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Aprendizagem como direcionador estratégico: 4 tendências internacionais de T&D

Aprender sempre foi um fator básico e essencial para o sucesso. No entanto, hoje, mais do que nunca, as organizações estão cientes da importância da aprendizagem como um direcionador estratégico no ambiente de negócios. 

No último Manhã com o RH, apresentei 4 tendências internacionais de T&D que podem ajudar a guiar a aprendizagem de forma eficaz. 

Neste artigo, você verá como o aprendizado tem se tornado ainda mais importante e, ao final, conhecerá 4 passos para te ajudar a tornar a aprendizagem um direcionador estratégico. Vamos lá?

A aprendizagem como um direcionador estratégico 

Não é segredo que o volume de mudanças e de informações está muito mais rápido. 

É especialmente por isso que, cada vez mais, o aprendizado precisa estar profundamente integrado à estratégia da organização, afinal, essa é a única forma de se manter constante e adaptado ao contexto externo.

Em outras palavras, a única forma de uma empresa se manter no jogo é mapeando o que é necessário aprender e que tecnologia incorporar a cada era e contexto.

De acordo com uma pesquisa da Gartner, 71% dos respondentes tiveram que aprender algo novo durante a pandemia. Já segundo o Fórum Econômico Mundial, até 2025, 50% de todos os funcionários precisarão de uma requalificação. 

Ou seja, será fundamental aprender novas habilidades para lidar com um novo contexto de trabalho. 

Afinal, por serem habilidades “emergentes”, é muito provável que sua organização apresente lacunas entre uma característica e outra. 

No entanto, isso é muito mais desafiador do que pensamos. De acordo com a pesquisa da Gartner:

  • 36% dos profissionais de RH dizem não saber as lacunas de habilidades que os funcionários têm;
  • 33% não integraram efetivamente o aprendizado aos fluxos de trabalho dos funcionários;
  • 36% não criam soluções de desenvolvimento de habilidades rápidas o suficiente para atender às necessidades de habilidades em evolução.

Sendo assim, como é possível reagir a estes dados e fugir da porcentagem de profissionais que não sabem como lidar com a aprendizagem daqui em diante? 4 principais passos podem ajudar.

4 passos para utilizar a aprendizagem como um direcionador estratégico

Se a aprendizagem é um direcionador estratégico, a forma como sua organização a enxerga será um divisor de águas. 

A seguir, elenco 4 passos para que você torne a aprendizagem cada vez mais estratégica, alavancando os resultados da organização:

1- Menos eventos e mais jornadas

A necessidade de definir trilhas e criar inserções ao longo do tempo aumentou. Ou seja, as pessoas querem mais cadência do que intensidade para sustentar o aprendizado continuamente.   

2- Aprender utilizando o capital intelectual disponível na organização 

Criar conexões dentro da organização e desenvolver programas de mentoring servirá para estimular as pessoas a aprenderem entre si.

3- Permitir com que as pessoas definam o que precisam aprender

Incentivar as pessoas a terem autonomia e protagonismo permite que cada colaborador se veja como parte decisiva na sua jornada de aprendizagem e reconheça, por si próprio, quais competências precisa desenvolver. 

4- Incluir retrospectiva nos processos

Seguindo os aprendizados da agilidade, este ponto sugere parar para fazer retrospectivas para absorver o que deu certo e o que deu errado. Essa é uma forma de se manter atualizado diante de um mercado que muda a todo o momento.

4 tendências internacionais de T&D para 2021 e além

Embora 2020 tenha sido um dos anos mais voláteis da história, 2021 mostrou que as interrupções não ficaram no passado. 

À luz da transformação acelerada da aprendizagem, o RH precisa estar preparado para atender às novas habilidades e competências exigidas pelo mercado. 

Em uma pesquisa realizada na Europa pelo Cegos Group, do qual a Crescimentum faz parte, foram identificadas 4 tendências de T&D. 

Esta pesquisa foi realizada a partir de entrevistas com 1.783 funcionários e 254 líderes de Recursos Humanos e T&D, em quatro países: França, Alemanha, Itália e Espanha. A tendências são: 

1- O desenvolvimento de habilidade está se tornando um direcionador estratégico

Para 91% dos líderes de RH, a empresa considera o desenvolvimento de competências um direcionador estratégico. Em um ambiente de mudanças rápidas, as equipes de gerenciamento sênior estão voltando sua atenção para este tópico. 

Afinal, as organizações capazes de desenvolver as competências necessárias para o negócio, mesmo em um cenário desafiador, tornam-se mais resilientes e competitivas.

2- A transformação digital dos treinamentos está ganhando velocidade

De acordo com 81% dos líderes de RH, as empresas organizarão mais cursos à distância do que antes da crise. Isto é confirmado pelos colaboradores: 64% deles frequentaram um curso online durante a crise ou lockdown, e 95% afirmam que foram satisfatórios.

3- Os colaboradores estão mais engajados em sua própria jornada de desenvolvimento

Os funcionários hoje estão cientes das questões de empregabilidade e dos riscos de suas habilidades se tornarem obsoletas. Eles têm uma abordagem prática para essa situação e estão desenvolvendo um verdadeiro apetite para aprender.

4- A necessidade de consolidar habilidades humanas e habilidades digitais está aumentando 

O indicador de 2020 mostra que dois tipos de competências são vitais para lidar com a transformação em curso nas empresas: soft skills e habilidades digitais. É o que afirmam os líderes europeus de RH: 34% afirmam que as soft skills precisam ser desenvolvidas e 35% afirmam que as habilidades digitais devem ser reforçadas.

 

A partir dessas tendências, compreendemos que as pessoas estão mais engajadas e autônomas em definir suas trilhas de aprendizagem. Além disso, elas também reforçam que a digitalização é uma grande aliada nesse processo. 

Contudo, o RH tem um papel essencial no levantamento da lacuna de habilidades reconhecidas dentro da organização e deve servir como apoio nas jornadas de aprendizagem dos colaboradores.

Afinal, é papel do profissional de Recursos Humanos trabalhar como uma ponte entre as metas e objetivos da organização e os recursos, habilidades e competências necessários para isso, o que não é um trabalho simples. 

Você quer saber como direcionar a aprendizagem, potencializando as estratégias do negócio e alavancando resultados?

Para responder a estes questionamentos, o Cegos Group desenvolveu internacionalmente a pesquisa Transformação, Habilidades & Aprendizagem.

Ao longo da leitura, você conhecerá cases e opiniões de líderes de RH de grandes empresas do mundo, compreendendo o que estão fazendo para alavancar resultados e se destacar. Clique aqui para acessar gratuitamente!

E se você quer assistir à gravação do Manhã com RH, e conferir mais profundamente tudo o que abordei sobre este tema, é só clicar aqui.

 

Por Renato Curi, sócio-diretor e head de Design de Aprendizagem da Crescimentum

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O futuro do desenvolvimento: 4 tendências de T&D

O universo de treinamento e desenvolvimento está passando por uma reviravolta. A partir da crise e do isolamento social, assistimos uma rápida reinvenção na forma como treinamos e aprendemos, o que gera novas tendências de T&D. 

Neste artigo, falo mais sobre as implicações deste momento em nossa forma de viver, treinar e aprender, e como essa fase guia o desenvolvimento para um novo futuro!

O futuro do desenvolvimento

Já faz um tempo desde que a Organização Mundial de Saúde declarou oficialmente a pandemia do COVID-19. A série de transformações decorrentes deste cenário colocou o mundo sob outra perspectiva, forçando pessoas e organizações a se reinventarem. 

As medidas de isolamento vêm mudando a dinâmica do trabalho e, também, do aprendizado. Além do home office, muitos profissionais estão aproveitando o maior tempo livre para se aperfeiçoarem com cursos online.

Com isso, assistimos mudanças que perpassam pelos mais variados âmbitos da vida. 

Vemos uma aceleração de tendências como a revisão de crenças e valores, o minimalismo, a reconfiguração dos espaços de comércio, o trabalho remoto e, por fim, uma reinvenção significativa na aprendizagem e desenvolvimento. 

Embora esse seja um momento desafiador para todos, a área de Recursos Humanos é uma das mais visadas neste momento, ocupando uma posição extremamente necessária e crítica para o futuro das organizações e o bem-estar de pessoas. 

Com toda a mudança na forma de trabalhar, gerir e pensar em negócios, mais uma vez os profissionais de Recursos Humanos se veem diante de uma mudança significativa em sua forma de atuar. 

Agora, mais do que nunca, apropriar-se do digital para colaborar com a aprendizagem é uma estratégia para garantir a sobrevivência de nossos negócios. Mas adaptar-se a este cenário e escolher ações verdadeiramente eficazes é um desafio.

Segundo pesquisa da Consultoria Kantar, entre as novas experiências das pessoas estão:

  • 34% Consultas online 
  • 33% Cursos online
  • 29% Softwares de home office
  • 26% Serviços de entretenimento online
  • 21% Assistir lives no celular

Com toda a certeza, em tempos remotos, o mundo online ganhou uma força nunca vista antes. Podemos dizer que fomos empurrados para acelerar uma mudança que, talvez, demorasse mais de uma década para acontecer. 

A digitalização de diversos processos chegou ao seu ápice, sendo a principal maneira de dar continuidade ao trabalho, consumo, entretenimento, comunicação, desenvolvimento, entre outras ações necessárias em tempos de isolamento. 

Essa transformação digital à qual estamos sendo empurrados, não diz respeito apenas a modernizar softwares mas, especialmente, em proporcionar soluções digitais inovadoras centradas na experiência do colaborador, otimizando resultados para o negócio. 

Além disso, trata-se de uma mudança brusca na forma como as coisas sempre foram feitas. A partir deste momento, visualizamos ferramentas online de maneira diferente, já que fomos levados a encontrar novas formas de fazer, ver, aprender, conversar, liderar, entre outros. 

Por isso, este processo desencadeia em novas tendências e é sobre isso que falaremos adiante.

Algumas tendências de T&D

Tudo o que abordei até agora colabora para que nada mais seja como antes. Enquanto algumas pessoas ainda esperam que essa crise acabe e que tudo volte “ao normal”, as que têm lidado melhor com tudo isso compreendem que isso não acontecerá.

Um dos grandes desafios do RH neste momento é cativar as pessoas, engajando diante da busca por aprendizagem e mais protagonismo. Além disso, existe um desafio crescente em encontrar soluções de aprendizagem online verdadeiramente transformadoras. 

Existe um universo de respostas possíveis a partir de alguma novas tendências, que destaco a seguir. 

Ser agile no mundo complexo significa teorizar a partir da prática

Como vimos a partir das pesquisas que citei, as pessoas buscam, cada vez mais, por uma aprendizagem que se conecte com suas experiências práticas. Uma forma de motivar isso é fornecendo ações de desenvolvimento que possam ser aplicadas na rotina de trabalho.

Além disso, uma boa prática é a realização de ciclos curtos de aprendizagem. 

Quando distribuímos peças curtas, convidando os participantes para tomar uma ação e mudar um comportamento, um treinamento que duraria 8 horas em um dia, pode ser feito em 6 semanas, de maneira que o tema fique na cabeça por mais tempo. 

Assim, o tema é distribuído por mais tempo, em ciclos curtos, por pequenas peças que me chamam para experimentar e para a prática.

Ciclos curtos com retrospectiva e lifelong learning

Compreender o conteúdo por etapas ajuda a construir um um plano de ação onde o conhecimento é testado na prática. Dessa forma, os participantes chegam para a aula com vivências reais relacionadas ao conteúdo. 

No momento ao vivo, com o facilitador, chegar com experiências, dúvidas e boas práticas ajuda a gerar conexão e trocas mais participativas entre o grupo. Além disso, essa é uma excelente maneira de desafiar os modelos mentais dos participantes. 

Em uma jornada, isso pode ser continuado em mentoria focadas em determinados pontos. Com isso, vivemos a sala de aula invertida, na qual o conhecimento vem antes, por ferramentas digitais e, para a aplicação na prática, temos um expert. 

Na lógica tradicional, isso é totalmente diferente. Temos professores e facilitadores na hora do conteúdo e, nos desafios da prática, nos vemos sozinhos e, por vezes, desmotivados por não conseguir atrelar os conhecimentos à prática organizacional.

Distribuir pequenas peças de aprendizagem, aderindo ao microlearning, ajuda os participantes a criarem um ritual de desenvolvimento que pode ser trilhado individualmente depois.

Personalização e aprendizagem colaborativa

Quanto mais conseguirmos personalizar e entender a necessidade de cada colaborador, mais assertivos podemos ser em sua jornada de desenvolvimento. 

Para conseguir maximizar o aprendizado, o blended learning é uma estratégia adotada em muitas organizações. 

A mistura de recursos digitais com a interação humana funciona como “o melhor dos mundos”. No blended learning, é possível quebrar alguns conteúdos antes do momento do treinamento e ir degustando aos poucos. 

Outra opção é que o próprio participante escolha por onde começar sua jornada de desenvolvimento, de acordo com sua necessidade. Para isso, feedbacks individualizados também são essenciais para entender os próximos passos para o desenvolvimento específico de cada colaborador. 

Essa experiência ajuda a incorporar o aprendizado, tornando-o, inclusive, mais emocional. O que isso significa? Que o conteúdo conseguiu captar a atenção do participante de forma mais assertiva, permanecendo na memória por muito mais tempo. 

Protagonismo do aprendizado e flexibilidade

Diante dos recentes acontecimentos, apenas reforçamos a necessidade de colaboradores mais protagonistas e com senso de ownership. Quando pensamos em desenvolvimento, isso também deve ser reforçado. 

Devemos proporcionar uma aprendizagem que motive os participantes a darem continuidade em sua jornada de desenvolvimento, sendo protagonistas e escolhendo os próximos passos de acordo com sua necessidade. 

Construir uma jornada onde o participante se sinta estimulado a percorrer e se sentir evoluindo é essencial. Isso, quando atrelado à flexibilidade, permite que as pessoas adequem o desenvolvimento à sua rotina, quando, onde e como quiserem. 

Como conduzir o desenvolvimento em tempos de crise?

A necessidade de desenvolver-se nunca foi tão latente. Para sobreviver à crise e ao mundo cada vez mais ágil, empresas que investem no desenvolvimento de novas competências e habilidades tem maior chance de transformar desafios em oportunidades. 

Uma pesquisa com 126 empresas, realizada pela Deloitte antes da crise causada pelo Coronavírus, mostrava que as organizações investiam mais de 30% de seus recursos de T&D somente em soluções digitais. No atual cenário, é provável que esse número já tenha aumentado!

Diante disso, o mercado demanda por profissionais que saibam conduzir processos de desenvolvimento online de forma verdadeiramente transformadora. Este mercado está apenas começando a sua expansão e os profissionais aptos a facilitarem encontros online terão um grande diferencial no médio e longo prazo. 

A fim de ajudar você a acelerar o desenvolvimento dessas novas e essenciais competências da facilitação à distância, faremos um webinar com o tema “Procura-se: profissionais prontos para a nora era da aprendizagem digital“. 

Neste webinar gratuito, você vai aprender os passos para ser um profissional preparado o novo normal, saindo na frente para acelerar o futuro da sua organização. Participe!

Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum