Coaching: desenvolvimento pessoal e profissional

Por Renata Klingelfus Andraus, trainer na Crescimentum

 

Como seria se você pudesse focar no seu desenvolvimento pessoal, trabalhar com seu propósito e ajudar as pessoas?

 

Eu não vejo sentido no que eu faço. Eu gostaria de ter mais liberdade. Não estou feliz. Sinto um vazio dentro de mim. Falta alguma coisa. Gostaria de deixar algo de significado para as pessoas. Sinto que posso fazer mais. Às vezes me sinto sobrecarregada. Passei a vida tentando agradar os outros.

 

Ganho bem, mas isso não é mais suficiente. O que estou fazendo aqui?

 

Tenho um relacionamento ruim com meus colegas. Quando chega o domingo me dá “fobia” pensando na segunda-feira. Acabo procrastinando minhas tarefas. Sinto ansiedade e outros sintomas físicos constantemente.

 

Você se identifica com algum destes pensamentos e sentimentos? Você não está sozinho.

Como o Coaching pode ajudar?

Muitas pessoas vivem hoje no piloto automático, perdendo a oportunidade de trabalhar com significado, descobrir a melhor versão de si mesmos e entregar resultados com mais naturalidade e satisfação.

Mas, como pode ser diferente?

Uma alternativa para mudança de vida ou de carreira é o Coaching. Uma metodologia flexível que aborda técnicas e ferramentas voltadas para o desenvolvimento de pessoas e pode ser aplicada em diversas áreas de atuação como: vida, carreira, liderança.

 

Não é a toa que o mercado de Coaching é responsável por movimentar uma parcela econômica altamente significativa em nível mundial. Apenas nos Estados Unidos, são gerados mais de 2,3 bilhões de dólares ao ano.

 

No Brasil, esse mercado vem ganhando cada vez mais força e é um pilar primordial para impulsionar a economia do país.

 

Afinal, o Coaching ajuda empresas a produzirem mais através de uma gestão de talentos efetiva, bem como, auxilia profissionais a alavancarem suas carreiras por meio da conquista de melhores cargos e salários.

 

E ajuda a todos que participam de um processo a terem um desenvolvimento pessoal significativo.

 

Com o mercado aquecido para essa profissão, muitas pessoas estão aproveitando sua bagagem acadêmica ou experiência profissional para se tornarem coaches, ajudando outras pessoas a alcançarem o sucesso e a felicidade em suas vidas.

E como isso funciona?

Certa vez, em uma sala de aula de um curso de MBA, o professor lançou uma discussão sobre a viagem mais importante que os alunos já tinham feito. Queria saber como foi, qual era o local e porque aquela viagem foi a mais significativa na vida de cada um.

 

Começaram a falar um a um. Alguém começou e disse: Disney. Porque era um sonho de criança e ali eu senti que podia ser eu mesmo, sem medo de ser julgado ou avaliado.

 

Ah Paris. Era a cidade romântica dos filmes e dos livros, onde eu sabia que encontraria belezas de todos os tipos.

 

Sem dúvida, foi à Índia onde eu me encontrei em meio ao caos. Nunca pensei que pudesse aprender tanto em uma única viagem.

 

Curitiba, pois lá eu reencontrei pessoas da família que não via desde criança e são muito importantes para mim.

 

Todos foram falando até que a última pessoa levantou a mão e disse: a viagem mais profunda e importante foi à viagem que fiz para dentro de mim mesmo.

Uma viagem de autodesenvolvimento

E se for possível fazer uma viagem de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, em que você também faz um trabalho que tenha significado para você e para os outros e ainda desenvolve pessoas?

 

Será que isso é possível? Sim. É perfeitamente possível.

 

“Podemos descobrir esse significado na vida de três modos diferentes: criando um trabalho ou realizando uma ação; vivenciando algo ou encontrando alguém; e por meio da atitude que tomamos em relação ao sofrimento inevitável.”

 

“Tudo pode ser tomado de uma pessoa, menos a última das liberdades humanas: escolher sua própria atitude em qualquer possível circunstância, escolher seu próprio caminho.” – Viktor Frankl, autor de “Man’s Search for Meaning”, sobre sua experiência em um campo de concentração.

Mas, porque será que a viagem mais importante foi para dentro de si mesmo?

Havia uma vila e nela vivia um povo muito diverso. Tinham pessoas de todos os tipos, características, comportamentos, mas elas tinham algo em comum: queriam saber o futuro e ter o controle sobre os acontecimentos.

 

Ali diziam que havia um sábio que tinha todas as respostas e ele ficava dentro de uma caverna. Do lado de fora da caverna, tinha uma placa que dizia: Consulte o sábio e tenha as respostas que você procura.

 

O sábio era muito procurado e, às vezes, tinha até fila para consultá-lo ou pessoas que desistiam e voltavam no dia seguinte ou uma semana depois para tentar saber o futuro.

 

As pessoas saiam da caverna, com reações diversas, e se ouviam coisas de todos os tipos: que palhaçada! Mas, não é possível. Não entendi nada. Simples assim. Agora fez sentido. Ok. Entendi. O que eu faço agora? Que? Tudo isso para nada.

 

Acontece que ao entrar na caverna, a pessoa percorria um caminho que ia ficando mais e mais estreito e só depois de algum tempo que parecia uma eternidade, encontrava uma cadeira com uma placa.

 

A placa dizia: sente-se e olhe profundamente a sua frente e encontrará todas as respostas que veio buscar. A frente da pessoa tinha um espelho e ela se via. Nada havia ali. E tudo havia ali.

 

Imaginem ter uma profissão que é capaz de cuidar do seu desenvolvimento pessoal como prioridade. Você pode ajudar os outros, ajudando primeiro a si mesmo.

Mudando de vida

Quando você decide que Coaching será sua nova escolha de carreira ou algo que você quer realizar em paralelo a sua atual atividade profissional, você imediatamente se torna alvo do processo.

 

E alvo no bom sentido. Não há maneira melhor de vivenciar o processo e estar preparado pessoal e profissionalmente do que mergulhar de cabeça e exercitar tudo com você primeiro.

 

De repente, é você e o espelho e você têm todas as respostas dentro de si. O Coaching é uma jornada, que começa pelo seu autoconhecimento e desenvolvimento pessoal para que depois possa fazer o mesmo pelos outros.

 

O Coach conhece porque aplicou e testou cada uma das ferramentas, e cresceu com cada uma delas.

 

Enquanto você se prepara para ser um bom Coach, você de repente pode perceber que está conhecendo mais sobre si mesmo do que teve a oportunidade de fazer em anos. É o desenvolvimento pessoal em fase crescente.

O que muda?

Pode ser que você descubra o seu propósito de vida, o que realmente faz sentido para você, seus principais valores, aqueles que realmente você não está disposto a abrir mão por quem quer que seja, sua visão de futuro, novos sonhos, seus sabotadores, aqueles que te impedem de ser sua melhor versão.

 

E a cada atendimento você pode perceber o quanto as situações estão interligadas e você aprende com a outra pessoa, e muitas vezes, escuta exatamente aquilo que estava precisando ouvir.

 

Alguns benefícios:

• Desenvolvimento pessoal
• Liberdade
• Mercado em crescimento
• Remuneração
• Oportunidades variadas
• Desenvolvimento profissional
• Trabalho com propósito
• Reconhecimento
• Realização pessoal

 

Tudo que você fez e aprendeu até aqui se soma com o Coaching. Nada é perdido. É como se você tivesse sua mochila já lotada de conhecimentos, experiências e ferramentas e agora fosse obter mais um.

 

O Coaching te permite juntar e aproveitar tudo que você trás com você na bagagem.

 

Seja na posição de um aluno, de um Coach profissional ou tendo a oportunidade de fazer um processo de Coaching você terá a oportunidade de conhecer na prática os benefícios desta metodologia em primeiro lugar para você e para o seu desenvolvimento pessoal e profissional.

 

Se estiver interessado em conhecer a metodologia Crescimentum de Certificação Profissional em Coaching, converse com um de nossos consultores, ficaremos felizes em te atender!

A Cultura como responsável pela Retenção de Talentos

Por Anderson Fernandes, trainer da Crescimentum

 

Você tem perdido pessoas e profissionais talentosos? Os seus funcionários refletem os valores da sua organização?

 

Cada vez mais, CEOs e equipes de liderança estão reconhecendo a importância da cultura da empresa tanto na retenção de profissionais como na obtenção de lucro e melhores resultados.

 

Uma pesquisa da Deloitte, feita em 2018,  chamada “Global Human Capital Trends survey”, revelou que 82% dos entrevistados reconhecem a cultura como uma vantagem competitiva potencial.

 

Além disso, quase nove entre dez executivos nos EUA e no Reino Unido acreditam que a cultura é importante na retenção de talentos e funcionários de alta performance.

Retenção de Talentos: como e por quê?

E como posso fazer isso? Como ter uma cultura que me ajude no recrutamento e retenção de talentos engajados e criativos?

 

A cultura não é construída por palavras pintadas na parede, com missões ou visão espalhados nas salas de reunião, mesas ou em declarações motivacionais.

 

Isso tudo pode ser vazio e sem nenhum efeito prático. Para ter um impacto real, a cultura deve ser vivenciada no dia a dia por todos os funcionários. Desde o estagiário até o CEO.

Um reflexo das pessoas

Cultura é formada pelos líderes e suas equipes. Como consequência, a empresa vai refletir a cultura dessas pessoas.

 

A Deloitte define cultura como “o sistema de valores, crenças e comportamentos que determinam como o trabalho real é realizado dentro de uma organização”.

 

Se a Cultura de uma empresa for realmente vivenciada e praticada, ela será o elemento fundamental na formação do clima organizacional e na retenção de talentos.

 

O que se sabe empiricamente e por várias pesquisas, é que empresas que não tem uma cultura forte, têm maior dificuldade em atrair e reter talentos.

 

Essas novas gerações buscam, cada vez mais, uma forte identificação com o propósito da empresa, sua marca e identidade. Ou seja, os valores que são realmente praticados e vividos pela empresa.

 

Até porque, muitas vezes, como defende o escritor Simon Sinek, o foco da maioria das empresas fica apenas em vender seu produto, mostrando “o que a empresa faz” e a forma, ou seja (como fazemos?).

 

Infelizmente, as empresas se esquecem de focar no mais importante: qual o valor por trás desse produto? Qual o propósito do produto? Por que fazemos esse produto? (*2)

Colaboradores e clientes se tornam parte da cultura

Quando a cultura é forte, ela se torna parte da identidade e da marca da empresa. Os valores culturais devem infundir todos os aspectos do trabalho de seus funcionários e as decisões que eles tomam.

 

A cultura da Apple enfatiza a inovação rápida. A Starbucks valoriza o comércio justo, a diversidade e a inclusão. A gestão de talentos é grandemente impactada pela cultura, particularmente nas áreas de recrutamento e seleção.  (*1)

O Método Barrett

O Barrett Value Centre é um instituto, que foi fundado pelo Richard Barrett e que mapeou valores de mais de 2 mil corporações nos últimos 10 anos em mais de 60 países.

 

É a metodologia mundialmente reconhecida por sua eficácia e resultado. Como o próprio Barrett afirma, “as organizações orientadas por valores são as mais bem-sucedidas do planeta”.

 

E um dos principais motivos é que uma cultura clara e forte satisfaz funcionários, clientes e, como consequência, traz resultado e satisfação também aos acionistas. (*3)  (*4)

Planejando para o sucesso

Se um dos seus objetivos é o recrutamento e retenção de talentos, é fundamental começar a buscar métodos e ferramentas que possam ajudar a entender a cultura atual da sua empresa.

 

Além disso, a cultura deve ser vista como um dos pilares na pauta do seu planejamento e com um plano de ação importante para que a cultura desejada esteja alinhada com o sucesso da sua organização.

Os desafios de gerenciar uma Cultura Organizacional

Por Guilherme Marback, sócio-diretor e head de Cultura Organizacional da Crescimentum

 

 

“Desafios de gerenciar uma cultura organizacional” foi o tema da minha palestra no último Manhã com RH, evento mensal que realizamos na Crescimentum com a finalidade de compartilhar conhecimento por meio de um espaço de aprendizagem.

Quais os desafios de gerenciar uma Cultura Organizacional?

Iniciei a palestra utilizando o tema dessa forma, como uma pergunta. E, após um breve momento de diálogo em pequenos grupos, 137 participantes dos mais de 160 presentes compartilharam sua resposta.

 

O que se destacou no grupo foi o Alinhamento da liderança como principal desafio, muito à frente de engajamento e comunicação que vieram a seguir.

 

Mas, por que esse alinhamento da liderança é percebido como o principal desafio e como enfrentá-lo a caminho de uma cultura organizacional vencedora?

A força das crenças e valores

Acreditamos que a Cultura é forjada principalmente a partir das crenças e valores dos líderes do presente e do passado.

 

Suas crenças e valores definem as regras, procedimentos, símbolos, artefatos e tudo aquilo que orienta o comportamento do coletivo.

 

Entretanto, por trás das crenças e daquilo que é valorizado estão as necessidades dos líderes e aí é que reside o problema!

 

Dificilmente encontramos um grupo de líderes perfeitamente alinhado entre si, exercendo as suas escolhas a partir do propósito, significados e interesses comuns.

Os medos do líder

Em grande medida os líderes estão reagindo às suas próprias necessidades e não às necessidades institucionais.

É claro que isso varia de organização para organização, do seu grau de desenvolvimento e desafios estratégicos, assim como o grau de maturidade da liderança.

 

Além disso, em qualquer caso, muitas vezes as necessidades do ego superam os interesses comuns e direcionam o foco da liderança para os seus interesses pessoais e de suas áreas que acabam se transformando em silos e feudos.

 

Uma vez que os líderes se encastelam em seus feudos não somente para proteger as suas necessidades do ego, mas especialmente para se protegerem dos seus medos.

Considerando os Sete Níveis de Consciência de Richard Barrett, estamos falando do medo de não ter o suficiente no nível de sobrevivência, o medo de não ser bem quisto no nível de relacionamento e o medo de não ser suficientemente bom no nível da autoestima.

O desafio da Cultura Organizacional para a organização

Olhando para a organização, estamos falando de sistemas complexos em que um conjunto de líderes se reúne em diferentes estágios de desenvolvimento psicológico. Além de operar a partir dos mais variados conjuntos de valores e a partir das suas próprias visões de mundo.

O caminho para o sucesso

Ampliar o alinhamento da liderança passa necessariamente pela tomada de consciência do líder sobre seus próprios valores, seus medos e o impacto que geram no grupo.

 

Depois o grupo precisa definir e praticar os valores que precisam ser vividos coletivamente para orientar as escolhas e esforços de toda organização a caminho do bem comum e propósito da organização.

 

Isso somente é possível com o fortalecimento das relações de confiança, tornando o feedback um processo fluido e permanente, as conversas assertivas trazendo à mesa o que precisa ser tratado, debater francamente defendendo as suas posições e convicções sem se preocupar com o conflito.

 

Para que isso aconteça, é necessário ampliar significativamente os espaços de diálogo na organização, o que, infelizmente, está cada vez mais raro!

 

Se você estiver interessado em começar um processo de gerenciamento de Cultura Organizacional dentro da sua organização converse com nossos consultores, podemos te ajudar!

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Carta para um Líder

Líder,

 

Liderança não é um título, um cargo, uma posição, uma sala ou uma cadeira. Liderança é uma escolha, portanto, se você escolheu contribuir para a construção de um futuro melhor, conquistando resultados extraordinários com as pessoas, influenciando-as e desenvolvendo-as através do seu cuidado, exemplo, ações e atitudes no dia a dia, escolheu liderar, esta carta é pra você.

 

Bem, já que escolheu liderar, quero compartilhar com você coisas simples e importantes que tenho aprendido em minha caminhada no desenvolvimento de líderes: liderança é uma jornada que começa pelo lado de dentro, por isso, antes de conhecer e liderar outras pessoas, é preciso fazê-lo a si mesmo através do autoconhecimento e da autoliderança.

 

Parece simples, mas creia-me, liderar a si mesmo é bem mais difícil do que liderar os outros, portanto, invista tempo no autoconhecimento.

 

Conheça e reconheça seus pontos fortes e também os pontos fracos. Busque maneiras de potencializar suas fortalezas, e melhorar tudo aquilo que é imprescindível para sua atividade. Encontre em sua equipe pessoas que sejam fortes naquilo em que você não é, e permita que elas o ajudem. Conheça profundamente sua organização e o seu negócio.

 

Busque saber a opinião sincera de seus liderados, pares, clientes e chefes sobre o seu trabalho e sua liderança. Além de aumentar sua autoconfiança, essas iniciativas o ajudarão a construir relacionamentos baseados em transparência, respeito e confiança. E creia-me, sem este tipo de relacionamento é impossível liderar.

 

Pare por alguns minutos do dia, e pergunte-se: o que eu estou fazendo bem? O que eu posso melhorar? Que habilidades eu preciso desenvolver?

 

Seja sincero consigo mesmo, crie planos de ação, coloque-os em prática, e cresça um pouco mais a cada dia. Lembre-se que um verdadeiro líder só deixa de aprender no dia em que deixa este mundo, portanto, até lá, continue se desenvolvendo.

 

Sabemos que a liderança oferece algumas vantagens, mas isso, sinceramente, não é o mais importante, porque o verdadeiro líder não é o que busca vantagens para si, mas aquele que busca ganhos para os que o segue, afinal, dificilmente alguma pessoa seguiria um líder que a conduz a lugares ou situações piores do que ela conseguiria chegar sozinha, a não ser que seja forçada a fazê-lo, porém, nesse caso a liderança deixaria de existir.

 

Então, o que você responderia se lhe perguntassem: qual é a vantagem das pessoas em segui-lo? O lugar ou situação pra onde você as está conduzindo é melhor do que o que elas conseguiriam conquistar sozinhas? Seja sincero: você se seguiria? Você gostaria de ser liderado por você?

 

As pessoas se tornam seres humanos e profissionais melhores por estarem com você? Ah, e por falar em “seres humanos”, lembre-se: antes de ser um bom líder, é preciso ser um bom ser humano!

 

Conheça cada um de seus liderados, suas crenças, valores, talentos, capacidades e comportamentos. Talvez você não tenha intimidade com todos, mas como líder, mesmo que não seja intimo, precisa ser próximo de seus liderados, criar vínculo, dedicar tempo para ouvi- los, ensiná-los, aprender com eles, dar e receber feedbacks, fazer coaching, discutir ideias, enfim, desenvolver relacionamento de confiança e transparência com eles.

 

O líder deve ser protagonista, alguém que escolhe trabalhar para a construção de um futuro melhor, independentemente dos resultados obtidos do passado, tornando-se assim uma “Figura de Transição”, alguém que não se importa com o que já aconteceu e, tampouco com o que os outros estão ou não fazendo.

 

Para aquele que escolheu liderar, o que realmente importa é o que acontecerá a partir dele; a nova história da qual ele será protagonista e o legado que deixará em tudo aquilo que fizer, independente de quão bom ou ruim tenha sido o passado, porque para o líder, sempre é possível melhorar.

 

Você é o maior responsável pelos resultados, por isso, a ideia não é priorizar pessoas aos resultados, mas focar no desenvolvimento das pessoas para que estejam cada vez mais preparadas, motivadas, inspiradas e comprometidas com a entrega de melhores resultados.

 

Demitir pessoas faz parte da jornada, contudo, ao pensar em fazê-lo, reflita antes sobre seu empenho e dedicação no desenvolvimento delas. Se estiver em paz, consciente de que já fez tudo o que estava ao seu alcance para desenvolvê-las, demita-as, caso contrário: desenvolva- as.

 

Assim como casamento, liderança não se aprende na escola, mas no dia a dia, acertando muito, mas errando também, portanto, arrisque-se, dê o seu melhor e, se não der certo, pare, reflita, ajuste a rota e tente novamente. Sua intenção será o termômetro de suas ações.

 

Se errar com intenção certa, será compreendido, mas se acertar com a intenção errada, as pessoas perceberão e isso afetará sua credibilidade.

 

Evite usar atalhos, porque em liderança, eles são perigosos. Haja com amor, caráter e integridade, seja ético e justo. Se você não se considera uma pessoa carismática, não se preocupe, seu caráter e integridade são mais importantes do que sua personalidade, porque em liderança a personalidade pode abrir muitas portas, mas somente o caráter as manterão abertas.

 

Permita que as pessoas o conheçam verdadeiramente, porque o mínimo que você pode oferecer àqueles que lidera, é
que eles saibam de verdade quem os está liderando.

 

O maior fator motivacional que você pode oferecer aos seus liderados, é que eles façam parte de um time vencedor, e para que isso aconteça é preciso que todos trabalhem de forma colaborativa, em busca de um mesmo objetivo, portanto, construam juntos uma visão de futuro, estabeleçam metas, criem uma identidade, estabeleçam o propósito e os valores que balizarão as ações e comportamentos da equipe.

 

Um time vencedor, conduzido por um líder campeão, sabe exatamente aonde quer chegar, por isso, crie o “norte” para onde todos estarão olhando, porque se cada um estiver olhando para um lugar diferente, os resultados serão ruins.

 

Ah, já ia me esquecendo de falar sobre os “Estilos de Liderança”. O melhor estilo de liderança é o seu.

 

Seja você mesmo, apenas considere que situações diferentes exigem posturas diferentes. Se uma situação oferece alto risco e sua equipe não está preparada para resolvê- la, talvez tenha que fazer você mesmo.

 

Se o risco é baixo, ou se eles estão preparados, deixe- os fazer, enfim, leia e adapte-se ao cenário e adote o estilo e postura mais adequados a cada situação.

 

Apenas lembre-se que um de seus principais papéis como líder é desenvolver pessoas e formar novos líderes, e para isso, precisa treiná-las, empoderá-las e delegar a elas tudo o que puder, para que se tornem independentes e autônomas. Você é líder, e não super- herói, portanto, não queira fazer tudo sozinho e nem saber tudo sobre tudo e, quando precisar, peça ajuda à sua equipe.

 

Demonstre humildade. Não trate as pessoas da mesma maneira, porque elas são diferentes. Com alguns você pode ser mais direto, assertivo e rápido, já com outros talvez precise ir um pouco mais devagar. Isso não significa que um é melhor que o outro; apenas mostra que as pessoas são diferentes e precisam ser tratadas de acordo com suas características, se quisermos obter o melhor resultado.

 

Uma das melhores maneiras de ajudar seus liderados a tornarem-se independentes e autônomos é tirando-os da zona de conforto, deixando de responder tudo o que eles perguntam. Procure, na medida do possível, perguntar e não responder.

 

Se seu liderado vem até você perguntando sobre como resolver um problema ou executar uma tarefa, mesmo que você saiba a resposta, instigue-o com perguntas como: qual sua opinião? Quais são as opções? O que podemos fazer? Como podemos resolver este problema? O que faria se estivesse em meu lugar?

 

Perguntas simples como estas ajudam a aumentar a autoconfiança e autoestima de seus liderados, e os faz sair do estado de preguiça mental, aguça a criatividade, aumenta o senso de responsabilidade e comprometimento, porque a partir do momento em que a proposta de solução vem do próprio liderado, ele naturalmente se torna mais envolvido e comprometido com a execução e com o resultado, já que ele é quem teve a ideia.

 

Não espere que excelentes profissionais casualmente batam à sua porta procurando algo para fazer; se quiser, de fato, liderar uma equipe de alto desempenho, precisará empenhar-se no desenvolvimento das habilidades e do caráter de seus liderados.

 

A comunicação na liderança é essencial, portanto, comunique muito. Não creia que e-mails ou qualquer outro tipo de comunicação indireta são suficientes.

 

Esteja perto das pessoas, converse com elas, evite mandar recados, fale diretamente. Não tire conclusões precipitadas, não acredite em “estórias”, mas cerque-se das informações necessárias para tomar decisões acertadas e justas. Vá direto ao ponto.

 

Nos dias de hoje não existe tempo para ficarmos dando voltas para comunicar o que precisa ser dito. Pare para escutar as pessoas e, enquanto elas estiverem falando, evite ficar pensando na resposta, porque quando o faz, deixa de ouvir.

 

Lembre-se, o silêncio faz parte da conversa, portanto, ouça atentamente (sem ficar olhando para o computador ou celular) e, depois que a pessoa terminar de falar, então prossiga.

 

Agir assim, além de melhorar a comunicação, demonstra o respeito que você tem pelas pessoas. A comunicação mais importante que você pode fazer às pessoas é demonstrar que acredita no desenvolvimento delas, e que você será o agente dessa transformação em suas vidas.

 

Elas precisam acreditar que com você, chegarão mais longe. Não existem líderes perfeitos, mas tampouco existem líderes que não estejam em aperfeiçoamento, portanto, o aprendizado contínuo, natural e espontâneo é o caminho que lhe permitirá crescer e deixar de lado a antiga ideia de que é possível avançar com aquilo que já sabe.

 

Mais do que fazer aquilo que gosta, aprenda a apaixonar-se pelo que você faz. Contagie as pessoas com sua paixão. Seja alguém comprometido com os resultados, antes, contudo, comprometa-se com o ser humano.

 

Acredite nas pessoas, sirva-as com amor, caráter e integridade, e evite usar o poder e a influência para servir seus próprios interesses, porque o líder que não serve, não serve para ser líder.

 

Não se preocupe com honra pessoal, mas esteja atento às necessidades daqueles que estão ao seu redor. Viva uma vida com sentido, propósito e equilíbrio; persiga objetivos e resultados legítimos, porque em suas mãos está a oportunidade de construir um futuro cheio de fé, amor, respeito, esperança, dignidade e espiritualidade.

 

Lembre-se de que seu legado não será determinado pelos bens que deixou, pelas organizações que liderou, pelos recordes que estabeleceu ou pelos produtos que desenvolveu, mas pelas vidas que influenciou e pelos líderes que formou.

 

Lembre-se da lei da semeadura: plantar sementes na vida das pessoas, investir tempo nelas, não garante que elas chegarão onde você espera, contudo, se não plantá-las, nunca saberá.

 

Líder é aquele que cuida do presente enquanto cria um futuro melhor, porque o futuro não é um lugar para onde estamos indo, mas o lugar que estamos construindo, portanto, se você quer realmente participar dessa construção, escolha tornar-se um líder extraordinário, uma “Figura de Transição”, liderando a si mesmo, transformando sonhos em visão de futuro, servindo e desenvolvendo as pessoas, priorizando a autoridade ao poder, comunicando com responsabilidade, fazendo da pergunta sua maior aliada, formando novos líderes e agindo com amor, caráter, integridade e ética, porque dessa maneira, estará cumprindo o verdadeiro propósito para o qual você foi criado: liderar.

 

Por Marco Fabossi, sócio-diretor da Crescimentum