Como manter a alta performance em momentos de crise?

Estamos enfrentando um cenário delicado, com imprevisibilidade, desafios e sem tempo exato para acabar. Infelizmente, não podemos apertar o pause e recomeçar de onde paramos daqui há alguns meses. Pelo contrário, precisamos manter a performance em tempos de crise, nos adaptando ao contexto que se apresenta.

Talvez pareça que nada está sob controle, mas há oportunidades para sairmos desta crise melhores do que entramos. 

Como manter uma rotina de alta performance, entregando resultados, mas também mantendo o equilíbrio e se desenvolvendo?

Neste artigo, vamos falar sobre o conceito do Envolvimento Total, dando ênfase aos tópicos abaixo:

  • Alternativas para manter a produtividade e a alta performance
  • Gestão e equilíbrio das energias
  • Rituais positivos

Se numa rotina normal o desafio é ir ao trabalho e focar 100% nele enquanto você está lá, como fazê-lo quando agora a rotina acontece em casa? Como se concentrar enquanto há crianças em volta precisando de entretenimento e serviço de casa para fazer?

Criado por Jim Loehr e Tony Schwartz, o conceito do Envolvimento Total aborda uma nova maneira de analisar nossas prioridades. O paradigma deixa de ser a Gestão de Tempo, e passa a ser a Gestão da Energia.

O Envolvimento Total nos apresenta 4 princípios. Vamos falar um pouco sobre eles e dar destaque para o que você já pode colocar em prática, mesmo em casa. 

Vamos nessa?

1º princípio: as 4 energias

O paradigma agora é sobre gerir bem a energia alocada em cada tarefa, não mais o tempo. A energia é o recurso individual mais importante no momento!

Para que consigamos atuar em máxima performance, precisamos gerir estas 4 energias distintas, mas conectadas: 

Energia Física 

A base do todo. Aqui, falamos sobre a quantidade de energia disponível. Você já deve ter trabalhado em um dia em que estava com febre, ou com alguma dor no corpo. Como foi seu rendimento?

Importante mencionar que a energia física não se limita apenas à prática de exercícios! Mas também a uma boa alimentação, hidratação e a um período de sono de qualidade.

Energia Emocional

Qual sua capacidade de transformar ameaças em desafios? Você é o tipo de pessoa que foca mais no problema ou na solução? De 0 a 10 como está a sua resiliência?

A capacidade de gerir nossas emoções – e aqui falamos sobre reconhecê-las, aceitá-las e escolher como reagir – possibilita que entreguemos nossa máxima performance ou não.

Energia Mental

Como anda seu foco? Está nas coisas apropriadas?

Agora, imagine como fica isso dentro de casa. Trabalhando com possíveis ruídos como a TV ligada, serviço por fazer, vizinhos fazendo barulho e, de repente, até crianças pedindo atenção?

Mas não é só isso! Também é importante considerar como anda seu desenvolvimento intelectual. Quantos livros você leu nos últimos 6 meses? Você consegue considerar múltiplos pontos de vista, ou apenas uma pequena parcela do todo?

Energia Espiritual

Sobre ter um porquê, um motivo, um propósito. O que te faz sair da cama todas manhãs? Os boletos que precisam ser pagos, ou aquilo que eles te trouxeram de bom?

Qual legado você quer deixar para as pessoas? Como anda seu compromisso com seus valores? O importante é termos algo que nos reconecte com nossa essência, com os motivos mais nobres para estarmos aqui.

Agora, que tal fazer um raio-x e ampliar seu autoconhecimento?

Dê uma olhada na roda abaixo. Você pode dar uma nota para cada um dos 12 espaços. De 0 a 10, como você acha que está hoje em cada dimensão? Depois, pode pintar para ter um visual do seu estado atual e começar a projetar o seu estado desejado. 

2º princípio: indo além do normal

O Envolvimento Total requer esforço para atravessar os limites normais. Isso é quase como treinar feito um atleta profissional! É preciso cuidar de todas estas frentes, de maneira independente e conjunta ao mesmo tempo, afinal são distintas, mas conectadas!

As coisas que mais nos desafiam são, frequentemente, aquelas que nos desenvolvem!

Se você vai à academia e realiza uma atividade física apenas uma única vez no ano, isso te traz algum resultado?

É assim com todas nossas energias. É preciso aprender a cuidar das emoções e gerir nossos sentimentos sempre. Estudar e manter nossa mente em constante desafio, colocando cada vez mais informações e promovendo reflexão a respeito delas!

Vai além de simplesmente acreditar em algo maior. Qual a sua ligação com este algo? Como você vive isso em seu dia a dia?

Para atingir nosso potencial total, precisamos continuar desafiando nossos limites, indo além de nossa zona de conforto.

Parece muita coisa? Seguir o Envolvimento Total pode te ajudar a encontrar tempo para tudo isso, ao invés de sentir que está gastando tempo. E com resultados muito superiores!

3º princípio: oscilando entre as 4 energias

Imagine uma bateria. Você primeiro usa, depois coloca para carregar. Um outro exemplo é nossa musculatura: vamos até a academia e estressamos o músculo. Depois, quando ele cresce? Durante o sono, ou seja, quando não estamos utilizando!

A oscilação entre as energias é importantíssima, e é o que garante o máximo rendimento de cada energia durante o dia. Nós não conseguimos passar 7, 8 horas na mesma energia e ser produtivos. Mas, frequentemente, é o que fazemos.

Pense em um dia normal de trabalho no escritório: você vai até lá, senta em sua mesa e utiliza a Energia Mental para solucionar problemas e buscar soluções durante o dia todo.

O que não percebemos muitas vezes é que, após 70-90 minutos contínuos em uma mesma energia, a performance vai caindo cada vez mais.

É simples de ver: suas decisões, depois de 3 horas na mesma reunião, continuam sendo as melhores possíveis? Não, né? Dá um cansaço mental, uma estafa e fica quase impossível render.

O princípio da oscilação recomenda que utilizemos, no máximo, 90 minutos a mesma energia. Depois, precisamos oscilar. Um exemplo: ficamos 90 minutos numa reunião online, então é importante parar e realizar alguma coisa diferente.

Pode ser fazer algumas flexões ou só caminhar dentro de casa. Ou preparar um café. Ligar para um amigo. Assistir a um vídeo engraçado. Jogar um jogo com seu filho.

4º princípio: criando rituais positivos

Talvez você nunca tenha se dado conta, mas 95% dos nossos comportamentos não são conscientes. Você não pensa em cada movimento enquanto escova os dentes, dirige um carro ou caminha.

Os rituais têm esse poder e essa função: tornar algo que precisamos pensar para fazer, em automático, com o tempo. E é isso que sugerimos: criar rituais e desenvolver melhores hábitos!

Agora, estamos falando de uma realidade diferente: trabalhando de casa! Se torna ainda mais necessário que tenhamos rituais e rotinas estabelecidas, para poder realizar tudo com o máximo rendimento.

Esta é uma situação nova. O que é possível aprender com ela? Como você quer estar durante e depois que tudo isso passar? Lembre-se: é possível sair melhor do que entrou.

Pressupostos importantes sobre os rituais:

  1. Os rituais precisam te desafiar levemente. Lembra do 2º princípio? Se você não fizer algo que vá um pouco além do que você já faz, não haverá desenvolvimento.
  2. Estabeleça uma rotina. Continue tendo horário para acordar, mas utilize o tempo que você perderia com o deslocamento para o trabalho para alguma energia: um bom café da manhã, uma leitura matinal, exercícios físicos para começar bem o dia, etc.
  3. Vai ser difícil simplesmente trabalhar direto como fazia no escritório. O que é possível adaptar? Como programar horários e janelas de trabalho, intercalados com coisas que precisam ser feitas na casa?
  4. É melhor dar pequenos passos do que nenhum passo. Não é sobre intensidade, é sobre regularidade, a frequência é mais importante!

Vamos a alguns exemplos de rituais que podemos adotar para desenvolver cada uma de nossas energias. Lembrando que a intensidade ou quantidade você deve adaptar, pois depende de como você está hoje e dos seus objetivos:

Física

  • Tomar 1 litro de água durante o dia;
  • Fazer 10 minutos de pausa a cada 90 minutos de trabalho;
  • Utilizar aplicativos para rotina de treino dentro de casa ou aulas gratuitas online: yoga, zumba, funcional, 7 minutes workout;
  • Estabelecer um horário para desligar o celular e a televisão e ir dormir;
  • Aprender a cozinhar ou experimentar receitas saudáveis que você nunca fez. Ex: uma receita nova por semana.

Emocional

  • Realizar videoconferência pelo menos 2x por semana com os liderados para manter proximidade;
  • Sair do computador e dar 100% da atenção quando alguém te ligar, ou alguém de casa procurar para falar. Se tiver filhos, focar 100% neles nos momentos que a rotina for destinada para isso, sem interferências do trabalho;
  • Contar histórias para as crianças dormirem todas as noites;
  • Dar atenção aos idosos e fazer atividades que eles gostam e sabem fazer: Ex: bordar, costurar, contar ou ouvir histórias;
  • Brincar com as crianças (lego, jogos, desenhar). Ex: uma brincadeira nova por semana.

Mental

  • Começar o dia lendo notícias. Fazer isso durante 15 minutos;
  • Reservar 20 minutos por dia para leitura de um livro;
  • Fazer cursos online, coaching ou mentoria. Ex: 1 vez por semana;
  • Fazer aula de inglês ou outro idioma online. Ex: 20 minutos por dia, 1 hora por dia. O tempo você que estabelecer;
  • Exercitar o mindfulness, estado de atenção plena e presença ao fazer as pequenas atividades do dia a dia. Ex: comer e notar o alimento, tomar banho com atenção.

Espiritual

  • Começar o dia olhando um quadro ou imagem que reflita sua visão de futuro;
  • Antes de dormir ou encerrar o dia, pensar em quais atitudes te aproximaram de viver seu propósito na íntegra, quais te afastaram e o que fazer diferente;
  • Colocar 15 minutos de meditação em algum momento do dia, e manter pelo menos 1x por dia durante 21 dias.
  • Arrumar os armários, a casa e aproveitar para doar o que você não precisa mais para aquela entidade que você conhece;
  • Fazer um pote ou caderno de gratidão e, 1 vez ao dia, escrever algo pelo que você é grato.

Bem, aqui foram alguns exemplos de coisas que podemos considerar e como atuar sobre elas para buscar nossa máxima performance, ainda que em tempos de crise.

E aí, já consegue imaginar sua rotina adaptada? Percebe ganhos neste caminho? Se você quer saber mais sobre como ser um profissional de alta performance, temos um e-book que pode te ajudar! Clique aqui para ler gratuitamente!

A crise abre oportunidades para aqueles que conseguem enxergar e atuar. Se quiser resultados diferentes, faça coisas diferentes. 

Vamos juntos? 

Por Rafael Linhares e Renata Andraus, trainers da Crescimentum

Liderando em meio à crise: como responder ao Coronavírus e aos futuros desafios

O Coronavírus trouxe uma crise inesperada e cheia de inseguranças. A escala global do vírus, o número crescente de casos e a sua enorme imprevisibilidade tornam a resposta dos executivos algo difícil. 

O alto grau de incerteza gerado por este momento, resulta em desorientação, sensação de controle perdido e, em alguns casos, até mesmo distúrbios emocionais gerados pelo stress. 

Saber como reagir a este cenário, portanto, é primordial para a saúde: das pessoas e dos negócios. No artigo de hoje, falamos sobre cinco práticas de liderança que podem ajudá-lo a responder de maneira eficaz a este momento tão complexo. Boa leitura!

O coronavírus e a crise nas organizações

Reconhecer que vivemos em um momento de crise é o primeiro grande passo para todo líder. É difícil, mas subestimar os efeitos deste contexto no ambiente corporativo é ainda mais grave

Ao aceitar o atual cenário, passamos para a próxima fase que é tentar formular respostas. O grande ponto é que, um dos efeitos da crise, é justamente o desconhecimento do que vem a seguir. 

Por isso, algumas respostas comuns a todos têm partido de coisas simples, como a adoção de políticas de home office ou a introdução de novas ferramentas para auxiliar a colaboração. Esse tipo de medida pode ser benéfica até mesmo após este período. 

A grande virada de chave é que, durante a crise, líderes não conseguem agir a partir de um plano de respostas pré-definido, mas sim de comportamentos e mentalidades que os ajudarão a olhar para o futuro

A seguir, exploramos cinco deles, para ajudar os líderes a enfrentarem os desafios decorrentes da pandemia e, quem sabe, outras crises futuras (afinal, se tem algo que o atual momento nos ensinou é que devemos estar preparados para o incerto).

1. Construa redes de equipes adaptáveis

Sabe a ideia tradicional de que as respostas devem surgir top-down? Durante uma crise, líderes devem deixar para trás a crença de que as decisões partem de cima para baixo, como uma forma de controlar e gerar estabilidade

Em crises que possuem a incerteza como principal característica, líderes enfrentam problemas desconhecidos e pouco compreendidos. Um pequeno grupo de altos executivos não é o suficiente para tomar decisões com rapidez suficiente

Dessa forma, toda a organização deve ser responsável por descobrir e implementar soluções. O papel do líder é mobilizar a organização e as equipes, estabelecendo as prioridades claras para aquele momento. 

Uma forma de promover a rápida resolução de problemas em situações caóticas e de alto estresse, é organizar redes de equipes. Embora a maioria das organizações já trabalhe em equipes, poucas realmente constroem times eficazes e com sinergia

Verdadeiras equipes consistem em grupos altamente adaptáveis, unidos por um objetivo em comum. Times eficazes são multidisciplinares, criam soluções práticas e se adaptam ao cenário vigente, reorganizando ações e aprendendo mais sobre a crise conforme as condições mudam. 

Líderes preparados devem promover a colaboração e a transparência nas equipes. E uma maneira excelente de fazer isso é dando autonomia e compartilhando informações. Outro ponto crucial, é em relação à saúde emocional dos colaboradores. 

Em momentos como este, o ambiente torna-se mais tenso do que o normal e é papel do líder promover a segurança psicológica para que as pessoas possam discutir novas ideias, perguntas e preocupações. 

Isso permite que as equipes compartilhem suas visões sobre a situação e pensem em como lidar com tudo isso por meio de um debate saudável. 

2. Capacite novos líderes na tomada de decisão

Assim como os executivos de uma organização devem se preparar para mudar a estrutura de hierarquia tradicional para uma rede colaborativa de equipes, eles também devem capacitar outras pessoas para pensar em soluções para a organização. 

Isso envolve dar autoridade a novos colaboradores, para que possam tomar e implementar decisões sem ter que obter aprovação. Executivos precisam estabelecer rapidamente uma estrutura para que decisões sejam tomadas por pessoas de diferentes níveis

Em emergências rotineiras, a experiência pode ser a qualidade mais valiosa que os líderes possuem. No entanto, em momentos de crise, o caráter passa a ser mais significante. Neste momento, duas características são primordiais: calma e um otimismo realista

Situações de crise exigem pessoas que saibam ter calma na tomada de decisões preocupantes. Além disso, líderes devem ser otimistas de que a organização encontrará um caminho para sua situação difícil, mesmo reconhecendo a incerteza deste momento. 

3. Faça pausas curtas para avaliar antes de agir

Um erro muito comum que líderes cometem em meio às crises é aguardar um conjunto de fatos concretos antes de determinar o que deve ser feito. Como uma crise envolve muitas incógnitas e surpresas, fatos não são claros o bastante. 

Neste momento, o que fazer? Recorrer à intuição? Embora esse possa ser um caminho, líderes podem lidar melhor com a incerteza se informando ao longo do desenrolar da crise, e observando a repercussão de suas respostas

Na prática, isso pressupõe ciclos mais curtos para avaliar os próximos passos. Compreender a situação de vários pontos de vista, antecipar o que pode acontecer a seguir e depois agir, é o ideal neste momento. 

Um ciclo curto de pausa, avaliação e antecipação deve ser contínuo. Isso ajuda os líderes a manterem a calma e evitarem medidas tomadas de forma exagerada. 

Dois comportamentos são importantes para ajudar líderes a avaliarem e se anteciparem às situações. A atualização, que envolve a revisão das ideias com base nas novas informações, e a dúvida, que implica na avaliação crítica de ações e futura medidas. 

Uma vez que uma decisão é tomada, líderes devem agir com determinação. Isso aumenta a confiança da organização, motiva a equipe e sustenta a busca por soluções para os desafios que a empresa enfrenta. 

4. Tenha a empatia como diretriz 

Em uma crise, as pessoas ficam em um estado de atenção voltada à sua própria sobrevivência e necessidades básicas. Por isso, líderes eficazes neste momento são aqueles que fazem uma diferença positiva na vida das pessoas

Para isso, líderes devem reconhecer os desafios pessoais e profissionais que os colaboradores enfrentam durante este momento. 

No caso do Coronavírus, os efeitos foram muitos. Governos instituíram proibições de viagens, a quarentena foi adotada, escolas e empresas foram fechadas, e ainda estamos reagindo a isso de diversas formas. 

Como a crise afeta cada pessoa de maneira diferente, líderes devem prestar muita atenção ao lado humano neste momento. 

Por outro lado, líderes não apenas devem demonstrar empatia, mas também recorrer à ajuda dos outros, preocupando-se com seu próprio bem-estar. Neste momento de estresse, cansaço e incerteza, líderes devem permanecer equilibrados. 

Destinar tempo a se cuidar, permite que a liderança mantenha a sua eficácia ao longo do tempo que a crise durar. 

5. Mantenha a transparência 

Transparência deve ser a principal regra para líderes em momentos de crise. Isso é essencial para tranquilizar todos os envolvidos no enfrentamento dos desafios advindos deste cenário. 

Para isso, é preciso um cuidado especial para garantir que as preocupações, perguntas e interesses de cada um sejam atendidos. Manter uma boa comunicação sobre o que está sendo feito e quais os próximos passos, é um ótimo passo. 

Trazer uma perspectiva realista e otimista pode ter um efeito poderoso sobre os colaboradores, inspirando-os a apoiar a recuperação da organização. 

O Coronavírus tem desafiado líderes em todo o mundo. Não sabemos, ao certo, até quando essas consequências durarão, nem se novas dificuldades surgirão. Essa incerteza prolongada é mais uma razão para adotar as medidas propostas neste artigo.

Todos os cinco pontos mencionados foram pensados para ajudar a estabelecer ou reforçar comportamentos e valores que apoiem organizações e comunidades ao longo da crise

Além disso, são passos para ajudar líderes para próximos possíveis desafios, adotando um mindset novo. Espero que tenha gostado do conteúdo e que ele seja útil para você neste momento tão complexo. 

Sabemos que os últimos tempos não tem sido nada fáceis. Pensando nisso, a Crescimentum criou o WeLearn: uma jornada de aprendizagem construída por meio de sprints, 100% digital, o participante será convidado para navegar em uma trilha de desenvolvimento, composta por atividades, cases, vídeos, interações, encontros com facilitador, mentoria individual e muito mais.

Se você quer reagir a este cenário instável, garantindo que o desenvolvimento da sua organização não estagneconheça mais sobre esta solução!

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum

Artigo inspirado em conteúdo da McKinsey

Estratégias para manter a cultura organizacional trabalhando em home office

A cada dia, mais e mais líderes têm optado por fazer com que os colaboradores façam home office para evitar uma possível exposição ao Coronavírus.

No entanto, isso é mais do que simplesmente pedir que seu pessoal opere da mesma maneira que operaria em um escritório estando em sua própria casa. Existem ações que você pode executar para ajudá-los a serem bem-sucedidos, e para que seus colaboradores e organização possam prosperar durante esse período.

Além disso, você deseja garantir que a cultura de sua empresa esteja viva e bem, mesmo quando as pessoas não estiverem operando cara a cara regularmente.

Como organização global virtual, gostaríamos de compartilhar dicas e sugestões que aprendemos ao longo dos anos para ajudar a preparar você e/ou seus clientes para essa transição:

1. Estruturar os colaboradores para o sucesso

À medida que os colaboradores configuram seus espaços de trabalho em casa, precisarão de equipamentos que permitam que o trabalho continue de maneira eficaz e contínua, como laptops, conexão confiável à Internet, cadeiras confortáveis e outros suprimentos necessários para suas funções.

Você pode decidir que os funcionários levem essas coisas para casa ou oferecer suporte financeiro para adquirir itens adicionais necessários.

Mesmo que as pessoas não possam entrar no escritório umas das outras ou se reunir na sala de conferências, isso não significa que o trabalho em equipe e a colaboração precisam parar.

Existem várias ferramentas que oferecem suporte a reuniões virtuais e contatos um a um. Implementando softwares de conferência online, como GoToMeeting e Zoom, e sistemas de mensagens instantâneas, como Slack e Skype, para fornecer espaço para que as pessoas se reúnam.

Muitos desses sistemas também são úteis para continuar a se conectar e trabalhar com clientes e outros stakeholders externos.

2. Cultivar Conexão

Agora que você tem ferramentas para se conectar com seus colegas, é importante usá-las regularmente para oferecer suporte contínuo à comunicação e conexão.

A sensação de solidão e isolamento pode ser um problema real para os funcionários remotos, por isso, certifique-se de estar rotineiramente entrando em contato para ajudar a aliviar quaisquer desafios que possam estar enfrentando, pessoal e profissionalmente. Isso pode incluir check-ins diários com funcionários individuais e aumentar a frequência de reuniões de equipe e e-mails em toda a empresa.

Crie tempo e espaço para as pessoas se conectarem pessoalmente. Na BVC, designamos canais como o Slack para que as pessoas compartilhem coisas sobre suas vidas fora do trabalho. Pode ser um vídeo ou meme engraçado, ou algo sobre seus animais de estimação. Você também pode criar reuniões abertas para que as pessoas se reúnam sem uma agenda ou objetivo específico além de estarem juntas.

Durante reuniões e contatos “um a um”, liguem suas webcams. Ver seus colegas promove uma maior conexão e compreensão por meio do contato visual e da capacidade de ler expressões faciais e linguagem corporal.

3. Promover o equilíbrio

O mito de que trabalhar em um escritório torna as pessoas mais produtivas simplesmente não é verdade. De fato, estudos constatam que trabalhadores remotos fazem menos intervalos e trabalham mais horas por mês.

Com o trabalho tão acessível, é muito fácil que funcionários que trabalham em casa passem longas horas trabalhando. Por isso, é essencial ajudá-los a estabelecer o equilíbrio.

Embora nem sempre seja possível para os funcionários designarem uma sala em suas casas como um escritório, é útil criar um espaço dedicado ao trabalho que forneça pelo menos alguma privacidade, especialmente se outros membros da família também estiverem por perto.

Além disso, os espaços de trabalho dedicados podem incentivar as pessoas a realmente se afastarem do trabalho para pausas e para o final do “expediente”.

Os líderes podem ajudar a definir o tom, observando seus próprios hábitos de trabalho. Enviar e-mails fora do horário comercial, inadvertidamente, pode passar a mensagem de que é esperado se trabalhar além do horário.

4. Mantenha sua cultura viva

Ao estabelecer novas políticas e procedimentos para trabalho remoto e licença médica, navegue nas maneiras pelas quais possíveis interrupções (como o Coronavírus) podem afetar sua estratégia e objetivos. Comunique-se e conecte-se com os colaboradores e clientes, apoiando-se nos principais valores da sua empresa.

Manter sua cultura em tempos de mudança não é uma iniciativa adicional, mas o “como” todas as suas iniciativas e negócios são realizados. Seus valores fundamentais são a base de sua cultura e refletem quem você é e o que representa.

Eles capacitam cada pessoa, independentemente de onde esteja na organização, ao tomar decisões ou agir, mesmo quando ninguém está assistindo. Seus valores são a cola que mantém todos e o que move o coletivo adiante muito mais rapidamente para alcançar seus objetivos e sonhos.

Texto por Barrett Values Centre
Interpretação e tradução por Guilherme Marback

Protagonismo na gestão

Quando perguntamos em nossos treinamentos o que as pessoas entendem pela palavra “protagonismo”, recebemos diversas respostas interessantes como: o que pilota a sua vida, quem assume o papel do dia a dia, o principal, entre outras.

Ser protagonista é tudo isso mas, antes de qualquer coisa, precisamos entender que é uma atitude. Mais do que uma forma de lidar com a vida, é saber lidar com os obstáculos que ela nos apresenta.

Neste artigo, falo mais sobre a tamanha importância do protagonismo na gestão e como você pode se tornar um líder melhor por meio de uma mudança de mindset!

O protagonismo na liderança

“O desafio não são os problemas e sim como lidamos com eles”, é o discurso das pessoas protagonistas. Problemas existirão sempre, simplesmente resolvemos um, aprendemos ao máximo com ele e aguardamos o próximo obstáculo para tentarmos lidar melhor.

Os protagonistas adoram um problema, pois o enxergam como grandes amigos, mestres que os ensinam a principal forma de aprendizado que é a prática e a vivência.

Quando assumimos o papel do líder protagonista, somos um líder que assume riscos, que procura várias formas de fazer o mesmo, que está sempre inovando.

Ou seja, tentando algo novo e, principalmente, somos otimistas por natureza, com aquele “brilho nos olhos”, tendo o entusiasmo como aliado do nosso dia a dia. Esse exemplo é o que impulsiona as pessoas e as inspira.

O líder protagonista tem como característica marcante saber exatamente o papel que exerce, onde está e aonde quer chegar. Ele faz com que seus liderados o sigam e estejam sempre conectados com o propósito em que ele acredita.

Esse é seu grande trunfo, pois saber onde queremos chegar é o primeiro passo para acordarmos motivados e sairmos de casa todos os dias!

Como ser um líder protagonista?

A boa notícia é que nós podemos assumir o papel de protagonistas simplesmente com uma mudança de atitude. Afinal, não somos protagonistas e, sim, estamos protagonistas. Em outras palavras, o protagonismo é mais um estado do que uma característica nata.

O primeiro passo é identificar e ter a consciência do nosso papel na vida e, como costumamos falar na Crescimentum, ter consciência já é metade do caminho andado!

Identifique o quanto você está em uma posição de vítima, sempre se colocando como o prejudicado, mantendo-se no mesmo lugar, onde está seguro. Lembre-se que uma pessoa protagonista está sempre buscando o melhor.

Vou dar algumas dicas para que você tenha a consciência de qual papel está exercendo hoje:

Primeiramente, quando você recebe um aumento de 0,5%, como você reage? Seu comentário é “só isso?” ou “melhor que nada”? Neste momento de crise, como você tem lidado com a situação?

Entra na crise e vive comentando para todos “nossa que crise”, “a pior da história”? Ou pensa “crise vem e vai” “enquanto uns choram, outros fabricam lenços”, “é passageira”?

Você tem perguntado o por que de fazer as coisas que faz, ou faz só por fazer, porque todo mundo faz deste jeito?

E por fim, você assume riscos? Ou vive naquela zona de conforto gostosa que deixa você bem tranquilo e feliz, fazendo o que pedem e nada mais?

Seja um líder protagonista e vá além

Refletindo sobre as suas respostas para cada pergunta, tenho certeza de que você vai conseguir identificar qual papel está exercendo. É a sua atitude de agora em diante que vai fazer com que você continue como vítima ou se torne um protagonista da sua vida!

Assumir as rédeas e acreditar no que está fazendo fará de você um líder muito mais inspirador, causando impacto positivo no dia a dia de seus liderados.

Sendo protagonista todos nós temos os recursos necessários para tomarmos as rédeas de nossas vidas. Faça o teste, e veja os resultados que você irá colher!

Sabemos que liderar nunca foi uma tarefa fácil e que, especialmente hoje, esse é um desafio ainda mais significativo.

Foi pensando nisso que criamos o Introdução à Liderança, um curso de curta duração e alto impacto, que visa compilar as principais ferramentas e práticas para que você seja um líder de alta performance.

O treinamento tem o objetivo de ampliar a sua consciência sobre o seu impacto como líder, na sua equipe, na sua organização e no mundo.

Conheça o treinamento e seja um líder extraordinário, protagonista e preparado para alavancar resultados!

 

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum