colaboradores. Já enviaram 500 unidades e nos próximos dias devem enviar mais mil.

4 dicas para o gerenciamento de equipes em home office

Agora que você viu alguns exemplos de empresas que já atuam com programas para o trabalho remoto, aqui vão 4 dicas para não errar no gerenciamento de equipes neste formato:

1- Comunicação

Mais do que nunca a comunicação se faz essencial. O líder precisa ter proximidade com os colaboradores mesmo a distância e manter contato regular, por vezes até diário, com as pessoas. Alguns pontos essenciais:

Transparência

É importante que o líder compartilhe as informações disponíveis no momento sobre como a organização está olhando o cenário, próximos passos e medidas que estão sendo tomadas.

Isso pode mudar a cada semana, por isso a importância de manter a comunicação frequente a cada novidade que seja relevante sobre a visão de futuro ou que possa minimizar ansiedade, medo, dúvidas e inferências por parte da equipe.

Visão de futuro e um propósito compartilhado pelo time também são fundamentais para trazer clareza, segurança e engajar as pessoas.

Caso não possa compartilhar alguma informação, seja transparente e diga que, neste momento, existem motivos para isso. Dizer que não pode dividir uma informação é ser transparente na comunicação.

Ao mesmo tempo, mantenha o canal aberto para perguntas, ideias e o que possa vir dos colaboradores.

Acordos de convivência

Caso não tenha, crie ou adapte alguns acordos de convivência com a equipe. Por exemplo, estabelecer a frequência da comunicação, a ferramenta que será usada para isso e o tempo máximo de duração de reuniões online.

É importante definir com a equipe tudo que pode facilitar o bom trabalho, de maneira organizada e equilibrada.

Alinhamentos de expectativa

Conversar com os colaboradores para ouvir as expectativas, ideias e dúvidas que possam surgir e alinhar as expectativas é essencial neste momento.

Para isso, deixe claro o que é esperado de cada um, como a entrega deve ser feita, como será avaliada e qual o resultado esperado.

2- Feedback

O principal papel de um líder é desenvolver pessoas. Para isso, o feedback continua sendo a forma mais rápida e sem custo de se desenvolver e ajudar os liderados a evoluírem.

O feedback é um momento de olhar para o outro com interesse genuíno e altruísmo, com foco em seu desenvolvimento. Olhando para o negócio, você pode utilizar o feedback para melhorias rápidas e contínuas.

O líder deve ser o exemplo, pedindo feedbacks aos liderados sobre como está indo a sua gestão remota e o que pode melhorar.

Constância

Faz parte da comunicação transparente manter o hábito de dar feedbacks constantes ao time.

Se algo foi bom, reconheça e celebre. A pessoa precisa saber o que está fazendo bem para que possa fazer mais vezes e se sentir motivada.

Se algo precisa ser melhorado, dê a oportunidade ao liderado de corrigir rápido. Isso faz parte dos ciclos curtos de aprendizagem e melhoria contínua.

Entenda o perfil de cada um

Conhecendo o perfil de cada um de sua equipe, o líder consegue avaliar se o feedback funciona melhor de maneira informal ou formal, com horário marcado ou mandando um áudio diretamente.

É importante sempre pensar no que funciona melhor para pessoa. Como ela preferiria receber um feedback neste momento?

Ferramenta SCI

Com essa ferramenta da CCL – Center for Creative Leadership, você consegue dar um feedback tirando o peso do momento, sem julgamentos e em até dois minutos.

Situação

Onde e quando aconteceu? Aqui é momento de situar a pessoa. 

Ex: ontem, durante a reunião de marketing.

Comportamento 

Quais foram as ações da pessoa? Importante tirar a opinião pessoal, julgamento e generalizações como: sempre, nunca, toda vez. 

É o momento de falar sobre o que observou, como se uma câmera estivesse filmando e pudesse registrar o momento exato. 

Ex: você não trouxe o relatório do mês.

Impacto

Quais as consequências causadas pelo comportamento da pessoa? 

Ex: a reunião ficou incompleta sem o relatório e não tínhamos dados suficientes para definir se utilizaremos a campanha de marketing A ou B. Desperdiçamos tempo da equipe e isso vai gerar atraso no lançamento da campanha.

3- Empowerment

O momento pede equipes autônomas, que se sintam confortáveis para trazer ideias, assumir a liderança situacional de um projeto e que vejam o erro inédito como aprendizagem.

Competência do liderado x risco para o negócio

Para delegar e desenvolver as pessoas a distância, é preciso considerar a competência do liderado para aquela tarefa específica juntamente com o risco para o negócio.

Com essa visão, você consegue dar autonomia sem “delargar” e sem colocar o negócio em risco. Tenha clareza se é hora de acompanhar, fazer junto ou empoderar.

Pense em como você pode ajudar cada colaborador a evoluir. Se você sempre tiver todas as respostas ou fizer por eles, provavelmente vai ter uma equipe pouco engajada e que fica na zona de conforto, aguardando suas orientações.

Controle x autonomia

É o momento de se concentrar no resultado e não em cada atividade específica ou no número de horas que o liderado está trabalhando em home office.

Para isso, será preciso renunciar à necessidade de controle e de burocracia. Se o liderado precisar passar pela aprovação de várias pessoas pode se sentir desmotivado ou apenas executar o que for pedido, sem trazer ideias ou inovações.

Essa é uma boa oportunidade de retomar os itens “alinhamento de expectativa” e “acordo de convivência”, como vimos acima. Combine o jogo e dê autonomia para que realizem.

Depois, dê feedbacks e continue estimulando a autonomia.

4- Relações de confiança

Não existe liderança sem confiança.

Se você não tiver uma boa relação de confiança, todas as dicas acima serão afetadas. Por outro lado, ao dedicar tempo para fortalecer a confiança, você consegue se comunicar melhor, dar feedback, empoderar e liderar.

Confiança x Controle

Ou existe controle ou confiança. É impossível manter os dois.

Se você pedir aos liderados que enviem três reports do que estão fazendo por dia, acessar seus notebooks para ler os e-mails, ligar todos os dias para perguntar o que estão fazendo e não como estão, você está demonstrando que não confia.

Sem confiança, você perde engajamento, comunicação transparente, feedback, trabalho em equipe e principalmente resultado. Uma equipe gerida por controle vai fazer o possível, não o melhor.

Vulnerabilidade

O quanto o líder e os liderados se sentem confortáveis para se mostrarem vulneráveis perante os outros?

Vulnerabilidade, neste caso, significa confiar ao ponto de não se importar em reconhecer erros cometidos ou de assumir não ter respostas para algum tipo de problema.

Comprometimento x competição

O líder precisa criar e estimular um ambiente confiável, onde todos sintam que os outros tem boas intenções.

Isso se dá com feedbacks constantes, comunicação transparente e autonomia para a equipe.

Ou as pessoas estão competindo entre si ou existe confiança e, com isso, um desejo partilhado de comprometimento para um objetivo comum.

Como obter resultados em meio a um contexto complexo?

A forma como os líderes tratam seus liderados hoje, neste cenário adverso e desafiador para todos, trará resultados a médio e longo prazo para a organização. E estes resultados podem ser positivos ou negativos.

Quais serão seus próximos passos para melhorar o gerenciamento da sua equipe a distância?

Diante dos recentes acontecimentos, temos visto uma grande potencialidade do digital como forma de amenizar os impactos do Coronavírus em nossas vidas e organizações. 

Sabemos que estamos em uma fase complexa com desafios novos, mas uma coisa é certa: se quisermos obter resultados e visualizar oportunidades neste momento, não podemos deixar o desenvolvimento das pessoas de lado. 

Pensando nisso, ampliamos nossas Soluções Digitais para que você possa encontrar novas formas de obter resultados por meio de pessoas. 

Essa é nossa maneira de contribuir para que você e sua empresa tenham acesso a diferentes formados de aprendizado, de acordo com a sua realidade e desafios. Vamos juntos nessa?

Por Renata Andraus, trainer da Crescimentum

6 tendências para o novo mundo pós-pandemia

O mundo não é mais o mesmo e você sabe disso. O surgimento do COVID-19 trouxe uma crise mundial com reflexos não apenas na saúde, mas em nossas vidas como um todo. Podemos dizer que, no período pós-pandemia, é pouco provável que as coisas voltem ao que eram antes.

O que você tem aprendido nestes dias de pandemia? Quais têm sido suas grandes revelações?

Nas últimas semanas, reinventamos nossa forma de trabalhar, consumir, liderar, conviver em sociedade e planejar. Quando falamos em negócios, vemos desafios enormes na forma de lidar com a demanda de clientes, desemprego, incerteza e processos internos. 

Este artigo é um convite a ver como este momento tem reflexos não apenas em nosso cotidiano, mas em áreas muito mais profundas de nossa sociedade. Nele, apresento 6 tendências para o que chamo de “novo mundo”. 

A pandemia e o “novo normal”

Se você faz parte do grupo de pessoas que está ansiosa para o fim da quarentena, como se isso fosse fazer tudo voltar ao “normal”, sinto em dizer que essa é uma mera ilusão! O fim do período de isolamento nos colocará diante de novos e desconhecidos desafios. 

Um primeiro passo para este momento é estarmos cientes de que, passada a crise, nada voltará a ser como antes. Compreendendo isso, podemos nos preparar melhor para o que vem a seguir. 

Tenho acompanhado muitos intelectuais internacionais que acreditam no coronavírus como um “acelerador de futuros”. A atual crise foi uma forma de acelerar mudanças que já eram necessárias.

Diante de um cenário completamente diferente de tudo o que já vimos, aderimos rapidamente a novas formas de fazer as coisas. 

Isso acontece em diversos âmbitos, desde o trabalho remoto, educação a distância e responsabilidade social das empresas, a questões mais profundas como sustentabilidade, minimalismo, solidariedade e empatia. 

Podemos falar que a crise nos permitiu repensar nossos próprios valores, levando-nos a revisar nossas crenças mais profundas. 

Acredito que podemos visualizar essa crise como um processo doloroso, mas necessário. Como arrancar um Band-aid. Foi um momento necessário para reformular tudo o que poderia e deveria ser diferente. Estamos nos reinventando de dentro para fora.

Tendências para o período pós-pandemia

Pequenas, médias e grandes corporações estão se contorcendo para tomar decisões estratégicas inteligentes. Diante de tantos desafios e de uma significativa mudança de mercado, entender a posição da sua empresa no novo contexto é primordial.

Analisando este momento e suas repercussões em nossas vidas pessoais e profissionais, visualizo 6 principais tendências pós-pandemia. Espero que elas possam ajudá-lo a tirar algo de bom deste momento e planejar seus movimentos atuais e futuros. 

1ª: Trabalho remoto

Não é segredo para ninguém que uma das maiores mudanças quando falamos no mundo corporativo foi o home office. Quando falamos em trabalhar de casa, não existe bem um meio termo: há quem ame e quem odeie. 

Mas uma coisa é certa: a realização do home office foi o que permitiu que as organizações mantivessem suas rotinas de trabalho, mesmo que de uma forma totalmente diferente. Algumas empresas já tinham implementado essa prática em suas rotinas, enquanto outras não suportavam sequer pensar na ideia. 

Uma coisa interessante é que, na Crescimentum, o home office era totalmente fora de nossa cultura, que preza fortemente pelas interações humanas presenciais. Com isso, tivemos um grande impacto ao aderir para a prática e, hoje, visualizo como isso foi positivo para reforçar a parceria e o comprometimento nessa fase difícil. 

2ª: Educação a distância

De acordo com a Unesco, cerca de metade dos estudantes do mundo estão sendo afetados pelo isolamento. Imagine 800 milhões de crianças e adolescentes diante de escolas fechadas por todo o mundo. 

Parece desesperador e, de certa forma, realmente é. No entanto, isso trouxe à tona a possibilidade de readequar práticas de ensino que permaneceram iguais por anos. 

Se pensarmos que as novas gerações são cada vez mais digitais, vemos os benefícios disso na própria captação do conhecimento, motivação de estudo e identificação dos estudantes com o método de ensino utilizado. 

Agora, quando trazemos os impactos do isolamento no panorama da educação corporativa, também encontramos benefícios. 

Embora a maior parte dos investimentos em T&D de grandes e pequenas corporações fossem em treinamentos presenciais, o novo mundo abrirá espaço para jornadas de desenvolvimento cada vez mais digitais. 

Isso possibilita um aprendizado muito mais contínuo, personalizado de acordo com a rotina das pessoas, e acessível.

3ª: Mentoria

É cada vez mais comum que as pessoas passem horas online durante esse período prolongado em casa. Enquanto alguns utilizam esse tempo de forma ociosa, outras anseiam por usar parte desse período de forma realmente produtiva.

Assim, plataformas que permitam uma conexão com professores, especialistas e mentores são uma tendência crescente para quem busca aprender novas habilidades sem perder a interação humana. 

4ª: Apropriação digital

Segundo uma pesquisa da Bain & Company, cada vez mais as pessoas estão buscando soluções digitais. Essa apropriação do online é muito positiva, especialmente em um mundo que caminha para uma agilidade e competitividade crescentes. 

Entre as práticas com maior demanda estão:

  • 34% consultas online
  • 33% cursos online
  • 29% softwares de home office
  • 26% serviços de entretenimento online
  • 21% lives via celular

Profissionais preparados para essa expansão do mercado terão um grande diferencial no médio e longo prazo. 

5ª: Minimalismo

O minimalismo é um movimento que já vinha ganhando espaço, especialmente quando falamos em hábitos de consumo. Com os desencadeamentos da crise, cada vez mais pessoas se viram em um momento de contenção de gastos. 

Naturalmente, isso pode ter uma complexidade muito maior, envolvendo o próprio desemprego em massa. Mas, como disse anteriormente, o objetivo é visualizar as situações a partir de uma ótica positiva em tempos de desafios. 

Dito isso, o minimalismo e a preocupação com práticas mais conscientes é um ótimo fruto da crise. Cada vez mais, as pessoas percebem que podem mais com menos. 

Isso repercute em diversos âmbitos da vida, desde hábitos de consumo, ao entendimento do que realmente é importante para você e da própria busca por novas soluções corporativas. 

6ª: Lifelong learning

Com a crise, novas habilidades e competências foram exigidas de todos. Inteligência emocional, gestão do tempo, foco, feedbacks remotos, e tantos outros. Esse é um processo que não tem fim. 

A partir da agilidade das transformações no mundo, o aprendizado não pode ser mais visto como uma jornada com início, meio e fim. Devemos aprender constantemente ou seremos engolidos por novas crises e desafios. 

O lifelong learning já vinha sendo visto enquanto competência essencial para a sobrevivência em um mundo exponencial. Sabemos que a agilidade é uma tendência, antes mesmo da crise. 

Este momento complexo e desafiador apenas reforçou como devemos estar dispostos a nos reinventarmos e que garantir a perenidade do desenvolvimento é essencial para a sobrevivência de pessoas e organizações. 

Prepare o seu negócio para o novo mundo

O que achou das tendências? Geralmente, as grandes mudanças parecem óbvias, mas representam uma grande transição em nossos hábitos tradicionais. 

O coronavírus teve impactos sem precedentes no mundo, mas novos desafios ainda estão por vir. Para as organizações, este pode ser um momento ameaçador e libertador, na mesma medida. 

Este artigo teve como objetivo te ajudar a reagir a este momento. As atitudes tomadas hoje são a sua chance de se recuperar no futuro então, é hora de agir e preparar o seu negócio para o novo mundo. 

Compreendendo essas tendências e a crescente demanda do mercado por soluções remotas, combinamos o poder do digital com a nossa ampla experiência em soluções corporativas e metodologias exclusivas.

Pensando nisso, ampliamos nosso portfólio de Soluções Digitais, sem perder nossos maiores diferenciais: a interação humana e nossa experiência de mais de 16 anos em desenvolvimento humano e treinamentos comportamentais.

Essa é uma forma de contribuir para que você e sua empresa tenham acesso a diferentes formatos de aprendizado, desenvolvendo-se e gerando o máximo resultado em curto prazo. Conheça nossas soluções e conte conosco neste momento.

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum

Bons líderes são feitos em tempos de crise

Vivemos uma crise que tira todos nós de nossas zonas de conforto. Neste momento, precisamos de líderes excepcionais, não apenas nas grandes corporações, mas em hospitais, escolas e lares.

Grandes líderes são aqueles que, mais do que nunca, nos ajudarão a superar nossos medos, limitações, egoísmos, incertezas, fraquezas e os inimagináveis desafios que este momento confere. 

Verdadeiros líderes são capazes de canalizar nossos medos e pesares, transformando-os em ações melhores e muito além do que pensávamos sermos capazes. Ronald Reagan, 40º presidente dos Estados Unidos, expressou essa ideia em uma brilhantes frase: 

“O maior líder não é, necessariamente, aquele que realiza as coisas mais extraordinárias, e sim aquele que faz com que as pessoas superem os seus limites e realizem coisas extraordinárias.” 

Trabalho com liderança há mais de 16 anos e já passei por algumas crises como empresário. Estive ao lado de líderes corajosos e brilhantes, mas sei com toda certeza que a liderança não é uma característica genética. 

A capacidade de ajudar os outros a triunfar sobre as adversidades vai além de uma competência nata. Bons líderes são feitos em momentos de crise! Notórios líderes se tornam reais especialmente em mares turvos. 

Neste artigo, compartilho com você alguns insights e aprendizados que tive ao longo da minha carreira e, especialmente, nas últimas semanas – nas quais também tive que reaprender muito.

Reconheça os medos e encoraje pessoas

Enquanto CEO, uma das primeiras medidas que tomei ao aceitar que vivemos em tempos de crise foi reconhecer que as pessoas estão com medo. E com razão. Assim como o COVID-19, a incerteza também foi altamente disseminada neste momento. 

Cuidar de sua equipe é mais que essencial. Afinal, mesmo em uma maré turva, estamos todos no mesmo barco agora. É preciso reconhecer que a maioria de seus colaboradores está preocupada com a saúde, as finanças e, em muitos casos, o trabalho. 

Este é um estágio onde qualquer previsão é sem muita referência. Então, explique que você entende como as coisas são assustadoras, mas que podem trabalhar juntos para enfrentar esta tempestade. Como bem colocado por Chuck Swindoll, 

“Todos nós somos diariamente confrontados com uma série de grandes oportunidades que surgem brilhantemente disfarçadas de situações impossíveis.”

Embora não tenhamos a clareza do que vai acontecer, precisamos ter clareza do que queremos. Essa é uma fase difícil e desafiadora mas, como eu disse, é apenas uma fase e vai passar. Como podemos, então, sairmos melhores dela?

Exercite a Inteligência Emocional

Os altos e baixos são muito presentes em tempos de crise. Neste momento, mais do que nunca, uma competência que um líder sempre precisou ter, mas que agora precisa mais do que nunca, é a inteligência emocional. 

Isso porque o líder precisa demonstrar equilíbrio e tranquilidade para as pessoas, ao mesmo tempo em que passa uma mensagem de que a crise existe e é real para todos. 

Assim, o líder deve passar uma mensagem que é dúbia. Uma primeira mensagem é “fique tranquilo, vai melhorar”. Mas ao mesmo tempo, não adianta dar um cenário mágico, quando sabemos que não é. 

A transparência é essencial neste momento. Muitos líderes podem cair na armadilha de omitir informações importante de sua equipe, mas esse é o momento de falar exatamente a verdade.

Então, fornecer a honestidade, mesmo que ela seja brutal, é de tamanha importância! Posicione sua equipe sobre a real situação da empresa, fluxo de caixa e demais questões práticas, e diga que estão trabalhando para que todos fiquem bem.

Eu complemento com algo que pratico todos os dias e que, para mim, talvez seja uma das práticas mais importantes para exercer a Inteligência Emocional neste momento: a meditação.

Este é o momento de meditar por todos os motivos do mundo: por um mundo melhor, pelo fim da crise, pela tranquilidade e equilíbrio e pela saúde. Então, quando falamos sobre encontrar o seu equilíbrio pessoal, a meditação é minha grande dica.

Envolva as pessoas na construção de algo maior

Na crise atual, os líderes devem lembrar as pessoas do porquê seu trabalho é importante. Para algumas empresas que prestam serviços essenciais a este momento, como hospitais, farmácias, mercados, equipamentos de saúde, entre outros, isso pode ser óbvio.

No entanto, para outros nichos, é de vital importância que você enfatize o papel principal que cada pessoa desempenha. Em negócios que estão com atividades suspensas temporariamente, a nova missão pode ser ajudar os outros, mesmo que de forma mínima. 

A pior coisa, neste momento, é deixar as pessoas sem trabalhar. São tempos complexos e as pessoas precisam se sentir pertencentes a algo. O seu papel como líder é trazer esse senso de propósito, para inspirar pessoas a segui-lo nessa jornada.

Como coloca Joe Namath, ex-jogador de futebol americano:

“Para se tornar um grande líder, você tem que fazer as pessoas quererem seguir você, e ninguém quer seguir alguém que não faz ideia de onde está indo.”

O que aconteceu na Crescimentum e que me deixou muito satisfeito foi o surgimento de novos líderes encabeçando ações. Enquanto algumas pessoas paralisaram, outras tomaram a frente e assumiram a liderança de uma maneira surpreendente!

Com esses novos líderes ascendendo, conseguimos criar novas soluções e ideias que, até então, nunca haviam surgido. Criamos diversas formas de manter a nossa contribuição para a sociedade em um momento difícil para todos.

Começamos a criar produtos que, muito provavelmente, serão de grande valia para o pós-crise. A criatividade, portanto, surgiu de forma extraordinária. Isso tudo porque pensamos: como podemos agir diante do atual momento? O que fazemos agora?

Acredito muito na frase de Jack Welch, escritor e empresário:

“Encare a realidade como ela é hoje, não como foi um dia ou como você deseja que seja.” 

O que precisamos entender é que as empresas devem continuar trabalhando, mas em outro modelo. Isso é chave quando pensamos na sobrevivência de nossas corporações. 

Reinventar seu modo de trabalhar, seus serviços, processos e soluções, é primordial.

Se todos focarem apenas no futuro, nada será feito. 

Então, devemos continuar buscando resultados e inovação, mas com equilíbrio e sem deixar de cuidar da equipe neste momento. 

Como já falamos em outros momentos, a segurança psicológica tem um papel tão significativo que, quando ameaçada, impede a máxima performance. Então, seja um líder que inspira propósito, bem-estar e confiança.

Confie, empodere e incentive o protagonismo

Quero destacar uma palavra crucial neste momento: o protagonismo. Como mencionei anteriormente, fiquei muito surpreso com o surgimento de novos líderes neste momento complexo dentro da Crescimentum.

Pessoas que, antes, ficavam “fora dos holofotes”, passaram a assumir mais responsabilidades, atuando de forma mais proativa e propositiva. E por que essas pessoas se destacam neste momento?

Por que passaram a protagonizar o processo de transformação da empresa, entendendo como que são personagens centrais neste momento. Para isso, é essencial que a confiança e autonomia sejam presentes.

Se, por um lado, líderes devem dar autonomia para suas equipes, acreditando que encontrarão as melhores resoluções para o trabalho, por outro, liderados devem confiar em seus líderes, fornecendo informações cruciais e auxiliando como podem.

Em ambientes onde o microgerenciamento acontece, líderes estão carregados de medo e, assim, exercem o controle. E o problema do controle é que não se controlam pessoas, apenas coisas. O controle impede a inovação e o protagonismo fica bloqueado.

O líder deve ser capaz de empoderar as pessoas para que essas personagens surjam. Com o protagonismo, é possível além do que se espera! 

Pessoas protagonistas fazem toda a diferença na empresa, porque batalham para encontrar as melhores alternativas em cenários complexos e desafiadores. O objetivo de pessoas protagonistas é contribuir de forma positiva para a empresa. Isso é puro Ownership!

Aprenda com a tempestade e saia mais forte

Se essa é sua primeira crise enquanto líder, tenha em mente que não existe um manual de instruções que nos direcione com assertividade neste momento. Para enfrentar esta fase, você deve se acostumar com toda a incerteza e caos. 

Comprometa-se a navegar por este mar turbulento ajustando, improvisando e redirecionando as remadas de acordo com as mudanças e novas informações que surgem. 

Além disso, entenda que você, líder, também cometerá erros e o importante agora é mudar a rota e aprender à medida que tudo acontece. Conforme avançamos neste cenário nebuloso, é possível ver o que se apresenta e tomar novas ações. 

Enfatize à sua equipe que você conta com o apoio de todos, para que juntos possam aprender o caminho a seguir, experimentando novas formas de agir e aprendendo com ocasionais falhas. 

De fato, embora tempos de crise sejam períodos extremamente desafiadores para líderes, neles se apresentam as maiores oportunidades de conduzir equipes com excelência. É a sua oportunidade de gerar uma contribuição positiva para as pessoas e para a organização. 

Como líder, essa é uma excelente oportunidade de entender melhor seus pontos fortes e fracos, e o que realmente envolve e motiva seus interesses. Você será lembrado por sua gestão, consigo mesmo e com os outros. 

Mais do que isso, será lembrado por como se conecta e persevera diante do caos. Então, como você, sua equipe e sua organização podem emergir desta experiência mais fortes?

Soluções Digitais e descubra o que mais podemos fazer pelo desenvolvimento dos seus profissionais.

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum

O segredo das organizações que ficam mais fortes em meio à crise

Em um momento de crise sem precedentes como este que estamos vivendo, onde as incertezas geradas nublam as previsões econômicas, existem dois tipos de organizações:

  • As que estão enfrentando muitas dificuldades
  • As que estão se reinventando e encontrando novas oportunidades

Mas o que será que as organizações capazes de visualizar oportunidades em um cenário conturbado fazem ou já vinham fazendo, que agora permite que “surfem na onda”?

O que a crise pode trazer de positivo?

A PwC, fez uma pesquisa global sobre crises em 2019 com mais de 2.000 altos executivos de organizações de todos os tamanhos, em 25 setores e 43 países. Dos entrevistados, 1.430 haviam sofrido pelo menos uma crise nos últimos 5 anos.

Essa pesquisa levou a uma série de discussões entre líderes empresários de vários setores. Chegou-se à conclusão de que muitas empresas ficam mais fortes após uma crise e tem crescimento de receita, enquanto outras hesitam.

Empresas como Uber e Airbnb, que surgiram como frutos da crise econômica de 2008, são alguns exemplos de como a necessidade pode virar oportunidade.

O que essas organizações e seus líderes fazem de forma diferente? Como será que pensam e atuam?

A ideia aqui não é minimizar os impactos coletivos dessa crise, mas trazer o outro lado da moeda. Uma crise pode ser uma experiência positiva e pode gerar vantagem competitiva.

Algumas organizações demonstram que não esperaram a crise chegar para aprender o que fazer. Essas organizações já vinham se preparando há tempos.

Diante de um cenário adverso, essas empresas fazem das dificuldades aprendizados e oportunidades ou se adaptam e se reinventam rapidamente.

O que fazem as organizações preparadas para a crise?

É possível notar que utilizam e incorporam em sua cultura metodologias ágeis em um trabalho conjunto entre líderes e colaboradores, com foco em entregar valor ao cliente.

Um olhar para o cliente em primeiro lugar, com priorização, empatia, foco e simplicidade para tomar a decisão de fora para dentro. A aproximação com o cliente é essencial para saber o que ele quer e o que significa valor para ele.

A Natura & Co, quarto maior grupo de beleza do mundo, que engloba as marcas Natura, The Body Shop, Aesop e Avon, mantém uma postura de “otimismo cauteloso”, nas palavras de João Paulo Ferreira, presidente da organização na América Latina.

“É o momento para buscar inovação, diferenciação e ousadia para crescer e tomar mercado da concorrência, porque o crescimento do mercado não virá tão cedo”, disse.

Dentre as estratégias da empresa para inovar e ganhar mercado está o uso de metodologias para agilizar projetos e encurtar o ciclo de inovação.

“Estamos trabalhando com squads para poder ter melhor entendimento das necessidades do cliente e reagir mais rápido a elas”, afirmou.

Outra frente de trabalho está em melhorar os canais digitais para aprofundar o relacionamento da empresa com seus consultores e clientes.

Adaptabilidade e flexibilidade também são pontos importantes das metodologias ágeis: responder às mudanças mais que seguir um plano.

Como criar valor rápido e gerar oportunidades de experimentação para o cliente?

É preciso renunciar ao velho conhecido e aparentemente seguro, para fazer melhor e diferente. Um olhar para a sobrevivência de hoje mas, ao mesmo tempo, a médio prazo.

O surgimento de oportunidades de negócio

A startup Dobra, que é uma fabricante de produtos com um material similar a papel, mudou seu modelo de negócios da noite para o dia. Ao perceber que as vendas estavam caindo, criou o Dobraflix, um site separado da plataforma de vendas para oferecer conteúdo e cursos.

O cofundador Guilherme Massena, comentou que ressignificaram o negócio. Oferecem cursos para empresários, empreendedores e funcionários e cerca de 10 mil pessoas já se inscreveram para acessar o material. Com isso, mais pessoas estão conhecendo a empresa e novos parceiros apareceram para também oferecer seus conteúdos pela plataforma.

O surto de coronavírus também é uma oportunidade de crescimento para o comércio eletrônico, que continua em ascensão: em 2010, obteve um faturamento de R$ 16,8 bilhões.

Em 2019, 9 anos depois, esse número subiu para R$ 75,1 bilhões, segundo Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Mas, apesar desse aumento bastante significativo, o e-commerce, em 2019, representava apenas cerca de 5% do varejo brasileiro como um todo. Portanto, há muito espaço para crescer.

Até um tempo atrás, não existiam muitas opções, mas hoje é possível comprar quase tudo em lojas virtuais. O Grupo Boticário observou que o varejo digital vinha crescendo a uma média de dois dígitos nos últimos anos e com potencial para mais e decidiu ganhar atratividade digital e conquistar “musculatura” nessa frente.

Com a inclusão da Beleza na Web, comércio eletrônico adquirido no ano passado, o faturamento foi de 15,3 bilhões de reais, alta de 11,5%, e passaram a oferecer um portfólio de 360 marcas e 17 mil itens.

“As duas empresas estão de olho no novo consumidor e têm no DNA a inovação e a busca constante por desafios. Juntos, vamos cada vez mais oferecer experiências para o nosso consumidor onde ele estiver.” Alexandre Serodio, dono do Beleza na Web.

Outro ponto importante da metodologia ágil, que vem sendo utilizado por muitas empresas, é incentivar a flexibilidade, inovação e criatividade.

Fazendo o que for possível para adaptar e renunciar a processos complicados e burocráticos para regras simples.
O Gympass está com cerca de 90 vagas abertas sendo quase 60% na área de tecnologia e algumas posições são da área corporativa.

Segundo Caio Chedid, líder de recrutamento, e Marcelo Festa, líder de treinamento e desenvolvimento, a empresa criou um comitê que aprova as posições de forma remota, e quem chega passa por integração em casa e recebe os equipamentos higienizados por meio de empresas logísticas especializadas.

“A pessoa que é contratada para o Gympass pode trabalhar com qualquer equipe, especialmente em tecnologia. Hoje entra para um squad, mas na semana que vem pode ir para outro. “

Inovação e adaptação em tempos conturbados

Também é importante que os líderes promovam um ambiente seguro, onde as pessoas sintam que podem dar sua opinião e onde os erros sejam vistos como aprendizados e oportunidades de melhorar serviços, processos ou produtos.

A Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio) está contratando centenas de funcionários para a área de tecnologia. “Essa lista é prioridade agora e estamos contratando com urgência. O foco é a tecnologia para digitalizar ainda mais a companhia.

As outras áreas seguem contratando também no ritmo acelerado, porque precisamos nos preparar para a retomada do mercado. A diferença é que os profissionais de tecnologia começam imediatamente e os profissionais de outras áreas começarão mais para frente”, afirma Rosilane Purceti Balabram, diretora de RH da companhia.

“Já tínhamos o desenho de uma integração a distância e as pessoas novas estão se adaptando muito bem. O momento exige mais comunicação e adaptação, mas é um novo jeito de trabalhar. Temos que tirar as lições e estudar o que poderemos eternizar no negócio pós-crise.

Temos times trabalhando nos aprendizados desse momento, revendo políticas e adaptando times para trabalharem com alta performance mesmo remotos. A crise é relevante e sem precedentes, mas há espaço para aprendermos o que funcionou”, complementa.

Os líderes neste momento devem ter uma postura adaptável, fomentar um ambiente futurista, mais livre e fora da zona de conforto, olhar para sobrevivência de hoje mas também a médio prazo.

O Zoom, também está surfando na onda. Claro, que a crise favorece este tipo de negócio pela necessidade de comunicação a distância. Mesmo assim, o que eles vinham fazendo e como se adaptam a esse momento para atender melhor os clientes, sem deixar de manter um olhar no futuro?

Em 2019, a startup teve um faturamento de 622,7 milhões de dólares, o que representou um crescimento de 88% ante 2018. No ano passado, a empresa informava ter mais de 82.000 clientes.

O Zoom, surgiu depois de outras concorrentes e hoje acumula mais de 5 bilhões de minutos mensais em reuniões. É, por exemplo, o provedor de videoconferência para companhias como Uber, Wells Fargo, ServiceNow e GAP.

Tem como diferenciais competitivos: confiabilidade e baixa latência, o que garante poucas falhas e atrasos na transmissão.

Estão monitorando desde janeiro a evolução da epidemia e retirar o limite máximo de 40 minutos de uso para contas gratuitas foi uma estratégia para demonstrar os benefícios de seu serviço de videoconferência e colaboração online, conquistando novos clientes.

Originalmente criada e vendida como uma ferramenta para reuniões corporativas, vem sendo utilizado também para transmitir casamentos, sessões de meditação, shows e diversos tipos de aula.

Os apps de entregas, surgiram para oferecer mais possibilidades e comodidade para clientes que, antigamente, precisavam tirar alguns folhetos da gaveta e ligar para o local para pedir a refeição em casa.

Essas empresas não começaram durante a crise, mas agora se beneficiam dela. Foram ousadas e inovadoras. Algumas são pioneiras e outras chegaram depois, mas já vieram agregando diferenciais e com uma amplitude maior de serviços disponíveis.

Hoje, é possível ver uma lista com diversos restaurantes, avaliações, menus, comparação de preços, entre outras opções.

O estudo, que analisou as pesquisas sobre o app nos buscadores Bing, Google e Yahoo entre os anos de 2016 e 2019, revelou que o iFood é o “queridinho” dos consumidores na hora das refeições e, em 2019, registrou uma média de 1,2 milhões de pesquisas mensais pelo app — o dobro do que o aplicativo tinha em 2016, o primeiro período analisado pelo estudo.

Apesar da grande liderança do iFood, outros aplicativos também cresceram. O maior crescimento disparado entre essas startups foi o do Rappi, o único desses aplicativos que não é exclusivo para refeições e faz entrega de praticamente qualquer produto.

Isso porque, em 2016, a empresa tinha uma média de apenas 197 pesquisas mensais nos buscadores, e em 2019 essa média é de 183 mil pesquisas mensais — o que coloca o Rappi como o terceiro aplicativo mais usado com um crescimento de 92700%.

Como você tem feito a gestão de crise?

Ao observar como os governos estão lidando com a crise, também é possível notar diferenças entre métodos de gestão tradicional e técnicas de gestão ágil e tirar aprendizados sobre isso.

Apesar da tecnologia ser muito importante, talvez a diferença principal esteja na escolha de como fazer a gestão na crise.

Taiwan, Singapura e Hong Kong mantiverem o foco em respostas rápidas aos cenários à medida que foram surgindo, priorizando comunicação aberta e constante com o time, renunciando a processos fechados, burocracia e hierarquia.

Taiwan deixou claro que a escolha pela metodologia ágil fez toda diferença nos resultados no combate à pandemia. A ilha possui quase 24 milhões de habitantes e até agora registrou apenas 1 morte em decorrência da COVID-19.

O que você e sua organização podem fazer de diferente?

Neste artigo, citamos exemplos de empresas que já vinham utilizando metodologias e uma gestão mais ágil e, por conta disso, estão enfrentando com mais facilidade esta crise e se preparando para o futuro.

Para abraçar as metodologias ágeis é preciso estar disposto a renunciar a valores limitantes como: burocracia, foco no curto prazo, controle, hierarquia, silos e feudos, competição interna, cautela, poder e retenção de informação.

Pensando hoje e com um olhar no futuro, o que você e sua organização podem fazer de diferente a partir de agora?

Nós, da Crescimentum, também estamos enfrentando este momento com foco em aprender novas soluções e sair mais fortes. Por isso, adaptamos nossas soluções com foco em proporcionar a você e sua organização saídas para continuar se desenvolvendo e crescendo.

Pensando nisso, realizaremos a próxima turma do treinamento RH do Futuro de forma online e ao vivo. No treinamento, você aprofundará algumas das reflexões centrais deste artigo.

Se você quer saber como encabeçar mudanças de mindsets e de comportamentos rapidamente, garantindo a sobrevivência do negócio e zelando pela segurança psicológica dos colaboradores, faça a sua inscrição já!

Por Renata Andraus, trainer da Crescimentum

Como o lifelong learning vai salvar a sua organização?

Nunca foi tão importante continuar se desenvolvendo e se reinventando para não ficar para trás. Em tempos incertos, possuir um mindset de lifelong learning é essencial para garantir a sobrevivência do negócio.

Todos nós estamos vivendo uma fase inesperada e única. É fato que o surto de coronavírus transformou a vida de pessoas em questão de semanas. 

Se, por um lado, muitos profissionais se sentem estagnados, por outro, muitos veem que este é exatamente o momento de aprender e se desenvolver para não ser ultrapassado. 

Neste artigo, falarei mais sobre a importância do lifelong learning neste momento e como esse conceito vai salvar o seu negócio. 

O que é lifelong learning?

Lifelong learning é um termo utilizado para se referir à busca contínua por conhecimento. Essa expressão pressupõe a renovação incessante do aprendizado em diversos âmbitos, seja profissional, acadêmico ou pessoal.

Viver em um mundo globalizado, no qual a tecnologia avança gradativamente, facilita a vida de diversas maneiras, mas também nos impõe alguns desafios. É difícil se adaptar às mudanças e continuar atualizado diante de um fluxo mais acelerado de informações.

Diante deste cenário, as formas tradicionais de educação não fazem mais sentido. Escolas e faculdades limitam o aprendizado a um sistema formal que, para completar, demanda um tempo longo demais. 

O que quero dizer com isso? Simplesmente que a aquisição de conhecimento não pode mais ficar restrita apenas ao ensino básico, graduações e especializações. 

O aprendizado é uma jornada percorrida ao longo de toda a vida, afinal, novas habilidades são exigidas conforme as coisas mudam, e a tendência é que isso seja cada vez mais latente. 

Portanto, o lifelong learning é a compreensão de que, para se manter preparado, é fundamental entender a educação como um processo ininterrupto. Vale destacar que esse processo é automotivado, ou seja, parte de uma busca pessoal. 

Enquanto passamos cerca de 10 anos em uma aprendizagem formal, agora, mais do que nunca, o conhecimento deve ser customizado de acordo com necessidades e momentos específicos. 

Por que devemos nos desenvolver constantemente?

Em um mundo cada vez mais dinâmico, que apresenta novidades a todo momento, quais são as competências e técnicas essenciais para que estejamos preparados? 

A resposta a essa pergunta é um desafio. Essas habilidades estão em transformação e continuarão assim. Como tudo está se desenvolvendo constantemente, o que foi suficiente por toda a sua vida pode não ser mais o exigido amanhã ou depois. 

Um grande exemplo disso é o fato de que as próprias profissões estão sendo remodeladas. Há alguns anos atrás, não contávamos com a existência de motoristas de uber, youtubers e desenvolvedores de aplicativos, por exemplo.

Dessa forma, em um mercado cada vez mais competitivo, onde novos produtos e necessidades aparecem rapidamente, quem sabe quais serão as profissões existentes em alguns anos e quais as skills necessárias?

Se não temos controle sobre o que acontecerá a seguir, nossa única saída é nos mantermos em constante preparo e atualização. 

As próprias organizações tem papel fundamental nessa mudança de mindset. Hoje, muitas empresas já avaliam novos talentos muito mais em função de sua vontade de aprender do que em relação a um currículo fixo. 

Como o coronavírus ajuda a remodelar a educação?

Com a rápida disseminação do coronavírus, países do mundo todo se viram na desafiadora missão de tomar decisões duras e necessárias. Ações preventivas foram adotadas para reduzir o risco de contágio e o aumento de casos. 

Entre as medidas aplicadas, estão duas que gostaria de destacar: escolas e empresas fechadas por tempo indeterminado.

Isso quer dizer que, em pouco tempo, a pandemia mudou a forma como pessoas utilizam seu tempo. A partir das decisões tomadas para controlar o risco, milhões de estudantes e profissionais se viram dentro de suas casas, tendo que se adaptar. 

Essa mudança de dinâmica fez com que a aprendizagem fosse transformada radicalmente. Embora ainda não seja possível compreender o verdadeiro impacto disso, acredito que podemos tirar uma lição muito positiva com este momento.

O poder do digital para a educação 

Uma coisa é certa: quando falamos sobre educação, as coisas basicamente funcionam da mesma maneira há muito tempo. A partir da atual crise, o Coronavírus se tornou uma espécie de catalisador para repensarmos o ensino tradicional.

Dessa forma, soluções inovadoras foram buscadas como uma forma de não interromper o conhecimento. O que permanecia igual há anos, em um curto espaço de tempo, teve que ser remodelado. 

Estudantes passaram a aprender de casa, por meio de aplicativos interativos. Na China, por exemplo, materiais didáticos passaram a ser acessados por meio de transmissão televisiva ao vivo. 

Por outro lado, organizações fizeram um grande esforço para pensar fora da caixa, adotando novas estratégias. Nunca foram realizadas tantas lives e webinars, com o objetivo de transmitir conteúdo relevante.

Neste momento, todos parecem ter identificado algo importante: a tecnologia e a aprendizagem, quando unidas, podem transmitir o conhecimento de uma forma muito mais abrangente. 

A educação digital nos dá a oportunidade de aprender em qualquer lugar, de diversas formas e a qualquer hora. Isso permite integrar conhecimento de acordo com nossas rotinas e hábitos.  

O que aprendemos com tudo isso?

É comum que, neste momento, muito de nossa atenção esteja voltado a questões delicadas que nos causam medo. Saúde, emprego e o que vem a seguir são preocupações naturais. 

Mas, pensando por outro lado, você já notou como a aprendizagem está sendo remodelada a partir disso? Com a atual situação de instabilidade, a maioria das pessoas está adotando um mindset de aprendizagem contínua como vantagem competitiva. 

O lifelong learning nunca foi tão importante para as organizações que desejam não apenas sair da crise, mas crescer com ela. E a tecnologia é uma grande aliada da educação neste momento!

Sempre acreditamos nisso e, por isso, criamos o WeLearn, uma jornada de desenvolvimento 100% online construída por meio de sprints. Se você quer crescer mesmo em meio à crise, conheça mais sobre essa solução e esteja à frente!

Por Renata Furlan, head de Digital Learning da Crescimentum

Como manter a alta performance em momentos de crise?

Estamos enfrentando um cenário delicado, com imprevisibilidade, desafios e sem tempo exato para acabar. Infelizmente, não podemos apertar o pause e recomeçar de onde paramos daqui há alguns meses. Pelo contrário, precisamos manter a performance em tempos de crise, nos adaptando ao contexto que se apresenta.

Talvez pareça que nada está sob controle, mas há oportunidades para sairmos desta crise melhores do que entramos. 

Como manter uma rotina de alta performance, entregando resultados, mas também mantendo o equilíbrio e se desenvolvendo?

Neste artigo, vamos falar sobre o conceito do Envolvimento Total, dando ênfase aos tópicos abaixo:

  • Alternativas para manter a produtividade e a alta performance
  • Gestão e equilíbrio das energias
  • Rituais positivos

Se numa rotina normal o desafio é ir ao trabalho e focar 100% nele enquanto você está lá, como fazê-lo quando agora a rotina acontece em casa? Como se concentrar enquanto há crianças em volta precisando de entretenimento e serviço de casa para fazer?

Criado por Jim Loehr e Tony Schwartz, o conceito do Envolvimento Total aborda uma nova maneira de analisar nossas prioridades. O paradigma deixa de ser a Gestão de Tempo, e passa a ser a Gestão da Energia.

O Envolvimento Total nos apresenta 4 princípios. Vamos falar um pouco sobre eles e dar destaque para o que você já pode colocar em prática, mesmo em casa. 

Vamos nessa?

1º princípio: as 4 energias

O paradigma agora é sobre gerir bem a energia alocada em cada tarefa, não mais o tempo. A energia é o recurso individual mais importante no momento!

Para que consigamos atuar em máxima performance, precisamos gerir estas 4 energias distintas, mas conectadas: 

Energia Física 

A base do todo. Aqui, falamos sobre a quantidade de energia disponível. Você já deve ter trabalhado em um dia em que estava com febre, ou com alguma dor no corpo. Como foi seu rendimento?

Importante mencionar que a energia física não se limita apenas à prática de exercícios! Mas também a uma boa alimentação, hidratação e a um período de sono de qualidade.

Energia Emocional

Qual sua capacidade de transformar ameaças em desafios? Você é o tipo de pessoa que foca mais no problema ou na solução? De 0 a 10 como está a sua resiliência?

A capacidade de gerir nossas emoções – e aqui falamos sobre reconhecê-las, aceitá-las e escolher como reagir – possibilita que entreguemos nossa máxima performance ou não.

Energia Mental

Como anda seu foco? Está nas coisas apropriadas?

Agora, imagine como fica isso dentro de casa. Trabalhando com possíveis ruídos como a TV ligada, serviço por fazer, vizinhos fazendo barulho e, de repente, até crianças pedindo atenção?

Mas não é só isso! Também é importante considerar como anda seu desenvolvimento intelectual. Quantos livros você leu nos últimos 6 meses? Você consegue considerar múltiplos pontos de vista, ou apenas uma pequena parcela do todo?

Energia Espiritual

Sobre ter um porquê, um motivo, um propósito. O que te faz sair da cama todas manhãs? Os boletos que precisam ser pagos, ou aquilo que eles te trouxeram de bom?

Qual legado você quer deixar para as pessoas? Como anda seu compromisso com seus valores? O importante é termos algo que nos reconecte com nossa essência, com os motivos mais nobres para estarmos aqui.

Agora, que tal fazer um raio-x e ampliar seu autoconhecimento?

Dê uma olhada na roda abaixo. Você pode dar uma nota para cada um dos 12 espaços. De 0 a 10, como você acha que está hoje em cada dimensão? Depois, pode pintar para ter um visual do seu estado atual e começar a projetar o seu estado desejado. 

2º princípio: indo além do normal

O Envolvimento Total requer esforço para atravessar os limites normais. Isso é quase como treinar feito um atleta profissional! É preciso cuidar de todas estas frentes, de maneira independente e conjunta ao mesmo tempo, afinal são distintas, mas conectadas!

As coisas que mais nos desafiam são, frequentemente, aquelas que nos desenvolvem!

Se você vai à academia e realiza uma atividade física apenas uma única vez no ano, isso te traz algum resultado?

É assim com todas nossas energias. É preciso aprender a cuidar das emoções e gerir nossos sentimentos sempre. Estudar e manter nossa mente em constante desafio, colocando cada vez mais informações e promovendo reflexão a respeito delas!

Vai além de simplesmente acreditar em algo maior. Qual a sua ligação com este algo? Como você vive isso em seu dia a dia?

Para atingir nosso potencial total, precisamos continuar desafiando nossos limites, indo além de nossa zona de conforto.

Parece muita coisa? Seguir o Envolvimento Total pode te ajudar a encontrar tempo para tudo isso, ao invés de sentir que está gastando tempo. E com resultados muito superiores!

3º princípio: oscilando entre as 4 energias

Imagine uma bateria. Você primeiro usa, depois coloca para carregar. Um outro exemplo é nossa musculatura: vamos até a academia e estressamos o músculo. Depois, quando ele cresce? Durante o sono, ou seja, quando não estamos utilizando!

A oscilação entre as energias é importantíssima, e é o que garante o máximo rendimento de cada energia durante o dia. Nós não conseguimos passar 7, 8 horas na mesma energia e ser produtivos. Mas, frequentemente, é o que fazemos.

Pense em um dia normal de trabalho no escritório: você vai até lá, senta em sua mesa e utiliza a Energia Mental para solucionar problemas e buscar soluções durante o dia todo.

O que não percebemos muitas vezes é que, após 70-90 minutos contínuos em uma mesma energia, a performance vai caindo cada vez mais.

É simples de ver: suas decisões, depois de 3 horas na mesma reunião, continuam sendo as melhores possíveis? Não, né? Dá um cansaço mental, uma estafa e fica quase impossível render.

O princípio da oscilação recomenda que utilizemos, no máximo, 90 minutos a mesma energia. Depois, precisamos oscilar. Um exemplo: ficamos 90 minutos numa reunião online, então é importante parar e realizar alguma coisa diferente.

Pode ser fazer algumas flexões ou só caminhar dentro de casa. Ou preparar um café. Ligar para um amigo. Assistir a um vídeo engraçado. Jogar um jogo com seu filho.

4º princípio: criando rituais positivos

Talvez você nunca tenha se dado conta, mas 95% dos nossos comportamentos não são conscientes. Você não pensa em cada movimento enquanto escova os dentes, dirige um carro ou caminha.

Os rituais têm esse poder e essa função: tornar algo que precisamos pensar para fazer, em automático, com o tempo. E é isso que sugerimos: criar rituais e desenvolver melhores hábitos!

Agora, estamos falando de uma realidade diferente: trabalhando de casa! Se torna ainda mais necessário que tenhamos rituais e rotinas estabelecidas, para poder realizar tudo com o máximo rendimento.

Esta é uma situação nova. O que é possível aprender com ela? Como você quer estar durante e depois que tudo isso passar? Lembre-se: é possível sair melhor do que entrou.

Pressupostos importantes sobre os rituais:

  1. Os rituais precisam te desafiar levemente. Lembra do 2º princípio? Se você não fizer algo que vá um pouco além do que você já faz, não haverá desenvolvimento.
  2. Estabeleça uma rotina. Continue tendo horário para acordar, mas utilize o tempo que você perderia com o deslocamento para o trabalho para alguma energia: um bom café da manhã, uma leitura matinal, exercícios físicos para começar bem o dia, etc.
  3. Vai ser difícil simplesmente trabalhar direto como fazia no escritório. O que é possível adaptar? Como programar horários e janelas de trabalho, intercalados com coisas que precisam ser feitas na casa?
  4. É melhor dar pequenos passos do que nenhum passo. Não é sobre intensidade, é sobre regularidade, a frequência é mais importante!

Vamos a alguns exemplos de rituais que podemos adotar para desenvolver cada uma de nossas energias. Lembrando que a intensidade ou quantidade você deve adaptar, pois depende de como você está hoje e dos seus objetivos:

Física

  • Tomar 1 litro de água durante o dia;
  • Fazer 10 minutos de pausa a cada 90 minutos de trabalho;
  • Utilizar aplicativos para rotina de treino dentro de casa ou aulas gratuitas online: yoga, zumba, funcional, 7 minutes workout;
  • Estabelecer um horário para desligar o celular e a televisão e ir dormir;
  • Aprender a cozinhar ou experimentar receitas saudáveis que você nunca fez. Ex: uma receita nova por semana.

Emocional

  • Realizar videoconferência pelo menos 2x por semana com os liderados para manter proximidade;
  • Sair do computador e dar 100% da atenção quando alguém te ligar, ou alguém de casa procurar para falar. Se tiver filhos, focar 100% neles nos momentos que a rotina for destinada para isso, sem interferências do trabalho;
  • Contar histórias para as crianças dormirem todas as noites;
  • Dar atenção aos idosos e fazer atividades que eles gostam e sabem fazer: Ex: bordar, costurar, contar ou ouvir histórias;
  • Brincar com as crianças (lego, jogos, desenhar). Ex: uma brincadeira nova por semana.

Mental

  • Começar o dia lendo notícias. Fazer isso durante 15 minutos;
  • Reservar 20 minutos por dia para leitura de um livro;
  • Fazer cursos online, coaching ou mentoria. Ex: 1 vez por semana;
  • Fazer aula de inglês ou outro idioma online. Ex: 20 minutos por dia, 1 hora por dia. O tempo você que estabelecer;
  • Exercitar o mindfulness, estado de atenção plena e presença ao fazer as pequenas atividades do dia a dia. Ex: comer e notar o alimento, tomar banho com atenção.

Espiritual

  • Começar o dia olhando um quadro ou imagem que reflita sua visão de futuro;
  • Antes de dormir ou encerrar o dia, pensar em quais atitudes te aproximaram de viver seu propósito na íntegra, quais te afastaram e o que fazer diferente;
  • Colocar 15 minutos de meditação em algum momento do dia, e manter pelo menos 1x por dia durante 21 dias.
  • Arrumar os armários, a casa e aproveitar para doar o que você não precisa mais para aquela entidade que você conhece;
  • Fazer um pote ou caderno de gratidão e, 1 vez ao dia, escrever algo pelo que você é grato.

Bem, aqui foram alguns exemplos de coisas que podemos considerar e como atuar sobre elas para buscar nossa máxima performance, ainda que em tempos de crise.

E aí, já consegue imaginar sua rotina adaptada? Percebe ganhos neste caminho? Se você quer saber mais sobre como ser um profissional de alta performance, temos um e-book que pode te ajudar! Clique aqui para ler gratuitamente!

A crise abre oportunidades para aqueles que conseguem enxergar e atuar. Se quiser resultados diferentes, faça coisas diferentes. 

Vamos juntos? 

Por Rafael Linhares e Renata Andraus, trainers da Crescimentum

Liderando em meio à crise: como responder ao Coronavírus e aos futuros desafios

O Coronavírus trouxe uma crise inesperada e cheia de inseguranças. A escala global do vírus, o número crescente de casos e a sua enorme imprevisibilidade tornam a resposta dos executivos algo difícil. 

O alto grau de incerteza gerado por este momento, resulta em desorientação, sensação de controle perdido e, em alguns casos, até mesmo distúrbios emocionais gerados pelo stress. 

Saber como reagir a este cenário, portanto, é primordial para a saúde: das pessoas e dos negócios. No artigo de hoje, falamos sobre cinco práticas de liderança que podem ajudá-lo a responder de maneira eficaz a este momento tão complexo. Boa leitura!

O coronavírus e a crise nas organizações

Reconhecer que vivemos em um momento de crise é o primeiro grande passo para todo líder. É difícil, mas subestimar os efeitos deste contexto no ambiente corporativo é ainda mais grave

Ao aceitar o atual cenário, passamos para a próxima fase que é tentar formular respostas. O grande ponto é que, um dos efeitos da crise, é justamente o desconhecimento do que vem a seguir. 

Por isso, algumas respostas comuns a todos têm partido de coisas simples, como a adoção de políticas de home office ou a introdução de novas ferramentas para auxiliar a colaboração. Esse tipo de medida pode ser benéfica até mesmo após este período. 

A grande virada de chave é que, durante a crise, líderes não conseguem agir a partir de um plano de respostas pré-definido, mas sim de comportamentos e mentalidades que os ajudarão a olhar para o futuro

A seguir, exploramos cinco deles, para ajudar os líderes a enfrentarem os desafios decorrentes da pandemia e, quem sabe, outras crises futuras (afinal, se tem algo que o atual momento nos ensinou é que devemos estar preparados para o incerto).

1. Construa redes de equipes adaptáveis

Sabe a ideia tradicional de que as respostas devem surgir top-down? Durante uma crise, líderes devem deixar para trás a crença de que as decisões partem de cima para baixo, como uma forma de controlar e gerar estabilidade

Em crises que possuem a incerteza como principal característica, líderes enfrentam problemas desconhecidos e pouco compreendidos. Um pequeno grupo de altos executivos não é o suficiente para tomar decisões com rapidez suficiente

Dessa forma, toda a organização deve ser responsável por descobrir e implementar soluções. O papel do líder é mobilizar a organização e as equipes, estabelecendo as prioridades claras para aquele momento. 

Uma forma de promover a rápida resolução de problemas em situações caóticas e de alto estresse, é organizar redes de equipes. Embora a maioria das organizações já trabalhe em equipes, poucas realmente constroem times eficazes e com sinergia

Verdadeiras equipes consistem em grupos altamente adaptáveis, unidos por um objetivo em comum. Times eficazes são multidisciplinares, criam soluções práticas e se adaptam ao cenário vigente, reorganizando ações e aprendendo mais sobre a crise conforme as condições mudam. 

Líderes preparados devem promover a colaboração e a transparência nas equipes. E uma maneira excelente de fazer isso é dando autonomia e compartilhando informações. Outro ponto crucial, é em relação à saúde emocional dos colaboradores. 

Em momentos como este, o ambiente torna-se mais tenso do que o normal e é papel do líder promover a segurança psicológica para que as pessoas possam discutir novas ideias, perguntas e preocupações. 

Isso permite que as equipes compartilhem suas visões sobre a situação e pensem em como lidar com tudo isso por meio de um debate saudável. 

2. Capacite novos líderes na tomada de decisão

Assim como os executivos de uma organização devem se preparar para mudar a estrutura de hierarquia tradicional para uma rede colaborativa de equipes, eles também devem capacitar outras pessoas para pensar em soluções para a organização. 

Isso envolve dar autoridade a novos colaboradores, para que possam tomar e implementar decisões sem ter que obter aprovação. Executivos precisam estabelecer rapidamente uma estrutura para que decisões sejam tomadas por pessoas de diferentes níveis

Em emergências rotineiras, a experiência pode ser a qualidade mais valiosa que os líderes possuem. No entanto, em momentos de crise, o caráter passa a ser mais significante. Neste momento, duas características são primordiais: calma e um otimismo realista

Situações de crise exigem pessoas que saibam ter calma na tomada de decisões preocupantes. Além disso, líderes devem ser otimistas de que a organização encontrará um caminho para sua situação difícil, mesmo reconhecendo a incerteza deste momento. 

3. Faça pausas curtas para avaliar antes de agir

Um erro muito comum que líderes cometem em meio às crises é aguardar um conjunto de fatos concretos antes de determinar o que deve ser feito. Como uma crise envolve muitas incógnitas e surpresas, fatos não são claros o bastante. 

Neste momento, o que fazer? Recorrer à intuição? Embora esse possa ser um caminho, líderes podem lidar melhor com a incerteza se informando ao longo do desenrolar da crise, e observando a repercussão de suas respostas

Na prática, isso pressupõe ciclos mais curtos para avaliar os próximos passos. Compreender a situação de vários pontos de vista, antecipar o que pode acontecer a seguir e depois agir, é o ideal neste momento. 

Um ciclo curto de pausa, avaliação e antecipação deve ser contínuo. Isso ajuda os líderes a manterem a calma e evitarem medidas tomadas de forma exagerada. 

Dois comportamentos são importantes para ajudar líderes a avaliarem e se anteciparem às situações. A atualização, que envolve a revisão das ideias com base nas novas informações, e a dúvida, que implica na avaliação crítica de ações e futura medidas. 

Uma vez que uma decisão é tomada, líderes devem agir com determinação. Isso aumenta a confiança da organização, motiva a equipe e sustenta a busca por soluções para os desafios que a empresa enfrenta. 

4. Tenha a empatia como diretriz 

Em uma crise, as pessoas ficam em um estado de atenção voltada à sua própria sobrevivência e necessidades básicas. Por isso, líderes eficazes neste momento são aqueles que fazem uma diferença positiva na vida das pessoas

Para isso, líderes devem reconhecer os desafios pessoais e profissionais que os colaboradores enfrentam durante este momento. 

No caso do Coronavírus, os efeitos foram muitos. Governos instituíram proibições de viagens, a quarentena foi adotada, escolas e empresas foram fechadas, e ainda estamos reagindo a isso de diversas formas. 

Como a crise afeta cada pessoa de maneira diferente, líderes devem prestar muita atenção ao lado humano neste momento. 

Por outro lado, líderes não apenas devem demonstrar empatia, mas também recorrer à ajuda dos outros, preocupando-se com seu próprio bem-estar. Neste momento de estresse, cansaço e incerteza, líderes devem permanecer equilibrados. 

Destinar tempo a se cuidar, permite que a liderança mantenha a sua eficácia ao longo do tempo que a crise durar. 

5. Mantenha a transparência 

Transparência deve ser a principal regra para líderes em momentos de crise. Isso é essencial para tranquilizar todos os envolvidos no enfrentamento dos desafios advindos deste cenário. 

Para isso, é preciso um cuidado especial para garantir que as preocupações, perguntas e interesses de cada um sejam atendidos. Manter uma boa comunicação sobre o que está sendo feito e quais os próximos passos, é um ótimo passo. 

Trazer uma perspectiva realista e otimista pode ter um efeito poderoso sobre os colaboradores, inspirando-os a apoiar a recuperação da organização. 

O Coronavírus tem desafiado líderes em todo o mundo. Não sabemos, ao certo, até quando essas consequências durarão, nem se novas dificuldades surgirão. Essa incerteza prolongada é mais uma razão para adotar as medidas propostas neste artigo.

Todos os cinco pontos mencionados foram pensados para ajudar a estabelecer ou reforçar comportamentos e valores que apoiem organizações e comunidades ao longo da crise

Além disso, são passos para ajudar líderes para próximos possíveis desafios, adotando um mindset novo. Espero que tenha gostado do conteúdo e que ele seja útil para você neste momento tão complexo. 

Sabemos que os últimos tempos não tem sido nada fáceis. Pensando nisso, a Crescimentum criou o WeLearn: uma jornada de aprendizagem construída por meio de sprints, 100% digital, o participante será convidado para navegar em uma trilha de desenvolvimento, composta por atividades, cases, vídeos, interações, encontros com facilitador, mentoria individual e muito mais.

Se você quer reagir a este cenário instável, garantindo que o desenvolvimento da sua organização não estagneconheça mais sobre esta solução!

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum

Artigo inspirado em conteúdo da McKinsey

Estratégias para manter a cultura organizacional trabalhando em home office

A cada dia, mais e mais líderes têm optado por fazer com que os colaboradores façam home office para evitar uma possível exposição ao Coronavírus.

No entanto, isso é mais do que simplesmente pedir que seu pessoal opere da mesma maneira que operaria em um escritório estando em sua própria casa. Existem ações que você pode executar para ajudá-los a serem bem-sucedidos, e para que seus colaboradores e organização possam prosperar durante esse período.

Além disso, você deseja garantir que a cultura de sua empresa esteja viva e bem, mesmo quando as pessoas não estiverem operando cara a cara regularmente.

Como organização global virtual, gostaríamos de compartilhar dicas e sugestões que aprendemos ao longo dos anos para ajudar a preparar você e/ou seus clientes para essa transição:

1. Estruturar os colaboradores para o sucesso

À medida que os colaboradores configuram seus espaços de trabalho em casa, precisarão de equipamentos que permitam que o trabalho continue de maneira eficaz e contínua, como laptops, conexão confiável à Internet, cadeiras confortáveis e outros suprimentos necessários para suas funções.

Você pode decidir que os funcionários levem essas coisas para casa ou oferecer suporte financeiro para adquirir itens adicionais necessários.

Mesmo que as pessoas não possam entrar no escritório umas das outras ou se reunir na sala de conferências, isso não significa que o trabalho em equipe e a colaboração precisam parar.

Existem várias ferramentas que oferecem suporte a reuniões virtuais e contatos um a um. Implementando softwares de conferência online, como GoToMeeting e Zoom, e sistemas de mensagens instantâneas, como Slack e Skype, para fornecer espaço para que as pessoas se reúnam.

Muitos desses sistemas também são úteis para continuar a se conectar e trabalhar com clientes e outros stakeholders externos.

2. Cultivar Conexão

Agora que você tem ferramentas para se conectar com seus colegas, é importante usá-las regularmente para oferecer suporte contínuo à comunicação e conexão.

A sensação de solidão e isolamento pode ser um problema real para os funcionários remotos, por isso, certifique-se de estar rotineiramente entrando em contato para ajudar a aliviar quaisquer desafios que possam estar enfrentando, pessoal e profissionalmente. Isso pode incluir check-ins diários com funcionários individuais e aumentar a frequência de reuniões de equipe e e-mails em toda a empresa.

Crie tempo e espaço para as pessoas se conectarem pessoalmente. Na BVC, designamos canais como o Slack para que as pessoas compartilhem coisas sobre suas vidas fora do trabalho. Pode ser um vídeo ou meme engraçado, ou algo sobre seus animais de estimação. Você também pode criar reuniões abertas para que as pessoas se reúnam sem uma agenda ou objetivo específico além de estarem juntas.

Durante reuniões e contatos “um a um”, liguem suas webcams. Ver seus colegas promove uma maior conexão e compreensão por meio do contato visual e da capacidade de ler expressões faciais e linguagem corporal.

3. Promover o equilíbrio

O mito de que trabalhar em um escritório torna as pessoas mais produtivas simplesmente não é verdade. De fato, estudos constatam que trabalhadores remotos fazem menos intervalos e trabalham mais horas por mês.

Com o trabalho tão acessível, é muito fácil que funcionários que trabalham em casa passem longas horas trabalhando. Por isso, é essencial ajudá-los a estabelecer o equilíbrio.

Embora nem sempre seja possível para os funcionários designarem uma sala em suas casas como um escritório, é útil criar um espaço dedicado ao trabalho que forneça pelo menos alguma privacidade, especialmente se outros membros da família também estiverem por perto.

Além disso, os espaços de trabalho dedicados podem incentivar as pessoas a realmente se afastarem do trabalho para pausas e para o final do “expediente”.

Os líderes podem ajudar a definir o tom, observando seus próprios hábitos de trabalho. Enviar e-mails fora do horário comercial, inadvertidamente, pode passar a mensagem de que é esperado se trabalhar além do horário.

4. Mantenha sua cultura viva

Ao estabelecer novas políticas e procedimentos para trabalho remoto e licença médica, navegue nas maneiras pelas quais possíveis interrupções (como o Coronavírus) podem afetar sua estratégia e objetivos. Comunique-se e conecte-se com os colaboradores e clientes, apoiando-se nos principais valores da sua empresa.

Manter sua cultura em tempos de mudança não é uma iniciativa adicional, mas o “como” todas as suas iniciativas e negócios são realizados. Seus valores fundamentais são a base de sua cultura e refletem quem você é e o que representa.

Eles capacitam cada pessoa, independentemente de onde esteja na organização, ao tomar decisões ou agir, mesmo quando ninguém está assistindo. Seus valores são a cola que mantém todos e o que move o coletivo adiante muito mais rapidamente para alcançar seus objetivos e sonhos.

Texto por Barrett Values Centre
Interpretação e tradução por Guilherme Marback