Posts

6 tendências para o novo mundo pós-pandemia

O mundo não é mais o mesmo e você sabe disso. O surgimento do COVID-19 trouxe uma crise mundial com reflexos não apenas na saúde, mas em nossas vidas como um todo. Podemos dizer que, no período pós-pandemia, é pouco provável que as coisas voltem ao que eram antes.

O que você tem aprendido nestes dias de pandemia? Quais têm sido suas grandes revelações?

Nas últimas semanas, reinventamos nossa forma de trabalhar, consumir, liderar, conviver em sociedade e planejar. Quando falamos em negócios, vemos desafios enormes na forma de lidar com a demanda de clientes, desemprego, incerteza e processos internos. 

Este artigo é um convite a ver como este momento tem reflexos não apenas em nosso cotidiano, mas em áreas muito mais profundas de nossa sociedade. Nele, apresento 6 tendências para o que chamo de “novo mundo”. 

A pandemia e o “novo normal”

Se você faz parte do grupo de pessoas que está ansiosa para o fim da quarentena, como se isso fosse fazer tudo voltar ao “normal”, sinto em dizer que essa é uma mera ilusão! O fim do período de isolamento nos colocará diante de novos e desconhecidos desafios. 

Um primeiro passo para este momento é estarmos cientes de que, passada a crise, nada voltará a ser como antes. Compreendendo isso, podemos nos preparar melhor para o que vem a seguir. 

Tenho acompanhado muitos intelectuais internacionais que acreditam no coronavírus como um “acelerador de futuros”. A atual crise foi uma forma de acelerar mudanças que já eram necessárias.

Diante de um cenário completamente diferente de tudo o que já vimos, aderimos rapidamente a novas formas de fazer as coisas. 

Isso acontece em diversos âmbitos, desde o trabalho remoto, educação a distância e responsabilidade social das empresas, a questões mais profundas como sustentabilidade, minimalismo, solidariedade e empatia. 

Podemos falar que a crise nos permitiu repensar nossos próprios valores, levando-nos a revisar nossas crenças mais profundas. 

Acredito que podemos visualizar essa crise como um processo doloroso, mas necessário. Como arrancar um Band-aid. Foi um momento necessário para reformular tudo o que poderia e deveria ser diferente. Estamos nos reinventando de dentro para fora.

Tendências para o período pós-pandemia

Pequenas, médias e grandes corporações estão se contorcendo para tomar decisões estratégicas inteligentes. Diante de tantos desafios e de uma significativa mudança de mercado, entender a posição da sua empresa no novo contexto é primordial.

Analisando este momento e suas repercussões em nossas vidas pessoais e profissionais, visualizo 6 principais tendências pós-pandemia. Espero que elas possam ajudá-lo a tirar algo de bom deste momento e planejar seus movimentos atuais e futuros. 

1ª: Trabalho remoto

Não é segredo para ninguém que uma das maiores mudanças quando falamos no mundo corporativo foi o home office. Quando falamos em trabalhar de casa, não existe bem um meio termo: há quem ame e quem odeie. 

Mas uma coisa é certa: a realização do home office foi o que permitiu que as organizações mantivessem suas rotinas de trabalho, mesmo que de uma forma totalmente diferente. Algumas empresas já tinham implementado essa prática em suas rotinas, enquanto outras não suportavam sequer pensar na ideia. 

Uma coisa interessante é que, na Crescimentum, o home office era totalmente fora de nossa cultura, que preza fortemente pelas interações humanas presenciais. Com isso, tivemos um grande impacto ao aderir para a prática e, hoje, visualizo como isso foi positivo para reforçar a parceria e o comprometimento nessa fase difícil. 

2ª: Educação a distância

De acordo com a Unesco, cerca de metade dos estudantes do mundo estão sendo afetados pelo isolamento. Imagine 800 milhões de crianças e adolescentes diante de escolas fechadas por todo o mundo. 

Parece desesperador e, de certa forma, realmente é. No entanto, isso trouxe à tona a possibilidade de readequar práticas de ensino que permaneceram iguais por anos. 

Se pensarmos que as novas gerações são cada vez mais digitais, vemos os benefícios disso na própria captação do conhecimento, motivação de estudo e identificação dos estudantes com o método de ensino utilizado. 

Agora, quando trazemos os impactos do isolamento no panorama da educação corporativa, também encontramos benefícios. 

Embora a maior parte dos investimentos em T&D de grandes e pequenas corporações fossem em treinamentos presenciais, o novo mundo abrirá espaço para jornadas de desenvolvimento cada vez mais digitais. 

Isso possibilita um aprendizado muito mais contínuo, personalizado de acordo com a rotina das pessoas, e acessível.

3ª: Mentoria

É cada vez mais comum que as pessoas passem horas online durante esse período prolongado em casa. Enquanto alguns utilizam esse tempo de forma ociosa, outras anseiam por usar parte desse período de forma realmente produtiva.

Assim, plataformas que permitam uma conexão com professores, especialistas e mentores são uma tendência crescente para quem busca aprender novas habilidades sem perder a interação humana. 

4ª: Apropriação digital

Segundo uma pesquisa da Consultoria Kantar, cada vez mais as pessoas estão buscando soluções digitais. Essa apropriação do online é muito positiva, especialmente em um mundo que caminha para uma agilidade e competitividade crescentes. 

Entre as práticas com maior demanda estão:

  • 34% consultas online
  • 33% cursos online
  • 29% softwares de home office
  • 26% serviços de entretenimento online
  • 21% lives via celular

Profissionais preparados para essa expansão do mercado terão um grande diferencial no médio e longo prazo. 

5ª: Minimalismo

O minimalismo é um movimento que já vinha ganhando espaço, especialmente quando falamos em hábitos de consumo. Com os desencadeamentos da crise, cada vez mais pessoas se viram em um momento de contenção de gastos. 

Naturalmente, isso pode ter uma complexidade muito maior, envolvendo o próprio desemprego em massa. Mas, como disse anteriormente, o objetivo é visualizar as situações a partir de uma ótica positiva em tempos de desafios. 

Dito isso, o minimalismo e a preocupação com práticas mais conscientes é um ótimo fruto da crise. Cada vez mais, as pessoas percebem que podem mais com menos. 

Isso repercute em diversos âmbitos da vida, desde hábitos de consumo, ao entendimento do que realmente é importante para você e da própria busca por novas soluções corporativas. 

6ª: Lifelong learning

Com a crise, novas habilidades e competências foram exigidas de todos. Inteligência emocional, gestão do tempo, foco, feedbacks remotos, e tantos outros. Esse é um processo que não tem fim. 

A partir da agilidade das transformações no mundo, o aprendizado não pode ser mais visto como uma jornada com início, meio e fim. Devemos aprender constantemente ou seremos engolidos por novas crises e desafios. 

O lifelong learning já vinha sendo visto enquanto competência essencial para a sobrevivência em um mundo exponencial. Sabemos que a agilidade é uma tendência, antes mesmo da crise. 

Este momento complexo e desafiador apenas reforçou como devemos estar dispostos a nos reinventarmos e que garantir a perenidade do desenvolvimento é essencial para a sobrevivência de pessoas e organizações. 

Prepare o seu negócio para o novo mundo

O que achou das tendências? Geralmente, as grandes mudanças parecem óbvias, mas representam uma grande transição em nossos hábitos tradicionais. 

O coronavírus teve impactos sem precedentes no mundo, mas novos desafios ainda estão por vir. Para as organizações, este pode ser um momento ameaçador e libertador, na mesma medida. 

Este artigo teve como objetivo te ajudar a reagir a este momento. As atitudes tomadas hoje são a sua chance de se recuperar no futuro então, é hora de agir e preparar o seu negócio para o novo mundo. 

Compreendendo essas tendências e a crescente demanda do mercado por soluções remotas, combinamos o poder do digital com a nossa ampla experiência em soluções corporativas e metodologias exclusivas.

Pensando nisso, ampliamos nosso portfólio de Soluções Digitais, sem perder nossos maiores diferenciais: a interação humana e nossa experiência de mais de 16 anos em desenvolvimento humano e treinamentos comportamentais.

Essa é uma forma de contribuir para que você e sua empresa tenham acesso a diferentes formatos de aprendizado, desenvolvendo-se e gerando o máximo resultado em curto prazo. Conheça nossas soluções e conte conosco neste momento.

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum

Bons líderes são feitos em tempos de crise

Vivemos uma crise que tira todos nós de nossas zonas de conforto. Neste momento, precisamos de líderes excepcionais, não apenas nas grandes corporações, mas em hospitais, escolas e lares.

Grandes líderes são aqueles que, mais do que nunca, nos ajudarão a superar nossos medos, limitações, egoísmos, incertezas, fraquezas e os inimagináveis desafios que este momento confere. 

Verdadeiros líderes são capazes de canalizar nossos medos e pesares, transformando-os em ações melhores e muito além do que pensávamos sermos capazes. Ronald Reagan, 40º presidente dos Estados Unidos, expressou essa ideia em uma brilhantes frase: 

“O maior líder não é, necessariamente, aquele que realiza as coisas mais extraordinárias, e sim aquele que faz com que as pessoas superem os seus limites e realizem coisas extraordinárias.” 

Trabalho com liderança há mais de 16 anos e já passei por algumas crises como empresário. Estive ao lado de líderes corajosos e brilhantes, mas sei com toda certeza que a liderança não é uma característica genética. 

A capacidade de ajudar os outros a triunfar sobre as adversidades vai além de uma competência nata. Bons líderes são feitos em momentos de crise! Notórios líderes se tornam reais especialmente em mares turvos. 

Neste artigo, compartilho com você alguns insights e aprendizados que tive ao longo da minha carreira e, especialmente, nas últimas semanas – nas quais também tive que reaprender muito.

Reconheça os medos e encoraje pessoas

Enquanto CEO, uma das primeiras medidas que tomei ao aceitar que vivemos em tempos de crise foi reconhecer que as pessoas estão com medo. E com razão. Assim como o COVID-19, a incerteza também foi altamente disseminada neste momento. 

Cuidar de sua equipe é mais que essencial. Afinal, mesmo em uma maré turva, estamos todos no mesmo barco agora. É preciso reconhecer que a maioria de seus colaboradores está preocupada com a saúde, as finanças e, em muitos casos, o trabalho. 

Este é um estágio onde qualquer previsão é sem muita referência. Então, explique que você entende como as coisas são assustadoras, mas que podem trabalhar juntos para enfrentar esta tempestade. Como bem colocado por Chuck Swindoll, 

“Todos nós somos diariamente confrontados com uma série de grandes oportunidades que surgem brilhantemente disfarçadas de situações impossíveis.”

Embora não tenhamos a clareza do que vai acontecer, precisamos ter clareza do que queremos. Essa é uma fase difícil e desafiadora mas, como eu disse, é apenas uma fase e vai passar. Como podemos, então, sairmos melhores dela?

Exercite a Inteligência Emocional

Os altos e baixos são muito presentes em tempos de crise. Neste momento, mais do que nunca, uma competência que um líder sempre precisou ter, mas que agora precisa mais do que nunca, é a inteligência emocional. 

Isso porque o líder precisa demonstrar equilíbrio e tranquilidade para as pessoas, ao mesmo tempo em que passa uma mensagem de que a crise existe e é real para todos. 

Assim, o líder deve passar uma mensagem que é dúbia. Uma primeira mensagem é “fique tranquilo, vai melhorar”. Mas ao mesmo tempo, não adianta dar um cenário mágico, quando sabemos que não é. 

A transparência é essencial neste momento. Muitos líderes podem cair na armadilha de omitir informações importante de sua equipe, mas esse é o momento de falar exatamente a verdade.

Então, fornecer a honestidade, mesmo que ela seja brutal, é de tamanha importância! Posicione sua equipe sobre a real situação da empresa, fluxo de caixa e demais questões práticas, e diga que estão trabalhando para que todos fiquem bem.

Eu complemento com algo que pratico todos os dias e que, para mim, talvez seja uma das práticas mais importantes para exercer a Inteligência Emocional neste momento: a meditação.

Este é o momento de meditar por todos os motivos do mundo: por um mundo melhor, pelo fim da crise, pela tranquilidade e equilíbrio e pela saúde. Então, quando falamos sobre encontrar o seu equilíbrio pessoal, a meditação é minha grande dica.

Envolva as pessoas na construção de algo maior

Na crise atual, os líderes devem lembrar as pessoas do porquê seu trabalho é importante. Para algumas empresas que prestam serviços essenciais a este momento, como hospitais, farmácias, mercados, equipamentos de saúde, entre outros, isso pode ser óbvio.

No entanto, para outros nichos, é de vital importância que você enfatize o papel principal que cada pessoa desempenha. Em negócios que estão com atividades suspensas temporariamente, a nova missão pode ser ajudar os outros, mesmo que de forma mínima. 

A pior coisa, neste momento, é deixar as pessoas sem trabalhar. São tempos complexos e as pessoas precisam se sentir pertencentes a algo. O seu papel como líder é trazer esse senso de propósito, para inspirar pessoas a segui-lo nessa jornada.

Como coloca Joe Namath, ex-jogador de futebol americano:

“Para se tornar um grande líder, você tem que fazer as pessoas quererem seguir você, e ninguém quer seguir alguém que não faz ideia de onde está indo.”

O que aconteceu na Crescimentum e que me deixou muito satisfeito foi o surgimento de novos líderes encabeçando ações. Enquanto algumas pessoas paralisaram, outras tomaram a frente e assumiram a liderança de uma maneira surpreendente!

Com esses novos líderes ascendendo, conseguimos criar novas soluções e ideias que, até então, nunca haviam surgido. Criamos diversas formas de manter a nossa contribuição para a sociedade em um momento difícil para todos.

Começamos a criar produtos que, muito provavelmente, serão de grande valia para o pós-crise. A criatividade, portanto, surgiu de forma extraordinária. Isso tudo porque pensamos: como podemos agir diante do atual momento? O que fazemos agora?

Acredito muito na frase de Jack Welch, escritor e empresário:

“Encare a realidade como ela é hoje, não como foi um dia ou como você deseja que seja.” 

O que precisamos entender é que as empresas devem continuar trabalhando, mas em outro modelo. Isso é chave quando pensamos na sobrevivência de nossas corporações. 

Reinventar seu modo de trabalhar, seus serviços, processos e soluções, é primordial.

Se todos focarem apenas no futuro, nada será feito. 

Então, devemos continuar buscando resultados e inovação, mas com equilíbrio e sem deixar de cuidar da equipe neste momento. 

Como já falamos em outros momentos, a segurança psicológica tem um papel tão significativo que, quando ameaçada, impede a máxima performance. Então, seja um líder que inspira propósito, bem-estar e confiança.

Confie, empodere e incentive o protagonismo

Quero destacar uma palavra crucial neste momento: o protagonismo. Como mencionei anteriormente, fiquei muito surpreso com o surgimento de novos líderes neste momento complexo dentro da Crescimentum.

Pessoas que, antes, ficavam “fora dos holofotes”, passaram a assumir mais responsabilidades, atuando de forma mais proativa e propositiva. E por que essas pessoas se destacam neste momento?

Por que passaram a protagonizar o processo de transformação da empresa, entendendo como que são personagens centrais neste momento. Para isso, é essencial que a confiança e autonomia sejam presentes.

Se, por um lado, líderes devem dar autonomia para suas equipes, acreditando que encontrarão as melhores resoluções para o trabalho, por outro, liderados devem confiar em seus líderes, fornecendo informações cruciais e auxiliando como podem.

Em ambientes onde o microgerenciamento acontece, líderes estão carregados de medo e, assim, exercem o controle. E o problema do controle é que não se controlam pessoas, apenas coisas. O controle impede a inovação e o protagonismo fica bloqueado.

O líder deve ser capaz de empoderar as pessoas para que essas personagens surjam. Com o protagonismo, é possível além do que se espera! 

Pessoas protagonistas fazem toda a diferença na empresa, porque batalham para encontrar as melhores alternativas em cenários complexos e desafiadores. O objetivo de pessoas protagonistas é contribuir de forma positiva para a empresa. Isso é puro Ownership!

Aprenda com a tempestade e saia mais forte

Se essa é sua primeira crise enquanto líder, tenha em mente que não existe um manual de instruções que nos direcione com assertividade neste momento. Para enfrentar esta fase, você deve se acostumar com toda a incerteza e caos. 

Comprometa-se a navegar por este mar turbulento ajustando, improvisando e redirecionando as remadas de acordo com as mudanças e novas informações que surgem. 

Além disso, entenda que você, líder, também cometerá erros e o importante agora é mudar a rota e aprender à medida que tudo acontece. Conforme avançamos neste cenário nebuloso, é possível ver o que se apresenta e tomar novas ações. 

Enfatize à sua equipe que você conta com o apoio de todos, para que juntos possam aprender o caminho a seguir, experimentando novas formas de agir e aprendendo com ocasionais falhas. 

De fato, embora tempos de crise sejam períodos extremamente desafiadores para líderes, neles se apresentam as maiores oportunidades de conduzir equipes com excelência. É a sua oportunidade de gerar uma contribuição positiva para as pessoas e para a organização. 

Como líder, essa é uma excelente oportunidade de entender melhor seus pontos fortes e fracos, e o que realmente envolve e motiva seus interesses. Você será lembrado por sua gestão, consigo mesmo e com os outros. 

Mais do que isso, será lembrado por como se conecta e persevera diante do caos. Então, como você, sua equipe e sua organização podem emergir desta experiência mais fortes?

Soluções Digitais e descubra o que mais podemos fazer pelo desenvolvimento dos seus profissionais.

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum

O segredo das organizações que ficam mais fortes em meio à crise

Em um momento de crise sem precedentes como este que estamos vivendo, onde as incertezas geradas nublam as previsões econômicas, existem dois tipos de organizações:

  • As que estão enfrentando muitas dificuldades
  • As que estão se reinventando e encontrando novas oportunidades

Mas o que será que as organizações capazes de visualizar oportunidades em um cenário conturbado fazem ou já vinham fazendo, que agora permite que “surfem na onda”?

O que a crise pode trazer de positivo?

A PwC, fez uma pesquisa global sobre crises em 2019 com mais de 2.000 altos executivos de organizações de todos os tamanhos, em 25 setores e 43 países. Dos entrevistados, 1.430 haviam sofrido pelo menos uma crise nos últimos 5 anos.

Essa pesquisa levou a uma série de discussões entre líderes empresários de vários setores. Chegou-se à conclusão de que muitas empresas ficam mais fortes após uma crise e tem crescimento de receita, enquanto outras hesitam.

Empresas como Uber e Airbnb, que surgiram como frutos da crise econômica de 2008, são alguns exemplos de como a necessidade pode virar oportunidade.

O que essas organizações e seus líderes fazem de forma diferente? Como será que pensam e atuam?

A ideia aqui não é minimizar os impactos coletivos dessa crise, mas trazer o outro lado da moeda. Uma crise pode ser uma experiência positiva e pode gerar vantagem competitiva.

Algumas organizações demonstram que não esperaram a crise chegar para aprender o que fazer. Essas organizações já vinham se preparando há tempos.

Diante de um cenário adverso, essas empresas fazem das dificuldades aprendizados e oportunidades ou se adaptam e se reinventam rapidamente.

O que fazem as organizações preparadas para a crise?

É possível notar que utilizam e incorporam em sua cultura metodologias ágeis em um trabalho conjunto entre líderes e colaboradores, com foco em entregar valor ao cliente.

Um olhar para o cliente em primeiro lugar, com priorização, empatia, foco e simplicidade para tomar a decisão de fora para dentro. A aproximação com o cliente é essencial para saber o que ele quer e o que significa valor para ele.

A Natura & Co, quarto maior grupo de beleza do mundo, que engloba as marcas Natura, The Body Shop, Aesop e Avon, mantém uma postura de “otimismo cauteloso”, nas palavras de João Paulo Ferreira, presidente da organização na América Latina.

“É o momento para buscar inovação, diferenciação e ousadia para crescer e tomar mercado da concorrência, porque o crescimento do mercado não virá tão cedo”, disse.

Dentre as estratégias da empresa para inovar e ganhar mercado está o uso de metodologias para agilizar projetos e encurtar o ciclo de inovação.

“Estamos trabalhando com squads para poder ter melhor entendimento das necessidades do cliente e reagir mais rápido a elas”, afirmou.

Outra frente de trabalho está em melhorar os canais digitais para aprofundar o relacionamento da empresa com seus consultores e clientes.

Adaptabilidade e flexibilidade também são pontos importantes das metodologias ágeis: responder às mudanças mais que seguir um plano.

Como criar valor rápido e gerar oportunidades de experimentação para o cliente?

É preciso renunciar ao velho conhecido e aparentemente seguro, para fazer melhor e diferente. Um olhar para a sobrevivência de hoje mas, ao mesmo tempo, a médio prazo.

O surgimento de oportunidades de negócio

A startup Dobra, que é uma fabricante de produtos com um material similar a papel, mudou seu modelo de negócios da noite para o dia. Ao perceber que as vendas estavam caindo, criou o Dobraflix, um site separado da plataforma de vendas para oferecer conteúdo e cursos.

O cofundador Guilherme Massena, comentou que ressignificaram o negócio. Oferecem cursos para empresários, empreendedores e funcionários e cerca de 10 mil pessoas já se inscreveram para acessar o material. Com isso, mais pessoas estão conhecendo a empresa e novos parceiros apareceram para também oferecer seus conteúdos pela plataforma.

O surto de coronavírus também é uma oportunidade de crescimento para o comércio eletrônico, que continua em ascensão: em 2010, obteve um faturamento de R$ 16,8 bilhões.

Em 2019, 9 anos depois, esse número subiu para R$ 75,1 bilhões, segundo Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Mas, apesar desse aumento bastante significativo, o e-commerce, em 2019, representava apenas cerca de 5% do varejo brasileiro como um todo. Portanto, há muito espaço para crescer.

Até um tempo atrás, não existiam muitas opções, mas hoje é possível comprar quase tudo em lojas virtuais. O Grupo Boticário observou que o varejo digital vinha crescendo a uma média de dois dígitos nos últimos anos e com potencial para mais e decidiu ganhar atratividade digital e conquistar “musculatura” nessa frente.

Com a inclusão da Beleza na Web, comércio eletrônico adquirido no ano passado, o faturamento foi de 15,3 bilhões de reais, alta de 11,5%, e passaram a oferecer um portfólio de 360 marcas e 17 mil itens.

“As duas empresas estão de olho no novo consumidor e têm no DNA a inovação e a busca constante por desafios. Juntos, vamos cada vez mais oferecer experiências para o nosso consumidor onde ele estiver.” Alexandre Serodio, dono do Beleza na Web.

Outro ponto importante da metodologia ágil, que vem sendo utilizado por muitas empresas, é incentivar a flexibilidade, inovação e criatividade.

Fazendo o que for possível para adaptar e renunciar a processos complicados e burocráticos para regras simples.
O Gympass está com cerca de 90 vagas abertas sendo quase 60% na área de tecnologia e algumas posições são da área corporativa.

Segundo Caio Chedid, líder de recrutamento, e Marcelo Festa, líder de treinamento e desenvolvimento, a empresa criou um comitê que aprova as posições de forma remota, e quem chega passa por integração em casa e recebe os equipamentos higienizados por meio de empresas logísticas especializadas.

“A pessoa que é contratada para o Gympass pode trabalhar com qualquer equipe, especialmente em tecnologia. Hoje entra para um squad, mas na semana que vem pode ir para outro. “

Inovação e adaptação em tempos conturbados

Também é importante que os líderes promovam um ambiente seguro, onde as pessoas sintam que podem dar sua opinião e onde os erros sejam vistos como aprendizados e oportunidades de melhorar serviços, processos ou produtos.

A Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio) está contratando centenas de funcionários para a área de tecnologia. “Essa lista é prioridade agora e estamos contratando com urgência. O foco é a tecnologia para digitalizar ainda mais a companhia.

As outras áreas seguem contratando também no ritmo acelerado, porque precisamos nos preparar para a retomada do mercado. A diferença é que os profissionais de tecnologia começam imediatamente e os profissionais de outras áreas começarão mais para frente”, afirma Rosilane Purceti Balabram, diretora de RH da companhia.

“Já tínhamos o desenho de uma integração a distância e as pessoas novas estão se adaptando muito bem. O momento exige mais comunicação e adaptação, mas é um novo jeito de trabalhar. Temos que tirar as lições e estudar o que poderemos eternizar no negócio pós-crise.

Temos times trabalhando nos aprendizados desse momento, revendo políticas e adaptando times para trabalharem com alta performance mesmo remotos. A crise é relevante e sem precedentes, mas há espaço para aprendermos o que funcionou”, complementa.

Os líderes neste momento devem ter uma postura adaptável, fomentar um ambiente futurista, mais livre e fora da zona de conforto, olhar para sobrevivência de hoje mas também a médio prazo.

O Zoom, também está surfando na onda. Claro, que a crise favorece este tipo de negócio pela necessidade de comunicação a distância. Mesmo assim, o que eles vinham fazendo e como se adaptam a esse momento para atender melhor os clientes, sem deixar de manter um olhar no futuro?

Em 2019, a startup teve um faturamento de 622,7 milhões de dólares, o que representou um crescimento de 88% ante 2018. No ano passado, a empresa informava ter mais de 82.000 clientes.

O Zoom, surgiu depois de outras concorrentes e hoje acumula mais de 5 bilhões de minutos mensais em reuniões. É, por exemplo, o provedor de videoconferência para companhias como Uber, Wells Fargo, ServiceNow e GAP.

Tem como diferenciais competitivos: confiabilidade e baixa latência, o que garante poucas falhas e atrasos na transmissão.

Estão monitorando desde janeiro a evolução da epidemia e retirar o limite máximo de 40 minutos de uso para contas gratuitas foi uma estratégia para demonstrar os benefícios de seu serviço de videoconferência e colaboração online, conquistando novos clientes.

Originalmente criada e vendida como uma ferramenta para reuniões corporativas, vem sendo utilizado também para transmitir casamentos, sessões de meditação, shows e diversos tipos de aula.

Os apps de entregas, surgiram para oferecer mais possibilidades e comodidade para clientes que, antigamente, precisavam tirar alguns folhetos da gaveta e ligar para o local para pedir a refeição em casa.

Essas empresas não começaram durante a crise, mas agora se beneficiam dela. Foram ousadas e inovadoras. Algumas são pioneiras e outras chegaram depois, mas já vieram agregando diferenciais e com uma amplitude maior de serviços disponíveis.

Hoje, é possível ver uma lista com diversos restaurantes, avaliações, menus, comparação de preços, entre outras opções.

O estudo, que analisou as pesquisas sobre o app nos buscadores Bing, Google e Yahoo entre os anos de 2016 e 2019, revelou que o iFood é o “queridinho” dos consumidores na hora das refeições e, em 2019, registrou uma média de 1,2 milhões de pesquisas mensais pelo app — o dobro do que o aplicativo tinha em 2016, o primeiro período analisado pelo estudo.

Apesar da grande liderança do iFood, outros aplicativos também cresceram. O maior crescimento disparado entre essas startups foi o do Rappi, o único desses aplicativos que não é exclusivo para refeições e faz entrega de praticamente qualquer produto.

Isso porque, em 2016, a empresa tinha uma média de apenas 197 pesquisas mensais nos buscadores, e em 2019 essa média é de 183 mil pesquisas mensais — o que coloca o Rappi como o terceiro aplicativo mais usado com um crescimento de 92700%.

Como você tem feito a gestão de crise?

Ao observar como os governos estão lidando com a crise, também é possível notar diferenças entre métodos de gestão tradicional e técnicas de gestão ágil e tirar aprendizados sobre isso.

Apesar da tecnologia ser muito importante, talvez a diferença principal esteja na escolha de como fazer a gestão na crise.

Taiwan, Singapura e Hong Kong mantiverem o foco em respostas rápidas aos cenários à medida que foram surgindo, priorizando comunicação aberta e constante com o time, renunciando a processos fechados, burocracia e hierarquia.

Taiwan deixou claro que a escolha pela metodologia ágil fez toda diferença nos resultados no combate à pandemia. A ilha possui quase 24 milhões de habitantes e até agora registrou apenas 1 morte em decorrência da COVID-19.

O que você e sua organização podem fazer de diferente?

Neste artigo, citamos exemplos de empresas que já vinham utilizando metodologias e uma gestão mais ágil e, por conta disso, estão enfrentando com mais facilidade esta crise e se preparando para o futuro.

Para abraçar as metodologias ágeis é preciso estar disposto a renunciar a valores limitantes como: burocracia, foco no curto prazo, controle, hierarquia, silos e feudos, competição interna, cautela, poder e retenção de informação.

Pensando hoje e com um olhar no futuro, o que você e sua organização podem fazer de diferente a partir de agora?

Nós, da Crescimentum, também estamos enfrentando este momento com foco em aprender novas soluções e sair mais fortes. Por isso, adaptamos nossas soluções com foco em proporcionar a você e sua organização saídas para continuar se desenvolvendo e crescendo.

Pensando nisso, realizaremos a próxima turma do treinamento RH do Futuro de forma online e ao vivo. No treinamento, você aprofundará algumas das reflexões centrais deste artigo.

Se você quer saber como encabeçar mudanças de mindsets e de comportamentos rapidamente, garantindo a sobrevivência do negócio e zelando pela segurança psicológica dos colaboradores, faça a sua inscrição já!

Por Renata Andraus, trainer da Crescimentum

Liderando em meio à crise: como responder ao Coronavírus e aos futuros desafios

O Coronavírus trouxe uma crise inesperada e cheia de inseguranças. A escala global do vírus, o número crescente de casos e a sua enorme imprevisibilidade tornam a resposta dos executivos algo difícil. 

O alto grau de incerteza gerado por este momento, resulta em desorientação, sensação de controle perdido e, em alguns casos, até mesmo distúrbios emocionais gerados pelo stress. 

Saber como reagir a este cenário, portanto, é primordial para a saúde: das pessoas e dos negócios. No artigo de hoje, falamos sobre cinco práticas de liderança que podem ajudá-lo a responder de maneira eficaz a este momento tão complexo. Boa leitura!

O coronavírus e a crise nas organizações

Reconhecer que vivemos em um momento de crise é o primeiro grande passo para todo líder. É difícil, mas subestimar os efeitos deste contexto no ambiente corporativo é ainda mais grave

Ao aceitar o atual cenário, passamos para a próxima fase que é tentar formular respostas. O grande ponto é que, um dos efeitos da crise, é justamente o desconhecimento do que vem a seguir. 

Por isso, algumas respostas comuns a todos têm partido de coisas simples, como a adoção de políticas de home office ou a introdução de novas ferramentas para auxiliar a colaboração. Esse tipo de medida pode ser benéfica até mesmo após este período. 

A grande virada de chave é que, durante a crise, líderes não conseguem agir a partir de um plano de respostas pré-definido, mas sim de comportamentos e mentalidades que os ajudarão a olhar para o futuro

A seguir, exploramos cinco deles, para ajudar os líderes a enfrentarem os desafios decorrentes da pandemia e, quem sabe, outras crises futuras (afinal, se tem algo que o atual momento nos ensinou é que devemos estar preparados para o incerto).

1. Construa redes de equipes adaptáveis

Sabe a ideia tradicional de que as respostas devem surgir top-down? Durante uma crise, líderes devem deixar para trás a crença de que as decisões partem de cima para baixo, como uma forma de controlar e gerar estabilidade

Em crises que possuem a incerteza como principal característica, líderes enfrentam problemas desconhecidos e pouco compreendidos. Um pequeno grupo de altos executivos não é o suficiente para tomar decisões com rapidez suficiente

Dessa forma, toda a organização deve ser responsável por descobrir e implementar soluções. O papel do líder é mobilizar a organização e as equipes, estabelecendo as prioridades claras para aquele momento. 

Uma forma de promover a rápida resolução de problemas em situações caóticas e de alto estresse, é organizar redes de equipes. Embora a maioria das organizações já trabalhe em equipes, poucas realmente constroem times eficazes e com sinergia

Verdadeiras equipes consistem em grupos altamente adaptáveis, unidos por um objetivo em comum. Times eficazes são multidisciplinares, criam soluções práticas e se adaptam ao cenário vigente, reorganizando ações e aprendendo mais sobre a crise conforme as condições mudam. 

Líderes preparados devem promover a colaboração e a transparência nas equipes. E uma maneira excelente de fazer isso é dando autonomia e compartilhando informações. Outro ponto crucial, é em relação à saúde emocional dos colaboradores. 

Em momentos como este, o ambiente torna-se mais tenso do que o normal e é papel do líder promover a segurança psicológica para que as pessoas possam discutir novas ideias, perguntas e preocupações. 

Isso permite que as equipes compartilhem suas visões sobre a situação e pensem em como lidar com tudo isso por meio de um debate saudável. 

2. Capacite novos líderes na tomada de decisão

Assim como os executivos de uma organização devem se preparar para mudar a estrutura de hierarquia tradicional para uma rede colaborativa de equipes, eles também devem capacitar outras pessoas para pensar em soluções para a organização. 

Isso envolve dar autoridade a novos colaboradores, para que possam tomar e implementar decisões sem ter que obter aprovação. Executivos precisam estabelecer rapidamente uma estrutura para que decisões sejam tomadas por pessoas de diferentes níveis

Em emergências rotineiras, a experiência pode ser a qualidade mais valiosa que os líderes possuem. No entanto, em momentos de crise, o caráter passa a ser mais significante. Neste momento, duas características são primordiais: calma e um otimismo realista

Situações de crise exigem pessoas que saibam ter calma na tomada de decisões preocupantes. Além disso, líderes devem ser otimistas de que a organização encontrará um caminho para sua situação difícil, mesmo reconhecendo a incerteza deste momento. 

3. Faça pausas curtas para avaliar antes de agir

Um erro muito comum que líderes cometem em meio às crises é aguardar um conjunto de fatos concretos antes de determinar o que deve ser feito. Como uma crise envolve muitas incógnitas e surpresas, fatos não são claros o bastante. 

Neste momento, o que fazer? Recorrer à intuição? Embora esse possa ser um caminho, líderes podem lidar melhor com a incerteza se informando ao longo do desenrolar da crise, e observando a repercussão de suas respostas

Na prática, isso pressupõe ciclos mais curtos para avaliar os próximos passos. Compreender a situação de vários pontos de vista, antecipar o que pode acontecer a seguir e depois agir, é o ideal neste momento. 

Um ciclo curto de pausa, avaliação e antecipação deve ser contínuo. Isso ajuda os líderes a manterem a calma e evitarem medidas tomadas de forma exagerada. 

Dois comportamentos são importantes para ajudar líderes a avaliarem e se anteciparem às situações. A atualização, que envolve a revisão das ideias com base nas novas informações, e a dúvida, que implica na avaliação crítica de ações e futura medidas. 

Uma vez que uma decisão é tomada, líderes devem agir com determinação. Isso aumenta a confiança da organização, motiva a equipe e sustenta a busca por soluções para os desafios que a empresa enfrenta. 

4. Tenha a empatia como diretriz 

Em uma crise, as pessoas ficam em um estado de atenção voltada à sua própria sobrevivência e necessidades básicas. Por isso, líderes eficazes neste momento são aqueles que fazem uma diferença positiva na vida das pessoas

Para isso, líderes devem reconhecer os desafios pessoais e profissionais que os colaboradores enfrentam durante este momento. 

No caso do Coronavírus, os efeitos foram muitos. Governos instituíram proibições de viagens, a quarentena foi adotada, escolas e empresas foram fechadas, e ainda estamos reagindo a isso de diversas formas. 

Como a crise afeta cada pessoa de maneira diferente, líderes devem prestar muita atenção ao lado humano neste momento. 

Por outro lado, líderes não apenas devem demonstrar empatia, mas também recorrer à ajuda dos outros, preocupando-se com seu próprio bem-estar. Neste momento de estresse, cansaço e incerteza, líderes devem permanecer equilibrados. 

Destinar tempo a se cuidar, permite que a liderança mantenha a sua eficácia ao longo do tempo que a crise durar. 

5. Mantenha a transparência 

Transparência deve ser a principal regra para líderes em momentos de crise. Isso é essencial para tranquilizar todos os envolvidos no enfrentamento dos desafios advindos deste cenário. 

Para isso, é preciso um cuidado especial para garantir que as preocupações, perguntas e interesses de cada um sejam atendidos. Manter uma boa comunicação sobre o que está sendo feito e quais os próximos passos, é um ótimo passo. 

Trazer uma perspectiva realista e otimista pode ter um efeito poderoso sobre os colaboradores, inspirando-os a apoiar a recuperação da organização. 

O Coronavírus tem desafiado líderes em todo o mundo. Não sabemos, ao certo, até quando essas consequências durarão, nem se novas dificuldades surgirão. Essa incerteza prolongada é mais uma razão para adotar as medidas propostas neste artigo.

Todos os cinco pontos mencionados foram pensados para ajudar a estabelecer ou reforçar comportamentos e valores que apoiem organizações e comunidades ao longo da crise

Além disso, são passos para ajudar líderes para próximos possíveis desafios, adotando um mindset novo. Espero que tenha gostado do conteúdo e que ele seja útil para você neste momento tão complexo. 

Sabemos que os últimos tempos não tem sido nada fáceis. Pensando nisso, a Crescimentum criou o WeLearn: uma jornada de aprendizagem construída por meio de sprints, 100% digital, o participante será convidado para navegar em uma trilha de desenvolvimento, composta por atividades, cases, vídeos, interações, encontros com facilitador, mentoria individual e muito mais.

Se você quer reagir a este cenário instável, garantindo que o desenvolvimento da sua organização não estagneconheça mais sobre esta solução!

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum

Artigo inspirado em conteúdo da McKinsey

O que temos aprendido com as crises?

Crise, crise, crise… esta talvez tenha sido a palavra mais citada no mundo dos negócios ao longo dos últimos anos.

 

Fato ou não, ficar pensando e falando em crise gerou e vem gerando um impacto muito negativo no comportamento de algumas pessoas e empresas, comportamentos que geraram e continuam gerando insegurança para novos investimentos, tomada de decisões mais lentas, mercados mais conservadores, menos criativos e mais desconfiados… Dura realidade!

Cenários positivos no meio do caos

No entanto, há boas notícias neste sentido. Algumas “poucas” empresas que diante de um cenário de incertezas, e nada animador, resolveram adotar a seguinte forma de pensar – “Reconhecemos que há uma crise, no entanto tomamos a decisão individual e coletiva de não querer participar dela”.

 

Pensar, sentir e agir a partir desta crença, possibilitou a elas uma ampliação da visão, fortalecimento da missão e alinhamento do propósito, além de novas formas de pensar sobre gestão de pessoas e negócios, desenvolvimento e aprimoramento de competências e novos comportamentos que foram determinantes para a criação e ampliação de novos mercados, melhoria nas relações com stakeholders, e tornar os produtos, processos e serviços mais criativos e inovadores etc.

 

Em tempos de incertezas, cooperar com o inevitável fará parte de nova estrutura mental individual e corporativa.

Não é a primeira e nem será a última

As crises fazem parte da vida de todas as pessoas. O que precisamos é desenvolver cada vez mais a sabedoria para lidar com elas de forma proveitosa, melhorando capacidades como inteligência emocional, visão sistêmica e resiliência.

 

Cada crise se constitui em uma grande oportunidade de avanço. Entendamos e trabalhemos os momentos de “crises” como oportunidades de ajustes necessários para melhorarmos individualmente e coletivamente.

Estrutura de uma crise

Toda crise possui 3 elementos: uma solução, um prazo de validade e uma lição para a sua vida.

 

  • SOLUÇÃO – Para toda “crise” há sempre possíveis soluções. A questão é, onde está o seu foco? Na vitimização e nos problemas, ou na construção de soluções?
  • PRAZO DE VALIDADE – E até lá, o que se faz? Como diz um comercial de uma grande seguradora – Senta e chora, senta e chora!!! O prazo de validade para superar uma crise, depende principalmente do que se acredita sobre ela, uma visão otimista / realista, disposição, força de vontade e criatividade para encurtar esse prazo.
  • UMA LIÇÃO PARA SUA VIDA – Toda crise gera sempre “uma lição a ser aprendida” O que a crise atual está nos trazendo como lições a serem aprendidas? Tão importante quanto solucionar a crise é aprender com ela. Caso este aprendizado não aconteça, novas e conhecidas “crises” surgirão, até que a lição seja aprendida.

Como aproveitar um momento de crise

Para que isso aconteça é fundamental aprender, desaprender, e reaprender como uma prática contínua do nosso desenvolvimento. O que inclui:  

 

  • Autoconhecimento;
  • Autodesenvolvimento;
  • Automotivação;
  • Autogerenciamento.

 

O processo de gerenciar “crises” pode se tornar árduo ou altamente recompensador, dependendo de como se faz este gerenciamento.

 

Não vivemos em um tempo difícil, mas em um tempo diferente. As pessoas podem e devem ampliar a sua consciência da nova realidade e se adequar a ela, entendendo claramente que novos problemas e oportunidades exigem novas maneiras de pensar e agir.

 

Einstein já dizia, “Os problemas nunca podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento que os criou”.

 

E é pensando justamente nisso, que te convido a ler outro conteúdo, complementar a esse artigo que pode te ajudar muito, onde falamos sobre como alcançar alto desempenho em momentos de crise, confira!