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O futuro do desenvolvimento: 4 tendências de T&D

O universo de treinamento e desenvolvimento está passando por uma reviravolta. A partir da crise e do isolamento social, assistimos uma rápida reinvenção na forma como treinamos e aprendemos, o que gera novas tendências de T&D. 

Neste artigo, falo mais sobre as implicações deste momento em nossa forma de viver, treinar e aprender, e como essa fase guia o desenvolvimento para um novo futuro!

O futuro do desenvolvimento

Já faz um tempo desde que a Organização Mundial de Saúde declarou oficialmente a pandemia do COVID-19. A série de transformações decorrentes deste cenário colocou o mundo sob outra perspectiva, forçando pessoas e organizações a se reinventarem. 

As medidas de isolamento vêm mudando a dinâmica do trabalho e, também, do aprendizado. Além do home office, muitos profissionais estão aproveitando o maior tempo livre para se aperfeiçoarem com cursos online.

Com isso, assistimos mudanças que perpassam pelos mais variados âmbitos da vida. 

Vemos uma aceleração de tendências como a revisão de crenças e valores, o minimalismo, a reconfiguração dos espaços de comércio, o trabalho remoto e, por fim, uma reinvenção significativa na aprendizagem e desenvolvimento. 

Embora esse seja um momento desafiador para todos, a área de Recursos Humanos é uma das mais visadas neste momento, ocupando uma posição extremamente necessária e crítica para o futuro das organizações e o bem-estar de pessoas. 

Com toda a mudança na forma de trabalhar, gerir e pensar em negócios, mais uma vez os profissionais de Recursos Humanos se veem diante de uma mudança significativa em sua forma de atuar. 

Agora, mais do que nunca, apropriar-se do digital para colaborar com a aprendizagem é uma estratégia para garantir a sobrevivência de nossos negócios. Mas adaptar-se a este cenário e escolher ações verdadeiramente eficazes é um desafio.

Segundo pesquisa da Consultoria Kantar, entre as novas experiências das pessoas estão:

  • 34% Consultas online 
  • 33% Cursos online
  • 29% Softwares de home office
  • 26% Serviços de entretenimento online
  • 21% Assistir lives no celular

Com toda a certeza, em tempos remotos, o mundo online ganhou uma força nunca vista antes. Podemos dizer que fomos empurrados para acelerar uma mudança que, talvez, demorasse mais de uma década para acontecer. 

A digitalização de diversos processos chegou ao seu ápice, sendo a principal maneira de dar continuidade ao trabalho, consumo, entretenimento, comunicação, desenvolvimento, entre outras ações necessárias em tempos de isolamento. 

Essa transformação digital à qual estamos sendo empurrados, não diz respeito apenas a modernizar softwares mas, especialmente, em proporcionar soluções digitais inovadoras centradas na experiência do colaborador, otimizando resultados para o negócio. 

Além disso, trata-se de uma mudança brusca na forma como as coisas sempre foram feitas. A partir deste momento, visualizamos ferramentas online de maneira diferente, já que fomos levados a encontrar novas formas de fazer, ver, aprender, conversar, liderar, entre outros. 

Por isso, este processo desencadeia em novas tendências e é sobre isso que falaremos adiante.

Algumas tendências de T&D

Tudo o que abordei até agora colabora para que nada mais seja como antes. Enquanto algumas pessoas ainda esperam que essa crise acabe e que tudo volte “ao normal”, as que têm lidado melhor com tudo isso compreendem que isso não acontecerá.

Um dos grandes desafios do RH neste momento é cativar as pessoas, engajando diante da busca por aprendizagem e mais protagonismo. Além disso, existe um desafio crescente em encontrar soluções de aprendizagem online verdadeiramente transformadoras. 

Existe um universo de respostas possíveis a partir de alguma novas tendências, que destaco a seguir. 

Ser agile no mundo complexo significa teorizar a partir da prática

Como vimos a partir das pesquisas que citei, as pessoas buscam, cada vez mais, por uma aprendizagem que se conecte com suas experiências práticas. Uma forma de motivar isso é fornecendo ações de desenvolvimento que possam ser aplicadas na rotina de trabalho.

Além disso, uma boa prática é a realização de ciclos curtos de aprendizagem. 

Quando distribuímos peças curtas, convidando os participantes para tomar uma ação e mudar um comportamento, um treinamento que duraria 8 horas em um dia, pode ser feito em 6 semanas, de maneira que o tema fique na cabeça por mais tempo. 

Assim, o tema é distribuído por mais tempo, em ciclos curtos, por pequenas peças que me chamam para experimentar e para a prática.

Ciclos curtos com retrospectiva e lifelong learning

Compreender o conteúdo por etapas ajuda a construir um um plano de ação onde o conhecimento é testado na prática. Dessa forma, os participantes chegam para a aula com vivências reais relacionadas ao conteúdo. 

No momento ao vivo, com o facilitador, chegar com experiências, dúvidas e boas práticas ajuda a gerar conexão e trocas mais participativas entre o grupo. Além disso, essa é uma excelente maneira de desafiar os modelos mentais dos participantes. 

Em uma jornada, isso pode ser continuado em mentoria focadas em determinados pontos. Com isso, vivemos a sala de aula invertida, na qual o conhecimento vem antes, por ferramentas digitais e, para a aplicação na prática, temos um expert. 

Na lógica tradicional, isso é totalmente diferente. Temos professores e facilitadores na hora do conteúdo e, nos desafios da prática, nos vemos sozinhos e, por vezes, desmotivados por não conseguir atrelar os conhecimentos à prática organizacional.

Distribuir pequenas peças de aprendizagem, aderindo ao microlearning, ajuda os participantes a criarem um ritual de desenvolvimento que pode ser trilhado individualmente depois.

Personalização e aprendizagem colaborativa

Quanto mais conseguirmos personalizar e entender a necessidade de cada colaborador, mais assertivos podemos ser em sua jornada de desenvolvimento. 

Para conseguir maximizar o aprendizado, o blended learning é uma estratégia adotada em muitas organizações. 

A mistura de recursos digitais com a interação humana funciona como “o melhor dos mundos”. No blended learning, é possível quebrar alguns conteúdos antes do momento do treinamento e ir degustando aos poucos. 

Outra opção é que o próprio participante escolha por onde começar sua jornada de desenvolvimento, de acordo com sua necessidade. Para isso, feedbacks individualizados também são essenciais para entender os próximos passos para o desenvolvimento específico de cada colaborador. 

Essa experiência ajuda a incorporar o aprendizado, tornando-o, inclusive, mais emocional. O que isso significa? Que o conteúdo conseguiu captar a atenção do participante de forma mais assertiva, permanecendo na memória por muito mais tempo. 

Protagonismo do aprendizado e flexibilidade

Diante dos recentes acontecimentos, apenas reforçamos a necessidade de colaboradores mais protagonistas e com senso de ownership. Quando pensamos em desenvolvimento, isso também deve ser reforçado. 

Devemos proporcionar uma aprendizagem que motive os participantes a darem continuidade em sua jornada de desenvolvimento, sendo protagonistas e escolhendo os próximos passos de acordo com sua necessidade. 

Construir uma jornada onde o participante se sinta estimulado a percorrer e se sentir evoluindo é essencial. Isso, quando atrelado à flexibilidade, permite que as pessoas adequem o desenvolvimento à sua rotina, quando, onde e como quiserem. 

Como conduzir o desenvolvimento em tempos de crise?

A necessidade de desenvolver-se nunca foi tão latente. Para sobreviver à crise e ao mundo cada vez mais ágil, empresas que investem no desenvolvimento de novas competências e habilidades tem maior chance de transformar desafios em oportunidades. 

Uma pesquisa com 126 empresas, realizada pela Deloitte antes da crise causada pelo Coronavírus, mostrava que as organizações investiam mais de 30% de seus recursos de T&D somente em soluções digitais. No atual cenário, é provável que esse número já tenha aumentado!

Diante disso, o mercado demanda por profissionais que saibam conduzir processos de desenvolvimento online de forma verdadeiramente transformadora. Este mercado está apenas começando a sua expansão e os profissionais aptos a facilitarem encontros online terão um grande diferencial no médio e longo prazo. 

A fim de ajudar você a acelerar o desenvolvimento dessas novas e essenciais competências da facilitação à distância, faremos um webinar com o tema “Procura-se: profissionais prontos para a nora era da aprendizagem digital“. 

Neste webinar gratuito, você vai aprender os passos para ser um profissional preparado o novo normal, saindo na frente para acelerar o futuro da sua organização. Participe!

Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum