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O profissional do futuro: como treinar os colaboradores da organização

Não é novidade para ninguém que a tecnologia está mudando o mundo e nos levando para um amanhã totalmente desconhecido. Mas não é só o mercado que muda. Você sabe quem é o profissional do futuro e quais competências ele precisa ter ou desenvolver? 

 

Quando falamos sobre o profissional do futuro, não estamos falando de um futuro distante. A verdade é que o futuro já está aqui! Essas mudanças já começaram a acontecer e só vão se intensificar nos próximos anos.

 

Um exemplo disso é que já estamos beirando 2020 e, segundo o Fórum Econômico Mundial, nesse ano, 35% das habilidades requeridas para a maioria das ocupações deve mudar. Então, como se preparar e preparar os colaboradores da organização?

 

De que futuro estamos falando?

A tecnologia mudou o mundo de forma profunda. Atualmente, vivenciamos mudanças rápidas e significativas. O mercado está mais dinâmico, inovador e criativo. Por outro lado, empresas estão mais competitivas e com novos (e infinitos) desafios. 

 

Você já ouviu falar que a Inteligência Artificial vai tomar o posto de diversas pessoas que atuam hoje no mercado de trabalho, certo? Mas, mesmo que muito se fale sobre isso, é fato que a maioria das pessoas ainda não fazem ideia do que está para acontecer. 

 

A substituição da força de trabalho humana por robôs e softwares já é muito discutida em diversos estudos. E um deles, da Universidade de Oxford, aponta que 47% dos empregos atuais terão simplesmente desaparecido em 20 anos. 

 

Não estamos falando somente de profissionais como motoristas, contadores, atendentes e corretores. Nessa lista, também estão professores, médicos e advogados, ou seja, empregos nos quais o papel humano era visto como indispensável! 

 

Se, por um lado, praticamente metade das profissões será realizada por máquinas ou robôs, muitas (e coloque muitas nisso!) novas posições surgirão com essa nova economia. 

 

No entanto, há algo que poucas pessoas exploram ao falar sobre esse contexto de transformações no mercado e na força de trabalho humana. 

 

Devemos lidar com o fato de que o estresse gerado diante desse novo contexto de reinvenção acarretará no aumento de doenças como ansiedade, depressão, Síndrome de Burnout, entre outras.

 

O profissional do futuro

Como treinar profissionais preparados para um mundo que nem sequer sabemos qual vai ser?

 

Segundo o Fórum Econômico Mundial, 65% das crianças que estão no ensino básico hoje, trabalharão com algo que ainda nem existe! E, em meio a tantas incertezas, cada vez mais as universidades e empresas do futuro percebem algo:

 

Mais do que competências técnicas, um profissional do futuro é aquele que desenvolve competências comportamentais necessárias para lidar com um cenário de profundas mudanças, rápidas decisões e diversas incertezas. 

 

Uma vez que robôs e softwares facilmente podem ser programados para aprender e desenvolver o trabalho técnico e repetitivo, o profissional do futuro se destaca através de 10 habilidades:

  • Pensar de modo amplo;
  • Encontrar soluções para problemas;
  • Negociar com diferentes pessoas;
  • Interpretar informações e dados;
  • Gerir seus sentimentos e de demais pessoas;
  • Lidar com diferentes temperamentos;
  • Aprender de forma constante;
  • Maximizar a produtividade;
  • Motivar e engajar pessoas;
  • Proporcionar um ambiente de criatividade;
  • Construir ideias inovadoras.

 

Em sua apresentação no TEDxFAAP, Michelle Schneider, head de Educação no LinkedIn Brasil, aponta que o profissional do futuro deve saber como pensar e não o que pensar. Mas a maioria das escolas e universidades não fazem isso atualmente. 

 

Vale esclarecer que essa lista não indica que competências técnicas deverão ser excluídas dos currículos. O que acontece é que, em um mundo onde tudo muda rapidamente, as habilidades mecânicas têm uma espécie de “prazo de validade”. 

 

É preciso aprender sempre e constantemente. Profissionais altamente inteligentes, mas que não conseguem aprender, desaprender e reaprender, não sobrevivem às novas necessidades das organizações. 

 

Como treinar os colaboradores da organização?

Todo esse cenário influencia o mercado, mas, como profissionais de RH, somos ainda mais impactados por essas transformações. Afinal, devemos reinventar não apenas as organizações, como nossa própria profissão, visto que os recursos não são mais humanos

 

Uma coisa deve ser clara: o desenvolvimento dos colaboradores deve ser voltado à consciência e olhar para si mesmo. Investir em “inteligência” não é mais uma prioridade, afinal, os computadores já terão essa competência por essência. 

 

Dessa forma, treinar os colaboradores em relação à sua consciência e às soft skills (habilidades voltadas à personalidade e comportamento) é essencial por um motivo claro e, muitas vezes, negligenciado:

 

O mercado de trabalho exige profissionais cada vez mais inteligentes, bem-sucedidos, capacitados, motivados e competitivos, sem preocupar-se com o impacto de tantas cobranças na saúde mental dos colaboradores. 

 

Raramente somos ensinados a lidar com nossas emoções e seus impactos na motivação, na forma de lidar com o outro, na saúde e no equilíbrio para lidar com um cenário gradativamente mais instável. 

 

Mas saber disso foi o primeiro passo para ser um profissional mais consciente sobre o futuro e seus efeitos nos seres humanos, nas organizações, nos Recursos Humanos e no mercado, em geral. 

 

A fim de refletir sobre o papel do RH na Era Exponencial, criamos o E-book O RH do Futuro, e durante a leitura você vai mergulhar em muitas das questões que falamos aqui de forma breve. Aproveite a leitura!

 

Além disso, no treinamento RH do Futuro, utilizamos dois dias para repensar as boas práticas de Recursos Humanos e de que forma arquitetar as mudanças necessárias para as organizações exponenciais. 

 

Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum

 

O RH Exponencial

As coisas mudaram. Você, profissional de RH, provavelmente já sabe disso. Mas você sabe de que forma o seu trabalho foi impactado pela chamada Era Exponencial?

 

Mais importante do que identificar que as coisas mudaram é estar atento às inovações que esse novo cenário exige. Cedo ou tarde, essa maré de mudanças chegará (se ainda não chegou) até você. E, nesse momento, você tem duas opções:

 

  • Ou aprende a surfar nessa onda;
  • Ou é engolida por ela.

A Era das organizações exponenciais

As chamadas organizações exponenciais são empresas que obtiveram destaque e crescimento muito grandes em um curto período. Essas empresas se tornaram destaque por suas ideias inovadoras e seu jeito diferente de trabalhar.

 

Parece uma realidade inexistente, mas estamos falando de empresas reais! Você, provavelmente, utiliza seus serviços em muitos momentos do dia. Amazon, Google, Netflix, Waze… São nomes familiares?

 

A Era Exponencial diz respeito a um mundo globalizado, onde o digital é predominante. E, consequentemente, temos uma pressão maior por resultados. Não podemos parar essa onda, então, temos que aprender a surfar nela.

 

Hoje, vivemos em uma dinâmica que preza pela velocidade. E a Era Exponencial surge com um foco muito grande em uma palavra-chave: agilidade. De acordo com dados da PwC, 22% das empresas que mais lucraram nos últimos 3 anos utilizaram metodologias ágeis.

 

E é papel do RH se adequar à essa Era, posicionando-se de forma estratégica na construção de empresas mais rápidas e preparadas para o futuro. Afinal, a sociedade e as pessoas mudaram e, assim, a gestão delas também.

 

O que é o RH Exponencial?

A área de Recursos Humanos já passou por muitas fases. E diante do que visualizamos acima, fica muito claro que esse impacto também envolve a forma como o profissional de RH pensa, atua e é visto nas organizações.

 

O RH Exponencial tem o papel de pensar e incutir o mindset exponencial na empresa. Ele deve provocar constantemente o status quo e questionar as próprias práticas e ações!

 

Os profissionais de RH devem garantir a sustentabilidade do negócio e atuar como arquitetos de organizações mais fortes e preparadas para o futuro. 

 

E isso envolve pensar no Employee Life Cycle de uma forma dinâmica, procurando novas práticas e atentando-se às novidades de empresas disruptivas, como as presentes no Vale do Silício. 

 

O profissional preparado para o futuro compreende que há uma forte tendência das pessoas se interessarem menos por empresas tradicionais ou por carreiras bem definidas. Esse RH entende que as pessoas estão buscando uma experiência agregadora conectada à sua identidade e jornada pessoal.

 

É quem identifica a necessidade do senso de pertencimento para os colaboradores da empresa. Além disso, visualiza o aprendizado constante enquanto uma necessidade latente para garantir a inovação e, consequentemente, a perenidade do negócio.  

 

Como se tornar um profissional do futuro?

Diante disso tudo, você se sente preparado para lidar com as tantas transformações organizacionais que estamos vivendo nos últimos tempos? Está pronto para se reinventar e, dessa forma, transformar a sua organização?

 

Afinal, se as coisas já não funcionam como antes, por que os Recursos Humanos deveriam funcionar nas antigas dinâmicas de contratação, demissão, treinamento e desenvolvimento de pessoas?

 

Agora, é hora de repensar alguns pontos essenciais para um profissional preparado para o futuro:

1- Desenvolva accountability

São muitas coisas (e pessoas) necessárias no processo de “exponencializar” a empresa. Mas se cada um deixar para o “outro”, é muito provável que ninguém faça nada e que a empresa permaneça na estaca zero.

Por isso, é importante que você desenvolva o mindset de dono do negócio. Seja o exemplo do que você quer implantar na organização.

 

2- Repense processos

É comum, em uma rotina corrida de trabalho, realizar tarefas de forma quase mecânica. Mas é importante repensar se alguns processos ainda fazem sentido e se são a melhor solução para o negócio. Essa é a hora de se fazer algumas perguntas essenciais:

  • São mesmo essas tarefas ou processos que garantirão a perenidade do negócio? 
  • O que posso fazer de forma diferente? 
  • Como reinventar e repensar a forma de ser e fazer o RH?

3- Molde a cultura

Já falamos sobre a importância da cultura para a organização em um artigo. Esse assunto também deve estar em pauta para os profissionais de RH, afinal, é a partir da cultura que se cria a base sólida para o crescimento da organização.

Observe a cultura da sua empresa e de que forma ela contribui ou atrapalha no clima organizacional e no alcance de metas. A partir disso, é possível criar caminhos e novos passos para que a empresa cresça com unidade.

 

4- Use a tecnologia a seu favor

É impossível imaginar a vida sem tecnologia, atualmente. Embora alguns profissionais ainda tenham algumas ressalvas em relação a ela, é fato que precisamos aprender a lidar com o cenário tecnológico. Afinal, a tecnologia veio para ficar e para agregar.

Também é importante se apropriar do digital na hora de pensar em processos e na aprendizagem. É possível utilizar novas ferramentas a seu favor, então, fique por dentro das tendências.

 

5- Esteja aberto à inovação

As coisas estão mudando de forma rápida e novas tendências surgem a cada dia. Então, fomentar uma aprendizagem contínua é o primeiro passo para não se tornar obsoleto diante de tantas inovações.

Somente assim, você estará preparado para um futuro um tanto quanto incerto e que continuará em transformação.

 

E agora?

Se você chegou até aqui e se deu conta de que precisa desenvolver algumas competências para ser, de fato, um profissional de Recursos Humanos preparado para o futuro, não se desespere!

 

O primeiro passo já foi dado: você abriu sua mente para um novo mindset! Nós da Crescimentum criamos um treinamento especialmente para discutir sobre a nova fase do RH e possíveis caminhos para você, profissional da área.

 

Se você quer ser um profissional preparado para o futuro e atento às novas necessidades do mercado, tenho certeza de que vai aproveitar muito o treinamento RH do Futuro, onde falo com mais profundidade sobre o tema deste artigo!

 

 Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum

 

alinhamento cultural

Como promover alinhamento cultural em empresas com crescimento acelerado?

Você já se perguntou o que grandes empresas fazem para manter a unidade em suas equipes? O alinhamento cultural é a base desse cenário empresarial, especialmente para empresas em crescimento acelerado.

 

É comum que empresas em crescimento tenham como prioridade objetivos estratégicos, voltados para metas. Essas organizações mantêm sua missão e valores apenas como uma decoração de parede, raramente colocando-as em prática na rotina de trabalho.

 

Tão importante quanto a estratégia (se não mais) está a cultura da sua empresa. E com este artigo você vai entender que o alinhamento cultural tem tudo a ver com resultados!

 

O que é alinhamento cultural?

Alinhamento cultural nada mais é do que ter bem definido na empresa a missão e visão de futuro da organização, de forma que todos os colaboradores entendam onde estão, para onde estão caminhando e de que forma essa travessia será feita.

 

Para isso, entramos em um assunto que muitas organizações deixam de lado: a cultura. A cultura da empresa é o conjunto de comportamentos, crenças, valores éticos, hábitos e acordos internos e externos

 

Empresas sustentadas por uma cultura forte, possuem tanta coesão em suas ações que têm maiores probabilidades de alcançarem seus resultados. Afinal, todas as áreas trabalham de forma estratégica para consolidar as metas e objetivos da organização.  

 

O que acontece é que, para obter uma cultura forte, é preciso que haja alinhamento. E isso só é possível quando a cultura é algo que extrapola o discurso e é aplicada no dia a dia dos colaboradores, líderes e gestores. 

 

Nesse sentido, o alinhamento cultural acontece quando todas as pessoas compreendem o sentido de suas funções e visualizam valor em seu trabalho, o que gera engajamento, motivação e unidade às equipes.

 

Isso faz com que as diversas áreas e setores da empresa tenham a mesma clareza a respeito da essência do negócio, de forma a acreditar verdadeiramente em seu propósito.

 

Esse alinhamento cultural é essencial quando atrelado à estratégia da organização, porque sabemos bem que crescer envolve metas e objetivos. Mas a cultura é o que sustentará esse processo e vou te contar o porquê.

 

A cultura na Era Exponencial 

Sempre falo sobre isso: estamos vivendo em tempos diferentes. As coisas mudaram e não estamos falando de uma época tão distante assim. Comece voltando a 10 anos atrás. Você certamente vivia de uma forma completamente diferente.

 

Provavelmente, você acessava mais o e-mail em seu Blackberry, afinal, o Whatsapp ainda não existia. Pegava táxis e não Ubers. Baixava suas músicas, porque o Spotify era um sonho distante. E o Instagram, então, nem se fala…

 

A sua rotina devia ser corrida, mas não tão imediatista como hoje. Isso porque, atualmente, temos todas as informações na palma da mão e a um clique de distância. E por que lembrar disso agora?

 

Porque você deve entender que estamos em um mercado cada vez mais competitivo e que muda de forma extremamente rápida!

 

Quem não se adapta e se transforma conforme essa nova Era, pode não sobreviver ao mundo VUCA: um mundo no qual a incerteza deve estar em pauta na estratégia. Você se lembra, por exemplo, de empresas como Blockbuster e Kodak?

 

Esses são exemplos de empresas grandes e que tinham excelência em seus nichos de atuação. Então, o que houve com elas? Estagnaram e não se exponencializaram. E hoje, não sabemos viver mais sem nossas câmeras de Smartphones e sem nossa conta do Netflix.

 

Como proporcionar o alinhamento cultural?

O quanto você tem exponencializado a sua empresa? O mercado atual – extremamente ágil, competitivo e conectado – requer um posicionamento diferente. E é seu dever pensar sobre isso!

 

A forma de se diferenciar diante desse cenário e atrair os consumidores certos para o seu negócio, de forma perene, é por meio de uma cultura forte. Mas sem alinhamento cultural, é impossível ter a base necessária para crescer.

 

A cultura é um fator central para grandes empresas como Starbucks, Google, Zappos e Airbnb. Segundo o CEO da Airbnb, Brian Chesky, “Quanto mais forte for uma cultura, menos processos corporativos são necessários”.

 

Então, aqui vão alguns passos para você promover o alinhamento cultural da sua organização:

 

Defina missão, visão e valores

Esse é o primeiro passo para definir a cultura de uma empresa. Atualmente, as pessoas procuram por um trabalho que tenha propósito. Isso porque ver significado no que se faz é motivador!

 

A sua missão, visão e valores serão os responsáveis por responder perguntas poderosas como “por que faço o que faço?”, “como farei isso?” e, ainda, “o que farei para alcançar isso?”.

 

Aplique a cultura na prática

Mas tão importante quanto ter missão, visão e valores bem definidos, é que os colaboradores tenham conhecimento disso. E a vivência dessa cultura na prática é essencial para isso.

 

Muitas empresas apenas cumprem uma fachada em relação à sua cultura, o que gera um gap entre o que a diretoria quer transmitir e o que, realmente, acontece na prática. É importante que a sua organização viva a cultura.

 

Contrate pessoas que tenham fit com a cultura

Nesse ponto, temos dois casos. A cultura é um importante fator na hora de selecionar novos talentos para a empresa. A partir dela, é possível identificar se o perfil da pessoa faz ou não sentido para a organização.

 

Por outro lado, o alinhamento cultural é extremamente importante no momento da atração de novos colaboradores para o time. É uma construção anterior à própria contratação e, muitas vezes, independe até mesmo da vaga ofertada.

 

Quando a cultura da empresa está alinhada, é fácil atrair as pessoas que se identificam com a empresa e que tem um senso de pertencimento com o que é feito e como é feito.

 

Conte com o apoio da liderança

É comum que o crescimento da empresa impeça a diretoria de participar de todos os processos e garantir que as coisas estejam acontecendo da forma como devem acontecer. É aí que entra uma peça primordial para o alinhamento cultural: a liderança.  

 

É papel do líder manter a unidade de sua equipe e não deixar que a qualidade se perca. O líder funciona como uma espécie de “espelho” para a equipe. Um bom líder lidera pelo exemplo.

 

 

Espero que esse artigo te faça refletir sobre os próximos passos a serem tomados para tornar a sua empresa uma verdadeira organização exponencial, utilizando a cultura de forma estratégica.

 

Eu e meu sócio, Paulo Alvarenga (P.A.), utilizamos nossos mais de 15 anos de experiência no assunto para preparar a palestra gratuita com o tema “Como criar uma Cultura de Liderança de Alta Performance” para te ajudar nesse desafio. Assista!

 

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum

 

Recursos humanos

As 5 fases dos Recursos Humanos

A área de Recursos Humanos, assim como as organizações como um todo, está em constante evolução. Com o tempo, esse “departamento” passou por diversas transformações, não apenas em relação à relevância que foi ganhando, mas também à sua própria atuação e atribuições.

 

E a verdade é que essas mudanças não vão parar

 

O RH tal como o conhecemos está com seus dias contados (e ainda bem)! Pense em 10 atrás. Um mundo onde não havia Netflix, Uber, Whatsapp, Spotify… De lá para cá, muita coisa mudou, não é mesmo?

 

A velocidade e acessibilidade são dois pontos que merecem destaque. Hoje, processos se tornaram mais rápidos e temos todo tipo de informação na palma da mão. Estamos conectados e buscamos por praticidade e rapidez no dia a dia.

 

O ponto é que as coisas, de forma geral, mudaram! E você, profissional de RH, está acompanhando as novas práticas do mercado?

 

Por que devemos pensar nisso?

Vamos entender melhor como o RH foi ganhando mais relevância frente a outras áreas do negócio? Aqui, falarei de diferentes fases que toda área de RH passa, está passando ou ainda passará. 

 

É essencial que você, enquanto profissional da área, acompanhe esse fluxo e também esteja em constante desenvolvimento. Afinal, você lida com seres humanos e isso exige aprendizado contínuo.

 

O RH tem uma posição estratégica, porque vê todas as áreas e acessa todas as pessoas. É a porta de entrada para os novos mindsets.

 

E isso significa que você, profissional de Recursos Humanos, tem poderes e responsabilidades na mesma medida das tendências e demandas que recebe! 

 

A linha do tempo dos Recursos Humanos

Ao longo do tempo, o RH passou por diversas fases e mudou totalmente a sua forma de atuar e de ser visto. Saiba mais sobre cada uma delas!

 

  • Fase 1 – Administração de RH

Inicialmente, o RH era voltado para atividades de administração. Os profissionais da área cuidavam de folhas de pagamento, gestão de pessoal, afastamentos, admissão e demissão.

 

E entre outras tarefas mais operacionais de que cuidavam, estavam pequenas etapas da jornada do colaborador. 

 

Era uma área de suporte que não precisava ter qualquer conexão com o negócio. Essa fase caracteriza um RH bem no estilo de departamento pessoal.

 

  • Fase 2 – Práticas de RH

Posteriormente, os profissionais de Recursos Humanos começam a cuidar de outras tarefas, como integração e treinamento, desenvolvimento de lideranças e recebimento de algumas demandas de outras áreas do negócio. 

 

O RH amplia a sua atuação, e começa a atuar em várias frentes além do departamento pessoal como recrutamento e seleção, treinamento, performance, benefícios, entre outras.

 

Nessa fase, há uma inquietação sobre como inovar e integrar as melhores práticas no que tange a gestão de pessoas. 

 

  • Fase 3 – O RH estratégico

Uma vez que o RH atua em várias frentes que cobrem toda a jornada do colaborador, a área começa a estruturar suas ações a fim de alavancar os resultados do negócio.

 

Essa fase é caracterizada pela participação ainda tímida, e nem sempre assertiva da área no planejamento estratégico da empresa ou em conversas que discutem a estratégia e o futuro do negócio.

 

Com o objetivo de atuar diretamente na busca dos resultados da empresa, o RH direciona suas ações de acordo com as diretrizes do negócio.

 

Ainda é uma área que recebe as demandas e raramente dá o tom das inovações ou das pautas. Mas, nessa fase, já está ganhando corpo, mais influência e visibilidade

 

  • Fase 4 –  RH de fora para dentro

Essa fase é conhecida por muitos como RH 4.0. Com a chegada de diversas tecnologias disruptivas, a sociedade foi drasticamente transformada. O que quer dizer que nossas empresas, negócios e serviços também! 

 

A partir de tantas mudanças, os profissionais de RH são convidados a pensar de fora para dentro, ou seja, observar as tendências, o que está acontecendo ao redor, o que está acontecendo com os mercados e com a própria sociedade.

 

O RH começa a antecipar-se às mudanças e faz leituras preditivas que ajudam na criação de soluções que impactam ou impactarão o negócio! 

 

Esse não é apenas um RH estratégico, mas um RH propositivo que não espera que as coisas cheguem até ele, mas propõe soluções, programas e ações olhando para fora, e saindo um pouco do mindset antigo daquela área que antigamente só recebia pedidos. 

 

Nesse momento, o profissional de RH vê as tendências sociais de mercado, interpreta e traz para a realidade do negócio.

 

  • Fase 5 – RH na Era Exponencial

Nesse cenário de profundas transformações, visualizamos mais uma onda de atuação do RH: o Exponencial.

 

Não basta identificar que as tecnologias transformaram (e continuarão a transformar) o negócio.  É preciso repensar o papel (e as competências) da profissão nesse cenário VUCA.  

 

Atualmente, o RH deve entender que as organizações estão se transformando e que estamos em meio à Era Exponencial, uma Era que pressupõe mais agilidade, conexão e inconstância. Uma era baseada no paradigma da abundância, na cooperação, na co-criação entre outros tantos pontos relevantes. 

 

De uma vez por todas, é essencial que compreendamos que o profissional de Recursos Humanos não é apenas um facilitador da estratégia e não fica restrito apenas às tendências que estão acontecendo. Esse profissional tem o papel de pensar e incutir o mindset exponencial na empresa. 

 

Como estar preparado para o futuro?

Agora que você sabe o papel dos profissionais de Recursos Humanos na Era Exponencial, entende que deve estar preparado para o futuro da sua profissão ou, talvez, nem esteja nele.

 

Mas estou aqui justamente para te ajudar nisso. O primeiro passo é estar em constante aprendizado, pois, como você viu, as coisas mudam o tempo todo! Na Era Exponencial, essa agilidade é ainda mais latente e novidades surgem a todo momento.

 

Portanto, procure cursos presenciais ou online que possam te ajudar a desenvolver novas competências. Outra atitude é buscar leituras enriquecedoras, pois é uma forma de ampliar a sua consciência dentro das práticas da profissão.

 

Inclusive, temos o e-book RH do Futuro, construído a partir desses dilemas e novas necessidades do mercado. Vale a pena a leitura!

 

Por fim, esteja atento às tendências do mercado através de palestras, pesquisas e conversas com outros profissionais da área. A troca de conhecimento é sempre muito agregadora!

 

Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum

 

O que organizações exponenciais têm em comum?

Por Arthur Diniz, CEO da Crescimentum

 

Vivemos na Era de organizações exponenciais como Facebook, Google, Amazon, Netflix e Uber.

 

Essas são algumas das empresas que souberam aproveitar a inconstância do mercado atual a seu favor, prevendo tendências que, para muitos, passaram despercebidas.

 

A Era Exponencial é pautada pela incerteza, e isso pode parecer um empecilho, mas não é. O que essas organizações têm em comum?

 

O mundo está mudando de forma rápida, o que é um desafio enorme para as empresas que estão crescendo ou, ainda, se preparando para esse novo patamar.

 

É muito provável que a sua empresa tenha que passar por algumas mudanças para se reinventar e estar preparada para esse crescimento. Para isso, algumas questões devem ser colocadas em pauta.

Como sair do mindset incremental e ter um crescimento exponencial?

Para transformar o que somos, primeiro precisamos transformar como pensamos. Se você deseja tornar o seu negócio uma empresa de sucesso, o primeiro passo é uma mudança de mindset.

 

Nesse momento, é preciso questionar o que você considera enquanto ideal e, até mesmo, certo na sua dinâmica de trabalho.

 

Pensando nessa essencial mudança, é fundamental que sua empresa adote uma postura de constante crítica e que desafie o status quo.

 

O mundo está se transformando e essas mudanças alteram a dinâmica de mercado. Seria ingenuidade acreditar que o mercado permaneceria o mesmo.

 

Essas transformações são amplas e impactam diversas áreas sociais como, por exemplo, a comunicação, cultura e economia. Mas vai muito além disso!

 

Foi a partir dessa nova dinâmica que muitas empresas quebraram por não se reinventarem. Por isso, se você não quer ficar para trás, deve repensar a sua forma de trabalhar.

 

Mas como caminhar em direção ao crescimento exponencial, quando tudo o que nossa carreira e nossos antigos empregos nos ensinaram foi: tenha objetivos realistas, siga o plano, minimize riscos, padronize e centralize os processos?

 

A mentalidade incremental está por trás desse mindset tão comum e que permeia os processos de muitas empresas, o que, definitivamente, é um entrave para a criação de organizações exponenciais.

O que é preciso para ser uma empresa de sucesso?

Pense em sua realidade de trabalho hoje. Você visualiza o erro enquanto um importante mecanismo de aprendizagem, por exemplo?

 

A maioria das organizações foi “treinada” para evitar erros e isso é o bastante para que a novidade seja encarada como uma ameaça, afinal, “e se der errado?”.

 

Mas novas tendências e formatos disruptivos apontam para a necessidade latente de caminharmos e transformarmos os nossos mindsets incrementais em exponenciais.

 

O que as empresas com crescimento exponencial têm em comum, afinal? A mentalidade de inovação, de adotar riscos e aprender com seus erros inéditos.

 

Ao mesmo tempo, essa veia de inovação constante é o que possibilita a identificação de tendências que passam despercebidas para as organizações que não desafiam o status quo.

 

E, nesse momento de mudanças, é possível dizer que o “céu é o limite”. Provavelmente, se suas novas ideias não parecerem absurdas, é porque não são tão inovadoras. Pense nisso!

 

Se você quer potencializar os resultados da sua organização e torná-la uma empresa exponencial, participe do treinamento Startups do Futuro!

 

Por meio de ferramentas e estratégias utilizadas por empresas que alcançaram o sucesso, você estará mais capacitado para levar a sua organização ao exponencial.

A Era das Organizações Exponenciais

por Fernanda Okura, designer instrucional da Crescimentum

 

A Era das Organizações Exponenciais: você já deve ter ouvido falar que estamos vivendo essa época. Já deve até ter lido ou escutado sobre práticas organizacionais bem diferentes (e que às vezes parecem tão distantes para nós).

 

São empresas como o Google, Facebook, Zappos, Netflix ou Amazon que têm empreendido e colocado isso em prática.

 

Também deve ter percebido que o mundo corporativo (e o mundo como um todo) está mais rápido, mais conectado, mais incerto… Tudo isso e, ao mesmo tempo, mais centrado nas experiências de usuários e consumidores.

O mundo contemporâneo e as Organizações Exponenciais

É possível também que você, assim como centenas de milhões de pessoas (em alguns casos, bilhões) use no seu cotidiano diversos aplicativos para facilitar a sua vida.

 

Ao acordar, abre o seu Waze para ver como está o trânsito. Procura melhores preços para as próximas férias da família no Booking ou no Airbnb.

 

Posta as fotos do último final de semana no Instagram. E quando tem uma dúvida ou pergunta inesperada, recorre rapidamente ao bom (e não tão velho) Google.

 

E, mesmo assim, talvez você ainda se sinta um pouco desconfiado… Será que esses modelos e ideias disruptivas das organizações realmente vão afetar o seu negócio e a sua função no dia-a-dia?

 

Aliás, você ainda tem aquela papelada de RH para preencher e as planilhas de sempre continuam abertas em seu computador…  É um contrassenso!

Características das organizações do futuro

Pode parecer loucura, mas há 20 anos, essas e outras empresas essenciais para o nosso cotidiano sequer existiam, ou ainda tinham suas sedes em garagens.

 

Portanto está aí a primeira das características mais importantes dessas organizações do futuro: a velocidade com que seus negócios crescem.

 

É verdade que alguns setores não sofreram mudanças tão significativas. Ainda. Entretanto, em maior ou menor velocidade, todas as organizações precisarão passar pelo processo de adaptação à essa nova realidade.

 

É preciso entendermos de uma vez por todas que essa nova era das Organizações Exponenciais já se faz presente. Ela acarretará mudanças que serão muito mais agressivas do que nosso pensamento linear consegue prever.

 

Nenhuma organização, seja ela governamental, comercial ou sem fins lucrativos, será capaz de acompanhar o ritmo acelerado do crescimento exponencial.

 

A segunda consideração que precisamos fazer sobre as Organizações Exponenciais: elas não crescem 10% ao ano. Elas podem crescer 1000% ao ano.

 

Tomemos como exemplo a Amazon: 1º trimestre de 2018 teve um lucro de 125% em relação ao mesmo período de 2017!

As mudanças estão chegando!

A notícia é: não importa o quão longe a sua organização ou você mesmo está dessa revolução exponencial. Cedo ou tarde ela chegará até você.

 

Se isso será bom ou ruim, vale uma provocação para revermos as nossas práticas de gestão de RH. Além disso, qual caminho devemos seguir é algo a ser definido hoje.

 

Pensando nisso, Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum, estudou as melhores práticas do Vale do Silício, trocou conhecimento com diversos profissionais da área e se aprofundou nas principais tendências para criar o RH do Futuro!

 

Um curso para você repensar o ciclo de vida dos colaboradores da sua organização. Além de ter insights de inovações e aprender a preparar sua empresa para um futuro promissor e cheio de desafios.