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O Cérebro não tem Calendário

Por Marco Fabossi, sócio-diretor da Crescimentum

 

 

Uma repórter perguntou à uma jovem e talentosa violinista sobre o segredo de seu sucesso, e ela respondeu:

 

– O segredo do meu sucesso é a negligência planejada.

 

Ao perceber que a repórter queria saber mais sobre o assunto, ela então explicou:

 

– Durante a minha infância e adolescência havia muitas coisas que exigiam o meu tempo. Depois do café da manhã, eu arrumava a cama, colocava meu quarto em ordem, varria o chão e fazia tudo aquilo que era supostamente importante. Só depois de tudo isso é que eu corria para estudar violino. Com o tempo descobri que estava progredindo menos do que gostaria, e decidi inverter as coisas. Enquanto o tempo de estudar violino não acabava, eu deliberadamente negligenciava todas as outras coisas. Esse programa de negligência planejada, a meu ver, é o grande responsável pelo meu sucesso como violinista.


As recentes descobertas da neurociência têm trazido muitos ensinamentos sobre o funcionamento do cérebro e o seu impacto no comportamento humano. Dois deles são que o cérebro humano tem uma capacidade de transformação e aprendizagem praticamente infinita, ao que os neurocientistas chamam de Neuroplasticidade. E o outro é que o cérebro aprende de duas maneiras: repetição e emoção.

 

Traduzindo essas constatações da neurociência, podemos chegar à duas importantes conclusões:

  • Qualquer novo conhecimento, comportamento ou habilidade podem ser aprendidos;
  • Mas para que esse novo conhecimento, comportamento ou habilidade se estabeleça, é preciso que haja repetição e uma boa dose de emotividade ou significado naquilo que está sendo aprendido.

 

É importante, portanto, conscientizar-se de que o cérebro não tem calendário, ou seja, pra ele não importa se é segunda-feira ou sábado; ele continua aguardando mais uma repetição daquele conhecimento, comportamento ou habilidade que você está tentando desenvolver, para que possa reforçar cada vez mais as conexões neurais, até que isso se torne um hábito. Por isso, para o cérebro é muito mais produtivo que você faça algo durante dez minutos todos os dias, do que deixar pra praticar uma hora no final de semana, por exemplo.

 

Portanto, se você quer meditar, fazer atividade física, dizer mais “eu te amo” para as pessoas do seu convívio, melhorar sua capacidade de relacionamento e liderança, aproximar-se mais de alguém que ama, falar fluentemente outro idioma, aprender algo novo, enfim, adquirir ou reforçar um conhecimento, comportamento ou habilidade, será preciso fazê-lo todos os dias. Lembre-se, o cérebro precisa de repetição pra aprender. E, pra tornar essa repetição mais prazerosa e motivadora, torne-a importante pra você; conecte-a com um objetivo e um propósito.

 

No início pode até ser chato meditar, e isso pode desmotivá-lo, mas se você conectar esses momentos com algo que lhe ajude a ser menos ansioso, que traga maior presença, equilíbrio, serenidade, e que consequentemente melhorará sua qualidade de vida, seu humor e os resultados no dia a dia, haverá mais motivação e significado para que você persista. E isso se aplica a tudo o que quiser desenvolver.

 

Ajude seu cérebro a ajudar você!

 

O exercício dos 3A’s: Autoconhecimento, Autoaprimoramento e Autogerenciamento

por César Ayer, trainer da Crescimentum

 

Antes de falarmos sobre autodesenvolvimento é importante entendermos o que significa essa prática. Quando buscamos o autodesenvolvimento estamos fazendo o exercício de ampliar a consciência de quem somos e do nosso papel no mundo.

Acredito que o primeiro passo para o autodesenvolvimento é a clareza do nosso propósito, ou seja, nosso “norte pessoal”. O propósito é a principal razão, ou deveria ser, para orientar nossos valores, capacidades e comportamentos no ambiente. Uma vez que eu defino o meu propósito (pessoal ou profissional) o próximo passo é compreender quais são os meus valores e modelos mentais, ou seja, formas de pensar que me permitirão desenvolver as capacidades que eu preciso. Você já se perguntou quais são os seus talentos? O que você faz de melhor? Como você impacta o mundo com seus talentos?

Depois dessa etapa, é hora de identificar aquelas capacidades ainda pouco desenvolvidas e que precisam ser gerenciadas até que possamos evoluí-las a um patamar no qual possam ser melhor aproveitadas e não anulem os nossos principais pontos fortes (autoaprimoramento). Essa não é uma etapa tão simples, pois estaremos entrando em contato com aquilo nos provoca certo incômodo. Esse incômodo deve nos mover para o autoaprimoramento!

Complementando este ciclo, há a necessidade de termos a consciência do impacto dos nossos comportamentos nos ambientes onde atuamos (autogerenciamento). Como nossos pontos fortes, capacidades e pontos de desenvolvimento são percebidos pelo meio e nos ajudam (ou prejudicam) a nos relacionarmos com o outro.

A esse estimulante e desafiador exercício do autodesenvolvimento dei o nome de 3A’s – Autoconhecimento, Autoaprimoramento e Autogerenciamento. Esses três passos podem nos possibilitar um novo significado e novas formas de pensar, sentir e agir diante da vida. Só por isso, já te aconselharia a aplicar os 3A’s.

A questão é que algumas pessoas acreditam que o autoconhecimento só tem espaço quando buscamos realizar alguma coisa diferente daquilo que estamos acostumados a fazer ou viver e, com isto, perdem uma grande chance de se aperfeiçoarem e viverem ainda melhor dia após dia.

Por isso, sempre pense: quando começar? Agora. Por quanto tempo manter? Por toda vida. Isso porque somos todos seres em desenvolvimento e a experiência humana é a oportunidade que temos para promover esse desenvolvimento. Guimarães Rosa já dizia “Quem elegeu a busca não pode recusar a travessia”.

Se você também tem interesse em se aprimorar e desenvolver, não deixe de visitar o nosso site e conhecer os nossos treinamentos. E boa sorte!

Entenda o que são modelos mentais e saiba como utilizá-los a seu favor

Você já se perguntou por que é que as pessoas agem de maneiras diferentes diante da mesma situação? E alguma vez já criticou ou julgou alguém por determinado comportamento diante de uma situação em que você agiria diferente?

Se a sua resposta for sim, esse artigo irá ajudá-lo a entender porque isso acontece.

Mas afinal, o que são os modelos mentais?

Modelos mentais são padrões de pensamentos ou crenças que temos e que determinam nossos comportamentos. Ex.: Você acredita que chegar atrasado é uma falta de respeito. E então, você tem o comportamento de estar sempre pontual.

Peter Senge, no livro A Quinta Disciplina, definiu modelos mentais como “pressupostos profundamente arraigados, generalizações, ilustrações, imagens ou histórias que influenciam na nossa maneira de compreender o mundo e nele agir”.

O modelo mental não é necessariamente uma verdade absoluta, mas uma verdade criada por e para você de acordo com suas crenças, ou seja, aquilo em que você acredita influenciará nos seus comportamentos. Nossos modelos mentais determinam não apenas a forma como entendemos o mundo, mas também como agimos nele.

Diante de uma mesma situação, pessoas diferentes podem se comportar de maneira diferente e isso está diretamente ligado aos modelos mentais que cada indivíduo possui.

Como identificar um modelo mental

Reconhecer um modelo mental e trazê-lo para consciência não é uma tarefa fácil, mas é necessária para ajudá-lo a entender o quanto você é influenciado por esse padrão de pensamento, ou seja, o quanto você vem repetindo determinados comportamentos em diversas situações.

É importante lembrar que um mesmo modelo mental pode tanto nos limitar quanto nos impulsionar em direção a objetivos ou em busca de nossa identidade pessoal. Desenvolver os melhores modelos mentais possíveis para enfrentar qualquer situação que se apresente é o ponto chave para alavancar o processo de aprendizagem e desenvolvimento.

Duas habilidades podem facilitar o processo de identificação de modelos mentais: reflexão e inquirição. Refletir significa ter a consciência de como os modelos mentais podem afetar nossa visão de mundo e, inquirir significa manter conversações e interações com outros, compartilhando visões e experiências.

A reflexão trará o modelo mental para a consciência e o questionamento ajudará a definir se esse é o melhor modelo mental a ser utilizado nesse momento, ou seja, se esse modelo mental te limita ou te alavanca em direção aos seus objetivos.

Como posso criar ou melhorar meus modelos mentais?

Entender que seus modelos mentais podem e devem ser repensados é uma das premissas básicas de mudança e melhoria na sua vida. Aproveitar seus potenciais e entender quais atitudes devem ser deixadas de lado farão com que, à frente dos desafios, você consiga entender o melhor caminho para solucioná-los.

O lado positivo nessa história toda é que a Crescimentum possui diversas opções de cursos que eu tenho certeza absoluta que te ajudarão a identificar e melhorar seus modelos mentais.

 

Escrito por Vanessa Campos, Trainer da Crescimentum.