6 passos para liderar organizações ágeis

Com a tecnologia, o mundo sofreu diversas transformações e cada vez mais o mercado requer organizações ágeis. Algumas mudanças acentuam essa necessidade de mais agilidade na forma como atuamos no mercado:

  •         Temos todas as informações e serviços na palma da mão;
  •         A globalização quebrou fronteiras;
  •         Prezamos pela rapidez e agilidade.

Esse contexto impactou diversas áreas e, entre elas, a economia e o mercado. Já não consumimos da mesma forma e, por isso, as empresas estão cada vez mais competitivas e preocupadas com um bom posicionamento diante dos clientes.

Para estudar mais sobre isso, recentemente fiz um curso na Columbia Business School, em Nova Iorque, sobre o tema Leading the Agile Organization (Liderando Organizações Ágeis), que me fez pensar sobre a nova Era em que estamos vivendo.

Esses insights guiaram a minha apresentação de hoje no Manhã com RH e este artigo!

O que é ser ágil?

Muito se fala sobre Metodologia Agile atualmente, não é? A primeira coisa a se compreender é que a agilidade tem mais a ver com um mindset do que com uma metodologia. Fazer as coisas de forma ágil não necessariamente significa ser ágil.

Mas o que é essa agilidade de que estamos falando? Ser ágil é ser capaz de acabar com as fronteiras, buscar oportunidades e novas tendências, ajustar-se às mudanças, aceitar o erro inédito e o risco e comprometer-se a identificar o que pode romper com o ágil.

E isso é feito por um simples motivo: sem agilidade, há uma grande chance de que fiquemos para trás. A agilidade é escolher avançar com as mudanças e, principalmente, aprender constantemente com elas.

Organizações ágeis

Você deve estar pensando “Eu quero ser ágil também! O que essas empresas têm em comum?”. Companhias ágeis compreendem que as coisas mudam o tempo todo e, diante disso, apropriam-se da instabilidade como parte de sua estratégia.

Entendem que devem ser rápidas na tomada de decisão, porque não dá para esperar pela perfeição em suas entregas. É preciso adaptar-se conforme as coisas acontecem. E isso leva a outra forte característica: a aprendizagem.

Organizações ágeis compreendem o erro enquanto uma forma de aprenderem. Então, errando rápido, aprende-se rápido. Da mesma forma, é preciso manter colaboradores que se desenvolvam constantemente, porque competências novas são exigidas a todo o momento.

Por fim, essas empresas têm um foco enorme na experiência do cliente, porque seu maior objetivo é que saiam encantados com suas entregas.  Mas para isso, é preciso que invistam em inovação e novidades constantes.

Como liderar organizações ágeis?

A agilidade exige um trabalho em dupla entre a organização e a liderança. A organização é a encarregada de lidar com talentos, incentivos, stakeholders, objetivos e a cultura organizacional.

Já o líder, é o responsável pelas habilidades, mentalidade, atitude, motivação e ambição dos liderados. Pensar de forma ágil é possível, embora seja trabalhoso. Por isso, separei 6 passos que você deve utilizar nesse momento:

1- Mude a estrutura da organização

Sabe aquela hierarquia e organograma que utilizávamos na hora de mostrar processos e como as coisas funcionam dentro da empresa? Está na hora de repensar essa estrutura! Afinal, burocracia não tem nada a ver com agilidade (muito pelo contrário).

Invista na horizontalidade e em times flexíveis.

2- Abra mão de poder e controle

Descentralize a tomada de decisões e dê autonomia às pessoas. Dessa forma, você demonstra que confia em seu trabalho e que a decisão será tomada com base no que é melhor para a organização.

3- Encoraje a colaboração

Juntos somos mais fortes. Fortaleça essa ideia na organização, porque a colaboração beneficia pontos como a criatividade, transparência, confiança e agilidade. Um trabalho realizado de forma coletiva possui várias visões e é mais produtivo!

4- Tenha o cliente à mesa

Manter o diálogo constante com o cliente é fundamental para que haja alinhamento entre o que está sendo realizado e o que é esperado. Dessa forma, o cliente pode aprovar e fazer reparos à medida que o trabalho é desenvolvido, otimizando o processo.

5- Aprenda por meio da experimentação

Para uma empresa ágil, inovação é um fator fundamental. No entanto, experimentar é um risco de cometer erros. E tudo bem! Entenda que errar é uma ótima forma de aprender e que errando rápido, aprende-se rápido.

6- Construa uma cultura ágil

A cultura da empresa é o que as pessoas da organização fazem sem perceber. Por isso, quando a agilidade faz parte da cultura, a própria mentalidade é agile e as estratégias, métodos, prazos e entregas são desenvolvidos com esse mindset.

Espero que este artigo te ajude a liderar em um mundo ágil! Se você quer refletir mais sobre isso, temos uma palestra gratuita sobre “Como criar uma cultura de liderança de alta performance”, para ajudar nos desafios dos líderes diante de um contexto tão instável.

Além disso, no Manhã com RH, evento mensal que realizamos aqui na Crescimentum, sempre trazemos temas tendência como desafios da liderança na Era Exponencial, transformação digital, mundo ágil, tendências de RH, entre outros tantos.

Não deixe de acompanhar nossas redes sociais para mais informações sobre os próximos encontros e ampliar o seu conhecimento. Afinal, como vimos no Manhã com RH de hoje, o aprendizado deve ser contínuo!

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum

Utilizando Perfis Comportamentais na Liderança

Você já conhece os perfis comportamentais? Essa é uma ferramenta poderosa para ajudar os líderes a compreenderem e conseguirem obter os melhores resultados possíveis de suas próprias equipes. Esse é o assunto de hoje da série #EvoluçãoConstante, em que a trainer da Crescimentum Bruna Munhoz explica como, de acordo com a Neurociência, os líderes podem compreender os perfis de sua equipe e, dessa forma, obter os melhores resultados possíveis para sua organização!

Aprofunde-se em outros ensinamentos como esse no treinamento Especialização em Neurociência para RH, onde você terá acesso a uma aprendizagem acelerada por meio de atividades práticas, e um intenso compartilhamento de experiências entre os participantes. As vagas são limitadas, então saiba mais agora acessando o link: http://bit.ly/especializacao-neurociencia-para-rh

alinhamento cultural

Como promover alinhamento cultural em empresas com crescimento acelerado?

Você já se perguntou o que grandes empresas fazem para manter a unidade em suas equipes? O alinhamento cultural é a base desse cenário empresarial, especialmente para empresas em crescimento acelerado.

É comum que empresas em crescimento tenham como prioridade objetivos estratégicos, voltados para metas. Essas organizações mantêm sua missão e valores apenas como uma decoração de parede, raramente colocando-as em prática na rotina de trabalho.

Tão importante quanto a estratégia (se não mais) está a cultura da sua empresa. E com este artigo você vai entender que o alinhamento cultural tem tudo a ver com resultados!

O que é alinhamento cultural?

Alinhamento cultural nada mais é do que ter bem definido na empresa a missão e visão de futuro da organização, de forma que todos os colaboradores entendam onde estão, para onde estão caminhando e de que forma essa travessia será feita.

Para isso, entramos em um assunto que muitas organizações deixam de lado: a cultura. A cultura da empresa é o conjunto de comportamentos, crenças, valores éticos, hábitos e acordos internos e externos

Empresas sustentadas por uma cultura forte, possuem tanta coesão em suas ações que têm maiores probabilidades de alcançarem seus resultados. Afinal, todas as áreas trabalham de forma estratégica para consolidar as metas e objetivos da organização.  

O que acontece é que, para obter uma cultura forte, é preciso que haja alinhamento. E isso só é possível quando a cultura é algo que extrapola o discurso e é aplicada no dia a dia dos colaboradores, líderes e gestores. 

Nesse sentido, o alinhamento cultural acontece quando todas as pessoas compreendem o sentido de suas funções e visualizam valor em seu trabalho, o que gera engajamento, motivação e unidade às equipes.

Isso faz com que as diversas áreas e setores da empresa tenham a mesma clareza a respeito da essência do negócio, de forma a acreditar verdadeiramente em seu propósito.

Esse alinhamento cultural é essencial quando atrelado à estratégia da organização, porque sabemos bem que crescer envolve metas e objetivos. Mas a cultura é o que sustentará esse processo e vou te contar o porquê.

A cultura na Era Exponencial 

Sempre falo sobre isso: estamos vivendo em tempos diferentes. As coisas mudaram e não estamos falando de uma época tão distante assim. Comece voltando a 10 anos atrás. Você certamente vivia de uma forma completamente diferente.

Provavelmente, você acessava mais o e-mail em seu Blackberry, afinal, o Whatsapp ainda não existia. Pegava táxis e não Ubers. Baixava suas músicas, porque o Spotify era um sonho distante. E o Instagram, então, nem se fala…

A sua rotina devia ser corrida, mas não tão imediatista como hoje. Isso porque, atualmente, temos todas as informações na palma da mão e a um clique de distância. E por que lembrar disso agora?

Porque você deve entender que estamos em um mercado cada vez mais competitivo e que muda de forma extremamente rápida!

Quem não se adapta e se transforma conforme essa nova Era, pode não sobreviver ao mundo VUCA: um mundo no qual a incerteza deve estar em pauta na estratégia. Você se lembra, por exemplo, de empresas como Blockbuster e Kodak?

Esses são exemplos de empresas grandes e que tinham excelência em seus nichos de atuação. Então, o que houve com elas? Estagnaram e não se exponencializaram. E hoje, não sabemos viver mais sem nossas câmeras de Smartphones e sem nossa conta do Netflix.

Como proporcionar o alinhamento cultural?

O quanto você tem exponencializado a sua empresa? O mercado atual – extremamente ágil, competitivo e conectado – requer um posicionamento diferente. E é seu dever pensar sobre isso!

A forma de se diferenciar diante desse cenário e atrair os consumidores certos para o seu negócio, de forma perene, é por meio de uma cultura forte. Mas sem alinhamento cultural, é impossível ter a base necessária para crescer.

A cultura é um fator central para grandes empresas como Starbucks, Google, Zappos e Airbnb. Segundo o CEO da Airbnb, Brian Chesky, “Quanto mais forte for uma cultura, menos processos corporativos são necessários”.

Então, aqui vão alguns passos para você promover o alinhamento cultural da sua organização:

Defina missão, visão e valores

Esse é o primeiro passo para definir a cultura de uma empresa. Atualmente, as pessoas procuram por um trabalho que tenha propósito. Isso porque ver significado no que se faz é motivador!

A sua missão, visão e valores serão os responsáveis por responder perguntas poderosas como “por que faço o que faço?”, “como farei isso?” e, ainda, “o que farei para alcançar isso?”.

Aplique a cultura na prática

Mas tão importante quanto ter missão, visão e valores bem definidos, é que os colaboradores tenham conhecimento disso. E a vivência dessa cultura na prática é essencial para isso.

Muitas empresas apenas cumprem uma fachada em relação à sua cultura, o que gera um gap entre o que a diretoria quer transmitir e o que, realmente, acontece na prática. É importante que a sua organização viva a cultura.

Contrate pessoas que tenham fit com a cultura

Nesse ponto, temos dois casos. A cultura é um importante fator na hora de selecionar novos talentos para a empresa. A partir dela, é possível identificar se o perfil da pessoa faz ou não sentido para a organização.

Por outro lado, o alinhamento cultural é extremamente importante no momento da atração de novos colaboradores para o time. É uma construção anterior à própria contratação e, muitas vezes, independe até mesmo da vaga ofertada.

Quando a cultura da empresa está alinhada, é fácil atrair as pessoas que se identificam com a empresa e que tem um senso de pertencimento com o que é feito e como é feito.

Conte com o apoio da liderança

É comum que o crescimento da empresa impeça a diretoria de participar de todos os processos e garantir que as coisas estejam acontecendo da forma como devem acontecer. Aí que entra uma peça primordial para o alinhamento cultural: a liderança.  

O papel do líder é manter a unidade de sua equipe e não deixar que a qualidade se perca. O líder funciona como uma espécie de “espelho” para a equipe. Um bom líder lidera pelo exemplo.

Espero que esse artigo te faça refletir sobre os próximos passos a serem tomados para tornar a sua empresa uma verdadeira organização exponencial, utilizando a cultura de forma estratégica.

O alinhamento cultural é a chave para a retomada

Diante desse processo de adaptação à nova realidade do mercado e do mundo, pessoas e organizações se veem diante de uma mudança cultural.

Afinal, a cultura não é estática, e sofre constantes alterações de acordo com novos comportamentos, estruturas e formas de trabalho.

A cultura é a chave para a retomada da sua empresa e, por isso, é imprescindível que você domine os fundamentos da cultura, seja um profissional de RH, líder, consultor ou Business Partner.

A fim de ajudar você a acelerar o desenvolvimento da sua organização, lançamos o curso 100% online Fundamentos da Gestão da Cultura Organizacional.

Conheça mais sobre este curso, que preparamos a partir de toda a nossa expertise enquanto empresa que conduz processos de transformação cultural nas maiores e melhores empresas do Brasil!

 

Por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum

Como liderar a Geração Y?

 

 

Geração Y ou Millennials… Muito tem se falado sobre eles no meio corporativo, especialmente porque eles têm se destacado e ganhado mais espaço a cada dia no mundo empresarial. Essa nova geração de colaboradores é caracterizada por jovens inteligentes, informados, movidos por desafios, autoconfiantes, agitados, informais, imediatistas e questionadores. É a geração multitarefa, que demonstra uma ansiedade e impaciência em quase todas as situações.

Mas como lidar, e liderar, equipes com um perfil tão diferente de seus antecessores? Esse é o assunto da série #EvoluçãoConstante de hoje, em que o trainer da Crescimentum Javier Lenzner fala sobre como atrair essas pessoas tão dinâmicas e mantê-las engajadas na sua organização!

Se você procura se capacitar para liderar essa nova geração de colaboradores, informe-se sobre nosso treinamento Líder do Futuro, que vem se destacando há mais de 14 anos na transformação de lideranças no Brasil e no exterior.

Saiba mais em http://bit.ly/lf-executivo

Por que você deve se tornar um líder coach?

Por Dan Porto, sócio-diretor e head de Coaching da Crescimentum

Você conhece os benefícios de ser um líder coach que desenvolve as pessoas? Hoje, muitas são as reflexões sobre como ser um líder eficaz, engajado e que, muito além de liderar, deixa um legado na vida de seus liderados.

Essa necessidade de aprimorar a liderança tem total correlação com a complexidade do cenário atual e o líder coach é peça-chave para as organizações que desejam melhorar sua performance de forma surpreendente.

Talvez você ainda não tenha percebido, mas as transformações na forma de se comunicar, pensar e agir exigem um pensamento diferenciado sobre como atingir resultados por meio de indivíduos.

O mundo e as pessoas mudaram e você não deve ignorar isso. É nesse momento que pensar em Coaching de Liderança se torna primordial. O que um líder precisa ter para reagir ou tirar proveito desse contexto?

A liderança no mundo VUCA

Primeiramente, devemos assumir um fato: vivemos em tempos voláteis. Tempos em que a incerteza deve ser levada em conta na tomada de decisões.

Em outras palavras, isso significa dizer que quem não aprende a se reinventar pode acabar estagnado na dinâmica do mercado atual.

O mundo moderno, globalizado e contemporâneo é pautado pela inconstância. A volatilidade passou a ser categoria predominante e intrínseca na forma como vemos e vivenciamos o mundo.

A velocidade do mercado é outra e, foi nesse contexto, que o termo VUCA surgiu. A volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade mudam o mindset tradicional de pessoas e mercados.

Mas por que falar sobre isso em um artigo sobre o líder coach?

Simplesmente porque ser um verdadeiro líder envolve abraçar esse cenário de incerteza, encarando a vulnerabilidade como algo intrínseco para a construção de um cenário exponencial e buscando por inovações.

A liderança no mundo VUCA está atrelada às palavras propósito, reinvenção e desenvolvimento. Para começar a mudar o seu mindset, é preciso se perguntar:

O que eu posso fazer para que minha equipe atinja resultados, pessoais e profissionais, extraordinários? Que marca eu desejo deixar no mundo?

 O que um líder coach tem?

É nesse sentido que o Coaching de Liderança deve ser visto não como um diferencial, mas sim enquanto um pré-requisito no mundo corporativo.

As pessoas estão, a cada dia, buscando mais por grandes líderes e menos por chefes tradicionais. E o Coaching voltado para a formação de líderes fomenta a criação de visões diferenciadas sobre como lidar, motivar, desenvolver e nortear uma equipe.

Um líder coach desenvolve competências como:

  • Construção de relações de confiança;
  • Liderança por missão, visão e valores;
  • Alinhamento de expectativas;
  • Comunicação personalizada de acordo com perfis;
  • Criação de uma cultura de feedback;
  • Empoderamento da equipe;
  • Escuta ativa e perguntas poderosas de Coaching;
  • Incentivo à autonomia.

Mesmo sem ir a fundo em cada uma dessas competências, percebe-se que o líder coach não é apenas aquele que direciona e desenvolve pessoas.

É quem tem clara a sua missão, visão e valores para, assim, ajudar a sua equipe a encontrar seu propósito pessoal. Quem tem isso bem alinhado consegue ter resiliência diante das instabilidades e inspirar um time motivado, engajado e com entregas surpreendentes.

 Você é o líder que gostaria?

O líder coach constrói uma visão de futuro atrativa para a equipe e consegue motivá-los a irem juntos até lá.

Quer se desenvolver para levar sua equipe e organização para outro nível? Não deixe de participar da próxima turma da nossa Formação em Coaching de Liderança!

A essência da Liderança nos tempos modernos!

por Arthur Diniz, CEO e fundador da Crescimentum

Em uma época na qual a liderança se tornou tão importante quanto rara nas empresas, cada vez mais surgem questões como: quem serão os líderes do futuro?

Quais características devem predominar nas pessoas que vão guiar e inspirar seguidores, dentro e fora do ambiente de trabalho?

Tenho a convicção de que o perfil dos futuros líderes será muito diferente do que vimos até hoje.

Características da Liderança

O autoconhecimento, o reconhecimento das emoções e o equilíbrio serão as qualidades mais valorizadas.

Para que se possa ter uma ideia da importância do tema hoje, duas pesquisas podem ser ressaltadas. A primeira levantou a seguinte pergunta:

O que torna uma empresa um lugar ruim para se trabalhar? 64% das pessoas responderam: Líderes despreparados.

Isso faz com que a segunda pesquisa não seja surpresa. Em levantamento feito pelo Fórum Ibero Americano de Treinamento e Desenvolvimento, 63,5% dos entrevistados (profissionais de Recursos Humanos) colocam a liderança como tema prioritário de treinamento para 2004.

Quem, então, poderá se tornar líder do futuro? Acredito que ele tenha, no mínimo, as 8 características abaixo:

  1. Conhece a si mesmo

O líder do futuro sabe quais são seus pontos fortes e fracos, oportunidades e ameaças. Entende que pode controlar suas emoções e, com isso, gerenciar a própria motivação e a dos seus seguidores.

Ele usa essas informações para crescer e apoiar o crescimento de todos à sua volta. Faz, diariamente, o teste do espelho, verificando se aquela pessoa refletida todas as manhãs é quem gostaria de ser.

  1. Sabe sua missão de vida e tem uma visão de futuro

O líder moderno tem certeza de seu propósito de vida, de sua missão e dos efeitos que sua atuação tem ao seu redor. Sabe que foi enviado com uma missão e que vai cumpri-la.

Tem uma visão clara de futuro, do que quer ser, de onde e com quem quer estar nos próximos 6 meses, 1 ano, 5 anos…

Essa visão faz com que seja uma pessoa diferenciada, o que se reflete em todas as suas ações e no seu impacto sobre os outros.

  1. Implementa sua visão de futuro sem medo

Outra característica marcante do grande líder é a capacidade de agir e promover a ação de todos sem medo.  Ele não teme a rejeição ou o fracasso, porque tem consciência de sua missão, valores e capacidade de implementação.

Além disso, aprende a transformar o fracasso em feedback, fundamental para seus próximos passos. O líder do futuro sempre faz a si mesmo aquelas perguntas mágicas:

O que eu faria se não houvesse nenhuma possibilidade de erro ou fracasso? O que eu faria se tivesse a certeza absoluta de que, seja qual for a minha ação, o sucesso está garantido?

Tendo a resposta dessas perguntas, o líder já sabe o que deve fazer.

  1. Conhece seus valores e os vivencia

O líder do futuro conhece seus valores e os vivencia. Reconhece suas falhas e pede desculpas. Assume a responsabilidade pelos erros de sua equipe e repassa os créditos do sucesso a seus seguidores.

Ele cumpre o que promete aos seus liderados, mesmo que com isso tenha que se desgastar com seus chefes e com a sua empresa.

  1. É criativo

O líder moderno é criativo, não somente no sentido literal da palavra. É criativo porque pode exercer papéis diversos e se comporta de maneira diferente de acordo com as situações que se apresentam e principalmente com pessoas diferentes.

Conhece o perfil comportamental dos seus liderados e se adapta a eles. Alguns o consideram detalhista enquanto outros o taxam de generalista.

Alguns o definem como participativo enquanto outros acham que ele concentra as decisões. A frase de Edgar Schein resume muito bem esse conceito:

O líder do futuro será uma pessoa que pode conduzir e seguir, ser central e marginal, estar hierarquicamente acima e abaixo, ser individualista e membro da equipe e, acima de tudo, ser um eterno aprendiz.

  1. É um Coach

O líder de amanhã é um excelente Coach. Como diz Jack Welch “No futuro, pessoas que não forem Coaches não serão promovidas. Gestores que forem Coaches serão a regra”.

O que é ser um líder Coach? Significa uma mudança brusca com relação ao comportamento da maioria dos líderes atuais.

Quer dizer liderar por meio de perguntas e não de respostas, e colocar-se em condição de igualdade com seus liderados. Significa também pressupor que todos têm, dentro de si, um potencial ilimitado.

É conhecer e respeitar a missão, valores e objetivos de cada um dos seus seguidores.

Para que isso seja possível, esse líder necessita ter três qualidades marcantes: autoconfiança, paixão pelo que faz e amor pelas pessoas.

São características que permitem ao líder se colocar em uma posição de igualdade com seus seguidores sem medo de ser desrespeitado, superado ou desqualificado.

  1. Tem uma vida equilibrada

Para finalizar, o novo líder tem uma vida equilibrada. Ele sabe que liderança não é um conceito que se aplica somente ao trabalho: é um líder em sua família, em sua comunidade, na busca pela espiritualidade e pela saúde.

Diante de tudo isso, você se considera um líder do futuro? Quer ser um líder que motiva seus colaboradores e alcança resultados exponenciais? Aprenda as ferramentas para tornar a sua empresa mais sustentável e humana em nosso Líder do Futuro!

Lideranças que adoecem as organizações!

O tema parece pesado, e é, mas é necessário para que as lideranças de pequenas, médias e grandes empresas avaliem o impacto das suas ações e decisões na vida das pessoas que compõe a organização em todos os níveis.

Qual é a maior causa de pedidos de demissão numa empresa? Excesso de trabalho? Salário baixo? Não.

O problema são as lideranças!

Segundo estudo da consultoria BambooHR, 44% dos pesquisados alegam ter pedido demissão por causa do “chefe tóxico”, que lhes tirou a motivação de trabalho por uma série de razões.

A maior causa (mencionada por 20% dos entrevistados) é o chefe roubar o crédito pelo trabalho feito pelo subordinado, sem reconhecer seu valor (e 63% condenam esse tipo de “estelionato profissional”).

Mas a lista de causas de pedidos de demissão vai longe: a chefia não manifestar confiança ou dar poder; ignorar o excesso de trabalho; não estabelecer recompensas financeiras por conquistas.

Além de contratar ou promover as pessoas erradas; não apoiar o subordinado em disputas com clientes; não dar orientações claras; adotar microgerenciamento que não permite autonomia; ressaltar suas fraquezas e não qualidades; e não deixar claras suas expectativas (ufa!).

O estudo constatou, ainda, que, além do comportamento tóxico, algumas atitudes da liderança também levam os subordinados a desejarem outro emprego, tais como o estilo falho de gerenciamento, atitudes condescendentes, temperamento mesquinho e assédio pessoal.

Os autores sugerem que, para montar uma boa equipe, as empresas devem escolher lideranças que confiem em seus subordinados, se preocupem com seus problemas pessoais, respeitem o equilíbrio vida/trabalho e reconheçam seus esforços e suas boas ideias.

Assim, as virtudes do topo se espalharão ao longo de toda a organização.

O assunto é tão sério, que até o Papa Francisco escreveu um artigo relatando os 15 males da liderança, vale a pena ler!

O Papa Francisco deixou bem clara a sua intenção de reformar radicalmente as estruturas administrativas de sua organização, a Igreja Católica, em sua opinião, pouco receptivas, presunçosas e burocráticas.

Para o pontífice, num mundo em intensa atividade, o líder autocentrado que não tem um olhar para o outro, representa uma limitação.

No ano passado, pouco antes do Natal, o Papa se dirigiu aos líderes encarregados de gerir a complexa rede dos órgãos administrativos da Igreja.

A mensagem aos seus colegas foi sem rodeios: os líderes estão suscetíveis a uma série de mazelas, incluindo arrogância, intolerância, miopia e mesquinhez.

Essas doenças, quando não são tratadas, vão enfraquecendo a própria organização. Segundo ele, para se ter uma organização saudável são necessários líderes saudáveis.

Por muitos anos, venho ouvindo dezenas de especialistas em gestão enumerarem as qualidades dos grandes líderes. É raro, no entanto, apontarem os males da liderança.

O Papa é mais direto. Compreende que como seres humanos, temos certas inclinações – nem todas elas nobres.

No entanto, deve-se esperar muito de um líder, já que o alcance de sua influência torna as próprias enfermidades dele altamente contagiosas para os que o cercam.

A Igreja Católica é uma hierarquia povoada de almas bem-intencionadas, porém longe da perfeição. Não é muito diferente de sua organização. É por isso que o conselho do pontífice é relevante a líderes em todo o mundo.

Disse o Papa:

“A liderança é constantemente convocada a melhorar e se desenvolver no que diz respeito a relacionamentos e inteligência, a fim de realizar plenamente sua missão. E, ainda assim, como qualquer corpo humano, também está exposta a doenças, defeitos e enfermidades. Gostaria de mencionar algumas dessas doenças [da liderança]. São doenças e tentações que podem enfraquecer de modo perigoso a eficácia de qualquer organização.”

Nesse sentido, é preciso fomentar o desenvolvimento de líderes para que o clima organizacional seja de, cada vez mais, engajamento e motivação. A Crescimentum possui diversas Soluções Corporativas que podem ajudar a formar líderes extraordinários para a sua organização. Entre em contato com um de nossos consultores para saber mais!

 

Por César Ayer, trainer da Crescimentum

Os males da liderança e suas lições!

Por César Ayer, trainer da Crescimentum

Qual é a maior causa de pedidos de demissão em grandes empresas e organizações? Excesso de trabalho? Salário baixo? Aparentemente não.

Segundo estudo da consultoria BambooHR, 44% dos pesquisados alegam ter pedido demissão por causa de um “chefe tóxico”.

E, para os autores da pesquisa, para montar uma boa equipe, as empresas devem escolher lideranças que confiem em seus subordinados, se preocupem com seus problemas pessoais, respeitem o equilíbrio vida/trabalho e reconheçam seus esforços e suas boas ideias.

O  assunto é tão sério e merece tanta atenção, que até mesmo o Papa Francisco escreveu um artigo relatando as principais “doenças” ou males da liderança.

Os males da Liderança

Segundo o Papa Francisco, líder de uma das maiores e mais antigas organizações do planeta, deixou bem clara a sua intenção de reformar radicalmente as estruturas administrativas da Igreja Católica que, em sua opinião, são pouco receptivas, além de presunçosas e burocráticas.

Para o pontífice, num mundo em intensa atividade, o líder autocentrado, que não tem um olhar para o outro, representa uma limitação.

No ano passado, o Papa se dirigiu aos líderes da Cúria Romana – os Cardeais e outras autoridades encarregadas de gerir a complexa rede dos órgãos administrativos da Igreja.

E sua mensagem aos seus colegas foi sem rodeios: os líderes estão suscetíveis a uma série de mazelas, incluindo arrogância, intolerância, miopia e mesquinhez.

Essas “doenças”, quando não são tratadas, vão enfraquecendo a própria organização e, segundo ele, para se ter uma organização saudável são necessários líderes saudáveis.

Por muitos anos, venho ouvindo dezenas de especialistas em gestão enumerarem as qualidades dos grandes líderes. É raro, no entanto, apontarem quais os males da liderança.

O Papa já é mais direto. Compreende que, como seres humanos, temos certas inclinações – nem todas elas nobres.

No entanto, devemos esperar muito de um líder, já que o alcance de sua influência torna seus próprios defeitos ou “enfermidades” altamente contagiosas para os que o cercam.

A Igreja Católica é uma burocracia: uma hierarquia povoada de almas bem-intencionadas, porém longe da perfeição.

Nesse sentido, não é muito diferente de qualquer organização. É por isso que os conselhos do pontífice são relevantes a líderes em todo o mundo. Confira os pontos que ele explicou:

O mal de pensar que somos imortais

Ou imunes ou absolutamente indispensáveis e, consequentemente, de se negligenciar a necessidade de fazer check-ups regulares.

Uma liderança que não tem autocrítica, que não se atualiza e que não busca estar mais preparada, é um corpo adoecido. Uma simples visita ao cemitério bastaria para ver os nomes de muitas pessoas que se julgavam imortais, imunes e insubstituíveis!

É o mal daqueles que se tornam senhores e donos, que acreditam estar acima dos outros e não a seu serviço.

É a patologia do poder que se origina de um complexo de superioridade, de um narcisismo que faz com que o indivíduo mire tão intensamente a sua própria imagem que não consegue enxergar a face do outro, especialmente do mais fraco e mais necessitado.

O antídoto para essa praga se encontra na humildade; em dizer do fundo do coração: “Sou um mero servo. Só fiz o que era meu dever”.

O mal do trabalho em excesso

É encontrado naqueles que mergulham no trabalho e inevitavelmente deixam de “reservar um tempo para descanso”.

Não se permitir o descanso necessário leva ao estresse e agitação.

Um tempo de descanso para aqueles que concluíram seu trabalho é necessário, obrigatório e deve ser levado a sério: passe um tempo com a família e respeite os feriados como momentos de recarregar as baterias.

O mal do “empedernimento” mental e emocional

É encontrado nos líderes que têm um coração de pedra, nos “arrogantes”; naqueles que com o tempo perdem sua serenidade interior, presença de espírito e ousadia, e se escondem atrás de uma pilha de papéis, transformando-se em burocratas.

É perigoso perder a sensibilidade humana que nos permite nos emocionar e celebrar!

Pois à medida que o tempo passa, nossos corações se tornam rígidos e somos incapazes de amar aqueles que nos rodeiam.

Ser um líder humano significa possuir os sentimentos de humildade e altruísmo, desprendimento e generosidade.

O mal do planejamento excessivo e do funcionalismo

Quando um líder planeja tudo até o último detalhe e acredita que com o planejamento perfeito tudo se encaixará, ele se torna um contador ou um gerente de escritório.

As coisas devem ser bem preparadas, mas sem nunca cair na tentação de tentar eliminar a espontaneidade, que sempre é mais flexível do que qualquer planejamento humano.

Contraímos essa doença, pois é fácil e confortável nos organizarmos em nossas próprias formas sedentárias e regulares.

O mal da má coordenação

Quando os líderes perdem o sentido de comunidade, o corpo perde seu funcionamento harmônico e equilíbrio.

Torna-se então uma orquestra que produz ruído: seus membros já não trabalham em conjunto e perdem o espírito de camaradagem e de trabalho em equipe.

Quando o pé diz para o braço: “não preciso de você”, ou a mão diz para a cabeça “sou eu que estou no comando”, acabam por criar desconforto e simplesmente nada funciona.

O mal do “Alzheimer da liderança”

Consiste em perder a memória daqueles que cuidaram de nós, que foram nossos mentores e nos apoiaram em nossas jornadas.

Vemos essa mazela naqueles que estão completamente aprisionados no presente, em suas paixões, caprichos e obsessões.

E também naqueles que erguem muros e rotinas em torno de si, tornando-se então cada vez mais escravos de ídolos esculpidos por suas próprias mãos.

O mal da rivalidade e da vanglória

Quando as aparências, os privilégios e os títulos se tornam o propósito primordial da vida, nos esquecemos do dever fundamental como líderes: de “não agir por força do egoísmo ou vaidade, mas sim da humildade, e de modo que os outros contem mais do que nós mesmos”.

Como líderes, temos a obrigação de não olhar somente para nossos próprios interesses, mas também os interesses de nossos liderados, de nossas equipes e outros.

O mal da esquizofrenia existencial

Esse é o mal daqueles que vivem uma vida dupla, o fruto da hipocrisia típica dos medíocres e de um vazio emocional progressivo que nenhum título é capaz de preencher.

É uma doença que costuma afetar aqueles que não estão mais em contato direto com clientes e funcionários comuns, restringindo-se a questões burocráticas, perdendo assim o contato com a realidade e com pessoas concretas.

O mal da fofoca, queixumes e difamação

Essa é uma doença insidiosa que começa de forma simples e que acaba por dominar o indivíduo, tornando-o um “semeador de ervas daninhas” e, em muitos casos, um assassino da boa reputação de colegas.

É a doença de pessoas covardes que não têm a coragem de se pronunciar diretamente, e falam pelas costas das pessoas. Fiquemos atentos contra o poder negativo da fofoca!

O mal de idolatrar os superiores

Essa é a doença daqueles que cortejam seus superiores na esperança de ganhar seus favores. São vítimas do carreirismo e oportunismo, exaltando pessoas ao invés da missão da organização como um todo.

Eles pensam somente naquilo que podem obter e não naquilo que devem oferecer; são pessoas tacanhas, infelizes e inspiradas somente por seu próprio egoísmo.

Os próprios superiores podem ser afetados por esse mal, quando tentam obter a submissão, lealdade e dependência psicológica de seus subordinados, tendo como resultado final uma cumplicidade deletéria.

O mal da indiferença pelos outros

Esse mal se identifica quando cada líder só pensa em si mesmo, perdendo a sinceridade e o calor que caracterizam as relações humanas genuínas.

Há muitas formas de se manifestar: quando se detém um maior conhecimento, mas esse saber não é disponibilizado aos colegas menos conhecedores da matéria.

Ou quando aprende algo e guarda para si ao invés de compartilhar de forma útil com os demais, ou ainda quando, por inveja ou despeito, se deleita ao ver os outros caírem ao invés de ajudá-los a se erguer e encorajá-los.

O mal da fisionomia sombria

Essa doença é aparente naquelas pessoas pessimistas e austeras que acreditam que para ser sério é preciso fazer uma cara de melancolia e gravidade, e tratar os outros – especialmente aqueles que consideram subalternos – com rigor, rudez e arrogância.

Na verdade, demonstrações de austeridade e pessimismo estéreis costumam ser sintomas de medo e insegurança. Um líder tem de se esforçar para ser cortês, sereno, entusiasmado e alegre, uma pessoa que transmite alegria onde quer que vá.

Um coração feliz irradia uma alegria contagiante: é perceptível! Dessa forma um líder nunca deve perder esse espírito animado, bem humorado e mesmo modesto que torna as pessoas agradáveis até em situações difíceis.

Como faz bem uma boa dose de humor!

O mal do acúmulo

Esse mal ocorre quando um líder tenta preencher um vazio existencial em seu coração ao acumular bens materiais, não por necessidade, mas a fim de se sentir seguro.

A verdade é que não seremos capazes de carregar conosco os bens materiais quando deixarmos essa vida, já que “a mortalha não tem bolsos” e nossos tesouros nunca serão capazes de preencher aquele vazio.

O mal dos círculos fechados

Acontece quando pertencer a um “grupo restrito” se torna mais importante do que nossa identidade compartilhada.

Esse mal começa também com boas intenções, mas com o passar do tempo escraviza seus membros e se torna um problema que ameaça a harmonia da organização causando imenso dano, especialmente àqueles que tratamos como “não pertencentes ao grupo”.

O “fogo amigo” representa o perigo mais insidioso. É o mal cujo ataque parte da própria esfera interna. Como reza a Bíblia: “Todo reino dividido contra si mesmo é um reino desolado”.

Por fim: o mal da extravagância e exibicionismo

Esse mal se manifesta quando um líder transforma seus serviços em poder, utilizando esse mesmo poder para ganhos materiais ou para adquirir ainda mais poder.

É a doença de pessoas que, insaciáveis, tentam acumular poder e para esse fim estão dispostas a difamar, caluniar e prejudicar a reputação dos outros, que se exibem para mostrar que são mais capazes do que os outros.

Essa mazela traz grandes prejuízos, pois leva as pessoas a justificarem o uso de quaisquer meios a fim de alcançar seus fins!

Agora que você conhece os males da liderança, aproveite o nosso treinamento Líder do Futuro para ampliar a consciência sobre seus gaps e pontos a serem desenvolvidos, por meio da intensa troca de feedbacks que ocorre no decorrer de toda a imersão. Faça a sua inscrição agora!

Gestão de Tempo: como o Business Planner vai te tornar mais eficiente

Por Fernanda Okura, consultora educacional da Crescimentum

A vida de um empreendedor está longe daquele sonho glamuroso de liberdade, tranquilidade e férias sem perder de vista.

Quem saiu do mundo corporativo e teve a coragem de iniciar uma jornada empreendedora descobre rapidamente que ser empreendedor é sinônimo de “máxima ocupação em tempo integral”, ou seja, uma habilidade é essencial: Gestão de Tempo!

Começar uma empresa do zero, na maioria das vezes significa passar muito tempo fora do escritório, fazer inúmeras reuniões, ver números de vendas o tempo todo, verificar e-mails, mensagens e, se sobrar tempo, acompanhar sua equipe.

Há certas decisões que simplesmente não acontecerão sem sua contribuição. Internamente, você gostaria que sua equipe se movesse de forma rápida e fosse mais independente.

Externamente, você quer resolver as coisas e tirá-las da frente o mais rápido o possível. Falta tempo para liderar as pessoas, mas para fazer o seu negócio crescer, preparar e guiar as pessoas é um fator crítico de sucesso. É um paradoxo.

Gestão de tempo: como, quando e por quê?

Como empreendedor você possivelmente carrega o peso de dezenas ou até mesmo centenas de vidas que confiaram nas suas ideias e dependem de você.

Parece difícil, não? É pior do que qualquer “não empreendedor” consegue imaginar.

As 40 ou 48 horas semanais de um colaborador individual empregado em uma organização, podem tornar-se 80 ou 90.

Grant Cardone, empreendedor de sucesso e colunista do New York Times revelou em uma de suas entrevistas que chegou a trabalhar 95 horas por semana nos primeiros anos de seus negócios.

Mas será que tantas horas são realmente necessárias? Melhor: será que um empreendedor poderia trabalhar tão bem quanto, mas em uma quantidade menor de horas?

Como os empreendedores têm utilizado o seu tempo? Aspectos realmente importantes e estratégicos estão nessa conta?

Para te ajudar nessa jornada e facilitar as suas respostas para as perguntas acima, nós criamos a ferramenta Business Planner.

Essa é uma ferramenta simples que pode ajudar você a diagnosticar a sua rotina, compreendendo melhor onde seu tempo está sendo gasto e avaliando o que pode ser melhorado.

Pensa rápido: Como você distribui e utiliza o seu tempo? Gasta mais tempo liderando e gerenciando as pessoas ou dedica-se mais a coisas rotineiras e operacionais? Quanto tempo da semana você investe em seu autodesenvolvimento e aprimoramento?

Baixe a ferramenta completa aqui!

Como usar essa ferramenta para a gestão de tempo?

PASSO 1) Liste e organize todas as atividades que você teve na última semana

Esse é o passo que provavelmente te tomará mais tempo, mas valerá a pena!

  • Na coluna 1 (Rotina e Operação) você deve listar todas as coisas que faz na semana que considera operacionais e recorrentes (responder e-mails, ajudar na produção etc.)
  • Na coluna 2 você pode listar atividades estratégicas como conversas referências do mercado (ações de Benchmarking), tempo gasto na análise de dados financeiros ou do funil de vendas, ou mesmo o estudo de concorrentes
  • Na coluna 3 você poderá listar todas as tarefas que envolvem a criação e/ou fortalecimento com fornecedores e clientes. Visitas comerciais, reuniões e esses eventos tão importantes devem ser incluídos aqui
  • Na coluna 4 você poderá listar todas as tarefas que empreende semanalmente para continuar o seu desenvolvimento. Se para qualquer profissional preparado para o futuro é essencial que se esteja em constante aprendizado e evolução, para o empreendedor não é (e nem pode) ser diferente. O empreendedor precisa ser um curioso por natureza. Portanto, nessa coluna você pode listar quais as atividades fez na última semana para se desenvolver. Isso pode ser desde a leitura de uma revista, ou até a participação em um evento ou curso.
  • Por fim, a coluna 5 dedica-se a observar quanto tempo você está empenhando em aspectos que envolvem a liderança e gestão de tempo e pessoas. Aqui você poderá anotar quantas reuniões fez com a equipe, quantas conversas de desenvolvimento e alinhamento fez com cada liderado… Além disso, esse campo também serve para que você possa observar quanto tempo está dedicando para encontrar pessoas verdadeiramente alinhadas ao seu negócio. O Google já disse que uma das tarefas mais estratégicas que um líder faz é a contratação de pessoas. Liste aqui as entrevistas que fez ou o tempo que dedicou para procurar pessoas no LinkedIn ou na sua rede de amigos.

PASSO 2) Quantifique percentualmente o tempo gasto em cada coluna e coloque os valores na segunda linha (tempo investido %)

Agora que você já sabe quais tarefas teve na última semana e como elas estão distribuídas, questione-se percentualmente qual o valor gasto em cada uma.

Por exemplo: na última semana Pedro, um empreendedor jovem e entusiasmado, dedicou cerca de 50% do tempo nas atividades operacionais (coluna 1), 10% nas atividades estratégicas (coluna 2), 5% em reuniões e relacionamentos com clientes (coluna 3), 5% do tempo estudando (coluna 4) e 30% ajudando seus colaboradores a se desenvolverem (coluna 5).

PASSO 3) Observe o tempo gasto na última semana e faça a projeção ideal

Ou seja, o que você gostaria de melhorar e como entende que poderia atuar de uma maneira melhor, mais estratégica e eficaz? Será que você está gastando muito tempo na operação?

Será que algumas dessas tarefas operacionais poderiam ser delegadas? Será que você está negligenciando o seu próprio desenvolvimento?

Será que sua equipe está recebendo a orientação e o treinamento necessários da sua parte para fazerem o que precisa ser feito? Você tem cuidado da gestão e contratação das pessoas devidamente?

Para ilustrar melhor essa ideia voltemos ao exemplo do Pedro: Ao fazer esse breve exercício ele percebeu que poderia gastar menos tempo no operacional e mais tempo nas atividades estratégicas e fortalecendo sua relação com clientes. A partir dessa análise simples e eficaz, Pedro partiu para a AÇÃO (passo 4)

Passo 4) AJA! (OU MELHOR: AJA ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS)

Depois de preencher da forma mais sincera o possível o seu Business Planner, pergunte-se:  O que eu deveria estar fazendo que não estou? O que tem carecido da minha atenção que tenho negligenciado? O que eu preciso fazer para usar o meu tempo de forma mais inteligente?

Monte o seu plano de ação e observe quais são as AÇÕES que você precisa tocar para melhorar sua gestão de tempo, ou seja, equilibrar o seu tempo e sua rotina semanal. Pergunte-se:

O que eu preciso parar de fazer?

O que eu deveria estar fazendo mais?

O que eu preciso começar a fazer?

Considerações importantes sobre essa ferramenta:

Não existe um Business Planner ideal!

Cada empreendedor poderá falar qual é a melhor forma de se usar o tempo. Para empreendedores a coluna 2 é crucial. Para outros, a coluna 3 será a mais importante. O que queremos lhe trazer com essa ferramenta é a consciência de como você pode usar seu tempo de forma mais inteligente e estruturada.

Use o Business Planner para equilibrar a sua rotina!

Essa ferramenta poderá lhe fornecer alertas do tipo “você está gastando tempo demais no operacional”. Ou: “Você precisa começar a estudar mais”.

– Observe com grande atenção a coluna 5!  Muitos empreendedores negligenciam o tempo gasto com as pessoas, com liderança e com a contratação dos talentos.

Isso é natural uma vez que várias outras coisas do negócio estão nas suas mãos! Mas lembre-se: quem transporta a estratégia para a realidade são as PESSOAS que trabalham com você.

Sem elas devidamente preparadas, qualquer empresa seja ela pequena ou enorme estará fadada ao fracasso!

Gostou dessa ferramenta? Quer saber mais sobre como a rotina do empreendedor poderia ser mais eficiente? Percebeu que ainda precisa aprimorar o tempo gasto com pessoas, liderança e contratação? Conheça o curso Startups do Futuro e venha conferir as melhores práticas sobre gestão de colaboradores que estão sendo aplicadas por empresas referências como Google, Apple, Amazon, Zappos, Facebook, Netflix, LinedIn, entre outras.

Ferramentas de Coaching: potencializando Resultados!

Por Bárbara Viana, coach parceira da Crescimentum

Antes de falarmos de Ferramentas de Coaching, vamos começar definindo o que é o processo de Coaching. Segundo a ICF (International Coaching Federation) Coaching é “um processo instigante e criativo que visa liberar o potencial para a máxima performance”.

Esse processo ocorre com a parceria entre o coachee (cliente) e o Coach (profissional preparado e certificado). E, durante o processo de desenvolvimento do coachee, o coach utiliza diversas competências, técnicas e as tais Ferramentas de Coaching.

O que são as Ferramentas de Coaching?

Essas ferramentas são utilizadas visando auxiliar o coachee na sua jornada de descoberta e, de acordo com o tema da sessão, o Coach oferece recursos para expandir a consciência do coachee sobre o assunto que está em pauta.

As ferramentas de coaching potencializam o processo de autoconhecimento e apoiam o coachee na ampliação da autoconsciência, proporcionando maior clareza dos pontos trabalhados nas sessões.

Existem inúmeras ferramentas de Coaching que apoiam no desenvolvimento do processo. Algumas das mais conhecidas no mercado são:

  1. Resultados Esperados
  2. SWOT Pessoal
  3. Especificação de Objetivos
  4. Roda da Vida
  5. Dreamlist
  6. STOP
  7. Ganhos & Perdas
  8. Modelo Ideal
  9. Mesa de Mentores
  10. Road Map

Agora se focarmos em ferramentas de coaching de forma específica, podemos pensar em um segmento de clientes como o Coaching de Liderança, por exemplo, que é destinado a contribuir no desenvolvimento de coachees que são líderes.

Teremos ferramentas mais apropriadas para esse público, pois estas podem apoiá-los na atuação diária com seus liderados, auxiliando em uma gestão mais assertiva.

Olhando de forma direcionada para líderes, algumas ferramentas de coaching mais efetivas para serem sugeridas aos coachees nesse processos de coaching de liderança, são:

  1. Envolvimento Total
  2. Dimensões de Confiança
  3. Mapa de Influência
  4. Matriz de Empoderamento
  5. Feedback SCI
  6. DISC
  7. Motivadores
  8. Roda de Competências
  9. Perguntas Poderosas
  10. Modelo GROW

3 exemplos de Ferramentas de Coaching

Gostaria de destacar 3 dessas ferramentas como potencializadoras para o desenvolvimento de líderes.

1. Modelo GROW

O modelo GROW foi criado por John Whitmore, que ficou conhecido pelo seu livro “Coaching para Performance”. Esse modelo é um acrônimo: Goal (Meta), Reality (Realidade), Options (Opções) e What/When/Whom/Will (O Que deve ser feito/Quando/por Quem)

É um modelo de coaching que pode ser utilizado para nortear um processo de coaching ou utilizado como ferramenta.

Uma forma de usá-la é em reuniões com liderados ou em conversas de desenvolvimento, em que o Coach pode ajudar o Coachee Líder a desenvolver a competência de Líder Coach.

2. Perguntas Poderosas

São aquelas que propiciam reflexões, descobertas, insights, provocam novas soluções, incentivam a criatividade, estimulam a ação, geram opções, criam comprometimento e/ou novas perspectivas.

Alguns exemplos de Perguntas Poderosas:

A) O que você acredita sobre o seu Time?
B) Qual seria uma nova possibilidade para essa questão?
C) O que te impede de realizar isso?
D) Quantas formas diferentes existem para fazer isso?
E) Qual vai funcionar melhor pra você?
F) Qual o aprendizado você tira dessa situação?
G) O que eu posso fazer para te apoiar nesse projeto?
H) Como você gostaria de ser liderado?
I) O que você vai começar a fazer?
J) O que você vai parar de fazer?
K) O que você vai continuar fazendo?

Essa ferramenta contribui muito no dia a dia de um líder coach, ou seja, o profissional que utiliza as competência de Coaching para desenvolver seu time.

3. DISC

É uma ferramenta de Análise Comportamental, baseada na teoria DISC desenvolvida por William Moulton Marston em 1928, em seu livro “As emoções das pessoas normais”.

Os fatores analisados na ferramenta são: Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade. Todos esse fatores geram uma fonte de informações mostrando emoções observáveis, isto é, como uma pessoa é percebida pelos outros e como expressa o que está dentro dela.

O DISC é a linguagem universal do comportamento humano observável, proporciona expansão de autoconhecimento e autoconsciência sobre como você age, seu potencial, facilidades e dificuldades, tendências de tomada de decisão, delegação e estilo de liderança.

Tudo isso permite que entendamos, aceitemos e valorizemos cada vez mais a nós mesmos. E, quando esse caminho é mostrado para a gente, podemos fazê-lo com ainda mais competência com outros, uma vez que passamos a adquirir um novo nível de consciência e entendimento sobre o ele.

O ganho é inevitável em termos de melhores relações de confiança, comunicação mais assertiva, minimização de conflitos e maximização de resultados, tanto no âmbito profissional e pessoal.

“Para conseguir o melhor das pessoas, temos que acreditar que o melhor está lá. Mas como sabemos que está, o quanto está e como extraímos isso?” John Whitmore

Os conceitos, abordagens, técnicas e ferramentas de coaching são fundamentais para o sucesso do processo, e para auxiliarmos o Coachee a extrair seu melhor.

Entretanto, existe uma premissa que diz: o protagonista do processo é, e sempre será, o seu Coachee.