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Modelo Mental: descubra como transformar sua mente!

Por Marco Fabossi, sócio-diretor da Crescimentum

 

 

Todos temos um ou outro Modelo Mental, formados por nossas crenças e valores, que determinam a forma que enxergamos a vida.

 

Consciente ou inconscientemente, assumimos papéis diferentes em nosso cotidiano.

O Modelo Mental por trás de nossos papéis

Em alguns momentos somos filhos, em outros pais, profissionais, amigos, líderes, estudantes, cônjuges, parceiros, e assim por diante.

 

Cada papel é sustentado por um conjunto de crenças e valores e coisas em que acreditamos.

 

Por exemplo: no papel de líder, posso presumir que ninguém consegue fazer as coisas tão bem quanto eu, ou posso crer que meus liderados são pessoas capazes de executar determinadas tarefas tão bem, ou até melhor do que eu.

A influência das crenças e valores

Ambos são crenças e valores que levam a comportamentos e capacidades completamente diferentes. Neste exemplo, a primeira crença leva o líder a desenvolver a capacidade de ser centralizador, alguém que não delega por não confiar que as pessoas possam fazer as coisas tão bem quanto ele.

 

Já a segunda crença conduz o líder na direção oposta, ajudando-o a adquirir a capacidade de delegar, por acreditar no potencial das pessoas que estão ao seu redor.

 

Esses Modelos Mentais, formados por crenças e valores, é que determinam a forma como enxergamos e vivemos nossa vida.

 

Além disso, facilitam ou dificultam o desenvolvimento de capacidades e comportamentos em cada um dos papéis que exercemos no dia a dia.

E como mudar esses Modelos Mentais?

É por isso que mudanças efetivas e duradouras começam pela transformação de nosso Modelo Mental: pela mudança em nosso jeito de acreditar nas coisas.

 

Entretanto, é interessante notar que ao iniciamos mudanças apenas tentando ajustar determinados comportamentos, logo percebemos que as coisas mudam por um tempo e não demoram a voltar ao estado inicial.

 

Isso ocorre devido ao desalinhamento entre crenças (aquilo que acreditamos) e comportamento (aquilo que fazemos).

 

Para que as mudanças realmente aconteçam é preciso questionar crenças e valores!

 

Isso porque apenas quando mudamos a maneira de enxergar determinadas situações e adquirimos nova consciência, é que desenvolvemos capacidades e comportamentos alinhados e coerentes com este novo ponto de vista.

 

Peter Senge reforça este conceito no livro A Quinta Disciplina, quando comenta: “Embora não se comportem de forma coerente com aquilo que dizem, as pessoas comportam-se de forma coerente com aquilo em que acreditam”.

 

Refletindo sobre tudo isso, podemos concluir que o Modelo Mental de cada indivíduo não é necessariamente uma verdade, a não ser para si mesmo, porque foi criado com base em suas próprias experiências.

 

Uma criança que assiste assiduamente ao desenho do Pica-Pau, por exemplo, pode crescer acreditando que para ganhar é preciso que os outros percam.

Perguntas Poderosas

Mas você deve estar se perguntando: “mas como mudar as crenças e valores?”

 

A resposta é: questionando-os! Usando uma das armas mais poderosas que temos: as perguntas.

 

Se alguém chega atrasado constantemente, ao invés de apenas dizer “eu não quero que você chegue atrasado!”, experimente chamar esta pessoa para conversar e faça-lhe algumas perguntas como:

  • “você tem planos de crescimento aqui na empresa?”
  • “como você entende que seus atrasos constantes podem contribuir para seu crescimento?”
  • “se tivéssemos uma promoção para o seu cargo em aberto neste momento, pensa que este seu comportamento o aproximaria ou o afastaria dela?”
  • “Se continuar com este comportamento, o que pensa que pode acontecer?”.

Um novo comportamento

Se conseguir levar a pessoa a refletir sobre determinada situação a ponto de ela rever suas crenças e valores, e então decidir mudar o seu Modelo Mmental por si mesma, as chances de que um novo comportamento se estabeleça são muito maiores!

 

Isso porque ninguém muda ninguém, mas principalmente, ninguém muda sozinho.

 

Se você deseja se tornar um líder que desperte o melhor nas pessoas e as levem para o caminho da transformação, conheça a Formação em Coaching de Liderança da Crescimentum.

 

Você irá aprender o poder de conversas transformadoras e entender como é possível impactar pessoas por meio de perguntas poderosas.

O Cérebro não tem Calendário

Por Marco Fabossi, sócio-diretor da Crescimentum

 

Uma repórter perguntou à uma jovem e talentosa violinista sobre o segredo de seu sucesso, e ela respondeu:

 

– O segredo do meu sucesso é a negligência planejada.

 

Ao perceber que a repórter queria saber mais sobre o assunto, ela então explicou:

 

– Durante a minha infância e adolescência havia muitas coisas que exigiam o meu tempo. Depois do café da manhã, eu arrumava a cama, colocava meu quarto em ordem, varria o chão e fazia tudo aquilo que era supostamente importante. Só depois de tudo isso é que eu corria para estudar violino. Com o tempo descobri que estava progredindo menos do que gostaria, e decidi inverter as coisas. Enquanto o tempo de estudar violino não acabava, eu deliberadamente negligenciava todas as outras coisas. Esse programa de negligência planejada, a meu ver, é o grande responsável pelo meu sucesso como violinista.


As recentes descobertas da neurociência têm trazido muitos ensinamentos sobre o funcionamento do cérebro e o seu impacto no comportamento humano. Dois deles são que o cérebro humano tem uma capacidade de transformação e aprendizagem praticamente infinita, ao que os neurocientistas chamam de Neuroplasticidade. E o outro é que o cérebro aprende de duas maneiras: repetição e emoção.

 

Traduzindo essas constatações da neurociência, podemos chegar à duas importantes conclusões:

  • Qualquer novo conhecimento, comportamento ou habilidade podem ser aprendidos;
  • Mas para que esse novo conhecimento, comportamento ou habilidade se estabeleça, é preciso que haja repetição e uma boa dose de emotividade ou significado naquilo que está sendo aprendido.

 

É importante, portanto, conscientizar-se de que o cérebro não tem calendário, ou seja, pra ele não importa se é segunda-feira ou sábado; ele continua aguardando mais uma repetição daquele conhecimento, comportamento ou habilidade que você está tentando desenvolver, para que possa reforçar cada vez mais as conexões neurais, até que isso se torne um hábito. Por isso, para o cérebro é muito mais produtivo que você faça algo durante dez minutos todos os dias, do que deixar pra praticar uma hora no final de semana, por exemplo.

 

Portanto, se você quer meditar, fazer atividade física, dizer mais “eu te amo” para as pessoas do seu convívio, melhorar sua capacidade de relacionamento e liderança, aproximar-se mais de alguém que ama, falar fluentemente outro idioma, aprender algo novo, enfim, adquirir ou reforçar um conhecimento, comportamento ou habilidade, será preciso fazê-lo todos os dias. Lembre-se, o cérebro precisa de repetição pra aprender. E, pra tornar essa repetição mais prazerosa e motivadora, torne-a importante pra você; conecte-a com um objetivo e um propósito.

 

No início pode até ser chato meditar, e isso pode desmotivá-lo, mas se você conectar esses momentos com algo que lhe ajude a ser menos ansioso, que traga maior presença, equilíbrio, serenidade, e que consequentemente melhorará sua qualidade de vida, seu humor e os resultados no dia a dia, haverá mais motivação e significado para que você persista. E isso se aplica a tudo o que quiser desenvolver.

 

Ajude seu cérebro a ajudar você!

 

Como mudar um comportamento impacta na liderança

por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum

 

Muitas vezes nós tentamos mudar um comportamento e não somos bem sucedidos. Buscamos fazer algo diferente, juramos a nós mesmos não repetir aquela atitude, mas sem demora lá estamos nós de novo, fazendo igualzinho.

 

Nos últimos anos tenho ajudado centenas de líderes a reconhecerem seus padrões comportamentais.

 

Assim, poderão ampliar sua consciência e começarem a se arriscar em novos comportamentos.

Mas é possível mudar um comportamento?

Para você que almeja mudar um comportamento e ainda não foi bem-sucedido, cabe começar a refletir sobre os reais motivos de agir assim.

 

Primeiramente, precisamos aceitar que todo comportamento existe por uma intenção positiva. Ele está lá para nos dar algum ganho ou evitar alguma dor.

 

Até mesmo aquele comportamento que você julga como ruim tem como objetivo te trazer algum benefício.

Exemplo:

Por exemplo: existem pessoas que “explodem” às vezes e “atropelam” outras pessoas. Recentemente um cliente de coaching com esse comportamento recebeu feedbacks de que ele não levava em consideração o impacto de suas ações nos outros.

  • Ele avaliou o ganho de agir assim da seguinte forma: “se ataco pareço forte”. E, no mesmo sentido: “se mostrar fraqueza os outros passam por cima de mim”.

 

Portanto, fica evidente que o comportamento aparentemente ruim estava a serviço de se proteger dos outros. Isso por meio de demonstrações de força, rigidez, autoritarismo.

  • Outro cliente de coaching, frente à avaliação que seus liderados fizeram e em que relataram sua baixa escuta e centralização. Dizia: “se não sou eu nada acontece” e ainda “descobri desde cedo que o mundo é você com você mesmo”.

 

Exemplos como esses fazem parte de um grupo de líderes que tendem a ver o mundo como um lugar inseguro, hostil. Isso mostra a crença de que não podem confiar nas pessoas e não devem buscar o apoio delas para dividir a carga.

A grande causa é o medo!

Em conversas mais genuínas, eles confirmam possuir um grande medo de não se sentirem seguros o suficiente no mundo.

 

Reconhecer o seu medo (que tende a gerar os principais pontos fracos em sua liderança) é um passo poderoso para iniciar uma mudança evolutiva.

 

Do contrário, aquilo que você desconhece continua a te dominar. No entanto, ao conhecer seu medo, pode-se estabelecer um “diálogo” com ele.

 

Nos casos citados acima o exercício desses líderes foi procurar olhar para as pessoas como confiáveis, mudando a maneira de agir com elas no dia a dia, delegando e pedindo ajuda.

 

Olhar o mundo como um ambiente de troca e cooperação ao invés de uma competição em que o mais forte sobrevive.

 

Dessa forma, é possível passar assim a reconhecer suas falhas, dividindo a tomada de decisão com outras pessoas, se mostrando vulnerável.

Mudar um comportamento ruim é possível!

Em suma, por trás de um comportamento ruim está uma falsa crença sobre a realidade. E no âmago da falsa crença jaz um medo.

 

Decidir por evoluir como líder e ser humano é reconhecer o comportamento que prejudica o seu desempenho. Dessa forma, vamos quebrando essas falsas crenças e identificando como nossos medos nos influenciam.

 

E, dessa forma, descobrimos como podemos mudar um comportamento.

 

A partir daí, cabe a cada um decidir qual a visão de mundo adotar e qual significado dar às coisas.

 

E você? Qual o medo que te prende? Que visão de mundo tem hoje que pode te atrapalhar?

 

Se você é um líder que quer sempre aprender mais, não deixe de visitar o nosso site e conhecer os nossos treinamentos!

Quais são seus modelos mentais e como eles afetam seu comportamento?

por Vanessa Campos, trainer da Crescimentum

 

Para abordarmos este tema, gostaria de sugerir uma reflexão rápida: você tem algum comportamento que não gosta em si mesmo, mas que não consegue modificar?

 

Quantas vezes você se pegou em situações em que gostaria de agir de forma diferente? Já se perguntou porque é tão difícil mudar um comportamento, mesmo que ele te prejudique de alguma forma?

 

Se sua resposta for sim, este artigo te dará a oportunidade de entender porque isso acontece e começar a treinar a sua mente para mudar isto!

 

Os nossos comportamentos estão intimamente ligados às nossas crenças e, frequentemente, influenciam nosso modo de agir e pensar, nos levando a tomar atitudes de acordo com um padrão que nos foi determinado.

 

Por exemplo: você acredita que chegar atrasado é uma falta de respeito. E isso gera em você o comportamento de ser sempre pontual.

 

O escritor Peter Senge, no livro A Quinta Disciplina, definiu modelos mentais como “pressupostos profundamente arraigados, generalizações, ilustrações, imagens ou histórias que influenciam nossa maneira de compreender o mundo e nele agir”.

 

O modelo mental não é necessariamente uma verdade absoluta, mas uma verdade criada de acordo com suas crenças, ou seja, aquilo em que você acredita influenciando seus comportamentos.

 

Nossos modelos mentais determinam não apenas a forma como entendemos o mundo, mas também como agimos nele.

 

Outro fato intrigante é que, diante de uma mesma situação, pessoas diferentes podem se comportar de maneiras diferentes, e isso está diretamente ligado aos modelos mentais que cada indivíduo possui.

 

Reconhecer um modelo mental e trazê-lo para consciência não é uma tarefa fácil, mas é necessária para nos ajudar a entender o quanto somos influenciados por esse padrão de pensamento, ou seja, o quanto repetimos determinados comportamentos em diversas situações.

 

E é importante lembrar que um mesmo modelo mental pode tanto nos limitar quanto nos impulsionar em direção a objetivos ou em busca de nossa identidade pessoal.

 

Desenvolver os melhores modelos mentais possíveis para enfrentar qualquer situação que se apresente é o ponto chave para alavancar o processo de aprendizagem e desenvolvimento.

 

Duas habilidades podem facilitar o processo de identificação de modelos mentais: reflexão e inquirição.

 

Refletir refere-se a ter a consciência de como os modelos mentais podem afetar nossa visão de mundo; e inquirir é sobre manter diálogos e interações com outros, compartilhando visões e experiências.

 

A reflexão trará o modelo mental para a consciência e o questionamento ajudará a definir se esse é o melhor modelo mental a ser utilizado nesse momento, se esse modelo mental te limita ou te alavanca em direção aos seus objetivos.

 

E você? Quais modelos mentais precisa alterar ou criar do zero?

 

Entendemos que mergulhar nestes conceitos vai te ajudar, não somente na vida pessoal, como também na vida profissional. Leia um pouco mais sobre como o nosso modo de agir é a chave da mudança.

 

O exercício dos 3A’s: Autoconhecimento, Autoaprimoramento e Autogerenciamento

por César Ayer, trainer da Crescimentum

 

Antes de falarmos sobre autodesenvolvimento é importante entendermos o que significa essa prática. Quando buscamos o autodesenvolvimento estamos fazendo o exercício de ampliar a consciência de quem somos e do nosso papel no mundo.

Acredito que o primeiro passo para o autodesenvolvimento é a clareza do nosso propósito, ou seja, nosso “norte pessoal”. O propósito é a principal razão, ou deveria ser, para orientar nossos valores, capacidades e comportamentos no ambiente. Uma vez que eu defino o meu propósito (pessoal ou profissional) o próximo passo é compreender quais são os meus valores e modelos mentais, ou seja, formas de pensar que me permitirão desenvolver as capacidades que eu preciso. Você já se perguntou quais são os seus talentos? O que você faz de melhor? Como você impacta o mundo com seus talentos?

Depois dessa etapa, é hora de identificar aquelas capacidades ainda pouco desenvolvidas e que precisam ser gerenciadas até que possamos evoluí-las a um patamar no qual possam ser melhor aproveitadas e não anulem os nossos principais pontos fortes (autoaprimoramento). Essa não é uma etapa tão simples, pois estaremos entrando em contato com aquilo nos provoca certo incômodo. Esse incômodo deve nos mover para o autoaprimoramento!

Complementando este ciclo, há a necessidade de termos a consciência do impacto dos nossos comportamentos nos ambientes onde atuamos (autogerenciamento). Como nossos pontos fortes, capacidades e pontos de desenvolvimento são percebidos pelo meio e nos ajudam (ou prejudicam) a nos relacionarmos com o outro.

A esse estimulante e desafiador exercício do autodesenvolvimento dei o nome de 3A’s – Autoconhecimento, Autoaprimoramento e Autogerenciamento. Esses três passos podem nos possibilitar um novo significado e novas formas de pensar, sentir e agir diante da vida. Só por isso, já te aconselharia a aplicar os 3A’s.

A questão é que algumas pessoas acreditam que o autoconhecimento só tem espaço quando buscamos realizar alguma coisa diferente daquilo que estamos acostumados a fazer ou viver e, com isto, perdem uma grande chance de se aperfeiçoarem e viverem ainda melhor dia após dia.

Por isso, sempre pense: quando começar? Agora. Por quanto tempo manter? Por toda vida. Isso porque somos todos seres em desenvolvimento e a experiência humana é a oportunidade que temos para promover esse desenvolvimento. Guimarães Rosa já dizia “Quem elegeu a busca não pode recusar a travessia”.

Se você também tem interesse em se aprimorar e desenvolver, não deixe de visitar o nosso site e conhecer os nossos treinamentos. E boa sorte!

Nosso modo de agir é a chave da mudança

Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum

 

Muitos de nós já tentamos mudar um comportamento e não fomos bem sucedidos. Buscamos fazer algo diferente, juramos a nós mesmos não repetir aquela atitude, mas lá estamos nós de novo, fazendo igualzinho.

 

Para você que almeja mudar um comportamento e ainda não foi bem-sucedido, cabe refletir sobre os reais motivos de agir assim.

Isso acontece por qual motivo?

Antes de qualquer coisa, precisamos aceitar que todo comportamento existe por uma intenção positiva. Ele está lá para nos dar algum ganho ou evitar alguma dor. Mesmo aquele comportamento que você julga como ruim, traz algum benefício. Por exemplo: existem pessoas que “explodem” às vezes e “atropelam” outras pessoas.

 

Não entendeu o que eu quis dizer? Vou te explicar melhor.

 

Recentemente um cliente de coaching com esse comportamento agressivo e explosivo recebeu feedbacks que não levava em consideração o impacto de suas ações nos outros. Ele avaliou o ganho de agir assim da seguinte forma: “Se ataco, pareço forte”. Ele também disse no mesmo sentido: “Se mostrar fraqueza, os outros passam por cima”.

 

Fica evidente, portanto, que o comportamento aparentemente ruim estava a serviço de se proteger dos outros, demonstrando força, rigidez, autoritarismo. Outro cliente de coaching, frente a avaliação que seus liderados fizeram em que relataram sua baixa escuta e centralização, dizia: “Se não sou eu, nada acontece” e ainda “Descobri desde cedo que o mundo é você com você mesmo”.

 

Exemplos como os acima fazem parte de um grupo de líderes que tendem a ver o mundo como um lugar inseguro, hostil, em que não se pode confiar nas pessoas e buscar o apoio delas para dividir a carga. Em conversas mais genuínas, eles confirmam possuir um grande medo de não se sentirem seguros o suficiente no mundo.

Você é o elemento de mudança!

Reconhecer o seu medo (que tende a gerar os principais pontos fracos na sua liderança), é um passo poderoso para iniciar uma mudança evolutiva. Se você conhece seu medo, pode estabelecer um “diálogo” com ele.

 

Nos casos citados acima, o exercício desses líderes foi procurar olhar para as pessoas como confiáveis, mudando a maneira de agir com elas no dia a dia, delegando e pedindo ajuda.

 

Olhar o mundo como um ambiente de troca e cooperação ao invés de uma competição em que o mais forte sobrevive, passando assim a reconhecer suas falhas, dividindo a tomada de decisão com outras pessoas, mostrando-se vulnerável.

 

Em suma, pela minha experiência, noto que por trás de um comportamento ruim está uma falsa crença sobre a realidade e, no âmago da falsa crença jaz um medo.

Por onde começar?

Decidir por evoluir como líder e ser humano é reconhecer o comportamento que prejudica o seu desempenho. Dessa forma, vamos quebrando essas falsas crenças e identificando como nossos medos influenciam nossos comportamentos.

 

A partir daí, cabe a cada um decidir qual a visão de mundo adotar e qual significado dar às coisas. E você? Qual o medo que te prende? Que visão de mundo tem hoje que pode te atrapalhar?

 

Nesse sentido, a ampliação de consciência se faz a cada dia mais necessária para alcançarmos comportamentos positivos e que nos possibilitem ser mais produtivos e chegarmos a Alta Performance. Para isso, a Crescimentum oferece diferentes programas, ensinando técnicas e ferramentas práticas, dentre eles o Líder do Futuro Executivo, um treinamento especialmente desenvolvido para o aprimoramento de líderes com mais de 3 anos de experiência na gestão de equipes.

Como utilizar modelos mentais a seu favor

Antes de começarmos gostaria de fazer um teste. Você tem algum comportamento que não gosta, disse que não ia mais fazê-lo e depois de algum tempo voltou a repeti-lo?

 

Espero que sim, pois assim você me faz sentir como uma pessoa normal. É incrível como alguns comportamentos nos incomodam e não conseguimos mudá-los. Seria isso uma forma de autossabotagem? Talvez sim.

 

Mas o que posso te ajudar a entender é que segundo Peter Senge, autor do livro “A Quinta Disciplina”, os comportamentos são gerados por meio de nossas crenças, que estão completamente arraigadas em nossas mentes e que nos fazem olhar o mundo sob nossa perspectiva.

 

Essas crenças, também conhecidas como modelos mentais, são a razão pela qual agimos da forma que agimos (que pode ser limitante ou fortalecedora) e nos ajudam a sermos quem gostaríamos de ser.

Mas o que fazer quando elas são tão arraigadas assim?

O primeiro passo é tomar consciência das nossas crenças. Como? Simplesmente nos perguntando porque temos determinados comportamentos. Você pode se surpreender com as respostas que virão.

 

Pergunte muitas vezes “Por que” e responda sinceramente para si mesmo. Comece por um comportamento que não gosta e se pergunte mais de uma vez, se necessário, o porquê você age dessa forma, a resposta pode te surpreender e talvez dar até um pouco de vergonha de ter um motivo tão simples, porém ao mesmo tempo tão forte que te deixa momentaneamente incapaz de mudar.

 

Uma vez descoberto o porquê, o que fazer? Se pergunte: é hora de mudar? O quanto manter esse comportamento está me limitando a ser quem eu quero ser?

 

Quando os ganhos forem maiores que as perdas é a hora. E qual o próximo passo?

 

Pense sobre o novo comportamento que gostaria de ter, então se pergunte, o que eu preciso acreditar para me comportar dessa nova forma?

 

É um ciclo vicioso: eu acredito em algo que me faz me comportar de tal maneira e que me gera resultados positivos.

 

Na teoria tudo é lindo. Entretanto, na prática você pode dizer a si mesmo essa nova crença e se questionar, “mas eu não acredito nisso”. Essa é uma etapa comum nesse processo de mudança, já que se você já acreditasse nessa nova crença, certamente se comportaria de outra forma.

Comece agora mesmo

O que proponho é fazer um acordo: Te convido a agir como se acreditasse nesse novo modelo mental. Se comporte imaginando. “Se eu acreditasse nisso, eu faria isso de outra forma” , e assim comece a colocar esse novo comportamento em prática.

 

Você vai perceber no começo algo meio mecânico, mas aos poucos vai colher outros resultados e automaticamente, querendo ou não, você vai passar a incorporar esse novo modelo mental.

 

Vai ser de uma hora para outra? Não, mas você irá experimentar que é possível ter um novo comportamento e, aos poucos, com pequenos passos, adotará um novo modelo mental.

 

É possível mudar! E que tal começar hoje mesmo? Conheça nossas opções de cursos e entenda de que forma podemos atender suas necessidades e ajudá-lo em seus desafios!