Posts

Coaching: origem e significado

Por Dan Porto, sócio-diretor e head de Coaching da Crescimentum

 

Muitos de vocês já ouviram falar de Coaching, sobre a origem dessa prática, sobre o profissional Coach e, provavelmente, sobre comparações entre Coaching, Mentoria, Terapia etc.

 

Este artigo tem o objetivo de esclarecer a origem e significado da palavra e explicar resumidamente como pode ser utilizado na prática. Começaremos pela origem da palavra. O termo Coaching surgiu em 1500 na Inglaterra, quando era utilizada para descrever os cocheiros, que eram os profissionais que conduziam as carruagens (coche) até seu destino.

 

Já em 1850 as Universidades inglesas passaram a usar o termo para se referirem ao tutor ou profissional que auxiliava os estudantes a se prepararem para os exames. Somente em 1950, o Coaching foi adotado pela literatura gerencial e classificado como uma habilidade própria da liderança, passando a ser frequentemente utilizado no ambiente corporativo.

 

E, assim, na esteira de um olhar mais dedicado ao desenvolvimento de pessoas, a técnica passou a constituir uma fundamental ferramenta para líderes.

 

Atualmente a definição que melhor representa o Coaching praticado nos diferentes contextos foi cunhada pela ICF (International Coaching Federation) como sendo “um processo instigante e criativo que visa liberar o potencial para máxima performance”.

 

O processo como descrito na definição se dá entre o coach (profissional que realiza o processo) e o coachee (cliente que passa pelo processo de coaching) em uma parceria com foco em desenvolvimento. Ajudar as pessoas a se conhecerem, transformar suas metas em planos de ação e manterem-se comprometidas durante o processo é o propósito do coach. Uma missão que é movida pelo interesse genuíno em apoiar e incentivar indivíduos a serem criativos e alcançarem seu máximo potencial para uma vida extraordinária.

 

O Coach usa entre outras habilidades, a escuta ativa e faz as perguntas poderosas a fim de que o coachee explore sua situação atual, seus objetivos, as alternativas que possui e o plano de ação a ser adotado em busca do que almeja. Galileu Galilei viveu no século XVI, mas já antecipava a tarefa do coach com a frase: “Você não pode ensinar algo a um homem. Você pode somente ajudá-lo a descobrir sozinho”.

 

Agora que já entendemos um pouco sobre o que é coaching, vamos atentar para como ele funciona na prática.

 

  1. Uma pessoa contrata o profissional coach que mais se adequa com o seu perfil. O processo de Coaching pode variar entre 6, 8, 10 e 12 sessões, com periodicidade quinzenal, e cada sessão tem a duração de 1h até 1h30;
  2. A primeira sessão é chamada de Empatia, onde o coachee terá a oportunidade de conhecer o coach, o objetivo é que o cliente perceba se aquele é o profissional que ele se sente confortável em seguir a diante, se não, ele tem a oportunidade de conhecer outros coaches;
  3. As 2 próximas sessões irão propiciar o autoconhecimento, a definição do objetivo estratégico do processo e a criação de visão de futuro do que se deseja alcançar.

 

A partir da 3ª sessão até o fechamento acontecerá o desenvolvimento e os planos de ação para o alcance da meta e objetivos definidos.

 

Aqui fizemos apenas uma introdução ao tema. Construímos o conceito de coaching e em nossas próximas conversas veremos quais são os tipos, a aplicação de coaching na Liderança, e outros tantos pontos que envolvem essa técnica poderosa no desenvolvimento humano.

 

Torne-se um coach profissional certificado pela Crescimentum e ajude a transformar o mundo por meio de conversas transformadoras. Inscreva-se na próxima turma de nossa Certificação Profissional em Coaching.

 

Até a próxima!

Coaching: Perguntas Poderosas?

Por Marco Fabossi, sócio-diretor da Crescimentum

 

O poder de uma pergunta não está em sua complexidade, mas na profundidade da reflexão que ela causa e nos insights que produz, por isso, ainda que simples, as perguntas podem ser muito poderosas e nos conduzir à boas reflexões, descobertas, ideias, ações e conquistas.

 

Acredito que você tenha estabelecido objetivos importantes para sua vida neste ano, certo? Pois bem, escolha um deles e faça as quatro perguntas que sugiro a seguir. São perguntas simples, mas poderosas, que, respondidas com sinceridade e acompanhadas de ações concretas, certamente produzirão resultados extraordinários em sua vida!

 

Por quê? Procure encontrar o propósito mais profundo e verdadeiro que sustentará aquilo que você deseja, e este propósito o(a) manterá vivo(a) e entusiasmado(a). Entenda as razões e os motivos verdadeiros daquilo que busca.

 

Pergunte-se: Por que eu devo fazer isso? Por que isso é importante pra mim? Entenda os motivos mais profundos pelos quais isso deve ser feito. Enquanto não houver clareza de propósito, os “motivos para a ação” (motivação), serão frágeis e insuficientes para conduzi-lo(a) em direção àquilo que deseja.

 

Enfim, encontre o verdadeiro propósito de suas escolhas e, quando possíveis obstáculos surgirem, lembre-se dele. Isso lhe trará força, motivação e entusiasmo para manter o foco, disciplina e persistência necessários para conquistar aquilo que deseja.

 

Por que não? O que o(a) impede de fazer isso? Muitas vezes, seguimos demorando pra fazer alguma coisa, simplesmente porque achamos que deveríamos ter feito antes, e julgamos ser tarde pra fazê-la agora… mas, por que não?

 

Se responder sinceramente, descobrirá que não existem motivos reais para deixar de fazer o que tanto deseja. Então, por que não começar algo novo? Por que não criar novos hábitos?

 

Por que não começar a fazer atividade física? Por que não parar de fumar? Por que não escrever um livro? Por que não voltar a estudar? Por que não arriscar? Por que não?

 

Por que não eu? Se alguém tem que fazer algo por você, esse alguém é você! Quando encontramos o verdadeiro propósito para fazer algo, e descobrimos que nada nos impede de fazê-lo, a próxima pergunta é “por que não eu?”.

 

Alguém tem que começar a fazer esse “negócio”! Alguém precisa começar a falar mais “eu te amo” nesse relacionamento: por que não eu? Alguém tem que propor uma nova ideia: por que não eu?

 

Alguém tem que começar a reconstruir as relações de confiança na equipe: por que não eu? Alguém tem que perdoar: por que não eu? Alguém tem que dar o primeiro passo: por que não eu?

 

Por que não agora? Como disse Chico Xavier, “Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo. Mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim”, e o melhor momento para começar a fazer esse “novo fim” é agora.

 

Se alguma coisa tem que ser feita, se não há razões concretas para que isso não seja feito e, se você mesmo pode fazer, então a última pergunta poderosa é: Por que não agora? Talvez esteja esperando pelo “momento perfeito”, mas o melhor momento é agora.

 

É por isso que o “agora” se chama “presente”: um presente de Deus para que você faça o que precisa ser feito. Então, por que não agora?

Coaching, a arma secreta dos grandes líderes

Por Arthur Diniz, CEO da Crescimentum

 

Muito se discute hoje a respeito da diferença dos líderes do passado e dos líderes modernos. As técnicas de Liderança que funcionavam bem não são mais tão efetivas. Num passado não muito distante, o líder autocrático era sempre o líder mais eficaz.

 

Até mesmo na vida familiar esse era o estilo de liderança predominante. Os homens davam as ordens e as esposas e filhos simplesmente obedeciam.

 

Aquele que impunha suas ordens com dureza conseguia excelentes resultados. Ainda hoje vemos muitos líderes trabalhando dessa forma, mas o mundo mudou e esses líderes autocráticos estão cada vez menos eficazes e menos valorizados nas empresas modernas.

 

Como obter o comprometimento e o coração dos liderados para que esses superem seus limites?

Surgem então as questões que têm desafiado os novos candidatos à líder: qual é a estratégia mais poderosa hoje para se exercer esse papel? Como fazer para influenciar pessoas em busca de resultados sem utilizar poder, ordens e ameaças? Como obter o comprometimento e o coração dos liderados para que esses superem seus limites?

 

Diversas teorias e técnicas surgiram no mercado das mais diversas origens, mas com certeza a que mais tem impressionado a todos com seus resultados é a utilização do “Coaching” como ferramenta de Liderança.

 

Como fazer então para utilizar essa ferramenta como líder e atingir esses resultados?

 

A resposta é facilmente encontrada quando se descobre qual é a ferramenta número um do “coaching”: a pergunta. Parece estranho, mas é exatamente isso.

 

A grande mudança no paradigma da Liderança acontece quando o líder para de dizer aos seus liderados como fazer as coisas e começa a perguntar.

 

As perguntas do líder têm impactos profundos nos seus liderados. Os questionamentos bem feitos obrigam o liderado a pensar, desenvolvendo com isso sua visão estratégica e a sua criatividade.

 

Quando a resposta vem fácil e mastigada o liderado não precisa nem pensar. Basta seguir as instruções.

 

Os resultados são extraordinários e tem mais uma consequência, a que considero mais importante de todas: como o liderado está aprendendo pensar, estudar alternativas e tomar decisões, o líder, nesse caso já é um “Líder Coach”, e estará cumprindo seu papel maior que é o de desenvolver novos líderes.

 

Parece ser uma receita simples, e é. Experimente liderar por meio de perguntas e depois analise os resultados.

 

Para otimizar os seus resultados e aprofundar-se nas ferramentas de Coaching, busque certificações acreditadas pelo mercado.

Nosso modo de agir é a chave da mudança

Por Renato Curi, sócio-diretor da Crescimentum

 

Muitos de nós já tentamos mudar um comportamento e não fomos bem sucedidos. Buscamos fazer algo diferente, juramos a nós mesmos não repetir aquela atitude, mas lá estamos nós de novo, fazendo igualzinho.

 

Para você que almeja mudar um comportamento e ainda não foi bem-sucedido, cabe refletir sobre os reais motivos de agir assim.

Isso acontece por qual motivo?

Antes de qualquer coisa, precisamos aceitar que todo comportamento existe por uma intenção positiva. Ele está lá para nos dar algum ganho ou evitar alguma dor. Mesmo aquele comportamento que você julga como ruim, traz algum benefício. Por exemplo: existem pessoas que “explodem” às vezes e “atropelam” outras pessoas.

 

Não entendeu o que eu quis dizer? Vou te explicar melhor.

 

Recentemente um cliente de coaching com esse comportamento agressivo e explosivo recebeu feedbacks que não levava em consideração o impacto de suas ações nos outros. Ele avaliou o ganho de agir assim da seguinte forma: “Se ataco, pareço forte”. Ele também disse no mesmo sentido: “Se mostrar fraqueza, os outros passam por cima”.

 

Fica evidente, portanto, que o comportamento aparentemente ruim estava a serviço de se proteger dos outros, demonstrando força, rigidez, autoritarismo. Outro cliente de coaching, frente a avaliação que seus liderados fizeram em que relataram sua baixa escuta e centralização, dizia: “Se não sou eu, nada acontece” e ainda “Descobri desde cedo que o mundo é você com você mesmo”.

 

Exemplos como os acima fazem parte de um grupo de líderes que tendem a ver o mundo como um lugar inseguro, hostil, em que não se pode confiar nas pessoas e buscar o apoio delas para dividir a carga. Em conversas mais genuínas, eles confirmam possuir um grande medo de não se sentirem seguros o suficiente no mundo.

Você é o elemento de mudança!

Reconhecer o seu medo (que tende a gerar os principais pontos fracos na sua liderança), é um passo poderoso para iniciar uma mudança evolutiva. Se você conhece seu medo, pode estabelecer um “diálogo” com ele.

 

Nos casos citados acima, o exercício desses líderes foi procurar olhar para as pessoas como confiáveis, mudando a maneira de agir com elas no dia a dia, delegando e pedindo ajuda.

 

Olhar o mundo como um ambiente de troca e cooperação ao invés de uma competição em que o mais forte sobrevive, passando assim a reconhecer suas falhas, dividindo a tomada de decisão com outras pessoas, mostrando-se vulnerável.

 

Em suma, pela minha experiência, noto que por trás de um comportamento ruim está uma falsa crença sobre a realidade e, no âmago da falsa crença jaz um medo.

Por onde começar?

Decidir por evoluir como líder e ser humano é reconhecer o comportamento que prejudica o seu desempenho. Dessa forma, vamos quebrando essas falsas crenças e identificando como nossos medos influenciam nossos comportamentos.

 

A partir daí, cabe a cada um decidir qual a visão de mundo adotar e qual significado dar às coisas. E você? Qual o medo que te prende? Que visão de mundo tem hoje que pode te atrapalhar?

 

Nesse sentido, a ampliação de consciência se faz a cada dia mais necessária para alcançarmos comportamentos positivos e que nos possibilitem ser mais produtivos e chegarmos a Alta Performance. Para isso, a Crescimentum oferece diferentes programas, ensinando técnicas e ferramentas práticas, dentre eles o Líder do Futuro Executivo, um treinamento especialmente desenvolvido para o aprimoramento de líderes com mais de 3 anos de experiência na gestão de equipes.