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A Era das Organizações Exponenciais

por Fernanda Okura, designer instrucional da Crescimentum

A Era das Organizações Exponenciais: você já deve ter ouvido falar que estamos vivendo essa época. Já deve até ter lido ou escutado sobre práticas organizacionais bem diferentes (e que às vezes parecem tão distantes para nós).

São empresas como o Google, Facebook, Zappos, Netflix ou Amazon que têm empreendido e colocado isso em prática.

Também deve ter percebido que o mundo corporativo (e o mundo como um todo) está mais rápido, mais conectado, mais incerto… Tudo isso e, ao mesmo tempo, mais centrado nas experiências de usuários e consumidores.

O mundo contemporâneo e as Organizações Exponenciais

É possível também que você, assim como centenas de milhões de pessoas (em alguns casos, bilhões) use no seu cotidiano diversos aplicativos para facilitar a sua vida.

Ao acordar, abre o seu Waze para ver como está o trânsito. Procura melhores preços para as próximas férias da família no Booking ou no Airbnb.

Posta as fotos do último final de semana no Instagram. E quando tem uma dúvida ou pergunta inesperada, recorre rapidamente ao bom (e não tão velho) Google.

E, mesmo assim, talvez você ainda se sinta um pouco desconfiado… Será que esses modelos e ideias disruptivas das organizações realmente vão afetar o seu negócio e a sua função no dia-a-dia?

Aliás, você ainda tem aquela papelada de RH para preencher e as planilhas de sempre continuam abertas em seu computador…  É um contrassenso!

Características das organizações do futuro

Pode parecer loucura, mas há 20 anos, essas e outras empresas essenciais para o nosso cotidiano sequer existiam, ou ainda tinham suas sedes em garagens.

Portanto está aí a primeira das características mais importantes dessas organizações do futuro: a velocidade com que seus negócios crescem.

É verdade que alguns setores não sofreram mudanças tão significativas. Ainda. Entretanto, em maior ou menor velocidade, todas as organizações precisarão passar pelo processo de adaptação à essa nova realidade.

É preciso entendermos de uma vez por todas que essa nova era das Organizações Exponenciais já se faz presente. Ela acarretará mudanças que serão muito mais agressivas do que nosso pensamento linear consegue prever.

Nenhuma organização, seja ela governamental, comercial ou sem fins lucrativos, será capaz de acompanhar o ritmo acelerado do crescimento exponencial.

A segunda consideração que precisamos fazer sobre as Organizações Exponenciais: elas não crescem 10% ao ano. Elas podem crescer 1000% ao ano.

Tomemos como exemplo a Amazon: 1º trimestre de 2018 teve um lucro de 125% em relação ao mesmo período de 2017!

As mudanças estão chegando!

A notícia é: não importa o quão longe a sua organização ou você mesmo está dessa revolução exponencial. Cedo ou tarde ela chegará até você.

Se isso será bom ou ruim, vale uma provocação para revermos as nossas práticas de gestão de RH. Além disso, qual caminho devemos seguir é algo a ser definido hoje.

Pensando nisso, Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum, estudou as melhores práticas do Vale do Silício, trocou conhecimento com diversos profissionais da área e se aprofundou nas principais tendências para criar o RH do Futuro!

Um curso para você repensar o ciclo de vida dos colaboradores da sua organização. Além de ter insights de inovações e aprender a preparar sua empresa para um futuro promissor e cheio de desafios.

RH

A importância estratégica do RH nas organizações exponenciais

As áreas de RH, há algum tempo, têm sido vistas tanto por funcionários, como pela liderança das empresas como áreas operacionais, com participação limitada a contratar, demitir e proporcionar bem-estar aos colaboradores.

Desde quando atuava como executivo do mercado financeiro, muito anos atrás, ouço que a tendência da área de Recursos Humanos é a transição de um papel operacional para um mais estratégico.

Posso afirmar que, felizmente, esse papel vem mudando com o passar do tempo em muitas organizações – ainda que essa transformação não esteja consolidada e venha acontecendo de forma lenta e gradual.

Percebo claramente que a maioria das companhias e seus líderes já têm consciência da importância estratégica do RH, mas poucas conseguiram efetivar uma estrutura eficaz na qual a área realmente participe de forma estratégica.

Tenho estudado bastante sobre a perenidade das organizações em um futuro disruptivo nos últimos tempos e o que mais me chama a atenção são os números alcançados pelas empresas que já são bem-sucedidas nesse novo modelo.

A importância de programas de desenvolvimento de líderes

De acordo com o instituto de pesquisa Bersin, um dos mais respeitados nos EUA, companhias que têm programas estratégicos de desenvolvimento de líderes apresentam resultados substanciais.

Essas organizações são 20x melhores em reter talentos, 20x mais eficientes em acelerar o crescimento da organização, 8x melhores na implementação de uma cultura baseada no desempenho, têm 8x mais capacidade de substituir com rapidez os postos de liderança e conseguem resultados 8x maiores que as demais!

E o caminho para essa transformação é simples, apesar de não ser facilmente implementável, devido às barreiras políticas dentro das organizações.

Como o RH estratégico pode desenvolver a empresa

1. Defina as estratégias do negócio

O primeiro passo a ser dado é envolver o RH na definição da estratégia de negócios da empresa. A partir dessa definição, todas as demais etapas precisam ser seguidas em função desses objetivos.

A estratégia de RH, começando pelo desenvolvimento dos líderes da empresa, só faz sentido se estiver na mesma direção da estratégia de negócios. Dela saem os fatores críticos de sucesso e competências necessárias à organização. Todos os sistemas e subsistemas de RH têm que estar alinhados com isso.

2. Faça um alinhamento com os líderes

O que vemos na maioria das empresas ainda é um desalinhamento grande nesse sentido. Vejo clientes que nos contratam para desenvolver competências de liderança em seus executivos, mas que remuneram melhor os profissionais que demonstram comportamentos diferentes dos trabalhados.

Um exemplo: fomos contratados para desenvolver a capacidade de trabalho em equipe em centenas de líderes de uma grande organização. Treinamos esses profissionais, mas, assim que eles retornavam à empresa, se viam diante de forças absolutamente contrárias dos outros sistemas de RH.

Tivemos que ajudar a companhia a reestruturar os outros subsistemas para que o programa começasse a funcionar. Depois que alinhamos tudo, a mudança de comportamento dos funcionários foi muito rápida.

A remuneração variável, bem agressiva nessa empresa, era toda baseada em desempenhos individuais. O mesmo acontecia com as promoções, que se fundamentavam em resultados numéricos e nunca levavam em consideração se a pessoa trabalhava em equipe ou não.

3. Unifique a atuação dos profissionais de RH

A área de Recursos Humanos de uma organização é o pilar básico mais importante para a execução de qualquer estratégia e para o atingimento de seus objetivos financeiros.

O problema é que, quando isso não é desenhado e estabelecido desde o desenvolvimento da estratégia, a empresa acaba virando vítima da sorte ou da informalidade.

Outras áreas acabam assumindo o papel do RH de forma desordenada e os obstáculos vão se acumulando. A chave do sucesso está, e sempre estará, nas pessoas.

Pensando em como garantir a perenidade das organizações e assegurar que as empresas estejam prontas para esse futuro disruptivo e promissor de que temos falado, criamos o treinamento RH do Futuro.

Este é um curso orientado para como o futuro das organizações deve ser, e atento para o que o RH deve empreender para se tornar o grande arquiteto das organizações do futuro.

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum

Como construir uma relação de confiança

Na teoria, sabemos o quanto é importante construirmos relações de confiança para gerarmos relações mais sustentáveis e que essa construção exige dedicação e, principalmente, um interesse genuíno pela necessidade do outro. Partindo desse pressuposto, há uma oportunidade grande hoje por parte dos líderes de trabalharem nesse aspecto.

 

Segundo o escritor John Kotter, “a maioria das organizações são super gerenciadas e sub lideradas”. Isso quer dizer: muito controle e baixa construção de relações de confiança por parte da liderança.

 

Vejo diariamente líderes que não conhecem seus liderados como serem humanos, não sabem suas histórias, ambições, o que valorizam, quem são as pessoas atrás do crachá.

Consequências da falta de confiança

Quando o liderado sente que seu líder não se importa, ou seja, percebe um descompromisso com seu próprio desenvolvimento, o que segundo a autora Brene Brown, gera alguns dos maiores medos das pessoas: medo de ser abandonado, desvalorizado e desprezado.

 

Então, se estamos falando de construir uma relação de confiança, é necessário mostrar o quanto você, líder, se importa com seus liderados e isso vai exigir tempo, trabalho, atenção e comprometimento. Isso significa saber ouvir, dar e receber feedbacks, dedicar atenção para as pessoas, se interessar por elas para gerar conexão.

Em termos práticos

Não tem receita pronta para construir essa relação de confiança. É como uma planta que temos que nutrir e regar para crescer, mas ao longo da minha carreira, posso compartilhar algumas dicas importantes para essa construção:

 

  1. Faça uma linha do tempo com seus liderados para conhecer suas histórias de vida e permita que eles também conheçam a sua;
  2. Mostre suas imperfeições, não gaste energia tentando esconder suas fraquezas, a perfeição não existe;
  3. Mostre empatia, palavras como “sei como se sente”, “você não está sozinho”;
  4. Alinhe seus valores com suas atitudes, ou seja, seja congruente para ser exemplo e inspirar confiança;
  5. Mostre que se importa com quem seu liderado é.

 

Assim, humanizamos um pouco mais as relações no trabalho, tornando as pessoas mais felizes e produtivas.

 

Entender a importância da confiança dentro do ambiente corporativo é o primeiro e mais importante passo para que as relações se tornem mais próximas, como consequência, melhores resultados, clima organizacional mais leve e produtivo.



A mudança vem de dentro e pode ser feita com mudanças de comportamento, que não só melhorarão sua vida profissional, com sua vida pessoal. Conheça a Crescimentum,  nossos cursos abertos e saiba como podemos, juntos, alcançar o melhor de você!